
Casa da noite 07 - Queimada

P. C. Cast e Kristin Cast

                    Crditos: Comunidade Tradues de Livros


                                                      CAPTULO UM


                                                         Kalona

        Kalona ergueu as mos. Ele no hesitou. No havia nenhuma dvida em sua mente sobre o que ele tinha que
fazer. Ele no permitiria que nada nem ningum entrasse em seu caminho, e este menino humano estava de p entre
ele e o que ele desejava. Ele particularmente no queria matar o menino; Ele particularmente no queria o menino
vivo, tambm. Era uma necessidade simples. Ele no sentia remorso ou arrependimento. Tal como tinha sido a norma
durante os sculos desde que ele tinha cado, Kalona sentiu muito pouco. Assim, indiferentemente, sua asa imortal
torceu pescoo do rapaz e ps fim  sua vida.

        -- No!

        A angstia de uma palavra congelou o corao de Kalona. Deixou cair o corpo sem vida do menino e virou a
tempo de ver Zoey correndo em direo a ele. Seus olhos se encontraram. Nos dela estavam desespero e dio. Nos
dele uma negao impossvel. Ele tentou formular as palavras que poderiam faze-la entender, poderiam faze-la
perdo-lo. Mas no havia nada que ele pudesse dizer para mudar o que tinha visto, e mesmo que ele pudesse
trabalhar o impossvel, no houve tempo.

        Zoey jogou todo o poder do elemento esprito para ele.

        Ele bateu no imortal, golpeando-lhe com fora que estava alm do fsico. Esprito era a sua essncia, seu
ncleo, o elemento que o tinha sustentado durante sculos e com o qual ele sempre foi mais confortvel, assim como
o mais poderoso. O ataque de Zoey ardeu nele. Levantou-lhe com tanta fora que ele foi arremessado sobre o imenso
muro de pedra que separava a Ilha dos vampiros e o Golfo de Veneza. A gua gelada cobriu-o, sufocando-o. Por um
instante a dor em Kalona era to mortal que ele no lutou contra isso. Talvez ele deveria deixar essa luta terrvel para a
vida e suas armadilhas finais. Talvez, mais uma vez, ele deveria permitir-se ser dominado por ela. Mas menos de um
batimento cardaco depois de ele ter esse pensamento, ele sentiu. A alma de Zoey estava despedaada, e, to
verdadeiramente como sua queda levou-o de um domnio para outro, seu esprito partiu deste mundo.

        Este conhecimento o feriu pior do que o golpe contra ele.

        No Zoey! Ele nunca quis causar-lhe dano. Mesmo com todas as maquinaes de Neferet, mesmo com todas
as manipulaes e planos do Tsi Sgili, ele detinha o justo conhecimento de que, apesar de tudo, ele iria usar o seu
vasto poder imortal para manter Zoey segura porque, em ltima instncia, ela era o mais prximo que ele poderia
chegar a Nyx nesse reino e este era o nico reino que lhe restava.

        Lutando para recuperar-se do ataque de Zoey, Kalona ergueu seu slido corpo das ondas que o agarravam e
percebeu a verdade. Graas a ele, o esprito de Zoey se foi, o que significava que ela iria morrer. Com o seu primeiro
sopro de ar, ele lanou um grito doloroso de desespero, ecoando sua ltima palavra, -- No!

        Teria ele realmente acreditado desde sua queda que ele realmente no tinha sentimentos? Ele havia sido um
idiota e errado, to errado. Emoes maltrataram-no enquanto ele voou arrebentando logo acima da superfcie da
gua, desbastando seu esprito j ferido, vociferando contra ele, enfraquecendo-o, sangrando sua alma. Com
turva, enegrecida viso, ele olhou para a lagoa, entrecerrando os olhos para ver as luzes da terra anunciada. Ele nunca
sairia dessa ali. Teria que ser no palcio. Ele no tinha escolha. Usando as ltimas reservas de suas foras, Kalona bateu
suas asas contra o ar gelado, elevando-o por cima do muro, onde ele caiu na terra congelada .

          Ele no sabia quanto tempo ficou l na fria escurido da despedaada noite enquanto emoes esmagavam
sua alma abalada. Em algum lugar no fundo de sua mente, ele compreendeu a familiaridade do que tinha
acontecido. Ele tinha cado novamente, s que desta vez foi mais no esprito do que no corpo, embora seu corpo no
parecia ser comandado por muito mais tempo tambm.

          Ele sentiu sua presena antes dela falar. Tinha sido assim entre eles desde o incio, se ele realmente queria ou
no, eles simplesmente sentiam um ao outro.

          -- Voc permitiu que Stark testemunhasse voc matando o menino! -- A voz de Neferet era mais fria que o
mar de inverno.

          Kalona virou a cabea para que ele pudesse ver mais do que a ponta do sapato dela. Ele olhou para ela,
piscando para tentar clarear a sua viso.

          -- Acidente. -- Encontrando sua voz novamente ele conseguiu um spero sussurro. -- Zoey no deveria estar
ali.

          -- Acidentes so inaceitveis, e eu no me importo nem um pouco se ela estava l. Na verdade, o resultado
do que ela viu  bastante conveniente.

          -- Voc sabe que sua alma despedaada? -- Kalona odiava a fraqueza anormal em sua voz e a letargia
estranha em seu corpo quase tanto quanto odiava o efeito da beleza glida que Neferet tinha sobre ele.

          -- Eu imagino que a maioria dos vampiros na ilha sabe. Tipicamente dela, o esprito de Zoey no foi
exatamente quieto em sua despedida. Pergunto-me, no entanto, quantos dos vampiros tambm sentiram o golpe que
a sirigaita te deu justo antes dela partir. -- Neferet bateu no queixo contemplativamente com uma unha longa e
afiada.

          Kalona permaneceu em silncio, esforando-se para se concentrar e juntar as bordas irregulares de seu
esprito dilacerado, mas na terra seu corpo foi pressionado contra algo muito real, e no tinha fora para chegar acima
e alimentar sua alma de ralos vestgios do Outromundo que flutuavam ali.

          -- No, eu imagino que nenhum deles sentiu isso, -- continuou Neferet, em sua mais fria, mais calculista voz.
-- Nenhum deles est ligado  Escurido, com voc, como eu estou. No  assim, meu amor?

          -- Estamos excepcionalmente conectados, -- Kalona disse, embora ele de repente queria que as palavras no
fossem verdadeiras.

          -- De fato. . . -- Ela disse, ainda distrada com seus pensamentos. Ento os olhos de Neferet arregalaram-se
com uma nova compreenso lhe veio. -- Eu a muito tempo me pergunto como era que A-ya conseguiu ferir voc,
como imortal fisicamente poderoso, mal o suficiente para que aquelas ridculas bruxas Cherokee pudessem prender
voc. Acredito que a pequena Zoey acaba de dar a resposta que voc to cuidadosamente esconde de mim. Seu corpo
pode ser danificado, mas apenas atravs de seu esprito. Isso no  fascinante?

          -- Vou curar. -- Ele colocou tanta fora como foi possvel em sua voz. -- Leve-me de volta para Capri e ao
castelo l. Leve-me para o topo, to perto do cu como eu possa estar, e eu vou recuperar a minha fora.
        -- Eu imaginei que voc queria eu estava to inclinada a fazer isso. Mas eu tenho outros planos para voc,
meu amor. -- Neferet ergueu os braos, estendendo-os sobre ele. Enquanto continuava a falar ela comeou a tecer
seus longos dedos atravs do ar, criando intrincados padres, como uma aranha fiando sua teia. No vou permitir que
Zoey interfira conosco nunca mais.

        -- A alma despedaada  uma sentena de morte. Zoey j no  nenhuma ameaa para ns, -- disse. Com os
olhos astutos, Kalona observou Neferet. Ela chamou uma pegajosa escurido que ele reconheceu muito bem. Ele
passou sua existncia lutando contra a escurido antes de abraar este frio poder. Aquilo pulsou e tremulou de forma
familiar, descansando sobre os dedos dela. Ela no deveria ser capaz de controlar a Escurido de forma to
tangvel. Este pensamento vagava como o eco de uma sentena de morte atravs de sua mente cansada. Uma Alta
Sacerdotisa no deveria ter esse poder.

        Mas Neferet j no era apenas uma Alta Sacerdotisa. Ela tinha crescido alm dos limites desse papel h
algum tempo, e ela no tinha problemas em controlar a Escurido invocada.

        Ela est se tornando imortal, Kalona compreendeu, e com esta compreenso, o medo se juntou ao remorso e
desespero e raiva, onde ele ainda cozinhava dentro o Guerreiro cado de Nyx.

        -- Poderamos pensar que seria uma sentena de morte, -- Neferet falou calmamente enquanto ela atraa
mais e mais os fios pretos para ela, -- mas Zoey tem um terrvel e inconveniente hbito de sobreviver. Desta vez vou
me certificar que ela morra.

        -- A alma de Zoey tambm tem o hbito de reencarnar, -- disse ele, propositalmente tentando atrair Neferet
e faz-la perder a concentrao.

        -- Ento eu vou destru-la uma e outra vez! -- A concentrao de Neferet s aumentou com raiva com suas
palavras evocadas. A escurido, ela girou intensificada, contorcendo-se com o poder crescido no ar ao seu redor.

        -- Neferet. -- Ele tentou alcan-la usando seu nome. -- Voc realmente entende o que  que voc est
tentando comandar?

        Seu olhar encontrou o dele, e, pela primeira vez, Kalona viu a mancha vermelha que se aninhava na escurido
dos olhos dela. -- Claro que sim.  o que seres inferiores chamam de mal.

        -- Eu no sou um ser inferior, e eu tambm, chamo de mal.

        -- Ah, no por sculos voc no foi. -- Sua risada era viciante. -- Mas parece que ultimamente voc tem
vivido muito com as sombras de seu passado em vez de divertindo-se com o poder encantador das tevas do
presente. Eu sei quem  a culpada por isso.

        Com um esforo tremendo, Kalona empurrou-se a uma posio sentada.

        -- No. Eu no quero que voc se mova. -- Neferet estalou um dedo para ele e um fio de escurido
serpenteou em volta do pescoo, apertou, e empurrou-o para baixo, fixando-o no cho novamente.

        -- O que  que voc quer de mim? -- Ele murmurou.

        -- Eu quero que voc siga esprito Zoey para o Outromundo e esteja certo que nenhum dos seus amigos --
ela desdenhou a palavra -- consiga encontrar uma maneira de persuadi-la a voltar ao seu corpo.
         Choque sacudiu atravs do imortal. -- Eu fui banido por Nyx do Outromundo. Eu no posso seguir Zoey l.

        -- Ah, mas voc est errado, meu amor. Voc v, voc sempre pensa muito literalmente. Nyx expulsou voc --
voc caiu-- voc no pode voltar. Ento voc acreditou durante sculos que  assim. Bem, voc literalmente no pode.
-- Ela suspirou dramaticamente quando ele olhou para ela sem expresso. -- Seu lindo corpo foi banido, isso 
tudo. Nyx no disse nada sobre sua alma imortal?

         -- Ela no precisava dizer isso. Se a alma  separada do corpo por muito tempo, o corpo vai morrer.

         -- Mas seu corpo no  mortal, o que significa que pode ser separados de sua alma por tempo indeterminado
sem morrer -- disse ela.

         Kalona esforou-se para evitar que o terror de suas palavras enchesse sua expresso. --  verdade que eu no
posso morrer, mas isso no significa que eu vou permanecer intacto se o meu esprito deixar meu corpo por muito
tempo. --Eu poderia envelhecer... enlouquecer... tornar-me uma casca de mim mesmo que nunca morrer... As
possibilidades giraram atravs de sua mente.

         Neferet encolheu os ombros. -- Ento voc vai ter a certeza de terminar sua tarefa em breve, para que voc
possa retornar a seu belo corpo imortal antes que seja irremediavelmente danificado. -- Ela sorriu sedutoramente
para ele. -- Eu desgostaria muito se alguma coisa acontecesse com seu corpo, meu amor.

         -- Neferet, no faa isso. Voc est colocando coisas em movimento que vo exigir um pagamento, cujas
consequncias voc no vai querer enfrentar.

         -- No me ameace! Liberei-o de sua priso. Eu te amei. E ento eu vi voc bajular repetidamente aquela
adolescente. Quero que ela saia de minha vida! Consequncias? Eu as abraarei! Eu no sou mais a fraca, intil Alta
Sacerdotisa seguidora de uma deusa qualquer cheia de regras. Voc no entende isso? Se voc no tivesse sido to
distrado por essa criana, voc saberia sem que eu lhe contasse. Eu sou uma imortal, o mesmo que voc, Kalona! --
Sua voz era horripilante, amplificada com o poder. -- Estamos perfeitamente combinados. Voc costumava a acreditar
nisso tambm, e isso  algo que voc vai acreditar novamente, quando Zoey Redbird no existir mais.

         Kalona olhou fixamente para ela, entendendo que Neferet estava completamente, verdadeiramente irritada, e
se perguntando por que aquela irritao s serviu para alimentar o seu poder e intensificar sua beleza.

         -- Ento  isso que eu decidi fazer, -- ela continuou, falando metodicamente. -- Vou manter seu sexy, imortal
corpo enfiado no subterrneo em algum lugar, enquanto sua alma viaja para o Outromundo e garante que Zoey no
volte aqui.

         -- Nyx nunca permitir isso! -- As palavras dele estouraram antes que ele pudesse det-las.

         -- Nyx sempre permite o livre arbtrio. Como sua ex-Alta Sacerdotisa, eu sei, sem qualquer dvida que ela
permitir que voc opte por viajar em esprito para o Outromundo, -- Neferet disse maliciosamente. -- Lembre-se,
Kalona, meu verdadeiro amor, se voc garantir a morte de Zoey, voc estar removendo o ltimo impedimento para
ns reinarmos lado a lado. Voc e eu seremos poderosos alm da imaginao neste mundo das maravilhas
modernas. Pense nisso -- vamos subjugar os seres humanos e trazer de volta o reino dos vampiros com toda a beleza,
paixo e poder ilimitado que isso significa. A terra ser nossa. Ns, de fato, daremos nova vida ao glorioso passado!
        Kalona sabia que ela estava brincando com suas fraquezas. Silenciosamente, amaldioou-se por permitir que
ela aprendesse muito sobre seus mais profundos desejos. Ele tinha confiado nela, por isso Neferet sabia que ele no
era Erebus e ele nunca poderia verdadeiramente governar ao lado de Nyx no Outromundo, e ele queria recriar tanto
quanto ele tinha perdido aqui neste mundo moderno.

        -- Voc v, meu amor, quando voc considera isso logicamente,  justo que voc siga Zoey e corte a ligao
entre sua alma e seu corpo. Fazer isso simplesmente servir aos seus ltimos desejos. -- Neferet falou calmamente,
como se os dois estivessem discutindo a escolha do material para seu mais recente vestido.

        -- Como farei para encontrar a alma de Zoey? -- Ele tentou igualar seu tom prosaico. -- O Outromundo 
uma rea muito vasta, s os deuses e deusas podem atravess-lo.

        A expresso branda Neferet endureceu, fazendo sua cruel beleza terrvel de se ver. -- No finja que voc no
tem uma conexo com a alma dela! -- O imortal Tsi Sgili respirou fundo. Em um tom mais razovel, ela continuou, --
Admita isso, meu amor, voc poderia encontrar Zoey mesmo que ningum mais pudesse. Qual  a sua escolha,
Kalona? Governar sobre a terra ao meu lado, ou continuar a ser um escravo do passado?

        -- Eu escolho governar. Eu vou sempre escolher governar, -- disse ele sem hesitao.

        To logo ele falava, os olhos Neferet mudaram. O verde dentro deles ficou totalmente envolto em
escarlate. Ela virou as esferas brilhantes em cima dele -- possuindo, enganando, encantando. -- Ento me oua,
Kalona, Guerreiro Cado de Nyx, por meu juramento manterei seu corpo em segurana. Quando Zoey Redbird, caloura
Alta Sacerdotisa de Nyx, no existir mais, eu te juro que vou retirar essas escuras correntes e permitir que seu esprito
volte. Ento eu vou lev-lo at o topo do castelo em Capri e deixar o cu trazer vida e fora dentro de voc e ento
voc governar este reino como o meu consorte, meu protetor, meu Erebus. -- Enquanto Kalona observava, impotente
para det-la, Neferet passou uma longa e pontuda unha atravs da palma de sua mo direita. Juntando o sangue que
saia dali, ela segurou sua mo, oferecendo-a. -- Pelo sangue eu reivindico este poder, pelo sangue eu amarro este
juramento. -- Tudo ao redor dela, Escurido mexeu e desceu sobre sua palma, se contorcendo, tremendo,
bebendo. Kalona podia sentir a atrao da Escurido. Ele falou com a sua alma sedutoramente com, poderosos
sussurros.

        -- Sim! -- A palavra foi um gemido profundo rasgado de sua garganta enquanto Kalona rendeu-se 
gananciosa Escurido.

        Quando Neferet continuo, sua voz foi ampliada, inchada com poder. -- Trata-se de sua prpria escolha que eu
tenho selado esse juramento de sangue com Escurido, mas , se voc fracassar e quebr-lo..

        -- Eu no vou falhar.

        Seu sorriso era de outro mundo tamanha era a beleza, seus olhos turvaram-se com sangue. -- Se voc,
Kalona, Guerreiro Cado de Nyx, quebrar esse juramento e falhar em minha busca para destruir Zoey Redbird, caloura
Alta Sacerdotisa de Nyx, manterei o domnio sobre seu esprito, enquanto voc for imortal.

        A resposta veio espontaneamente dele, inspirada pela sedutora Escurido, que durante sculos tinha
escolhido sobre a Luz. -- Se eu falhar, voc dever ter o domnio sobre o meu esprito, enquanto eu sou imortal.

        -- Deste modo eu juro. -- Novamente Neferet cortou a palma da mo, criando um X na sua carne
sangrenta. O odor de cobre flutuou at Kalona como a fumaa ascendendo do fogo enquanto ela novamente elevava a
mo para Escurido. -- Assim ser! -- O rosto de Neferet se contorceu de dor enquanto Escurido bebia dela
novamente, mas ela no vacilou -- no se moveu at que o ar ao seu redor vibrou, inchado com seu sangue e seu
juramento.

        S ento ela abaixou sua mo. Sua lngua serpenteava para fora, lambendo a linha vermelha e terminando o
sangramento. Neferet caminhou at ele, curvou-se, e gentilmente colocou as mos em cada lado de seu rosto, tal
como ele tinha segurado o menino humano antes de aplicar o seu golpe mortal. Ele podia sentir Escurido
arranhando ao redor e dentro dela, um touro raivoso esperando ansiosamente pelo comando de sua ama.

        Seus lbios ensanguentados fizeram apenas uma curta pausa para tocar os dele. -- Com o poder que corre
atravs do meu sangue, e pela fora das vidas que tenho tomado, eu comando voc, meu delicioso fio da Escurido,
para tirar a alma deste imortal Jurado de seu corpo levando-o para o Outromundo. V e faa o que eu ordenei, e eu
juro que vou sacrificar para voc a vida de um inocente que voc foi incapaz de manchar. Ento contigo em favor de
mim, que seja feita a minha vontade!

        Neferet atraiu uma profunda respirao, e Kalona viu os fios escuros que ela chamou deslizarem entre os
lbios cheios e vermelhos dela. Ela inalou a Escurido at que ela que se encheu com ela, e ento cobriu a boca com
suas mos, com seu enegrecido, beijo de sangue contaminado, Escurido explodiu dentro dele com tanta fora que
separou a alma ferida dele de seu corpo. Enquanto sua alma gritava em agonia silenciosa, Kalona foi forado para
cima, para cima e para o reino do qual sua Deusa o tinha banido, deixando seu corpo sem vida, preso, Jurado ao mal, e
 merc de Neferet.
                                                     CAPTULO DOIS


                                                           Rephaim

        O sonoro tambor era como o batimento cardaco de um imortal: nunca terminando, engolindo,
esmagador. Ele ecoou atravs da alma de Rephaim em sintonia com as batidas de seu sangue. Ento, com a batida do
tambor, as antigas palavras tomaram forma. Eles embrulharam seu corpo de modo que, mesmo enquanto ele dormia,
seu pulso aliou-se em harmonia com a melodia eterna. Em seu sonho, as vozes das mulheres cantava:


                 Antigo dormindo, esperando para levantar-se

                 Quando o poder da terra sangra vermelho sagrado

                 A marca atingir a verdade; Rainha Tsi Sgili planejar

                 Ele deve ser lavado desde sua cama-sepulcro


        A cano era sedutora, e como um labirinto, que circulou incessantemente.


                 Pela mo do morto, ele  livre

                 Terrvel beleza, monstruosa vista

                 Governando novamente eles devem estar

                 Mulheres devem ajoelhar-se aos seus escuros poderes



        A msica era uma incitao sussurrada. Uma promessa. Uma bno. Uma maldio. A memria do previsto
fez o corpo de Rephaim dormir inquieto. Ele se contorcia e, como uma criana abandonada, murmurou uma pergunta
de uma s palavra: -- Pai?

        A melodia concluda com a rima que Rephaim havia memorizado sculos atrs:



                 A cano de Kalona soa doce

                 Enquanto massacramos com fria clera



        .--.. massacramos com fria clera.-- Dormindo constante, Rephaim respondeu s palavras. Ele no acordou,
mas seu batimento cardaco aumentou -- suas mos enroladas em punhos -- seu corpo enrijecido. No limite entre o
despertar e o sono, a batida gaguejou em uma pausa, e as vozes macias das mulheres foram substitudas por uma que
era profunda e tambm toda familiar.
         --Traidor... covarde... traidor... mentiroso!-- A voz masculina era uma condenao. Com o sua ladainha de ira,
ele invadiu sonho Rephaim e sacudiu-o completamente para o mundo acordado.

         --Pai!-- Rephaim explodiu, jogando fora os papis velhos e pedaos de papelo que ele tinha usado para
criar um ninho em torno dele. --Pai, voc est aqui?

         Um brilho de movimento capturado no canto de sua viso, e ele empurrou para a frente, rangendo sua asa
quebrada quando ele olhou das profundezas da escurido, o armrio de painis de cedro.

         --Pai?
         Seu corao sabia que Kalona no estava l antes mesmo do vapor de luz e movimento tomar forma para
revelar a criana.

         --O que  voc?

         Rephaim concentrou sua abrasador olhar sobre a menina. --V embora, apario.

         Em vez de esmorecer como ela deveria, a criana estreitou os olhos para estud-lo, parecendo intrigada. --
Voc no  um pssaro, mas voc tem asas. E voc no  um garoto, mas voc tem braos e pernas. E seus olhos so
como de um menino, tambm, s que eles esto vermelhos. Ento, o que  voc?

         Rephaim sentiu uma onda de raiva. Com um rpido movimento que causou fragmentos brancos quente da
dor que irradiou atravs de seu corpo, ele pulou do armrio, aterrissando poucos metros antes do fantasma --
predatrio, perigoso, defensivo.

         --Eu sou o pesadelo dado a vida, o esprito! V embora e me deixe em paz antes de aprender que existem
coisas muito piores que a morte de medo.

         Em seu movimento brusco, a criana fantasma necessitou de um pequeno passo para trs, de modo que
agora o ombro roou na vidraa baixa. Mas l estava ela parada, ainda olhando para ele com um curioso, inteligente
olhar.
         --Voc clamou por seu pai em seu sono. Eu ouvi voc. Voc no pode me enganar. Eu sou inteligente assim, e
eu lembro das coisas. Alm disso, voc no pode me assustar porque voc est realmente apenas ferido e sozinho.

         Ento, o fantasma da menina cruzou seus braos petulantemente sobre o magro peito, jogou para trs os
longos cabelos loiros, e desapareceu, deixando apenas Rephaim da forma que ela havia falado dele, ferido e sozinho.

         Suas mos em punhos frouxos. Seus batimentos cardacos acalmaram. Rephaim tropeou ao voltar para seu
ninho improvisado e descansou a cabea contra a parede do armrio atrs dele.

         --Pattico,-- murmurou em voz alta. --O filho predileto de um antigo imortal reduzido a se esconder no lixo
e falar com o fantasma de uma criana humana.-- Ele tentou rir, mas falhou. O eco da msica de seu sonho, de seu
passado, ainda era muito alto no ar ao seu redor. Como foi a outra voz -- uma que ele podia jurar que era de seu pai.

         Ele no conseguia sentar mais. Ignorando a dor em seu brao e a doente agonia de sua asa, Rephaim ficou de
p. Ele odiava a fraqueza que impregnava seu corpo. H quanto tempo ele esteve aqui, ferido, exausto desde o voo do
depsito, e enrolado nessa caixa em uma parede? Ele no conseguia se lembrar. J passou um dia? Dois?

         Onde ela estava? Ela disse que viria at ele esta noite. E ainda l estava ele, onde Stevie Rae o tinha
enviado. Era noite, e ela no tinha chegado.
        Com um som de averso, ele saiu do armrio e seu ninho, seguiu alm do parapeito em frente da qual a
menina havia materializado na porta que dava para a varanda do ltimo andar. Um impulso o levara at o segundo
andar da manso abandonada, logo aps o amanhecer, quando ele chegou. No final de sua grande reserva de fora,
ele s pensava em segurana e dormir.

        Mas agora ele estava muito acordado.

        Ele encarou o vazio terreno do museu. O gelo que havia cado durante dias do cu tinha parado, deixando as
enormes rvores que circundavam as colinas em que estava o Museu Gilcrease e sua manso abandonada e em
runas, com ramos curvados. A viso noturna de Rephaim era boa, porm ele no pode detectar qualquer movimento
em toda a parte externa. As casas que enchiam a rea entre o museu e o centro de Tulsa estava quase to escuras
quanto tinham sido em sua jornada ao abrigo ao amanhecer. Pequenas luzes pontilhavam a paisagem -- no muito, a
acelerada eletricidade que Rephaim havia chegado a esperar de uma cidade moderna. Eles s estavam fracos, velas
tremeluzentes -- nada comparado com a majestade do poder neste mundo que poderia evocar.

        No havia, naturalmente, nenhum mistrio para o que tinha acontecido. As linhas que levaram energia para
as casas dos humanos modernos tinham sido rompidas com tanta certeza quanto tinha os galhos carregados de gelo
das rvores. Rephaim sabia o que era bom para si. Exceto pelos galhos cados e outros detritos deixados na estradas,
as ruas pareciam a maior parte transitveis. Havia uma grande mquina eltrica que no foi quebrada, pessoas teriam
inundado esses terrenos enquanto a vida humana diria era retomada.

        --A falta de energia mantm os seres humanos,-- ele murmurou para si mesmo. --Mas o que  mant-la
fora?

        Com um som de pura frustrao, Rephaim abriu a porta em runas, automaticamente procurando o cu
aberto como blsamo para os nervos. O ar estava frio e espesso com umidade. Baixo em toda a grama de inverno, a
nvoa suspensa em um lenol ondulado, como se a terra estivesse tentando se ocultar de seus olhos.

        Erguendo seu olhar, Rephaim fez uma longa, estremecedora respirao. Ele inspirou o cu. Parecia
estranhamente brilhante, em comparao com a cidade escurecida. Estrelas acenaram-no, assim como o ntido
semicrculo da lua minguante.

        Tudo dentro de Rephaim ansiou o cu. Ele queria que debaixo das suas asas, passando por seu escuro,
emplumado corpo, acariciando-o com o toque da me que ele nunca conheceu.

        Sua asa ilesa estendeu-se, alongando-se mais do que o comprimento do corpo de um homem adulto ao lado
dele. Sua outra asa tremeu, Rephaim respirou o ar noturno, irrompendo com ele em um agonizante gemido.

        Quebrada! A palavra ardeu atravs de sua mente.

        --No. Isso no  uma certeza.-- Rephaim falou em voz alta. Ele balanou a cabea tentando apagar o
cansao incomum que o fazia se sentir cada vez mais impotente -- cada vez mais danificado. --Concentre-se!--
Rephaim admoestou a si mesmo. --Est na hora de encontrar o Pai.-- Ele ainda no estava bem, mas a mente de
Rephaim, embora cansada, estava mais clara do que tinha estado desde sua queda. Ele deve ser capaz de detectar
alguns traos de seu pai. No importa quanta distncia ou tempo separados, eles foram amarrados pelo sangue e
esprito, e especialmente pelo dom da imortalidade, que havia sido da primogenitura de Rephaim.
        Rephaim olhou para o cu, pensando nas correntes de ar em que ele estava to acostumado a deslizar. Ele
respirou fundo, levantou o brao ileso, e estendeu a mo, tentando tocar as correntes evasivas e os vestgios de magia
negra do Outromundo que apodrecia ali. --Tragam-me algum sentido dele!-- Ele fez seu apelo urgente para a noite.

        Por um momento ele acreditava que sentiu um lampejo de resposta, longe, muito longe para o leste. E ento,
o cansao era tudo que ele poderia sentir. --Por que no posso sentido voc, Pai?-- Frustrado e excepcionalmente
exausto, ele deixou cair a mo inerte ao seu lado.

        Extraordinrio cansao...

        --Por todos os deuses!-- Rephaim de repente, percebeu que tinha esgotado sua fora e deixou seu prprio
escudo partido. Ele sabia o que estava impedindo-o de sentir o caminho que seu pai tinha tomado. --Ela fez isso.--
Sua voz era dura. Seus olhos brilhavam carmesim.

        Sim, ele foi terrivelmente ferido, mas como o filho de um imortal, seu corpo j deveria ter iniciado o seu
processo de reparao. Ele tinha dormido -- duas vezes desde que o Guerreiro tinha atirou nele no cu. Sua mente
estava clara. Dormir deveria ter continuamente reanimado-o. Mesmo que, como ele suspeitava, sua asa tivesse
permanentemente danificada, o resto de seu corpo deveria estar visivelmente melhor. Seus poderes deveriam ter
retornado a ele.
                                                                       1
        Mas a Vermelha tinha bebido do seu sangue, teve um Imprint com ele. E ao faz-lo, ela tinha perturbado o
equilbrio do poder imortal dentro dele.

        A raiva aumentou para atender  frustrao j existente.

        Ela usou-o e depois o abandonou.

        Assim como o Pai tinha feito.

        --No!-- Ele se corrigiu imediatamente. Seu pai tinha sido expulso pela jovem Alta Sacerdotisa. Ele voltaria
quando fosse capaz, e em seguida Rephaim estaria mais uma vez ao lado de seu pai. Foi a vermelha quem o tinha
usado, depois deixou-o de lado.

        Por que pensar muito nisso causa uma curiosa dor dentro dele? Ignorando o sentimento, ele levantou o rosto
para o familiar cu. Ele no queria este Imprint. Ele apenas a salvou porque ele lhe devia sua vida, e ele sabia muito
bem que um dos verdadeiros perigos deste mundo, assim como do prximo, era a fora de uma dvida de vida no
paga.
        Bem, ela salvou-o -- encontrou-o, escondeu-o, e depois soltou-o, mas no telhado do depsito, ele pagou a
dvida ao ajud-la a escapar da morte certa. Sua dvida de vida estava paga agora. Rephaim era filho de um imortal, e
no um fraco humano. Ele tinha poucas dvidas de que ele poderia quebrar esse Imprint -- este ridculo subproduto
de lhe salvar a vida. Ele usaria o que restava de sua fora de vontade para afastar-se, e ento ele iria realmente
comear a curar-se.

        Ele respirou na noite novamente. Ignorando a fraqueza em seu corpo, Rephaim concentrou em sua fora de
vontade.



1
Imprint ou impresso.
          --Eu convoco o poder do esprito dos antigos imortais, que  meu por direito de nascena para comandar,
para quebrar --

          Uma onda de desespero caiu sobre ele, e Rephaim cambaleou contra o parapeito da varanda. A tristeza
propagou em todo o seu corpo com tanta fora que ele caiu de joelhos. Ele permaneceu ali, ofegando com dor e
choque.

          O que est acontecendo comigo?

          Em seguida, um estranho, medo absurdo encheu-o, e Rephaim comeou a entender.

          --Estes no so os meus sentimentos,-- ele disse a si mesmo, tentando encontrar seu prprio centro no
turbilho da aflio. --Estes so os seus sentimentos.

          Rephaim arfou  medida que o desespero seguia o medo. Endurecendo-se contra o persistente ataque,
esforou-se para ficar de p, lutou contra a onda de emoes de Stevie Rae. Resoluto, ele se obrigou a recentrar
durante o violento ataque e o cansao que o puxava incansavelmente -- para tocar o lugar do poder que estava
trancado e dormente durante a maior parte da humanidade -- o lugar em que seu sangue tinha a chave.

          Rephaim comeou a invocao de novo. Desta vez com uma inteno totalmente diferente.

          Mais tarde, ele diria a si mesmo que sua resposta foi automtica -- que ele estava agindo sob a influncia de
seu Imprint, que tinha sido simplesmente mais poderoso do que ele esperava. Este condenvel Imprint que o levara a
acreditar que o mais seguro, a maneira mais rpida para acabar com a horrvel lavagem de emoes da Vermelha foi a
atra-la para ele e, assim, retir-la do que quer que estava causando sua dor.

          No poderia ser que ele se importasse com a dor dela. Nunca poderia ser isso.

          --Eu convoco o poder do esprito dos antigos imortais, que  meu por direito de nascena para comandar.--
Rephaim falou rapidamente. Ignorando a dor em seu corpo espancado, ele puxou a energia da mais profunda sombra
da noite, e depois canalizou o poder atravs dele, acusando-a de imortalidade. O ar em torno dele brilhava enquanto
tornou-se manchado com um brilho escuro escarlate. --Com o poder imortal de meu pai, Kalona, que semeou o meu
sangue e esprito com o poder, eu vos envio a minha ... -- Suas palavras se quebraram. Sua? Ela no era nada dele. Ela
era... ela era... --Ela  a Vermelha! Alta Sacerdotisa Vampira daqueles que esto perdidos,-- ele finalmente
desabafou. --Ela est ligada a mim atravs do Imprint de sangue e por dvida de vida. V at ela. Fortalea-a. Atraia-a
para mim. Pela parte imortal do meu ser, eu te ordeno isso!

          A nvoa vermelha espalhada foi instantaneamente, voando para o sul. Voltaria da maneira em que
veio. Voltaria para encontr-la.

          Rephaim voltou a contemplar o olhar depois disso. E ento ele esperou.
                                                CAPTULO TRS

                                                     Stevie Rae

        Stevie Rae acordou se sentindo como um grande monte de merda. Bem, na verdade, sentia-se como um
grande e estressado monte de merda.

        Ela havia tido um Imprint com Rephaim.

        Ela quase tinha se queimado em cima no telhado.
                                                                                                     2             3
        Por um segundo, ela se lembrou do excelente episdio da segunda temporada de True Blood , onde Goderick
tinha se queimado em cima de um telhado. Stevie Rae soltou uma risada. --Isso parece mais fcil na TV.

        --O que fez?

        --Pelo amor dos cachorrinhos chores, Dallas! Voc me assustou.-- Stevie Rae agarrou o lenol branco,
hospitalar que a cobria. --O que que voc est fazendo aqui no Sam Hill?

        Dallas franziu a testa. --Ei, sossega. Eu vim at aqui um pouco depois do anoitecer para verificar voc, e
Lenobia me disse que seria bom ficar aqui por um tempo no caso de voc acordar. Voc est terrivelmente nervosa.

        --Eu quase morri. Acho que tenho o direito de estar um pouco nervosa.

        Dallas olhou instantaneamente arrependido. Ele colocou a pequena cadeira lateral pouco mais perto e pegou
sua mo. --Desculpe. Voc est certa. Desculpe. Eu estava realmente com medo quando Erik disse a todos o que havia
acontecido.

        --O que Erik disse?

        Seus quentes olhos castanhos endureceram. --Que voc quase queimou no telhado.

        --Sim, foi realmente estpido. Eu tropecei, ca e bati com a cabea.-- Stevie Rae teve que desviar seu olhar
enquanto falava. --Quando eu acordei, eu estava quase torrada.

        -- mentira.

        --O qu?

        --Poupe esse monte de porcaria para Erik e Lenobia e o resto deles. Aqueles idiotas tentaram mat-la, no ?

        --Dallas, no sei do que voc est falando.-- Ela tentou tirar a mo da dele, mas ele segurou firme.

        --Ei.-- Sua voz suavizou e ele tocou seu rosto, puxando seu olhar de volta no dele. --Sou somente eu. Voc
sabe que pode me dizer a verdade, e eu vou manter minha boca fechada.

        Stevie Rae soltou um longo suspiro. --Eu no quero que Lenobia ou qualquer um deles saiba, especialmente
nenhum dos calouros azuis.


2
Srie de TV baseada nos livros da coleo The Southern Vampires, de Charlaine Harris.
3
Personagem da Srie True Blood que morre queimado pelo sol no telhado de um hotel.
        Dallas encarou um longo tempo antes de falar. --Eu no vou dizer nada a ningum, mas voc tem que saber
que eu acho que voc est cometendo um grande erro. Voc no pode continuar protegendo-os.

        --Eu no estou protegendo-os!-- Protestou ela. Desta vez, ela segurou firme a mo de Dallas, mo quente,
tentando convenc-lo atravs do toque a entender algo que ela nunca poderia dizer-lhe. --Eu s quero lidar com isso
-- tudo isso -- do meu jeito. Se todos souberem que eles tentaram armar pra mim l em cima, ento tudo vai estar
fora das minhas mos.-- E se Lenobia agarra Nicole e seu grupo, e eles falam sobre Rephaim? O pensamento doentio
era um culpado sussurro na mente de Stevie Rae.

        --O que voc vai fazer com eles? Voc no pode simplesmente deix-los fugir com isso.

        --Eu no vou. Mas eles so minha responsabilidade, e eu vou cuidar deles eu mesma.

        Dallas sorriu. --Voc vai chutar a suas bunda, n?

        --Algo assim,-- disse Stevie Rae, desinformada sobre o que ela faria. Ento, ela rapidamente mudou de
assunto. --Ei, que horas so? Eu acho que estou morrendo de fome.

        O sorriso de Dallas mudou para gargalhadas quando ele se levantou. --Agora soa como a minha menina!--
Ele beijou sua testa e, em seguida, virou-se para o mini-refrigerador que estava escondido dentro das prateleiras
metlicas em toda a sala. --Lenobia me que disse h bolsas de sangue aqui. Ela disse que to rpido quanto voc est
curando e to profundo quanto voc est dormindo, voc provavelmente acordaria com fome.

        Enquanto ele foi pegar as bolsas de sangue, Stevie Rae sentou-se e espiou cautelosamente as costas de seu
vestido de hospital, estremecendo um pouco por quo tensa o movimento a fazia sentir. Ela esperava o pior. Srio,
suas costas tinham sido queimadas como um hambrguer quando Lenobia e Erik puxaram-na do buraco que ela tinha
feito na terra. Puxada por Rephaim.

        No pense nele agora. Apenas se concentre em...

        --Ohminhadeusa,-- Stevie Rae sussurrou pasma quando ela encarou o que ela podia ver de suas costas. No
estava mais como hambrguer. Estava liso. Rosa brilhante, como se ela tivesse comeado a queimar, mas suave e com
aparncia de novo, como pele de beb.

        --Isso  incrvel.-- A voz de Dallas foi abafada. --Um verdadeiro milagre.

        Stevie Rae olhou para ele. Seus olhos se encontraram.

        --Voc me assustou boa menina,-- disse ele. --No faa isso de novo, ok?

        --Vou tentar o meu melhor para no fazer,-- disse ela baixinho.

        Dallas se inclinou para frente e com cuidado, apenas com as pontas dos dedos, tocou a pele rosa fresca na
parte de trs de seu ombro. --Ser que ainda di?

        --No realmente. Eu estou apenas um pouco dura.

        --Espantoso,-- repetiu ele. --Quero dizer, eu sei que Lenobia disse que tinha estaria se curando enquanto
estivesse dormindo, mas voc estava muito machucada, e eu no esperava nada assim...

        --Quanto tempo eu estive dormindo?-- Ela o cortou, tentando imaginar as consequncias do que Dallas
dizia, ela deveria ter estado fora dias e dias. O que pensaria Rephaim se ela no aparecesse? Pior, o que faria?
         --Foi apenas um dia.--     O alvio inundou-a. --Um dia? Srio?

         --Sim, bem, o crepsculo foi um par de horas atrs, ento voc tecnicamente dormiu durante mais de um
dia. Eles trouxeram voc de volta aqui ontem, aps o nascer do sol. Foi muito dramtico. Erik dirigiu o Hummer pelo
terreno, derrubou um muro e pisou em linha reta para o celeiro de Lenobia. Ento ns ficamos como loucos para lev-
la atravs da escola at aqui na enfermaria.

         --Sim, eu falei com Z no Hummer no caminho de volta aqui, e eu estava me sentindo quase bem, mas depois
foi como se algum apagasse as luzes em mim. Acho que desmaiei.

         --Eu sei que fez.

         --Bem, isso  uma maldita vergonha.-- Stevie Rae permitiu-se sorrir. --Eu teria gostado de ver todo aquele
drama.

         --Sim-- -- ele sorriu de volta para ela -- --que  exatamente o que eu pensei quando eu estava pensando
que voc morreria.

         --Eu no vou morrer,-- disse ela com firmeza.

         --Bem, eu estou contente de ouvir isso.-- Dallas inclinou, colocando a mo em concha no queixo dela, e
beijou-a carinhosamente nos lbios.

         Com uma reao estranha, automtica, Stevie Rae empurrou para longe dele.

         --Uh,  respeito daquela bolsa de sangue?-- Disse ela rapidamente.

         --Oh, sim.-- Dallas deu de ombros fora de seu rechao, mas seu rosto estava estranhamente rosa, quando ele
entregou-lhe a bolsa. --Desculpe, eu no estava pensando. Eu sei que voc est magoada, e j no sinto como, eh,
bem, voc sabe...-- Sua voz se apagou, e ele parecia super desconfortvel.

         Stevie Rae sabia que ela deveria dizer alguma coisa. Afinal, ela e Dallas tiveram uma coisa juntos. Ele foi gentil
e inteligente, e ele provou que entendia aquela situao, olhando arrependido, e tipo abaixando a cabea de uma
forma adorvel que o fez parecer um menininho. E ele era bonito -- alto e magro, com apenas a quantidade exata de
msculos e grossos pelos cor de areia. Ela realmente gostava de beij-lo. Ou ela costumava gostar.

         Ela no estava calma?

         Uma estranha sensao de mal-estar a impediu de encontrar as palavras que o faria se sentir melhor, ento
ao invs de falar, Stevie Rae tomou a bolsa dele, rasgou o canto, e elevou-o, permitindo o sangue drenar por baixo
                                                                 4
para sua garganta e expandir como uma mega dose de Red Bull em seu estmago energizando o resto de seu corpo.

         Ela no queria, mas em algum lugar profundo dentro dela, Stevie Rae ponderava a diferena entre o como
este normal, mortal, habitual sangue a fazia se sentir -- e como o sangue de Rephaim havia sido como um raio de
energia e calor.

         Sua mo tremia s um pouco quando ela limpou a boca e, finalmente, olhou para Dallas.




4
Bebida energtica.
         --Est melhor?,-- Ele perguntou, olhando perturbado pela estranha troca e tal como sua familiar, doce
personalidade novamente.

         --Eu poderia ter mais um?

         Ele sorriu e segurou outra bolsa para ela. --J, adiante, menina.

         --Obrigado, Dallas.-- Ela fez uma pausa antes de dar uma golada do segundo. --Eu no me sinto cem por
cento certa agora. Sabe?

         Dallas assentiu. --Eu sei.

         --Estamos bem?

         --Sim,-- disse ele. --Se voc est bem -- ns estamos bem.

         --Bem, isso vai ajudar.-- Stevie Rae derrubou uma bolsa quando Lenobia entrou no quarto.

         --Ei, Lenobia -- veja a Bela Adormecida finalmente acordando--disse Dallas.

         Stevie Rae engoliu a ltima gota de sangue e se virou para a porta, mas o sorriso de ol que ela havia
colocado no rosto congelou em seu primeiro vislumbre de Lenobia.

         A Senhora dos Cavalos estava chorando. Muito.

         --Ohminhadeusa, o que houve? -- Stevie Rae estava to abalada por ver a professora geralmente to forte
em pranto que sua primeira reao foi caminhar lentamente para a cama ao lado dela, convidando Lenobia para
sentar-se com ela, assim como sua me costumava fazer quando ela se machucava e vinha chorando para ser
apaziguada.

         Lenobia deu vrios passos desajeitados na sala. Ela no se sentou na cama de Stevie Rae. Ela estava de p e
respirou fundo, provavelmente se preparando para fazer algo realmente terrvel.

         --Voc quer que eu v?-- Dallas perguntou hesitante.

         --No. Fique. Ela pode precisar de voc.-- A voz Lenobia era spera e espessa, com lgrimas. Ela encontrou
os olhos Stevie Rae. -- Zoey. Aconteceu algo.

         A sobressaltada de medo Stevie Rae sentiu um tiro nas vsceras, e as palavras brotaram antes que ela pudesse
det-las. --Ela est bem! Eu falei com ela, lembra? Quando estvamos indo embora do depsito, antes de tudo o que
luz do dia, a dor e as coisas me pegassem, e eu desmaiei. Isso foi ontem.

         --Erce, minha amiga que trabalha como assistente do Alto Conselho, vem tentando entrar em contato comigo
por horas. Eu estupidamente deixei meu telefone no Hummer, ento eu no falei com ela at agora. Kalona matou
Heath.

         --Merda!-- Dallas ofegou.

         Stevie Rae ignorou-o e olhou para Lenobia. O Pai de Rephaim tinha matado Heath! O medo doentio em suas
vsceras foi piorando cada vez mais a cada segundo.-- Zoey no est morta. Eu saberia se ela estivesse morta.

         --Zoey no est morta, mas ela viu Kalona matar Heath. Ela tentou par-lo e no consegui. Isso a despedaou,
Stevie Rae.-- Lgrimas comearam a vazar pelo rosto de porcelana de Lenobia.
        --A despedaou? O que significa isso?

        --Isso significa que seu corpo ainda respira, mas sua alma se foi. Quando uma alma de Alta Sacerdotisa 
quebrada,  s uma questo de tempo antes que seu corpo desvanea deste mundo, tambm.

        --Desvanecer? Eu no sei o que voc est falando. Voc est tentando me dizer que ela vai desaparecer?

        --No,-- disse Lenobia irregularmente. --Ela vai morrer.

        A cabea Stevie Rae comeou a sacudir para trs e para frente, para trs e para frente. --No. No. No! S
temos que busc-la aqui. Ela vai ficar bem depois.

        --Mesmo se o seu corpo retornar para c, Zoey no vai voltar, Stevie Rae. Voc tem que se preparar para isso.

        --Eu no vou!-- Stevie Rae gritou. --Eu no posso! Dallas, pegue minha cala jeans e outras coisas. Eu tenho
que sair daqui. Eu tenho que descobrir uma maneira de ajudar  Z. Ela no desistiu de mim, e eu no vou desistir dela.

        --Isto no  sobre voc.-- Dragon Lankford falou da porta aberta da sala de enfermaria. Seu rosto forte foi
deformado e abatido pela novidade da perda de sua companheira, mas sua voz foi calma e firme.-- Tem a ver com o
fato de que Zoey enfrentou um sofrimento que ela no poderia suportar. E eu entendo alguma coisa sobre
dor. Quando se destri a alma, o caminho para retornar ao corpo est quebrado, e sem o preenchimento de esprito,
nosso corpo morre.

        --No, por favor. Isso no pode estar certo. Isso no pode estar acontecendo-- Stevie Rae lhe disse.

        --Voc  a primeira Alta Sacerdotisa vampira vermelha. Voc tem que encontrar a fora para aceitar essa
perda. Seu povo vai precisar de voc,-- Dragon disse.

        --Ns no sabemos para onde Kalona fugiu, nem sabemos o papel de Neferet em tudo isso-- disse Lenobia.

        --O que sabemos  que a morte Zoey seria um excelente momento para um ataque contra ns,-- Dragon
acrescentou.
        A morte de Zoey... As palavras ecoaram na mente de Stevie Rae, trazendo choque e medo e desespero.

        --Seus poderes so enormes. A rapidez de sua recuperao prova isso,-- Lenobia disse. --E teremos todo o
poder que pudermos aproveitar para conhecer a escurido que tenho certeza que vai descer sobre ns.

        --Controle a sua tristeza,-- Dragon disse. --E substitua Zoey.

        --Ningum pode ser Zoey!-- Stevie Rae chorou.

        --Ns no estamos pedindo para ser ela. Ns estamos apenas pedindo para voc ajudar o resto de ns a
preencher o vazio que ela deixa,-- disse Lenobia.

        --Eu tenho, tenho que pensar,-- Stevie Rae disse. --Ser que vocs podem me deixar sozinha por um
tempo? Eu quero me vestir e pensar.

        -- claro,-- disse Lenobia. --Ns estaremos na Cmara do Conselho. Junte-se a ns quando estiver pronta.--
Dragon e ela deixaram a sala em silncio, aflitos porm decididos.

        --Ei, voc est bem?-- Dallas se moveu para ela, alcanando suas mos.

        Ela s deixou-o toc-la por um instante antes de apertar sua mo e retirar-se. --Eu preciso de minhas roupas.
        --Eu as encontrei ali naquele armrio.-- Dallas sacudiu a cabea para os armrios do lado oposto da sala.

        --Bem, obrigado,-- Stevie Rae disse rapidamente. --Voc tem que sair para que eu possa me vestir.

        --Voc no respondeu minha pergunta,-- disse ele, observando-a atentamente.

        --No. Eu no estou bem, e eu no estarei enquanto eles continuarem dizendo que Z vai morrer.

        --Mas, Stevie Rae, eu igualmente ouvi sobre o que acontece quando uma alma deixa um corpo -- a pessoa
morre,-- disse ele, obviamente tentando dizer as duras palavras suavemente.

        --No desta vez,-- disse Stevie Rae. --Agora v embora daqui para que eu possa me vestir.

        Dallas suspirou. --Eu estarei esperando l fora.

        --timo. No vou demorar muito.

        --Tome seu tempo, menina,-- Dallas disse suavemente. --Eu no me importo de esperar.

        Mas logo que a porta fechou, Stevie Rae no saltou e se lanou em suas roupas como ela pretendia. Em vez
disso sua memria estava muito ocupada folheando seu Manual do Calouro 101 e parando em uma histria super-
triste sobre a antiga alma despedaada de uma Alta Sacerdotisa. Stevie Rae no se lembrava o que tinha causado que
a alma da sacerdotisa se quebrasse -- ela no se lembrava muito sobre a histria, na verdade -- exceto que a Alta
Sacerdotisa tinha morrido. No importa o que tenham tentado fazer para salv-la -- A Alta Sacerdotisa tinha morrido.

        --A Sacerdotisa morreu,-- Stevie Rae sussurrou. E Zoey nem sequer  uma real Alta Sacerdotisa madura. Ela
era tecnicamente caloura ainda. Como ela poderia esperar para encontrar seu caminho de volta de algo que tinha
matado uma Alta Sacerdotisa experiente?

        A verdade era que, ela no podia.

        No era justo! Eles passaram todos por tantas coisas difceis, e justo agora Zoey vai morrer? Stevie Rae no
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queria acreditar nisso. Ela queria gritar e lutar e encontrar uma maneira de consertar sua MAPS , mas como poderia? Z
estava na Itlia e ela estava em Tulsa. E, inferno! Stevie Rae no conseguia descobrir como corrigir um monte de
calouros vermelhos ps-no-saco. Quem era ela para que pudesse fazer alguma coisa sobre algo to terrvel como a
alma de Z separada de corpo?

        Ela no poderia ainda dizer a verdade sobre o Imprint com o filho da criatura que fez com que essa terrvel
coisa acontecesse.

        A tristeza tomou conta de Stevie Rae. Ela se apertou, abraou o travesseiro contra o peito, e, torcendo uma
mecha loira ao redor de seu dedo, como costumava fazer quando era pequena, comeou a chorar. Os soluos
afundaram-na, e ela enterrou o rosto no travesseiro para que Dallas no ouvisse seu choro, perdendo-se para o
choque e o medo completamente, em um esmagador desespero.

        Exatamente quando ela estava cedendo para o pior disso, o ar ao seu redor se tremulou. Quase como se
algum tivesse rachado a janela do pequeno quarto.




5
Melhores Amigas Para Sempre, Best Friend Forever (BFF).
         No incio, ela ignorou-o, muito perdida em suas lgrimas para se preocupar com uma estpida brisa fria. Mas
isso era insistente. Ela tocou a pele fresca, rosada exposta em suas costas em uma tranquila carcia que foi
surpreendentemente agradvel. Por um momento ela relaxou, deixando-se absorver o conforto do toque.

         Toque? Ela lhe disse para esperar l fora!

         A cabea Stevie Rae disparou. Seus lbios foram puxados para trs de seus dentes em um rosnado que
pretendia visar Dallas.

         No havia ningum na sala.

         Ela estava sozinha. Absolutamente sozinha.

         Stevie Rae deixou seu rosto cair em suas mos. O choque estava deixando-a totalmente louca? Ela no tem
tempo para loucuras. Ela se levantou e se vestiu. Ela colocou um p na frente do outro e foi l fora e enfrentou a
verdade sobre o que havia acontecido com Zoey, e seus calouros vermelhos, e Kalona e, eventualmente, Rephaim.

         Rephaim...

         Seu nome ecoava no ar, outra carcia fria contra sua pele, envolvendo-a. No apenas tocando suas costas mas
passando levemente no comprimento de seus braos e girando em torno de sua cintura e sobre as pernas. E em todos
os lugares a frescura a tocou, foi como se um pouco de seu sofrimento tivesse sido lavada. Desta vez, quando ela olhou
para cima, ela estava mais controlada em sua reao. Ela enxugou seus olhos claros e olhou para seu corpo.

         A nvoa que a cercava era feita de pequenas gotas brilhantes que eram da cor exata que ela viria a
reconhecer em seus olhos.

         --Rephaim.-- Contra sua vontade, ela sussurrou seu nome.

         Ele te chama...

         --Que diabos est acontecendo?-- Stevie Rae murmurou, raiva misturando com desespero.

         V at ele...

         --V at ele?,-- Disse ela, sentindo-se cada vez mais chateada. --Seu pai causou isso.

         V at ele...

         Deixando a onda de frio acariciar e vermelha de raiva ela tomou sua deciso, Stevie Rae sacudiu em sua
roupa. Ela iria at Rephaim, mas apenas porque ele deveria saber algo que ela podesse usar para ajudar Zoey. Ele era o
filho de um imortal perigoso e poderoso. Obviamente, ele tinha habilidades que ela no sabia. A coisa vermelha que
estava flutuando ao seu redor era definitivamente dele, e ele deve ter feito de algum tipo de esprito.

         --Certo,-- disse ela em voz alta para a nvoa. --Eu vou at ele.

         No instante em que ela falava as palavras em voz alta, a neblina vermelha evaporou, deixando apenas a frieza
atrasando em sua pele e uma estranha sensao de calma sobrenatural.

         Eu vou at ele, e se ele no puder me ajudar, ento eu acho -- com ou sem Imprint -- que vou ter que mat-
lo.
                                             CAPTULO QUATRO


                                                      Afrodite

         --Srio, Erce, eu s vou dizer isto mais uma vez. Eu no me importo com as suas regras estpidas. Zoey est
l.-- Afrodite parou e apontou uma bem-cuidada unha para a porta de pedra fechada. --E isso significa que eu vou
l.

         --Afrodite, voc  humana -- que no  ainda a consorte de um vampiro. Voc no pode simplesmente
irromper na Cmara do Alto Conselho com toda a sua juvenil histeria mortal, especialmente durante um momento de
crise como este.-- A vampira deu um glido olhar em Aphrodite com seu confuso cabelo, rosto coberto de lgrimas e
olhos vermelhos. --O Conselho vai convid-la para se juntar a eles. Provavelmente. At ento, voc tem que esperar.

         --Eu no sou histrica.-- Aphrodite falou as palavras lentamente, distintamente, e com forando a calma,
tentando compensar totalmente o fato de que a razo pela qual ela havia sido deixada de fora da Cmara do Alto
Conselho quando Stark, seguido por Darius, Damien, as gmeas, e at mesmo Jack, tinha levado o corpo sem vida de
Zoey foi inteiramente porque tinha sido exatamente do que Erce a tinha chamado -- uma humana histrica. Ela no
tinha sido capaz de acompanhar o resto deles, especialmente desde que ela tinha chorado tanto que o muco e as
lgrimas impediam-na de respirar ou ver. At o momento tinha estado junto deles, mas a porta tinha sido fechada em
seu rosto, com Erce atuando como uma porteira de merda.

         Mas Erce estava super errada se ela achava que Aphrodite no sabia como lidar com uma adulta p-no-saco
mandona. Ela foi criada por uma mulher que fazia Erce parecer com Mary Fodida Poppins.

         --Ento voc acha que eu sou apenas uma criana humana, no ?-- Aphrodite invadiu espao pessoal da
vampira, fazendo Erce dar um passo para trs automaticamente. --Pense novamente. Eu sou uma profetisa de
Nyx. Lembra-se dela? Nyx -- como em sua Deusa, que  o seu chefe. Eu no preciso ser um sangue-mvel para ter o
direito de recorrer perante o Alto Conselho. A prpria Nyx me deu este direito. Agora mova o inferno fora do meu
caminho!--

         --Embora ela poderia ter formulado mais educadamente, a criana marcou um ponto, Erce. Deixe-a
passar. Eu vou assumir a responsabilidade pela sua presena se o Conselho desaprovar.

         Aphrodite sentiu os pequenos pelos ao longo de seus braos levantarem conforme a voz suave Neferet surgiu
por trs dela.

         --No  habitual,-- disse Erce, mas a sua rendio j estava evidente.

         --Tambm no  habitual que a alma de um calouro seja quebrada,-- disse Neferet.

         --Eu tenho que concordar com voc, Sacerdotisa.-- Erce afastou e abriu a porta de pedra grossa.--E agora
voc  responsvel por essa presena humana na Cmara.

         --Obrigado, Erce. Isso  gracioso de voc. Ah, e eu mandei alguns dos Guerreiros do Conselho entregarem
algo aqui. Assegure-se de permiti-los passar, tambm, voc faria o favor?
         Aphrodite sequer olhou para trs quando Erce murmurou um previsvel: --Claro, Sacerdotisa.-- Ao invs
disso, ela caminhou para dentro do prdio antigo.

        --No  estranho que, mais uma vez, somos aliadas, criana?-- A voz de Neferet seguiu logo atrs dela.

        --Ns nunca vamos ser aliadas, e eu no sou uma criana,-- Aphrodite disse sem olhar para ela ou
abrandar. O hall de entrada abriu para um anfiteatro enorme de pedra que se espalhou em torno dela de forma
circular fila aps fila. Os olhos de Aphrodite foram imediatamente ao vitral elaborado diretamente diante dela que
representava Nyx, emoldurado por um brilhante pentagrama, graciosos braos erguidos e cobrindo a lua crescente.

        -- realmente lindo, no ?-- A voz Neferet era de fcil conversa. --Vampiros sempre foram responsveis
pela criao das maiores obras de arte do mundo.

        Aphrodite ainda se recusava a olhar para a ex-Alta Sacerdotisa. Em vez disso, ela deu de ombros. --Vamps
tm dinheiro. O dinheiro compra coisas bonitas, sejam elas feitas por seres humanos ou no-humanos. E voc no
sabe com certeza se vamps fizeram esta janela. Quero dizer, voc est velha, mas no to velha.-- Enquanto Aphrodite
tentava ignorar a suavidade de Neferet, o riso condescendente, seu olhar moveu-se para o centro da cmara. No incio,
ela realmente no compreendeu o que estava vendo e, quando ela comeou a entender, foi como se algum tivesse
dado um soco em seu estmago.

        Havia sete tronos de mrmore esculpidos na imensa plataforma levantada que compunham o piso interno da
cmara. Vampiros estavam sentados no trono, mas no foram eles que chamaram a ateno de Aphrodite. O que ela
no conseguia parar de olhar era Zoey, deitada no estrado em frente ao trono como um cadver estendido sobre uma
laje funerria. E ento tinha Stark. Ele estava de joelhos ao lado de Zoey. Ele se virou apenas o suficiente para que
Aphrodite pudesse ver seu rosto. Ele no emitiu nenhum som, mas as lgrimas caam livremente por seu rosto e
encharcavam sua camisa. Darius estava de p ao lado dele, e ele estava dizendo algo que ela no conseguia ouvir 
morena sentada no primeiro trono cujo cabelo era grosso com listras cinza. Damien, Jack, e as Gmeas foram
amontoados, tipicamente como ovelhas, em uma linha prxima aos bancos de pedra. Eles estavam gritando, muito,
mas em voz alta, suas lgrimas bagunadas eram to diferentes da misria silenciosa de Stark como era o oceano de
um balbuciante riacho.

        Aphrodite automaticamente avanou, mas Neferet agarrou seu pulso. O que finalmente a fez olhar para sua
antiga mentora.

        --Voc realmente deve me deixar ir,-- Aphrodite disse suavemente.

        Neferet levantou uma sobrancelha. --Voc finalmente aprendeu a elevar-se  sua figura de me?

        Aphrodite deixou queimar a raiva em silncio dentro dela. --Voc no  a figura da me de ningum. E eu
aprendi a enfrentar as cadelas h muito tempo.

        Neferet franziu a testa e soltou seu pulso. --Nunca gostei de sua linguagem vulgar.

        --Eu no sou vulgar, sou verdadeira. Duas coisas diferentes. E voc acha que eu me importo se voc gosta ou
no?-- Neferet respirou para responder, mas Aphrodite a cortou. --O que diabos voc est fazendo aqui?

        Neferet piscou surpresa. --Estou aqui porque h uma caloura ferida aqui.
           --Oh, que merda essa! Voc s est aqui porque de alguma forma voc vai conseguir algo que voc
deseja. Assim  como voc trabalha, Neferet, quer eles saibam ou no.-- Aphrodite apontou o queixo para os
membros do Alto Conselho.

           --Tenha cuidado, Aphrodite. Voc pode precisar de mim em um futuro muito prximo.

           Aphrodite segurou o olhar de Neferet e sentiu uma sensao de choque quando ela percebeu que seus olhos
tinham mudado. Eles j no eram verde-esmeralda brilhantes. Eles tinham escurecido. Era vermelho que brilhava
profundamente no meio deles? To rapidamente como o pensamento veio a Aphrodite, Neferet piscou. Seus olhos
clarearam e mais uma vez as cores eram das caras pedras preciosas.

           Aphrodite deu um suspiro trmulo, e os pequenos pelos nos braos levantaram novamente, mas a voz dela
era lisa e sarcstica quando disse: --Tudo bem. Eu vou pegar minhas chances, sem sua 'ajuda'.-- Ela gesticulou no ar
em torno da ltima palavra.

           --Neferet, o Conselho reconhece voc!

           Neferet virou para enfrentar o Conselho, mas antes que ela descesse as escadas para eles, ela parou e fez um
gesto gracioso, que inclua Aphrodite.

           --Peo que o Conselho permita a presena dessa humana. Ela  Aphrodite, a criana que afirma ser profetisa
Nyx.

           Aphrodite contornou Neferet e olhou diretamente de um membro do Conselho a outro. --No tenho a
pretenso de ser uma profetisa. Eu sou Profetiza de Nyx porque a Deusa quer que eu seja. A verdade  que, se eu
tivesse uma escolha sobre isso, eu no ia querer o trabalho.-- Ela continuou falando, apesar de vrios membros do
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Conselho terem ofegado em choque. --Oh, e somente PSI : Eu no estou dizendo nada que Nyx j no saiba.

           --A Deusa acredita em Aphrodite apesar dela no estar completamente certa sobre si mesma,-- disse
Darius.

           Aphrodite sorriu para ele. Ele era mais do que seu grande e quente, Guerreiro das montanhas. Ela podia
contar com Darius; e ele sempre via o melhor dela.

           --Darius, por que voc fala por esta humana?,-- Perguntou a morena.

           --Duantia, eu falo por esta Profetisa,-- ele enunciou seu ttulo com cuidado, --porque prometi-me a ela
como seu Guerreiro.

           --Seu Guerreiro?-- Neferet no poderia guardar o choque de sua voz. --Mas isso significa que...

           --Isso significa que posso no ser completamente humana pois  impossvel para um vampiro Guerreiro
realizar o Juramento de Guerreiro com uma humana,-- Aphrodite terminou para ela.

           --Voc pode entrar na Cmara, Aphrodite, Profetisa de Nyx. O Conselho reconhece voc ,-- proclamou
Duantia.




6
PSI: Para Sua Informao.
        Aphrodite, correu pelas escadas, deixando Neferet seguir atrs dela. Ela queria ir direto para Zoey, mas o
instinto a fez parar na frente da morena chamada Duantia primeiro. Ela formalmente empunhou sua mo, apertou-a
sobre o corao, e se inclinou respeitosamente.--Obrigado por me deixar entrar aqui.

        --Esses momentos extraordinrios exigem-nos aceitar prticas incomuns.-- Isto veio de uma alta, magra
vampira que tinha olhos da cor da noite.

        Aphrodite no estava certa do que dizer  vamp, ento ela apenas balanou a cabea e moveu-se para
Zoey. Ela deslizou sua mo na de Darius e apertou com fora, tentando pegar um pouco da surpreendente fora de seu
Guerreiro. Ento ela olhou para sua amiga.

        Ela no tinha imaginado isso. As tatuagens de Zoey realmente tinham sumido! A nica marca que
permaneceu era a to comum lua crescente em safira no meio da testa. E ela estava to malditamente plida! Zoey
parecia morta. Aphrodite parou o pensamento imediatamente. Zoey no estava morta. Ela ainda estava
respirando. Seu corao ainda estava batendo. Zoey. No. Estava. Morta.

        --A Deusa no revela nada a voc quando voc olha para ela, Profetisa?-- perguntou a alta e magra mulher
que tinha falado com ela antes.

        Aphrodite largou a mo de Darius e lentamente ajoelhou ao lado de Zoey. Ela olhou para Stark em seguida,
visto que ele estava ajoelhado diretamente na frente de Z, mas ele no se mexeu. Ele quase no piscava. Tudo o que
ele fazia era chorar em silncio e olhar fixamente para Zoey.  isso que Darius faria se acontecesse alguma coisa
comigo? Aphrodite sacudiu longe este pensamento mrbido e novamente concentrou-se em Zoey. Lentamente, ela
estendeu sua mo e encostou-a no ombro de sua amiga.

        Sua pele estava fria ao toque, como se j estivesse morta. Aphrodite esperou que algo acontecesse. Mas ela
no teve sequer o menor indcio de uma viso ou um sentimento ou qualquer outra coisa.

        Com um suspiro de frustrao, Aphrodite abanou a cabea. --No. Eu no posso dizer nada. Eu no consigo
controlar minhas vises. Elas somente me atingem, se eu quiser ou no, e a verdade  que, geralmente  o caso de
no querer.

        --Voc no est usando todos os dons que Nyx lhe deu, Profetiza.

        Surpresa, Aphrodite olhou por cima de Zoey para ver que a vampira de olhos escuros tinha levantado, e
estava graciosamente se aproximando dela.

        --Voc  uma verdadeira Profetisa de Nyx, no ?-- Perguntou ela.

        --Sim, eu sou,-- disse Aphrodite sem hesitao, entretanto igualmente dividida entre confuso e convico.

        Agitando seu manto de seda da cor do cu noturno, a mulher se ajoelhou ao lado de Aphrodite. --Eu sou
Thanatos. Voc sabe o que meu nome significa?

        Aphrodite abanou a cabea, desejando que Damien estivesse sentado perto, para que ela pudesse espreit-lo
pela resposta.

        --Significa morte. Eu no sou Lder do Conselho. Duantia que tem esta honra, mas eu tenho o privilgio nico
de estar excepcionalmente perto de nossa Deusa, visto que o presente que ela me deu h muito tempo era a
capacidade de ajudar as almas enquanto elas passam deste mundo para o prximo.
           --Voc pode falar com fantasmas?

           O sorriso de Thanatos transformou seu severo e a fez quase bonita. --De certa maneira, sim, eu posso. E por
causa desse dom, eu sei algumas coisas sobre vises.

           --Srio? Vises no so nada como falar com fantasmas.--

           --No so? De que reino suas vises vm? No, talvez mais precisamente, em que reino voc existe quando
recebe suas vises?

           Aphrodite pensou em como ela tinha muitas malditas vises de morte e como ela comeou realmente vendo
a merda que estava acontecendo a partir dos pontos de vista de pessoas mortas. Ela atraiu uma respirao rpida, e
em um mpeto de compreenso, admitiu: --Estou recebendo vises do Outromundo!

           Thanatos assentiu. --Voc transita com o Outromundo e o reino dos espritos muito mais do que eu,
Profetiza. Tudo que eu fao  guiar os mortos durante sua transio, e atravs deles eu vislumbro o Outromundo.

           Aphrodite olhou rapidamente para baixo junto a Zoey. --Ela no est morta.

           --No, ainda no. Mas seu corpo no vai durar mais de sete dias, neste estado sem alma, por isso ela est
perto da morte. Perto o suficiente para que o Outromundo exera um forte domnio sobre ela, ainda mais forte que
ele tem sobre o recm-falecidos. Toque-a novamente, Profetiza. Desta vez concentre-se e use mais dos dons que voc
recebeu.

           --Mas eu...

           Irritada o suficiente, Thanatos a cortou. --Profetisa, faa o que Nyx quer que voc faa.

           --Eu no sei o que  isso!

           A expresso severa de Thanatos relaxou, e ela sorriu de novo. --Oh, criana, simplesmente pea por sua
ajuda.

           Aphrodite piscou. --Exatamente como isso?

           --Sim, profetisa, exatamente como isso.

           Lentamente, Aphrodite colocou sua mo atrs sobre o frio ombro de Zoey. Desta vez, ela fechou os olhos e
exalou trs longas e profundas respiraes, tal como tinha visto Zoey fazer antes de lanar o crculo. Ento ela enviou
uma silenciosa, mas fervorosa orao at Nyx: Eu no ia perguntar se isso no fosse importante, mas voc j sabe,
porque voc sabe que eu no gosto de pedir favores. Para ningum. Alm disso, eu no sou muito boa nesta merda de
splica, mas voc j sabe disso tambm. Aphrodite suspirou internamente. Nyx, eu preciso de sua ajuda. Thanatos
parece pensar que eu tenho algum tipo de ligao com o Outromundo. Se isso for verdade, voc poderia por favor me
deixar saber o que est acontecendo com Zoey? Ela fez uma pausa em sua orao silenciosa, suspirou, e abriu-se para
Nyx. Deusa, por favor. No  simplesmente porque Zoey  como a irm que minha me foi muito egosta para me
dar. Preciso de sua ajuda com isso porque muitas pessoas dependem de Zoey, e, infelizmente, isso  mais importante
do que eu.

           Aphrodite sentiu um calor comear a formar em sua palma, e ento era como se ela tivesse escorregado de
seu prprio corpo e deslizado no de Zoey. Ela esteve dentro de sua amiga apenas por um momento -- no mais do que
um batimento cardaco -- mas o que ela sentiu e viu e soube a chocou tanto que, no instante seguinte, ela encontrou-
se de volta em seu prprio corpo. Ela embalou a mo que tinha sido pressionada contra Zoey em seu peito, ofegando
de medo. Ento, com um gemido, ela dobrou com vertigem, arfando enquanto as lgrimas e saliva expeliam de seu
rosto.

           --O que , Profetisa? O que voc v?-- Thanatos pediu calma enquanto ela limpava a face de Aphrodite e
firmou-a com uma mo forte ao redor de sua cintura.

           --Ela se foi!-- Aphrodite reprimiu o soluo e comeou a reunir suas foras. --Eu senti o que aconteceu com
ela. S por um segundo. Zoey jogou todo o poder do esprito em Kalona. Ela tentou par-lo com tudo dentro dela, e
ela no conseguiu. Heath morreu na frente dela. E seu esprito rasgou em pedaos.-- Sentindo estranhamente tonta,
olhou desesperadamente em meio s lgrimas para Thanatos. --Voc sabe onde ela est, tambm, no ?

           --Eu acredito que sei. Voc deve confirmar isso, apesar de tudo.

           --Os fragmentos de seu esprito esto com os mortos no Outromundo,-- Aphrodite disse, piscando com fora
contra o ardor dos olhos vermelhos. --Zoey est completamente desesperada. O que aconteceu l fora, ela
simplesmente no pode lidar com isso -- ela ainda no pode.

           --Voc no viu nada mais? Nada que possa ajudar Zoey?

           Aphrodite engoliu a bile que subia de volta, e ergueu a mo trmula. --No, mas vou tentar de novo e...

           Darius a tocou segurando seu ombro e a impediu de tocar Zoey.

           --No. Voc ainda est muito fraca da quebra de seu Imprint com Stevie Rae.

           --Isso no importa. Zoey est morrendo!

           -- importante. Voc quer que sua alma torne-se como a de Zoey?-- Thanatos disse calmamente.

           Aphrodite sentiu uma pontada de novo terror. --No,-- ela sussurrou, e cobriu a mo de Darius com sua
prpria.

           --E  exatamente por isso que  lamentvel que frequentemente sejam dados aos jovens grandes dons por
nossa amorosa Deusa. Eles raramente tm a maturidade para discernir como us-los com sabedoria ,-- disse Neferet.

           Junto ao som da voz indiferente e condescendente de Neferet, Aphrodite viu uma sacudida atravessar o corpo
Stark, e seu olhar finalmente levantou de Zoey.

           --Este monstro no deve ser permitido aqui! Ela fez isso! Ela matou Heath e despedaou Zoey!-- Stark soava
como se ele tivesse moendo as palavras em cascalho para falar-lhes.

           Neferet lhe lanou um frio olhar. --Eu percebo que voc est sob presso, mas no pode ser permitido a falar
de uma Alta Sacerdotisa desta forma, Guerreiro.

           Stark subiu em seus ps. Darius, sempre rpido como um relmpago, segurou-o de volta. Aphrodite o ouviu
sussurrar com urgncia, --Pense antes de agir, Stark!

           --Guerreiro,-- Duantia se dirigiu a Stark, --voc estava presente quando o garoto humano foi morto, e a alma
de Zoey despedaada. Voc tem suportado testemunho para ns que foi o imortal alado que cometeu a ao. Voc
no disse nada de Neferet.
         --Pergunte a qualquer um dos amigos de Zoey. Ligue para Lenobia e Dragon Lankford na House Of Night em
Tulsa. Todos eles vo te dizer que Neferet no precisa estar fisicamente presente para causar a morte de algum,--
disse Stark. Ele livrou-se da mo imobilizante de Darius e golpeou colericamente seu prprio rosto como se agora
mesmo prestou ateno que tinha estado chorando.

         --E-ela pode fazer coisas realmente horrveis acontecerem, mesmo quando ela no est l,-- falou Damien
hesitante para toda a sala. As Gmeas e Jack, em lgrimas acenaram vigorosamente em seu apoio.

         --No h nenhuma prova de que Neferet tenha uma mo no presente feito,-- disse Duantia suavemente para
todas elas.

         --No  possvel dizer o que aconteceu com Heath? No foi possvel falar com o seu fantasma ou o que seja e
descobrir?-- Aphrodite pediu a Thanatos, que havia retornado ao seu trono quando Neferet tinha comeado a falar.

         --O esprito do humano no espera neste reino, e antes da partida, certamente no me procurou,-- disse
Thanatos.

         --Onde est Kalona!-- Stark ignorou todos os outros e gritou a Neferet. --Onde voc est escondendo seu
amante, que causou isso?

         --Se voc quer dizer o meu consorte imortal, Erebus,  exatamente por isso que eu vim ao Conselho.--
Neferet virou as costas para Stark e falou apenas para os sete membros do Conselho. --Eu tambm senti a alma de
Zoey quebrar. Eu estava andando no labirinto e me preparando mentalmente para me afastar da Ilha de So Clemente
pelo que poderia ser um longo tempo.

         Neferet teve que fazer uma pausa porque Stark inspirou sarcasticamente e disse: --Voc e Kalona planejaram
para dominar o mundo a partir de Capri. Ento, no, voc provavelmente no vai voltar aqui no futuro prximo, a
menos que seja para soltar bombas no local.

         Darius tocou em seu ombro novamente em um silencioso aviso para ser cuidadoso, mas Stark livrou-se dele.

         --Eu no nego que Erebus e eu gostaramos de trazer de volta os tempos antigos, quando vampiros
governaram desde Capri, e o mundo reverenciou-nos e respeitou-nos, como nos era devido,-- Neferet comeou a
abord-lo. --Mas eu no iria destruir a ilha ou este Conselho. Na verdade, eu gostaria de seu apoio.

         --Voc quer dizer o seu poder, e agora que Zoey est fora do caminho, voc ter uma melhor chance de
conseguir isso,-- disse Stark.

         --Srio? Eu entendi mal o que se passou entre sua Zoey e o meu Erebus mais cedo hoje nesta mesma Cmara
do Conselho? Ela admitiu que ele era um imortal procurando uma deusa para servir.

         --Ela nunca nomeou-o como Erebus!-- Stark gritou.

         --E o meu imortal Erebus gentilmente nomeou-a como falvel, em vez de um mentirosa,-- disse Neferet.

         --Ento o que voc fez, Neferet? Forou-o a matar Heath e destruir a alma de Zoey porque voc estava com
cimes do vnculo entre eles?,-- Disse Stark, embora fosse evidente para Aphrodite que era difcil para ele admitir que
tinha havido tanto entre Zoey e Kalona.
          --Claro que no! Use sua mente e no seu pattico corao quebrado, Guerreiro! Zoey poderia ter forado
voc a matar um inocente por ela?  claro que ela no poderia. Voc  seu Guerreiro, mas voc ainda tem livre-
arbtrio, e voc ainda est vinculado a Nyx, ento por fim voc deve fazer a vontade da Deusa.-- Sem permitir que
Stark falasse, ela virou para o Conselho. --Como eu estava explicando, eu senti a alma de Zoey quebrar e estava
voltando para o palcio quando deparei-me com Erebus. Ele estava gravemente ferido e quase inconsciente. Houve
tempo apenas para ele dizer as palavras: 'Eu estava protegendo minha Deusa', e ento ele se foi.

          --Morte de Kalona?-- Aphrodite no conseguia parar de se dizer.

          Em vez de responder a ela, Neferet virou-se para olhar para a entrada da Cmara. De p havia quatro
Guerreiros do Conselho carregando entre eles uma maca que cedeu com o peso de seu ocupante. Uma asa negra
tombou ao lado da maca e foi arrastada no cho.

          --Traga-o para a frente!-- Neferet ordenou.

          Lentamente, eles desceram as degraus at que eles colocaram a maca no cho em frente ao estrado. Stark e
Darius automaticamente colocaram-se juntos de p entre corpo de Zoey e Kalona.

          -- claro que ele no est morto. Ele  Erebus, um imortal ,-- Neferet comeou em sua familiar e arrogante
voz, mas depois parou, e em um soluo disse, --Ele no est morto, mas como vocs podem ver, ele se foi!

          Quase como se ela no se controlasse, Aphrodite se levantou e se aproximou de Kalona. Darius estava ao seu
lado em um instante.

          --No. No toque-o ,-- ele advertiu.

          --Quer ns o chamemos de Erebus ou no,  bvio que este  um antigo imortal. Por causa do poder no seu
sangue, a Profetisa no ser capaz de entrar em seu corpo, mesmo que o seu esprito no esteja presente. Ele no
possui o mesmo perigo que sua Zoey, Guerreiro ,-- disse Thanatos.

          --Eu estou bem. Deixe-me tentar e ver o que posso encontrar,-- Aphrodite disse a Darius.

          --Eu estou aqui com voc. Eu no vou deixar voc ir,-- disse ele, tomando-lhe a mo e andando com ela para
Kalona.

          Aphrodite podia sentir a tenso irradiando pelo corpo de seu Guerreiro, mas ela exalou mais trs longas e
profundas respiraes e concentrou-se em Kalona. Hesitando apenas um instante, Aphrodite estendeu e ps sua mo
em seu ombro, assim como tinha feito com Zoey. Sua pele era to fria ao toque que ela tinha que se esforar para no
se afastar. Em vez disso, Aphrodite fechou os olhos. Nyx? Uma vez mais, por favor. Apenas deixe-me saber de uma
coisa... qualquer coisa para ajudar a todos ns. Ento a silenciosa orao de Aphrodite terminou com o pensamento
de que se solidificou sua ligao com a Deusa e finalmente a fez uma verdadeira Profetisa em seu prprio direito. Por
favor, me use como uma ferramenta para ajudar a combater as trevas e a seguir seu caminho.

          Sua palma da mo aqueceu, mas Aphrodite no precisava entrar nele para dizer que Kalona tinha ido
embora. Escurido disse ela -- e com uma sacudida ela percebeu que deveria pensar nele com E maisculo. Isso foi
uma coisa em direito prprio -- uma entidade grande e poderosa e vivendo. Isto estava em toda parte. Abrangendo
completamente o corpo do imortal. Aphrodite teve uma imagem muito clara de uma escura teia, como se fosse fiada
por uma enorme e invisvel aranha. Estes pegajosos fios negros foram tecidos em volta de seu corpo -- segurando-o --
acariciando-o -- prendendo-o fortemente, como se fosse uma viso distorcida de custdia, pois era bvio que o corpo
do imortal estava aprisionado -- exatamente to bvio como o fato de que por dentro seu corpo estava
completamente vazio.

        Aphrodite suspirou e retirou sua mo rapidamente de sua pele, esfregando-a contra sua coxa como se a teia
negra tivesse infectado-a, tambm. Ela caiu contra Darius quando seus joelhos cederam.

        --Isto  como o interior de Zoey,-- disse ela, enquanto seu Guerreiro levantou-a em seus braos,
propositalmente sem revelar que o corpo Kalona era basicamente refm. --Ele no est mais aqui, tambm.
                                               CAPTULO CINCO


                                                             Zoey
        --Zo, voc tem que acordar. Por favor! Acorde e fale comigo.
         A voz do cara era legal. Eu sabia que ele era fofo antes de abrir meus olhos. Ento eu abri meus olhos e sorri
                                                                                  7
para ele, porque eu estava definitivamente certa. Ele era, como a minha MAPS Kayla diria, --um gostoso coberto
com um molho delicioso.-- Bom, humm! Mesmo a minha cabea estando um pouco confusa, me senti entusiasmada e
feliz.
        Meu sorriso se transformou em uma risada. --Eu estou acordada. Quem  voc?
        --Zoey, pare de brincar. Isso no  engraado.
         O menino franziu a testa para mim, e eu percebi de repente que eu estava deitada no seu colo, em seus
braos. Sentei-me rapidamente e me afastei um pouco dele. Eu pensei, sim, ele foi super fofo e tudo mais, entretanto
estar no colo de algum desconhecido era moderadamente muito alm da minha zona de conforto.
        --Uh, eu no estou tentando ser engraada.-- Seu belo rosto ficou imvel e chocado.
        --Zo, voc est me dizendo que realmente no sabe quem eu sou?
       --Ok, olha. Voc sabe que eu no sei quem voc . Mesmo que eu saiba que isso soa como se voc soubesse
quem sou.-- Parei, confusa com todo o --saber.--
        --Zoey, voc sabe quem voc ?
        Eu pisquei. --Essa  uma pergunta idiota. Claro que eu sei quem eu sou. Eu sou Zoey.-- O garoto ser fofo era
uma coisa boa, porque obviamente ele no era um dos mais brilhantes.
        --Voc sabe onde voc est?-- Sua voz era gentil, quase hesitante.
        Olhei ao redor. Ns estvamos sentados em alguma realmente agradvel e suave grama perto de uma doca
que seguia para um lago que parecia ser de vidro na explndida luz do sol.
        Luz do Sol?
        Isso estava errado.
        Algo estava errado.
        Engoli em seco e encontrei os gentis olhos castanhos do garoto. --Me diga seu nome.
        --Heath. Eu sou Heath. Voc me conhece, Zo. Voc sempre me conheceu.
        Eu o conhecia.
        Flashes dele piscaram atravs de minha memria como DVDs em velocidade aumentada: Heath me dizendo
que meu corte de cabelo parecia fofo na terceira srie, Heath me salvando daquela aranha gigante que caiu sobre mim
na frente de toda a sexta srie, Heath me beijando pela primeira vez aps o jogo de futebol na oitava srie, Heath
bebendo demais e me chateando, meu Imprint com Heath... e em seguida tivemos um Imprint novamente, e
finalmente ver como Heath...
        --Oh, Deusa!-- Minhas memrias se uniram e eu me lembrei. Eu lembrei.
        --Zo,-- ele me puxou de volta em seus braos --est tudo bem. Vai ficar tudo bem.
        --Como  que isso vai ficar bem?-- Eu soluava. --Voc est morto!
        --Zo, baby, isso  apenas o que acontece. Eu no estava realmente com medo, e nem sequer ferido demais.--
Ele me balanou lentamente e acariciou as minhas costas enquanto falava comigo, com sua voz calma e familiar.


7
MAPS: Melhor Amiga Para Sempre, ou, no original em ingls, BFF  Best Friends Forever.
         --Mas eu me lembro! Me lembro!-- Eu no conseguia parar de chorar desesperadamente. --Kalona matou
voc. Eu vi. Oh, Heath, eu tentei par-lo. Eu realmente o fiz.
        --Shhh, beb, shhh. Eu sei que voc fez. No havia nada que voc poderia ter feito. Eu te chamei para mim, e
voc veio. Voc fez bem, Zo. Voc fez bem. Agora voc tem que voltar e enfrentar ele e Neferet. Neferet matou
aqueles dois vampiros da sua escola, aquela professora de teatro que voc teve e aquele outro cara.
       --Loren Blake?-- O choque estava secando minhas lgrimas, e eu limpei meu rosto. Heath, como de costume,
puxou um bolo de lenos de papel do bolso do jeans. Olhei para eles por um segundo e depois surpresos ns dois
comeamos a rir. --Voc trouxe lenos sujos e usados para o cu? Srio?-- Eu ri.
        Ele olhou ofendido. --Zo. Eles no esto usados. Bem, pelo menos no muito.
        Sacudi a cabea para ele e peguei delicadamente o bolo, enxugando o rosto.
        --Assoe o nariz tambm. Voc tem catarro. Voc sempre tem catarro quando voc chora.  por isso que eu
tenho sempre lenos de papel.
        --Oh, fique quieto! Eu no choro tanto assim,-- disse, esquecendo-me momentaneamente que ele estava
morto e tudo mais.
        --Sim, mas quando o faz, escorre muito, ento eu preciso estar preparado.
         Eu encarei ele  medida em que a realidade me tocou novamente. -- Ento o que acontece quando voc no
estiver para me dar bolos de lenos? -- Um soluo escapou da minha garganta. -- E, se no estiver l para me lembrar
como  a minha casa, como o amor ? Como  ser um humano? -- Eu estava gritando mais uma vez, grande
momento.
       -- Oh, Zo. Voc vai descobrir tudo por voc mesma. Voc tem muito tempo. Voc  uma grande vampira Alta
Sacerdotisa. Lembra-se?
        -- Eu no quero ser, -- eu disse a ele com toda a honestidade. -- Eu quero ser Zoey e estar aqui com voc.
       -- Isso  apenas parte de voc. Ei, talvez essa seja a parte de voc que precisa amadurecer. -- Ele falou
suavemente com uma voz que parecia de repente muito madura e sbia para o meu Heath.
        -- No. -- Conforme eu disse a palavra, vi uma agitao, uma mancha de escurido passando no limite de
minha viso. Meu estmago apertou, e eu pensei ter visto uma forma acentuada de chifres.
        -- Zo, voc no pode mudar o passado.
        -- No. -- eu repeti, e olhei para longe de Heath, olhando o que era a alguns momentos antes um belo e
brilhante prado emoldurando um perfeito lago. Desta vez eu vi definitivamente sombras e figuras, onde antes no
havia nada, somente luz solar e borboletas.
        A escurido na sombra me assustou, mas a imagem que estava dentro dela me atingiu como coisas brilhantes
atraem bebs. Olhos brilharam na intensa escurido, e, eu capturei uma boa olhada em um par deles. Eu senti um
solavanco de reconhecimento. Eles me lembravam algum...
        -- Eu sei que algum est l fora.
        Heath tomou meu queixo em sua mo e me forou a olhar das sombras para ele. --Zo, eu no acho que  uma
boa ideia voc ficar bisbilhotando por aqui. Voc s precisa fazer sua mente ir para casa e, em seguida, bater seus
calcanhares, ou fazer algum tipo de coisa-mgica-extra-especial de Alta Sacerdotisa e voltar ao mundo real onde voc
pertence.

        --Sem voc?

        --Sem mim. Eu estou morto, -- ele disse baixinho, acariciando o lado do meu rosto com os dedos que parecia
muito vivo. --Eu deveria estar aqui, na verdade, eu meio que acho que esse  apenas o primeiro passo de onde eu
deveria estar. Mas voc ainda est viva, Zo. Voc no pertence aqui.

         Eu tirei meu rosto de sua mo e virei para longe dele, levantando e balanando a minha cabea, fazendo meu cabelo voar
ao redor de mim como uma mulher louca.
          -- No! Eu no vou voltar sem voc.

         Outra sombra chamou minha ateno para o que era agora escuro, contorcendo a nvoa que nos rodeava, e
eu tinha certeza que vi o forte resplendor de chifres pontiagudos. Ento, a nvoa agitou-se novamente, e a sombra
tomou uma forma mais humana, olhando-me de fora da escurido. --Eu conheo voc, -- eu sussurrei para os olhos
que eram muito parecidos com os meus, s que pareciam velhos e tristes, muito tristes.

         Em seguida, uma outra forma tomou seu lugar. Estes olhos pareciam os meus, tambm, s que eles no
estavam tristes. Eles eram zombeteiros e azuis, mas isso no apagava sua familiaridade.

         --Voc...-- Eu sussurrei, tentando me puxar do braos de Heath, que estavam me segurando firmemente
contra seu corpo.

         --No olhe. Apenas acalme-se e v para casa, Zo.

         Mas eu no conseguia parar de olhar. Algo dentro de mim me obrigava. Eu vi outro rosto emoldurado pelos
olhos que eu conheci -- e neste momento eu os conhecia bem o suficiente para que a compreenso me desse fora, e
me afastei de Heath, virando-o para que ele pudesse ver onde eu apontei na escurido. --Macacos me mordam,
Heath! Olhe para isso. Sou eu!

         E isso era. O --eu-- congelou enquanto ns olhvamos espantadas uma a outra. Ela tinha, provavelmente,
cerca de nove anos, e piscou para mim em silncio aterrorizante.

         --Zoey Olhe para mim.-- Heath deslocou-me ao redor, segurando meus ombros em um aperto que eu sabia
que poderia causar hematomas depois. --Voc tem que sair daqui.

         --Mas essa sou eu quando criana.

         --Eu acho que todos eles so voc -- pedaos de voc. Algo aconteceu com sua alma, Zoey, e voc tem que
sair daqui para que ele possa ser consertado.

         De repente, me senti tonta e cedi em seus braos. Eu no sei como eu sabia, mas eu fiz. As palavras que eu
falei eram to verdadeiras e to conclusivas como sua morte. --Eu no posso sair, Heath. No a menos que todos os
pedaos de mim estejam em mim novamente. E eu no sei como fazer isso acontecer -- eu no sei!

         Heath pressionou a testa contra a minha. --Bem, Zo, talvez voc deva tentar usar aquela irritante voz de me
que usava em mim quando eu bebia demais e dizer-lhes que, no sei, para parar toda esta besteira e voltar para
dentro de voc onde elas pertencem.

         Ele soava to parecido comigo que quase me fez sorrir. Quase.

         --Mas se eu estiver novamente junta, eu teria que sair daqui. Eu posso sentir isso, Heath, -- eu sussurrei para
ele.

         --Se voc no colocar-se de volta novamente, voc no ir nunca sair daqui porque voc vai morrer, Zo. Eu
posso sentir isso.

         Olhei em seus clidos e familiares olhos. --Isso seria assim to mau? Quero dizer, este lugar parece muito
melhor do que a baguna que est me esperando de volta ao mundo real.

         --No, Zoey.-- Heath parecia chateado. --No est bom aqui. No para voc.
        --Bem, talvez isso seja porque eu no estou morta. Ainda.-- Engoli em seco e admiti, apenas a mim mesma,
que falando isso em voz alta fica tipassim um som assustador.

        --Eu acho que h mais do que isso.

        Heath no estava olhando para mim. Ele estava olhando por cima do meu ombro, e seus olhos estavam
extremamente grandes e redondos. Eu me virei. As figuras se contorciam no que parecia desconfortvel tal como
bizarro, verses inacabadas de mim estavam a pairar dentro e fora da nvoa preta, esfarelando e vibrando e,
basicamente agindo estranhamente super nervosas. Depois, houve um flash de luz que se transformou em um enorme
conjunto perigoso, chifres pontudos, e com um barulho terrvel vibrando, algo desceu sobre fim do prado, fazendo
com que esses espritos, os fantasmas, as peas incompletas de mim comeassem a gritar e gritar e gritar ao mesmo
tempo que se espalharam antes de desaparecerem.

        --O que acontece agora?-- Eu perguntei Heath, tentando -- sem sucesso -- guardar o terror de minha voz
quando comeamos a descer pela da campina.

        Heath pegou minha mo e apertou. --Eu no sei, mas eu vou estar aqui com voc at o fim de tudo isso. E
agora,-- ele sussurrou com uma voz cheia de tenso, --no olhe para trs, apenas venha comigo e corra!
        Por uma das poucas vezes em minha vida, eu no discuti com ele. Eu no questionei-o. Fiz exatamente o que
ele               disse. Segurei               em                  Heath                  e                 corri.
                                                  CAPTULO SEIS



                                                       Stevie Rae.
        -- Stevie Rae, essa no  uma boa ideia. -- Dallas disse, apressando-se para acompanh-la.
        -- Eu no vou ficar fora muito tempo, prometo. -- Stevie Rae disse, parando ao chegar ao estacionamento e
olhando em volta  procura do pequeno carro azul de Zoey. -- Ei, l est ele e ela sempre deixa a chave dentro, porque
as portas no trancam mesmo. -- Stevie Rae tentou entrar no carro, abriu a porta destrancada e sentiu-se vitoriosa
quando viu as chaves penduradas na ignio.
        --  srio, eu queria que voc fosse at o Alto Conselho contar para os vamps o que voc sabe, mesmo se
voc no me contar e saber a opinio deles sobre o que est acontecendo com voc, garota.
        Stevie Rae se voltou para Dallas: -- Esse  o problema, eu no estou certa sobre o que estou fazendo e Dallas,
eu no iria contar a um bando de vampiros o que eu no contaria para voc primeiro, voc devia saber disso.
         Dallas enrubesceu: -- Eu costumava acreditar nisso, mas muitas coisas esto acontecendo rapidamente e voc
est agindo estranhamente.
         Ela ps as mos em seus ombros. -- Eu s tenho um pressentimento de que eu possivelmente possa fazer
alguma coisa para ajudar Zoey, mas eu no vou descobrir como posso fazer isso se ficar aqui sentada com um monte
de vampiros nervosos. Eu tenho que estar fora daqui. -- Stevie Rae estendeu seus braos, sentindo a terra ao seu
redor. -- Eu preciso usar meu elemento para pensar. Parece que tem alguma coisa que estou perdendo, mas o
entendimento disso est fora do meu alcance, e eu vou usar a terra para alcanar o que no sei.
        -- Voc no pode fazer isso daqui? Tem um monte de terra por toda a escola.
         Stevie Rae forou um sorriso para ele. Ela odiava mentir para Dallas, mas ela no estava necessariamente
mentindo. Ela realmente estava indo procurar uma maneira de ajudar Zoey e ela no podia fazer isso dentro da House
of Night. -- Tem muita distrao por aqui.
       -- Ok, olha eu sei que no posso te impedir de ir, mas eu preciso que me prometa uma coisa ou eu vou fazer
uma burrice para na verdade te impedir.
       Stevie Rae arregalou os olhos e dessa vez ela no teve que fazer fora para sorrir. -- Dallas, voc vai tentar dar
um chute em minha bunda?
        Bom, voc e eu sabemos que isso seria apenas retardatrio, mas no suscetvel,  aqui que entra a parte de --
fazer uma grande burrice.
        Ainda sorrindo para ele, ela disse: -- O que voc quer que eu prometa?
        -- Que voc no vai voltar para o depsito agora, eles quase te mataram, voc est recuperada, mas eles
quase te mataram. Ontem. Ento eu preciso que voc prometa que no voltar l para encar-los essa noite.
       -- Eu prometo, -- ela disse seriamente. -- Eu no vou descer at l. Eu te disse - Eu vou tentar achar uma
maneira de ajudar a Z e lutar com aquelas crianas definitivamente no vai ajudar.
        -- Jura?
        -- Juro.
        Ele se sentiu aliviado. -- Bom, agora o que eu tenho que dizer para os vamps sobre aonde voc foi?
        -- S o que eu te disse - que preciso estar rodeada por terra e sozinha. Que eu preciso descobrir alguma coisa
e no posso fazer isso aqui.
        -- Tudo bem. Eu vou falar isso a eles. Eles vo ficar bravos.
        -- Yeah, mas eu vou voltar rpido -- ela disse entrando no carro de Zoey. -- E no se preocupe, eu vou tomar
cuidado -- O carro ligou fazendo um barulho estranho, quando Dallas apareceu na janela. Suprimindo um suspiro
irritado, ela a abriu.
         -- Eu quase esqueci de te contar. Eu ouvi algumas crianas falando enquanto eu esperava por voc. Est por
toda a Internet que o esprito da Z no foi o nico destrudo em Veneza.
        -- O que diabos isso quer dizer, Dallas?
         -- O negcio  que Neferet levou Kalona at o Alto Conselho - literalmente. O corpo dele est l, mas a alma
dele se foi.
        -- Obrigada Dallas, eu tenho que ir. -- Sem esperar pela resposta do garoto, Stevie Rae acelerou o carro de
Zoey e saiu do estacionamento. Pegando rapidamente a direita na Utica Street, ela dirigiu no centro da cidade foi para
o nordeste, em direo  periferia de Tulsa onde ficava o Museu Gilcrease.
        O esprito de Kalona se foi tambm.
      Stevie Rae no acreditou por um momento que ele ficou to assolado com a tristeza que sua alma se fora
tambm.
         -- No exatamente, -- murmurou para si mesma enquanto dirigia pelas ruas escuras e silenciosas de Tulsa. --
Ele est atrs dela. -- Assim que pronunciou as palavras, Stevie Rae percebera que estava certa.
        E o que ela podia fazer sobre isso?
         Ela no tinha a mnima ideia. Ela no sabia absolutamente nada sobre imortais, almas perdidas ou o mundo
espiritual. Com certeza, ela estava morta, mas tambm no estava. E ela no se lembrava de seu esprito indo pra lugar
algum. Presa... foi tudo escuro, frio, e sem som algum. E eu s queria gritar e gritar e... Stevie Rae estremeceu com
seus pensamentos. Ela no se lembrava muito sobre aquelas coisas horrveis da hora de sua morte e ela no queria se
lembrar. Mas ela conhecia algum que entendia bastante sobre imortais, especialmente Kalona e o mundo espiritual.
De acordo com Av de Zoey, Rephaim no era nada alm de um esprito antes de Neferet ressuscitar seu tosco pai.
       -- Rephaim vai saber alguma coisa, e o que ele sabe, eu saberei. -- Ela disse resolutamente, seus dedos
apertando o volante.
        E se ele no quisesse revelar, ela usaria o poder do imprint deles, o poder de seu elemento, e qualquer
restante de poder que ela tivesse em seu corpo para obter as informaes dele. Ignorando o jeito doente, terrvel e
culpado que ela sentia por pensar em lutar com Rephaim, ela acelerou mais e virou descendo a Gilgrease Road.
        Stevie Rae no precisava imaginar onde encontrar Rephaim, ela simplesmente sabia onde ele estava. A porta
de entrada da velha manso j tinha sido aberta, ela se enfiou pelo escuro, frio, seguindo o seu rastro. Mas ela no
precisava olhar pela porta da varanda para saber que ele estava l fora. Ela sabia que ele estava l. Eu sempre vou
saber onde ele est, Ela pensou melancolicamente.
      Ele no se virou para v-la direito. Stevie Rae precisou de tempo para tentar se acostumar com a viso dele
novamente.
        -- Ento voc veio. -- ele disse, ainda sem olh-la.
        Aquela voz - aquela voz humana. Aquilo a golpeou novamente, assim como da primeira vez que ela ouviu.
        -- Voc me chamou, -- ela disse tentando manter sua voz normal, tentando guardar para si a raiva que ela
sentia por tudo o que o pai dele havia causado.
        Ele se virou para ela, seus olhos se encontraram.
        -- Ele parece exausto. -- Foi o primeiro pensamento dela. -- Seu brao est sangrando novamente.
       -- Ela ainda sente dor. -- Foi o primeiro pensamento dele. -- E est cheia de raiva. -- Eles ficaram olhando
um para o outro silenciosamente, nem mesmo com vontade de falar seus pensamentos em voz alta.
        -- O que aconteceu? -- Ele finalmente perguntou.
        -- Como voc sabe que alguma coisa aconteceu?
        Ele hesitou por um momento, obviamente escolhendo com cuidado suas palavras: -- Eu sei por voc.
         -- Voc no est fazendo sentido algum, Rephaim. -- O som da voz dela falando o nome dele pareceu fazer
um eco por todo o ar em volta deles, e a noite de repente foi pintada com a memria de uma neblina vermelha e
cintilante que foi enviada pelo filho de um imortal para acariciar a pele de Stevie Rae e cham-la pra ele.
         --  por que no faz sentido para mim tambm, -- ele disse, com sua voz profunda, suave e hesitante. -- Eu
no sei nada sobre como funciona um imprint, voc vai ter que me ensinar.
        Stevie Rae sentiu suas bochechas queimarem. Ele est falando a verdade. Ela percebeu. O nosso imprint o
deixa saber coisas sobre mim. E como ele poderia entender?Eu mal entendo.
       Ela limpou a garganta. -- Ento voc est dizendo que sabe que algo aconteceu porque pode sentir isso vindo
de mim?
        -- Senti, no compreendi. Ele a corrigiu. -- Eu senti sua dor, no como antes, logo aps voc me beber. Ento
seu corpo sentia dor, a dor de ontem a noite era emocional, no fsica.
        Ela no conseguia parar de fit-lo, o susto estava claro em seu rosto. -- Sim, foi. E ainda .
        -- Fale-me sobre o que aconteceu.
        Ao invs de respond-lo, ela perguntou: -- Por que voc me chamou aqui?
        -- Voc estava sentindo dor. Eu podia sentir tambm. Ele parou de falar, obviamente desconcertado pelo que
estava falando, e ento continuou. -- Eu queria parar de sentir isso. Ento eu mandei uma fora te chamando para
mim.
        -- Como voc fez aquilo? O que era aquela neblina vermelha?
        -- Responda as minhas perguntas e eu responderei as suas.
        -- Bem. O que aconteceu foi que seu pai matou Heath, o garoto humano que era consorte da Zoey. Ela o viu
fazendo isso e no pde o parar, e isso destruiu seu esprito.
        Rephaim continuou olhando para ela at ela sentir que ele estava olhando alm de seu corpo, direto em sua
alma. Ela tambm no podia desviar o olhar, e seus olhares se cruzaram. O difcil foi ela guardar sua raiva. Os olhos
dele eram to humanos. Apenas a cor era diferente e para Stevie Rae, a cor escarlate dentro deles no era repugnante.
Verdadeiramente, eram fraternalmente familiares, esta cor outrora j havia tingido seus prprios olhos.
        -- Voc no tem nada a dizer sobre isso? -- Ela disse, tirando os olhos dele, podendo ento fitar a noite vazia.
        -- Tem mais, o que voc no est me dizendo?
         Guardando sua raiva de volta. Stevie Rae encontrou os olhos dele novamente. -- O negcio  que alma do seu
pai se foi tambm.
        Rephaim piscou, o susto era claro em seus olhos. -- Eu no acredito nisso. -- ele disse.
         -- Nem eu. Mas Neferet levou seu corpo sem esprito at o Alto Conselho, e aparentemente eles esto
comprando a histria. Voc sabe o que eu acho? -- Ela no esperou pela resposta dele, a voz dela era um misto de
frustrao, raiva e medo. -- Eu acho que Kalona seguiu Zoey at o Outromundo porque ele est totalmente obcecado
por ela. -- Stevie Rae passou a mo por suas bochechas, enxugando as lgrimas que pensou estar derramando.
         -- Isso  impossvel, -- Rephaim pareceu um pouco irritado como ela havia sentido. --Meu pai no pode
voltar ao Outromundo. O reino foi proibido para ele.
        -- Bom, ele obviamente encontrou um jeito de entrar l mesmo sendo proibido.
        -- Um jeito de entrar mesmo tendo sido banido pela prpria Deusa da Noite? Como isso pode ter sido feito?
        -- Nyx o expulsou do Outromundo? -- Stevie Rae disse.
        -- Foi uma escolha do meu pai. Ele era o nico guerreiro de Nyx. O juramento se quebrou quando ele caiu.
        -- Ohminhadeusa! Kalona costumava ficar ao lado de Nyx? -- Sem conscientemente perceber o que estava
fazendo, Stevie Rae chegou mais perto de Rephaim.
        -- Sim. Ele a protegia da escurido. -- Rephaim olhou para a noite.
        -- O que aconteceu? Porque ele caiu?
        -- Pai nunca falava sobre isso. O que sei  que de todo o jeito isso o preencheu de raiva por sculos.
        -- E foi como voc foi criado, a partir desta raiva.
        O olhar dele encontrou o dela novamente. -- Sim.
        -- Isso o atingiu tambm? Essa raiva e escurido? -- Ela no podia parar de perguntar.
        -- Voc no deveria saber disso? Como eu sei da sua dor? No  assim que esse imprint entre a gente
funciona?
        -- Bem,  complicado, voc foi meio que forado a cumprir o papel de meu consorte desde que eu sou a
vampira aqui e tudo mais. E  mais fcil para um consorte ter a sensao das coisas sobre o seu vampiro do que ao
contrrio. O que eu tenho de voc  ...
       -- Meu poder, -- ele partiu-se. Ela no pensou que a voz dele continha raiva, apenas cansada e sem
esperana. --Voc tem minha fora imortal.
        -- Caramba!  por isso que eu me curei to absurdamente rpido!
        -- Sim e por isso que eu no.
        -- Stevie Rae piscou surpresa. Bem, voc deve se sentir horrvel  voc parece mal.
        Ele fez um barulho que era parecido com uma gargalhada e um bufar. -- E voc parece saudvel e inteira de
novo.
       -- Eu estou saudvel, mas no vou estar inteira novamente at descobrir uma maneira de ajudar Zoey. Ela 
minha melhor amiga, Rephaim. Ela no pode morrer.
        -- Ele  meu pai. E no pode morrer, tambm.
      Eles se encararam. Os dois lutando para entender o que era isso entre eles, que os fizeram ficar juntos at
mesmo na dor e na raiva que os rodeavam, definindo e separando seus mundos.
         -- Que tal isso: Ns arranjamos alguma coisa pra voc comer. Eu concerto essa asa de novo, o que no vai ser
divertido pra gente, e ento ns arranjamos um jeito de proceder sobre Z e seu pai. Voc deve saber alguma coisa. Eu
no posso sentir suas emoes como voc pode sentir as minhas, mas eu posso sentir se voc estiver mentindo para
mim, e eu tambm estou certa de que posso te achar, no importa aonde voc esteja. Ento se voc mentir para mim,
eu te dou a minha palavra de que me virarei contra voc e usarei todo o poder do meu elemento e o seu sangue.
        -- Eu no vou mentir para voc.
        -- Bom. Vamos para dentro do museu achar a cozinha.
        Stevie Rae deixou a varanda e o corvo a seguiu como se ela estivesse acorrentado  Alta Sacerdotisa por uma
corrente invisvel e inquebrvel.
         -- Voc poderia ter tudo que quisesse no mundo com esse poder. -- Rephaim disse, entre uma mordida e
outra de um grande sanduche que ela havia feito para ele das coisas que ainda no tinham vencido da geladeira
industrial do restaurante do museu.
         -- No. No realmente. Quer dizer, eu posso fazer um cansado, sobrecarregado e meio idiota guarda noturno
nos permitir entrar no museu e depois esquecer que a gente existiu, mas eu no posso governar o mundo ou alguma
coisa louca desse tipo.
        --  um excelente poder para dominar.
         --No,  uma responsabilidade que eu no pedi e que eu realmente no quero. Veja, eu no posso ser capaz
de fazer humanos praticarem qualquer coisa que eu quiser que eles pratiquem. No  o certo. No se eu estou ao lado
de Nyx.
        -- Pois a sua Deusa no d aos seus indivduos os poderes que eles desejam?
         Stevie Rae o olhou por um tempo. Enrolando os cabelos em seus dedos, pensando que ele possivelmente
estaria brincando, mas os olhos vermelhos que encontraram os dela eram completamente srios. Ento ela deu um
longo suspiro e explicou: -- No  por causa disso, mas porque Nyx acredita em dar a cada um o livre arbtrio, e
quando eu brinco com a mente de um humano que no tem controle sobre isso, eu estou tirando o livre arbtrio dele.
No  o certo.
        -- Voc realmente acredita que cada um no mundo deveria ter livre arbtrio?

        -- Eu acredito.  por isso que estou aqui hoje, falando com voc. Zoey estendeu sua mo para mim. Ento, em
uma coisa meio de pagamento-para-a-frente, eu dei esse mesmo presente para voc.

        -- Voc me deixou viver esperando que eu v escolher o meu prprio caminho e no o do meu pai.
         Stevie Rae ficou surpresa com o que ele disse to espontaneamente, mas ela no respondeu o que lhe foi
solicitado, s continuou. --Sim, eu te disse que quando eu fechei o tnel atrs de voc, deixando-te ir ao invs de
entregar voc aos meus amigos, voc se tornou responsvel pela sua vida. Voc no pertencia mais ao seu pai ou a
ningum. -- Ela pausou por um instante e disse tudo rapidamente. --E voc j comeou a traar um caminho
diferente me salvando naquele telhado.
         -- Uma dvida de vida no paga  uma coisa difcil de se levar adiante, era lgico que eu pagasse a dvida que
existia entre ns.
        -- Sim, isso eu entendi. Mas e sobre essa noite?
        -- Essa noite?
       -- Voc me mandou sua fora e me chamou at aqui. Se voc tinha aquele tipo de poder, por que
simplesmente no quebrou o imprint entre a gente? Isso teria acabado com a dor tambm.
        Ele parou de comer e seus olhos escarlate encararam os dela. -- No faa uma ideia errada de mim. Eu passei
sculos na escurido. Eu vivia com o mal como meu companheiro de cama. Eu estava ligado a meu pai. E ele estava
cheio de uma raiva que possivelmente poderia destruir o mundo e se ele retornasse, eu estava destinado a ficar ao
lado dele. Veja-me como sou, Stevie Rae. Eu sou a criatura de um pesadelo criado atravs de raiva e estupro. Eu
caminhava entre os vivos, mas sempre me separava, sempre era diferente. No era imortal, no era homem e nem
uma fera.
       Stevie Rae deixou as palavras dele entrarem por suas veias. Ela sabia que ele estava sendo completamente
honesto com ela. Havia mais nele do que aquela mquina de raiva e maldade que ele tinha sido criado para ser.
        Ela sabia porque era testemunha disso.
        -- Bem, Rephaim. Que tal se voc s considerar que possivelmente esteja certo?
      Ela viu o entendimento sendo registrado em seus olhos coloridos de sangue. -- O que significa que eu
tambm possa estar errado?
        -- Eu s estou dizendo.
        Sem falar, ele sacudiu a cabea e voltou a comer. Ela sorriu e comeou a fazer pra ela mesma um sanduche de
frango. -- Ento, -- ela disse, colocando mostarda no po. -- Qual  a sua teoria sobre o esprito do seu pai estar
perdido novamente?
        Os olhos dele se concentraram nos dela e ele disse uma palavra que fez o sangue dela congelar.
        -- Neferet.
                                                 CAPTULO SETE

                                                      Stevie Rae
        -- Dallas me contou que Neferet levou o corpo sem esprito de Kalona at o Alto Conselho.
        -- Quem  Dallas? -- Rephaim perguntou.
        --  s um cara que eu conheo. Ento parece que Neferet traiu Kalona embora eles estivessem juntos e tudo
mais.
        --Neferet seduz meu pai e finge ser sua companheira. Mas ela s liga pra ela mesma, onde ele  preenchido
com raiva, ela  preenchida de dio. O dio  um aliado mais perigoso.
        --Ento voc acha que Neferet trairia Kalona para se salvar?-- Stevie Rae perguntou.
        --Eu tenho certeza que ela trairia qualquer um para se salvar.
        --O que ela ganha traindo Kalona, especialmente se ele est todo desalmado e etc?
        -- Levando-o at o Alto Conselho, ela elimina as suspeitas sobre ela.-- Ele disse.
         --Sim, faz sentido. Eu sei que ela quer a Zoey morta. E ela no liga para o Heath e tudo mais. Na verdade,
Neferet ficou feliz, que vendo o fato de que Kalona matou Heath e que mesmo Zoey jogando o poder do esprito nele,
no foi capaz de mat-lo e que isso despedaou o seu esprito. Aparentemente, o que  s uma prvia para a morte.
        Os olhos de Rephaim de repente se fixaram nos dela. --Zoey atacou meu pai com o poder do esprito?
        --Sim, foi o que Dragon e Lenobia me disseram.
        --Ento ele foi gravemente ferido.-- Rephaim desviou o olhar e no disse mais nada.
        --Hey, voc tem que me contar o que sabe.-- Stevie Rae disse honestamente. Quando ele no respondeu, ela
ignorou e continuou. --Bem, a verdade  que eu vim aqui essa noite pronta para forar voc a falar para mim sobre
seu pai e o Outromundo. Mas agora que eu estou aqui, conversando com voc, eu no quero te forar.--
Hesitantemente, ela tocou o seu brao. Seu corpo fez um movimento abrupto quando os dedos dela encontraram sua
pele, mas ele no se esquivou.
        --Eu no tenho nenhuma razo para querer ver sua amiga morta. Mas voc realmente deseja ver meu pai
prejudicado.
        Stevie Rae soltou um longo suspiro. --E o que tem isso, o que tem a ver o que eu desejo? E se eu te disser que
s quero que Kalona nos deixe em paz?
        --Eu no sei se isso algum dia ser possvel. --Rephaim disse.
        --Mas eu posso desejar isso. Nesse momento, Zoey e kalona esto sem seus espritos. Agora, eu sei o que seu
pai  um imortal. Mas no pode ser uma boa coisa o corpo dele ser s uma casca.
        --No, isso no  uma boa coisa.
        --Ento vamos trabalhar juntos para ver se conseguimos trazer ambos de volta e lidar com o que acontece
depois quando o depois realmente chegar.
        --Eu posso concordar com isso. --Ele disse.
         --Legal.-- Ela apertou o brao dele antes de tirar suas mos. --Voc disse que Kalona se feriu. O que voc
quis dizer com isso?
          --O corpo dele no pode ser morto, mas se o esprito dele for danificado, seu corpo estar fisicamente
fragilizado. Foi assim que A-ya conseguiu o prender. Seu esprito estava to cego com as emoes por ela que isso o
confundiu e fragilizou e o corpo dele se tornou vulnervel.
        --E foi como Neferet conseguiu jog-lo em frente ao Alto Conselho.-- Stevie Rae disse. --Zoey machucou o
seu esprito, ento o corpo dele estava vulnervel.
        --Tem que ter mais coisa a do que isso.-- A menos que ele tenha sido --hipnotizado,-- assim como A-ya fez
com ele dentro da terra. Meu pai teria comeado a se recompor instantaneamente. To logo ele esteja livre, pode
curar seu esprito.
        --Bem, obviamente Neferet o hipnotizou antes de prend-lo. Ela  to perigosamente m, que provavelmente
o arrasou aquele medonho poder do mal que ela sustenta em si e ento...
        -- isso! Ele levantou em excitamento. Ento fez uma careta de dor pela asa. Friccionado seu brao ferido, ele
sentou novamente, guardando o brao contra o corpo. --Ela continuou o ataque ao seu esprito. Neferet  a Tsi Sgili. 
usando foras obscuras no mundo espiritual que ela ganha poder.
          --Ela matou Shekinah sem nem mesmo toc-la.-- Stevie Rae lembrou.
         --Neferet tocou na Alta Sacerdotisa, mas sem usar as mos. Ela manipulou os fios da morte dos quais ela 
responsvel, com os sacrifcios que ela fez a as promessas que tem de manter. Esse foi o poder que matou Shekinah e
 esse o poder que ela exerce contra o esprito ainda fragilizado de meu pai.
          --Mas o que ela est fazendo com ele?
          --Mantendo seu corpo preso e usando o seu esprito para suas prprias maldades.
        --O que a faz parecer uma pessoa boa aos olhos do Alto Conselho. Eu aposto que ela est toda : --Ah, pobre
Zoey-- e --Eu no sei o que Kalona estava pensando.--
          --A Tsi Sgili  muito poderosa. Por que ela estaria fingindo tanto para o Alto Conselho?
        --Porque Neferet no quer que todos saibam o quanto maldosa ela , pois ela quer governar o mundo todo.
Ela provavelmente ainda no est pronta para ter o Alto Conselho e o mundo todo aos seus ps. Ainda. Ento ela no
pode deixar ningum saber que ela gosta da ideia de ver Zoey morta, mesmo que ela esteja transbordando felicidade.
          --Mas meu pai no queria Zoey morta. Ele simplesmente queria a possuir.
          Stevie Rae olhou para ele. --Alguns de ns pensam que ser possudo contra nossa vontade  pior do que
morrer.
          Ele bufou. --Voc quer dizer como ter um imprint com algum sem querer?
          Stevie rae franziu a testa para ele. --No, no foi o que eu quis dizer.
          Ele bufou novamente.
         Ainda franzindo a testa, ela continuou. --Mas o que voc est dizendo  que Kalona no tinha a inteno de
fazer o que fez a Heath para causar o destruimento da alma de Zoey?
          --No, porque isso provavelmente causaria a morte dela.
        --Provavelmente?-- Stevie Rae analisou as palavras. --Isso significa que no  cem por cento garantido que
Zoey vai morrer. Porque  isso que os vampiros esto dizendo.
         --Os vampiros no esto pensando com mente de um imortal. Nem toda morte  certa como os humanos
acreditam. Zoey vai morrer se o esprito dela no retornar para o corpo, mas no  impossvel o esprito dela se tornar
inteiro novamente.  difcil, sim. E ela precisar de um guia e um protetor no Outromundo, mas...
          As palavras dele congelaram e Stevie Rae viu seus olhos paralisarem.
          --O que?
         --Neferet est usando meu pai para assegurar que Zoey no retorne. Ela --prendeu-- seu corpo enquanto ele
estava ferido comandou seu esprito para poder controlar o Outromundo.
          --Mas voc disse que Kalona foi expulso do Outromundo. Como ele poderia voltar l?
          --O corpo dele foi banido.
          --E o corpo dele ainda est nesse mundo. Foi o esprito dele que retornou. Stevie Rae concluiu.
        --Sim! Neferet o forou a voltar. Eu conheo bem meu pai. Ele tem muito orgulho. Ele s retornaria se a
prpria Deusa o pedisse para fazer isso.
          --Como voc tem tanta certeza disso? Talvez ele tenha ido atrs de Zoey, porque finalmente percebeu que ela
nunca seria dele, e como um medonho perseguidor psictico, ele preferiu v-la morta  com outro algum. Isso pode
ter o aborrecido bastante para que seu orgulho desaparecesse.
        Rephaim balanou a cabea. --Meu pai nunca acreditaria que Zoey no o fosse escolher. A-ya o escolheu e
parte da virgem ainda vive dentro do esprito de Zoey.-- Ele pausou e antes que Stevie Rae fizesse uma nova pergunta,
continuou. --Mas eu sei como voc pode estar segura. Se Neferet est o usando, ela vai ter meu pai guiado pela
escurido.
        --Escurido? Voc quer dizer o oposto de luz?
        --De um jeito,  isso.  difcil dizer porque aquele tipo de pura maldade est sempre mudando, sempre
envolvendo novas armadilhas. A escurido de que falo  muito sensvel. Achar algum que perceba, note entidades do
mundo espiritual  muito difcil. Alm disso, essa pessoas deve ser capaz de enxergar as armadilhas que Tsi Sgili fez
para manipular meu pai se elas realmente estiverem l.
        --Voc pode sentir o mundo espiritual.
       --Eu posso.-- Ele disse, encontrando os olhos dela, sem gaguejar. --Voc gostaria que eu fosse at o Alto
Conselho?
         Stevie Rae mordeu o lbio inferior. Ela gostaria? Seria como dar a vida de Rephaim por Zoey e talvez at
mesmo a dela porque ela teria que ir com ele e no teria jeito de contar aos mega poderosos vampiros do Alto
Conselho que eles tiveram um imprint. Ela morreria por Zoey. Claro que sim. Mas seria bom se ela no tivesse que
fazer isso. Alm disse, Zoey no gostaria que ela fizesse. Mas Zoey tambm no ia gostar de saber que ela tinha
salvado e tido um imprint com um corvo. Droga. Ningum gostaria disso. A Deusa sabia que nem mesmo ela queria
isso. Bom, no na maior parte do tempo.
        --Stevie Rae?
        Ela se desligou de seus pensamentos secretos para ver Rephaim a encarando.
        --Voc gostaria que eu fosse at o Alto Conselho?-- Ele repetiu, solenemente.
         --Somente como ltima opo, e se voc for, significa que eu vou tambm. E, droga, o Alto Conselho no
acreditaria em nada do que voc dissesse. Mas voc disse que tudo que a gente precisa  de algum que seja
familiarizado o bastante para perceber as coisas espirituais, certo?
        --Sim.
        --Bem, tem um monte de vampiros poderosos no Alto Conselho. Algum deles deve ser capaz de fazer isso.
         Ele balanou a cabea para os lados. -- raro um vampiro conseguir sentir as foras obscuras que Tsi Sgili est
exercendo. Essa  uma razo para que Neferet tenha conseguido manter esse segredo por tanto tempo. Ser capaz de
identificar a escurido escondida  um poder singular. Sentir toda essa maldade  muito difcil a menos que voc
esteja familiarizado com isso.
        --Sim. Bem, o Alto Conselho tinha que saber de tudo isso. Um deles tem que ser capaz de fazer tudo isso.
        Ela disse isso com um pouco mais de confiana do que realmente sentia. Todo mundo sabia que o Alto
Conselho tinha sido escolhido por sua honra e integridade, o que no combina muito com escurido. Ela limpou a
garganta. --Ok. Bem, eu tenho que voltar para a House of Night e fazer uma ligao para Veneza.-- Ela disse
firmemente. Ento os olhos dela se fixaram na asa quebrada com bandagens manchadas a cobrindo. --Voc est
sentindo muita dor, hein?
        Ele assentiu.
        --Ok, voc j acabou de comer?
        Ele assentiu.
         Ela engoliu seco, lembrando-se da dor que aquelas bandagens cobriram na asa antes. --Eu preciso ir achar
coisas de mdico, infelizmente eles devem estar no escritrio de segurana do guarda estpido, o que significa que
vou ter que apagar o crebro de ervilha dele novamente.
        --Voc pode sentir que o crebro dele  pequeno?
        --Voc viu como a cala dele estava com a cintura alta? Ningum com menos de oitenta anos e com um
crebro grande veste uma cala do vov que vai at as axilas. Crebro de ervilha, s estou falando sobre isso.
         Ento, surpreendendo ambos, Rephaim deu uma gargalhada.
         Eu gosto do som da risada dele. E antes de seu crebro mandar a ordem para manter a boca fechada, ela riu e
disse, --Voc deveria rir mais,  legal.
         Rephaim no disse nada, mas Stevie Rae no pde decifrar o olhar esquisito que ele deu a ela, ainda se
sentindo um pouco inconfortvel, ela saltou de seu banco na cozinha e disse, --Bem, eu vou pegar a caixa de primeiros
socorros, consertar sua asa o melhor que eu puder, pegar comida pra voc e depois voltar para a House of Night e
fazer super ligaes de longa distncia. Espere aqui. Eu volto rpido.
         --Eu preferiria ir com voc.-- ele disse. Ficando em p cuidadosamente enquanto colocava o brao colado ao
corpo.
         --Provavelmente seria mais fcil pra voc s esperar aqui.-- ela disse.
         --Sim, mas eu prefiro estar com voc.-- ele disse serenamente.
        Stevie Rae sentiu um estranho balano dentro dela com as palavras dele, mas sacudiu os ombros e disse, --T,
faa o que quiser. Mas no fique reclamando se doer.
       --Eu realmente no me queixo.-- O olhar de orgulho masculino que ele deu para ela a fez comear a rir
enquanto eles deixavam a cozinha. Lado a lado.




                                                       Stevie Rae
         Dirigindo para casa, Stevie Rae deveria estar pensando sobre Zoey e elaborando seu plano de ataque. Mas isso
era fcil. Ela ligaria para Aprhodite. No importava as tragdias que estavam acontecendo. Aprhodite iria escut-la.
Principalmente porque tinha a ver com Zoey.
       Ento, j que o prximo passo do --Operao Zoey-- j estava dado, a mente dela se abriu para pensar em
Rephaim.
         Relembrando que aquela merda de asa estava horrvel, ela ainda sentia uma --dor fantasma-- daquilo tudo
passando por seus ombros e costas. Mesmo ela tendo achado um frasco de lidocana e passado por todo o brao e asa
dele, ela podia sentir fundo a dor da quebra. Rephaim no disse uma palavra durante todo o tempo. Ele virou a cabea
para o outro lado e um pouquinho antes dela tocar a asa, ele pediu, --Voc poderia falar sobre coisas que voc faz
enquanto arruma isso?
         --Quais coisas exatamente voc est falando?-- ela perguntou.
        Ele olhou por cima dos ombros, e ela podia jurar que havia um sorriso nos olhos dele. --Voc fala. Muito.
Ento v em frente e faa isso. Isso vai me dar alguma coisa mas irritante do que a prpria dor para pensar.
        Ela pigarreou. Mas ele a fez sorrir. Ela falou durante todo o tempo em que consertava a asa quebrada. Na
verdade, ela balbuciou coisas estranhas. Entretendo e o fazendo esquecer da dor. Quando ela finalmente terminou, ele
a seguiu devagar e silenciosamente pela manso abandonada e ela tentou fazer o armrio mais confortvel colocando
cobertores que ela tinha roubado do museu.
         --Voc precisa ir. No se preocupe com isso.-- Ele pegou o ltimo cobertor da mo dela e praticamente o
jogou.
        --Olha, a comida est bem aqui. So coisas gostosas. E lembre-se de beber bastante gua e suco. Hidratar-se
 bom, ela disse.-- De repente sentindo-se preocupada por deix-lo ali to fraco e cansado.
         --Eu vou.
         --Bom. Ok. Vou embora.
         Mas ela virou-se quando ele disse, --Voc deveria falar com sua me.
       Ela parou como se estivesse esbarrado em John Deere. --Porque diabos voc est dizendo alguma coisa sobre
minha me?
        Ele piscou algumas vezes, como se ela tivesse o confundido, pausou, e finalmente respondeu com: --Voc
falou sobre ela enquanto arrumava minha asa. Voc no se lembra?
       --No. Sim. Eu acho que no estava prestando muita ateno nas coisas que estava falando. Eu simplesmente
mexia minha boca enquanto fazia meu trabalho.
        --Eu ouvia voc ao invs da dor.
        --Oh.-- Stevie Rae no tinha mais nada para dizer.
         --Voc disse que ela acredita que voc est morta. Eu s...-- Ele parou e pensou. Parecendo que estava
tentando decifrar uma lngua desconhecida. --Eu s pensei que voc deveria contar a ela que est viva. Ela gostaria de
saber, no gostaria?
        --Sim.
        Eles se encararam antes dela fazer sua boca dizer: --Tchau, e no se esquea de comer.
        Ento ela praticamente saiu correndo do museu.
        --Porque me deixou to maluca ele ter perguntado sobre a minha me?-- Ela perguntou alto para si mesma.
         Ela sabia a resposta, e no, ela no queria responder isso alto. Ele prestou mesmo ateno no que ela havia
dito. Ele se preocupava com a saudade que ela sentia da me. Assim que estacionou na House of Night e saiu do carro
de Zoey, ela percebeu que no era a preocupao dele que a deixou assustada. Era o como o interesse dele a fez se
sentir. Ela se sentiu feliz com a preocupao dele. E Stevie rae sabia que era perigoso se sentir feliz quando um
monstro se preocupa com voc.
        --Hey. A est voc! J era hora de voltar.-- Disse Dallas praticamente aparecendo entre os arbustos na frente
dela.
        --Dallas, eu juro pela Deusa que vou te jogar todo o poder da terra se voc no parar de me assustar.
       --Bata em mim depois. Agora voc tem que ir at a Cmara do Conselho. Porque Lenobia no est feliz com o
seu sumio.
          Stevie Rae suspirou e seguiu Dallas escadas acima at a sala atrs da biblioteca que eles usavam como a
Cmara do Conselho. Ela se apressou e ento hesitou ao chegar a porta. A tenso no ar estava to forte que era quase
visvel. A mesa era grande e redonda e parecia mais uma cantina de escola.
        De um lado estavam Lenobia, Dragon, Erik e Kramisha. Do outro lado estavam os professores Vento, Garmy e
Penthasilea. Eles pareciam estar no meio de uma discusso quando Dallas limpou a garganta e Lenobia olhou para
eles.
        --Stevie Rae! Finalmente. Eu sei que so tempos difceis, e todos esto sobre muito stress, mas eu realmente
apreciaria que da prxima vez que voc sasse para ir a um parque ou qualquer outro lugar que voc tenha ido, voc
comunicasse a algum. Voc est substituindo uma Alta Sacerdotisa. Lembre-se de agir como tal.
         A voz de Lenobia estava to spera que Stevie Rae automaticamente se irritou. Ela estava abrindo a boca para
dizer a Senhora dos cavalos que ela no era sua chefe e ento deixar a porcaria da sala a fazer sua ligao para Veneza.
Mas ela no era mais uma caloura e afastando-se do grupo de vampiros que se preocupavam com Zoey, bom pelo
menos alguns deles, no iria ajudar.
        Comece como voc gostaria de terminar. Ela podia quase ouvir a voz de sua me.
         Ento ao invs de jogar tudo para o ar e sumir, Stevie Rae entrou na sala e sentou em uma das cadeiras que
ficava entre os dois grupos. Quando ela falou, no se deixou parecer irritada. Na verdade, ela tentou ao mximo imitar
o jeito que sua me soava quando realmente ficava desapontada.
        --Lenobia, meu poder  com a terra. O que significa que s vezes eu tenho que me afastar de todo mundo e
somente estar eu e ela.  como eu consigo pensar e nesse momento todos ns precisamos pensar. Ento, eu vou sumir
de vez em quando para isso, com o sem permisso. E eu no estou substituindo uma Alta Sacerdotisa. Eu sou a
primeira e nica vampira vermelha e Alta Sacerdotisa no mundo inteiro.  uma coisa nova, ento eu acho que algumas
regras vm junto com isso, voc sabe. Eu talvez tenha que me acostumar com todo esse negcio de Alta Sacerdotisa
Vermelha.
        Ela virou para o outro lado e disse: --Ol, Professora P, Garmy e Vento. Eu no os vejo h um bom tempo.
       Os trs professores deram --ol,-- e ela ignorou o fato de que eles estavam olhando para suas tatuagens
vermelhas como se fosse um projeto fracassado numa feria de cincias.
       Ento, Dallas disse que Neferet levou o corpo sem esprito de Kalona at o Alto Conselho e parece que sua
alma tambm se quebrou.-- Stevie Rae disse.
        --Sim, alguns de ns ainda no acreditam nisso.-- Professora P disse, dando um olhar para Lenobia.
        --Kalona no  Erebus!-- Lenobia explodiu. --Assim como todos ns sabemos que Neferet no  a
reencarnao de Nyx na terra! Isso tudo  to ridculo!
        --O Conselho disse que a Profetisa Aprhodite confirmou que alma de Kalona se quebrou assim como a de
Zoey.-- disse o Professor Garmy.
        --Espera a.-- Stevie Rae estendeu as mos obviamente parando o direito de falar que iria para Kramisha. --
Voc disse Aprhodite e Profetisa junto?
         -- assim que o Alto Conselho a chama.-- Erik disse secamente. --Embora nenhum de ns gostaria de cham-
la assim.
        Stevie Rae arqueou as sobrancelhas para ele. --Srio? Eu gostaria. Zoey gostaria. E voc deveria. No muito
alto. Mas voc acompanhou as vises dela. Mais de uma vez. Eu tive um imprint com ela. No que eu tenha gostado
disso, mas eu posso te dizer que ela definitivamente foi tocada por Nyx e sabe de muita coisa. Muita coisa mesmo.
        Ela olhou para o professor Garmy: --Aprhodite pode sentir o esprito de Kalona?
        -- o que o Alto Conselho acredita.
         Stevie Rae deu um longo suspiro de alvio. --Essas so as melhores notcias que eu ouvi em dias.-- Ela olhou
para o relgio e comeou a contar sete horas a mais para Veneza. Era quase dez e meia da noite em Tulsa, o que
significa que provavelmente l estaria amanhecendo. --Eu preciso de um telefone. Tenho que ligar para Aprhodite.
Merda! Eu deixei meu celular no quarto.-- Ela comeou a se levantar.
        --Stevie Rae, o que voc est fazendo?-- Dragon perguntou e todos olharam para ela.
        Ela hesitou o bastante para olhar de volta para a sala e o relgio. --Que tal se eu te falar sobre o que no
estou fazendo? Eu no sentar aqui e ficar pensando em quem Kalona , em quem Neferet no . Zoey precisa de
ajuda. Eu no vou deixar de ajud-la. E eu no vou deixar vocs me colocarem numa briga estranha entre
professores.-- Ela encontrou os olhos em Kramisha. --Voc acredita que sou sua Alta Sacerdotisa?
        --Sim.-- Ela disse sem hesitar.
        --Legal. Ento venha comigo. Voc est perdendo tempo aqui. Dallas?
        --Como sempre, com voc, garota.
         Stevie Rae olhou de vampiro em vampiro. --Vocs todos tm que ficar juntos. Aqui est o que a Alta
Sacerdotisa disse e que vocs tm que espalhar para a toda escola: Zoey no est morta. Eu conheo a morte. Eu
estive l.-- Stevie Rae virou-se de costas para a sala e com seus calouros, saiu finalmente de l.
                                         CAPTULO OITO


                                            Aphrodite
       Aphrodite no deixou Darius carreg-la da Cmara do Conselho como ele queria. Ela no
podia deixar Zoey sozinha no meio desse monte de merda que Neferet estava causando, sozinha,
exceto por um Guerreiro totalmente despedaado, uma horda de nerds semi-histricos de p
entre ela e alguns loucos.
       --Sim, eu acredito que  importante manter o corpo de Erebus sob vigilncia assistida
enquanto o seu esprito est ausente. Talvez este seja apenas um estado temporrio, ele caiu em
resposta ao ataque de Zoey sobre ele.-- Neferet estava dizendo para o Alto Conselho.
       --Zoey o atacou? Voc realmente disse isso?-- Stark, com olhos inchados e fundos, parecia
que estava  beira de explodir.
       --V at Stark e tente ajud-lo a lidar com seu temperamento,-- sussurrou Aphrodite para
seu Guerreiro. Quando ele hesitou, ela acrescentou, --Eu estou bem. Eu s vou sentar aqui, ouvir
e aprender um bocado como se eu estivesse em um dos mortos coquetis da minha me.
       Darius assentiu. Ele moveu-se rapidamente para o lado de Stark e colocou a mo no ombro
do garoto. Aphrodite pensou que era um bom sinal de que Stark no fugiu do contato dele, mas
novamente, o garoto parecia como uma completa merda. Ela imaginou o que aconteceria com um
guerreiro se sua Sacerdotisa morresse, e ento tremeu com o terrvel pressentimento do que
poderia vir.
      --Zoey atacou Erebus. Seu corpo sem esprito  a prova inegvel disso.-- Neferet disse,
presuno colorindo a sua voz.
       --Zoey estava tentando impedir o imortal de matar seu consorte.-- Darius disse antes que
Stark pudesse gritar a sua resposta.
       --Ah, e esse  o motivo, no ?-- Neferet sorriu suavemente para Darius, fazendo
Aphrodite querer arrancar fora seus olhos. --Porque o meu consorte sentiria necessidade de
causar danos a Heath, consorte de Zoey? O nico conhecimento real que temos sobre isso  de
Erebus, antes de seu esprito ser arrancado de seu corpo. Suas ltimas palavras foram --Eu estava
protegendo minha deusa.-- Ento o que aconteceu entre Zoey, Heath e Erebus  muito mais
complicado do que possa parecer para um jovem, uma testemunha perturbada.
       --Esta no foi nenhuma luta para Nyx! Kalona matou Heath! Provavelmente porque ele
estava com cimes do quanto Zoey o amava.-- disse Stark, parecendo que no queria nada mais
do que embrulhar suas mos em torno da garganta branca de Neferet e apertar.
        --E como voc se sente sobre o amor Zoey para Heath? Uma ligao de um guerreiro 
unicamente ntima, no ? Voc estava l com eles quando a ruptura da alma aconteceu. Onde
est a sua culpabilidade, Guerreiro?-- Neferet disse.
      Darius segurou Stark antes dele se lanar em Neferet, e Duantia falou rapidamente para
aumentar a tenso. --Neferet, eu acho que ns todos podemos concordar que h muitas
perguntas no respondidas sobre a tragdia que ocorreu em nossa ilha hoje. Stark, tambm
compreendemos a paixo e a raiva que voc sente pela perda de sua Sacerdotisa.  um duro golpe
para um guerreiro...
      A fala de Duantia foi cortada pelo som de Aretha Franklin cantando o refro de --
Respect,-- que vinha da pequena bolsa que Aphrodite tinha pendurada no ombro.
       --Ops, hum, desculpe por isso.-- Aphrodite freneticamente abriu sua bolsa e cavou a
procura de seu iPhone. --Pensei que tinha desligado o toque. Eu no sei quem seria...-- Sua voz
sumiu quando viu o identificador de chamadas, era Stevie Rae. Ela quase apertou o boto ignorar,
mas um sentimento a golpeou -forte e claro. Ela precisava falar com Stevie Rae. --Uh, desculpe
novamente, mas eu realmente tenho que fazer isso.-- Aphrodite correu escada acima e saiu da
Cmara, sentindo-se demasiadamente exposta enquanto todo mundo olhava para ela como se ela
estivesse estapeando um beb ou afogando um maldito cachorrinho. --Stevie Rae,-- ela sussurrou
apressadamente --Eu sei que voc provavelmente j descobriu sobre Z, e voc est assustada, mas
esse realmente no  um bom momento.
     --Voc pode sentir espritos e coisas do Outromundo?-- Stevie Rae perguntou sem aos
menos um --Ol, como est?--
      Algo sobre o tom de sua voz causou em Aphrodite um curto-circuito e a impediu de
responder com o seu sarcasmo usual. --Sim, eu estou comeando a ser capaz disso.
Aparentemente, eu estive sintonizada com o Outromundo desde que eu comecei a ter vises, eu
apenas no sabia disso at hoje.
       --Onde est o corpo de Kalona?
       Afrodite foi para o canto do salo. No havia ningum ao seu redor, mas ela ainda manteve
sua voz baixa. --L na frente do Alto Conselho, em sua Cmara.
       --E Neferet est l tambm?
       --Claro.
       --Zoey?
      --Ela est l, tambm. Bem, seu corpo est. Z mesma est totalmente apagada. Stark est
absolutamente apavorado com o que aconteceu, ainda por cima Neferet est irritando ele to
maldosamente que ele mal consegue pensar. Darius est salvando seu traseiro por no deix-lo
despeda-la com suas prprias mos. A horda de nerds est histrica...
       --Mas voc manteve a razo.
      Stevie Rae no disse isso como uma pergunta, mas Aphrodite lhe respondeu assim mesmo.
--Algum tinha que manter.
       --Bom. Certo, acho que tenho algo que descobri sobre Kalona. Se eu estiver certa, Neferet
est at os cotovelos de maldade, tanto que ela tem seu corpo preso, e seu esprito tem que
obedec-la para obt-lo de volta.
       --Como isso surpreenderia qualquer um de ns?
      --Eu aposto que seria surpresa para a maioria do Alto Conselho. Neferet tem uma maneira
de conseguir pessoas para o seu lado.
       Aphrodite resmungou. --Tanto quanto eu posso dizer, a maioria deles no sabe nada sobre
ela.
       --Isso  o que eu pensava. Ento uma moo contra ela em aberto vai ser ainda mais difcil
a do que uma moo contra ela quando ela estava aqui.
         --Isso resume tudo. Ento, qual  o negcio com Kalona?
      --Voc precisa dar uma olhada no seu corpo usando seus super sentidos aranha do
Outromundo.
      --Voc  uma grande idiota. No existe tal coisa como Homem-Aranha. Ele  um
personagem inventado do besteirol das revistas de histrias em quadrinhos.-- disse Aphrodite.
       --Isto  conhecido como um graphic novels8, no revista de histrias em quadrinhos  no
seja malditamente crtica. Eu no tenho tempo para discutir com voc sobre os benefcios dos
graphic novels para a imaginao das pessoas.-- Stevie Rae disse.
       --Oh, por favor, se uma bunda est coberta de penas e  impermevel, isso  um pato. Ol,
figuras com pequenos bales de palavras faz disso uma histria em quadrinhos. Elas so estpidas
revistas de histria em quadrinhos para nerds anti-sociais, pessoas sem noo. Fim da discusso.
         --Aphrodite! Foco! Apenas volte na Cmara e verifique o corpo de Kalona com sua coisa de percepo-
espiritual-do-Outromundo. Olhe para qualquer tipo de estranheza que ningum mais pode notar. Como, eu no sei.

         --A nojenta e pegajosa teia de aranha da escurido envolveu tudo em torno dele como uma grotesca
cadeia?-- Aphrodite props.

         --No brinque comigo sobre isso. Isto  muito importante.-- A voz de Stevie Rae tinha sido completamente
sria.

         --Eu no estou brincando com voc. Eu estou lhe dizendo o que eu j vi. Seu corpo est completamente
coberto por fios escuros do material eca que, aparentemente, ningum alm de moi pode ver.

         -- Neferet!-- A voz de Stevie Rae estava tensa com a emoo. --Ela pirou com algo chamado Escurido --
que  o mal, com E maisculo.  como ela est usando o poder da Tsi Sgili. Ela prendeu Kalona com isso
imediatamente aps Zoey ter ferido sua alma -- esta  a nica vez que seu corpo est fraco o suficiente para ficar
vulnervel.

         --Como voc sabe disso?

         --Assim foi como a Cherokee aprisionou-o da ltima vez.-- Stevie Rae evitou a questo usando apenas a
parte da verdade que ela sempre poderia contar a qualquer pessoa. --A-ya perturbou seu esprito com as emoes
que ele no estava acostumado a sentir, e as ancis usaram sua debilidade para prend-lo.

         --Isso faz sentido. Ento agora Neferet tem ele todo amarrado e sem alma. Por qu? Ela  sua super
desagradvel amante. Por que ela no o quer aqui com ela? Os dois poderiam ter dado o fora juntos e sem serem
capturados pela morte de Heath.

         --Sim, exceto por duas coisas: ela teria parecido culpada, de modo que o Conselho Superior teria sido forado
a agir contra ela, e ela no estaria cem por cento certa de que Zoey morreria.


8
Graphic novels so revistas de histrias em quadrinhos s que com maior qualidade.
         --Que diabos? O Conselho diz que ela tem uma semana, s ento Z estar morta.

         --No  verdade. Se sua alma retornar ao seu corpo, Z no ir morrer. Neferet sabe isso, ento ela...

         --Ela prendeu o corpo de Kalona e disse-lhe para seguir Z ao Outromundo e ter certeza de que ela no volte
para seu corpo.-- Aphrodite finalizou por ela. --Esta figura do caralho! Mas isso no parece certo. Kalona est
totalmente obcecado com Z. Eu no acho que ele quer que ela morra.

         --Sim, mas e se a nica maneira dele ter seu corpo de volta  matar Zoey?

         A voz de Aphrodite endureceu. --Ento ele vai mat-la. Stevie Rae, o que diabos vamos fazer?

         --Ns temos que descobrir uma maneira de proteger Z e ajud-la a voltar para seu corpo, e no, eu no sei
como vamos fazer isso.-- Ela hesitou e, cruzando seus dedos atrs das costas contra a semi-mentira, acrescentou: --
Hoje a terra me ajudou a descobrir algumas coisas muito estranhas sobre Kalona. Parece que ele costumava ser
Guerreiro de Nyx. Assim, ele costumava ser um dos mocinhos. Ento algo aconteceu no Outromundo e a Deusa o
baniu, e isso foi quando ele caiu na terra.

         --O que significa que ele sabe muito melhor do que qualquer um de ns que o Outromundo  um inferno.--
Aphrodite disse sombriamente.

         --Yeah. Porra! O que precisamos  um Guerreiro para Zoey no Outromundo que possa se levantar contra
Kalona e Z obter de volta seu corpo.

         Aphrodite sentiu um pequeno zap por compreender as palavras de Stevie Rae. --Mas ela j tem um
Guerreiro.

         --Stark est neste mundo. No no Outromundo.

         --Mas um Guerreiro e sua Sacerdotisa esto ligados por um vnculo que  tudo sobre esprito e juramentos e
dedicao. Eu sei! Eu tenho isso com Darius.-- A voz de Aphrodite foi ficando mais e mais excitada enquanto ela
argumentava isso. --E voc no pode me dizer que meu Guerreiro no me seguiria diretamente para a boca do inferno
para me proteger. Tudo o que precisamos fazer  enviar a alma de Stark para o Outromundo para que ele possa
proteger Z l, exatamente como ele faz aqui.-- E isso pode salv-lo, tambm, ela acrescentou silenciosamente para si
mesma.

         --Eu no sei, Aphrodite. Stark tem estado muito confuso depois de perder Zoey e tudo mais.

         --Esse  o ponto. Ele h de salvar a si mesmo por salv-la.

         --Mas isso no funciona. Eu estive lembrando de algo do Manual dos Calouros 101. Havia aquela completa
grande histria sobre uma Alta Sacerdotisa e seu Guerreiro que morreu quando sua alma estava quebrada e ele foi
atrs dela para o Outromundo.

         --Por favor, idiota. Isto  no Manual 101 porque isso  para assustar os miserveis retardados terceiranistas,
como voc, ento as jovens calouras fogosas ficam longe dos sexy Guerreiros Filhos de Erebus. A coisa estpida
provavelmente foi escrita por alguma bruxa velha seca de Alta Sacerdotisa que no tinha feito sexo em,
provavelmente, uma centena de anos. Literalmente. Stark precisa seguir Zoey para o Outromundo, chutar de l a
bunda do esprito de Kalona, e depois traz-la de volta aqui.
        --Deve ser mais complicado do que isso.

        --Provavelmente, mas seja o que for. Ns vamos descobrir isso.

        --Como?

        Aphrodite fez uma pausa, pensando em Thanatos e seus sbios olhos escuros. --Eu conheo algum que 
capaz de pelo menos nos apontar na direo certa.

        --No deixe Neferet saber que voc est por dentro disso tudo.-- Stevie Rae advertiu.

        --Eu no sou estpida, estpida,-- disse Aphrodite. --Deixe essa coisa toda em minhas extremamente
capazes e bem-cuidadas mos. Eu te ligo mais tarde, com uma atualizao. Xau!-- Ela bateu no boto vermelho de
FINALIZAR CHAMADA antes que Stevie Rae pudesse importun-la mais. E, sorrindo maliciosamente, voltou para a
Cmara do Conselho.
                                       CAPTULO NOVE


                                              Stark
       Quanto mais ele ficava na mesma sala que Neferet, mais a raiva de Stark queimava. E isso
era bom. Ele podia pensar atravs da raiva. Ele podia pensar atravs da tristeza. Oh Deusa! A
insuportvel tristeza de perder sua Sacerdotisa... Sua Zoey.
        --Ento ns concordamos,-- Neferet disse. --Eu levarei o corpo de meu consorte at
Capri.-- L eu posso observ-lo melhor at o momento...
       Stark finalmente registrou o que aquela piranha estava falando, e ele queria avanar nela.
Somente sendo impedido de se lanar sobre a bruxa m graas ao punho de ferro de Darius em
seu brao.
      --Voc no pode deix-la escapar com ele!-- Stark gritou para Duantia, a lder do Alto
Concelho. --Kalona matou Heath. Eu vi. Foi isso que a deixou assim. Ele apontou para o corpo sem
alma de Zoey, mas sem olh-la. Ele no podia olhar para ela.
       --Escapar?-- A voz de Neferet era zombeteira. --Eu j concordei em ser escoltada por um
grupo de Filhos de Erebus e me comprometi a mandar relatrios dirios sobre o estado de
conscincia de Erebus, alm disso, meu consorte no  um criminoso.  contra nossas leis um
Guerreiro matar um humano se ele est a servio da Deusa.--
       Stark ignorou Neferet e se concentrou em Duantia. --No a deixe ir. No a deixe lev-lo. Ele
fez mais do que matar um humano e eles no esto a servio de Nyx.
       --Mentiras sendo propagadas por um adolescente ciumento, que teve to pouco controle
sobre ela que sua alma foi quebrada.-- Disse Neferet.
       --Sua puta de merda!-- Stark gritou para Neferet, que no fez nada mais do que recuar. Ao
invs disso, ela levantou uma mo elegante, com a palma aberta, para Stark. Enquanto ele lutava
para se ver livre de Darius, pensou ter visto uma fumaa preta se materializando na mo de
Neferet.
      --Stark, pare, seu completo idiota!
       De repente, Aprhodite estava bem a sua frente. Stark sabia que ela era amiga de Zoey, mas
se Darius no o estivesse segurando, ele no hesitaria em derrub-la para chegar at Neferet.
       --Stark!-- Aprhodite gritou para ele. --Voc no est ajudando Zoey!-- Ento a loira disse
alguma coisa que o chocou e pela respirao ofegante de Darius, ela tambm chocou seu
Guerreiro. Ela colocou o rosto dele entre suas mos suaves, forando-o a olhar para ela,
sussurrando palavras que mudariam sua vida.
      --Eu sei como ajudar Zoey.
       --Vejam como ele  incontrolvel!-- Se o meu consorte permanecer aqui, quem sabe o que
essa criana indisciplinada poderia fazer?-- Neferet expeliu seu veneno enquanto Stark manteve
seus olhos concentrados em Aprhodite.
      --Voc jura?-- Stark sussurrou imediatamente de volta para ela. --Voc no est s falando
bobagem?
      Aprhodite levantou uma sobrancelha loira. --Se voc me conhecesse melhor, saberia que
eu nunca falo bobagens, mas sim. Eu juro pelo meu novo e irritante posto de Profetisa que eu sei
como ajudar Zoey, mas ns precisamos dela longe de Neferet, entendeu?
       Stark assentiu com a cabea uma vez e se acalmou, esquivando-se de Darius. Aprhodite
tirou as mos de seu rosto. Parecendo e soando um pouco como a Profetisa de Nyx, ela se virou
para Neferet e o Alto Concelho.
      --Por que vocs esto todos to dispostos a acreditar que Zoey vai morrer?
        Duantia foi a primeira a responder: --Sua alma deixou o corpo e no s como uma Jornada
Espiritual ao Outromundo ou como uma comunho com a Deusa. Zoey foi quebrada.
       Um dos membros do Conselho que havia ficado em silncio at aquele momento, resolveu
falar. --Voc deveria entender o que isso significa, Profetisa. O esprito de Zoey est no
Outromundo em pedaos. Vidas passadas foram retiradas dela. Assim como lembranas e
diferentes aspectos de sua personalidade. Ela est se tornando uma dos "Caoinic Shi". Uma coisa
que no  morta, nem viva. Um ser que fica preso no mundo dos espritos, ainda sem o conforto
de seu prprio esprito.
       --No.  srio. Fale a minha lngua e no essa coisa antiga, fodida e fora de moda
europeia.-- Aprhodite colocara uma mo em sua cintura e a outra estava com um dedo apontando
para o Conselho em geral. --Sem essas referncias confusas "woo-woo", explique porque diabos
voc est colocando a Zoey como morta.
       Stark ouviu pouco o que os membros do Conselho falaram em resposta s imprudentes
palavras de Aprhodite e ele registrou a presuno de Neferet. --Eu disse que eles estavam fora do
controle,-- mas Thanatos respondeu suavemente, --O que Aether est dizendo  que as
reencarnaes que fizeram o esprito de Zoey ser o que ele  hoje, suas vidas passadas, suas
experincias passadas, sua personalidade  foram arrancadas dela e sem essas reencarnaes
intactas,  impossvel para ela descansar em paz no Outromundo ou para o esprito dela retornar
aqui, para esse mundo. Pense como se voc tivesse sofrido um terrvel acidente e as camadas de
pele, msculo e ossos que protegiam os seu corao tenham sido arrancadas, deixando seu rgo
descoberto e sem defesa. O que aconteceria ento?
       Aprhodite pausou, e Stark pensou que ela tinha hesitado porque no queria responder o
bvio, mas ela olhou para ele, e quando seus olhos se encontraram, ele se sentiu surpreso por ver
triunfo e excitamento nos olhos dela. --Se meu corao no tivesse nenhuma proteo, no
continuaria batendo. Ento por qu no dar a Zoey alguma proteo?
      Proteo? Eu sou a proteo de Zoey! Uma pequena ponta de esperana encheu todo seu
corpo. --Eu sou a proteo dela!-- Ele disse rapidamente. --Eu no ligo se  nesse ou no
Outromundo. S me mostre como chegar onde ela est que eu irei at l, por ela.
      --Isso realmente soa lgico, Stark.-- Thanatos disse. --Mas seu juramento  de um
Guerreiro, o que significa que suas obrigaes so corpreas e no espirituais.
      --Proteo  proteo.-- Stark insistiu. --S me mostre como chegar onde ela est. E eu
descobrirei todo o resto.
       --Zoey deve fazer seu esprito inteiro novamente. Essa  uma batalha que voc no pode
lutar por ela.-- Aether disse.
        --Mas eu posso estar l enquanto ela tenta recuperar seu corpo. Para proteg-la.-- Stark
insistia.
      --Um Guerreiro vivo no pode entrar no Outromundo. Nem mesmo para seguir sua
Sacerdotisa.-- Aether disse.
         --Voc no deveria tentar isso, estaria perdido, tambm.-- Duantia disse.
         --Voc no tem certeza disso.-- Stark disse.
      --Em toda nossa histria, no h Guerreiro que tenha retornado da tentativa de seguir sua
Sacerdotisa dentro do Outromundo. Todos eles pereceram. Todo Guerreiro e toda Alta
Sacerdotisa.-- Thanatos disse.
       Stark sentiu um lampejo de surpresa. Ele nem havia pensado nisso  que ele poderia morrer
tambm. Com uma certa curiosidade, ele percebeu que no tinha cogitado a ideia de morrer, no
se ele pudesse cumprir seu juramento para Zoey; mas antes de poder responder, a voz fria de
Neferet se intrometeu novamente. --E todos aqueles Guerreiros e Altas Sacerdotisas eram mais
experientes e velhos do que voc.
     --Talvez tenha sido esse o problema.-- Aphrodite colocou sua voz alta o suficiente para
somente Stark ouvir seu murmrio. --Eles eram muito experientes e muito velhos.
       A esperana voltou para Stark. Ele se virou para Duantia. --Eu estava errado antes. Neferet
pode levar Kalona para onde ela quiser. Mas eu quero ter o mesmo direito de levar Zoey comigo.--
Ele pausou e fez um gesto que inclua Aprhodite, Darius e todos os outros que estava com eles. --
Ns queremos levar Zoey conosco.
       --Stark, eu no posso concordar com o que levaria voc a uma sentena de morte
tambm.-- A voz de Duantia era compassada, mas firme. --At o fim dessa semana, Zoey morrer.
O melhor lugar para ela  aqui, na nossa enfermaria, mantida confortvel no tempo que ela ainda
tem. A melhor coisa que voc tem a fazer  se preparar para esse resultado e no sacrificar sua
vida numa tentativa fracassada de salv-la.
       --Voc  muito jovem.-- Thanatos disse. --Voc ainda tem uma longa e produtiva vida pela
frente. No quebre o que o destino preparou para voc.
       --Zoey permanecer aqui at o final.-- Duantia balanou a cabea concordando. --Voc
pode, claro, ficar ao lado dela.
        --Hum, desculpe, eu no quero ser desrespeitoso ou alma coisa desse tipo.-- A ateno de
todos voltou-se para o grupo de amigos de Zoey, que tinha sido, at o momento silencioso com
tristeza e choque. A mo de Damien estava levantada como se ele estivesse numa sala de aula
esperando a professora cham-lo.
         --Quem  voc, calouro?-- Perguntou Duantia.
         --Meu nome  Damien, sou um dos amigos de Zoey.
         --Ele tambm tem afinidade com o ar.-- Jack acrescentou.
         --E eu fui chamada por voc.-- Duantia disse. --Voc tem algo a acrescentar?
         --Ele  um calouro. Deveria estar vendo e no sendo ouvido pelo Conselho.-- Neferet
disse.
      --Eu no sabia que voc falava pelo Alto Conselho, Neferet.-- Aprhodite disse.
     --Ela no fala.-- Thanatos disse, dando um olhar bravo para Neferet antes de voltar-se para
Damien. --Calouro, voc tem algo a dizer?
      Damien sentou-se, cuidadosamente engoliu seco e disse: --Afirmativo.
        Os lbios de Thanatos ensaiaram um sorriso no canto da boca. --Voc tem permisso para
falar. Voc tambm tem a permisso para abaixar a mo, Damien.
       --Oh, obrigado.-- Damien abaixou sua mo. --Bem, tudo que eu tenho a dizer, muito
respeitosamente,  que as leis vampricas dizem que, assim como o Juramento de Guerreiro,  que
Stark est no direito de decidir onde e como ela deve ser protegida. Pelo menos  o que eu
aprendi semestre passado na aula de Sociologia Vamprica.
      --Zoey est morrendo.-- As palavras de Duantia eram duras, mas seu tom era gentil. --
Voc deveria entender que em breve Stark estar livre de seu Juramento.
       --Eu realmente entendo. Mas Zoey ainda no est morta, e tudo que estou dizendo  que
Stark tem o direito de ser seu protetor, do jeito que ele quiser, no que acreditar que seja melhor
para ela, enquanto ela estiver viva.
       --Eu tenho que concordar com o calouro.-- Thanatos disse, balanando a cabea
respeitosamente para Damien. --Ele est absolutamente correto. Essa  a lei, bem como a
responsabilidade de um Juramento de Guerreiro, de decidir o que  melhor para a segurana de
sua Sacerdotisa. Zoey Redbird est viva; assim, ela ainda est sob a proteo de seu Guerreiro.
      --E o restante do Conselho? Vocs concordam com Thanatos?-- Duantia perguntou.
      Stark segurou a respirao enquanto as outras cinco Altas Sacerdotisas falavam sim ou
concordavam suavemente com a cabea.
      --Muito bem, calouro Damien.-- Thanatos disse.
      As bochechas de Damien ficaram rosa. --Obrigado, Sacerdotisa.
       Duantia sacudiu a cabea. --Por mim, no estou satisfeita como Thanatos em ver a
possibilidade da morte de um jovem to promissor.-- Ento a vampira se mexeu em concordncia.
--Mesmo que isso me deixe triste, eu tenho que me curvar  vontade de meu Conselho e s
nossas leis. Stark, para onde voc deseja levar sua Alta Sacerdotisa para passar seus ltimos dias?
     Antes que ele pudesse responder, a voz fria de Neferet interrompeu. --Isso significa que
tambm estou livre para ir e levar o corpo de meu consorte tambm?
        --Ns j decidimos sobre isso, Neferet.-- O tom de Thanatos correspondeu ao dela, frio por
frio. --Sobre as condies estabelecidas, voc pode retornar a Capri com o corpo de seu consorte.
       --Obrigada.-- Neferet disse. Ela fez um gesto brusco aos Filhos de Erebus que haviam
levado o corpo de Kalona at a Cmara do Conselho anteriormente. --Levem Erebus. Ns estamos
deixando esse lugar.-- Neferet saiu imperiosamente da sala.
      Todos estavam olhando-a sair quando Aprhodite agarrou o brao de Stark, e disse
urgentemente, --No d a eles a resposta para onde voc levar Zoey.
       --Agora que a interrupo acabou, voc pode dizer ao Conselho para onde voc deseja
levar sua Alta Sacerdotisa, Stark.-- Disse Thanatos.
      --Agora eu quero lev-la at o nosso quarto no palcio. Isso se estiver tudo bem. Eu
realmente preciso de tempo para pensar no melhor para Zoey, e eu ainda no tive chance para
isso.
      --Jovem, mas sensato.-- Thanatos aprovou.
      --Estou satisfeita de saber que voc ter a chance de dominar sua raiva, Guerreiro.-- Disse
Duantia. --Voc poder pensar claramente e com sabedoria.
      Stark cerrou os dentes e curvou sua cabea respeitosamente, com cuidado para no
encontrar os olhos de ningum do Conselho, com medo de que eles pudessem ver a sua
verdadeira raiva no controlada.
      --O Conselho te d a permisso de se retirar do palcio com sua Alta Sacerdotisa ferida e
seus amigos. Ns perguntaremos sobre sua deciso sobre para onde lev-la amanh. Por favor,
saiba que voc ainda pode decidir permanecer aqui. Se voc decidir por isso, ns
disponibilizaremos o santurio todo para voc. Pelo tempo que lhe for necessrio.
      --Obrigado.-- Ele se curvou formalmente ao grupo de poderosas Altas Sacerdotisas.
      --A reunio est encerrada. Ns devemos recomear amanh. At l, Bendito Seja.
       Antes que at mesmo Darius pudesse ajud-lo. Stark foi at Zoey, colocou seu corpo em
seus braos, e, agarrando-a em seu corpo, levou-a da Cmara do Conselho.




                                              Stark
      --Conte-me absolutamente tudo que voc sabe.-- Ele tinha acabado de deixar o corpo de
Zoey na cama, no quarto designado para eles e foi confrontar Aphrodite.
      --Bem, no  muito, mas  o bastante para eu achar que os vamps esto errados.-- Disse
Aphrodite sentando em uma grande cadeira de veludo ao lado de Darius.
       --Voc quer dizer que por um acaso sabe aonde um Guerreiro deve ir para poder trazer de
volta sua Alta Sacerdotisa?-- Perguntou Damien, enquanto ele e Jack traziam cadeiras da sala de
estar para o quarto.
      --No, No exatamente.
       --O que voc quer dizer ento, Aprhodite?-- Stark andava de um lado para o outro em
frente  cama de Zoey.
      --Eu quero dizer que no dou a mnima para histrias antigas.-- Disse Aphrodite.
      Pessoas que ignoram a histria, acabam repetindo-as.-- Disse Damien.
       --Eu no disse que ignoro a histria, garoto gay. S disse que no dou a mnima para ela.--
Os olhos afiados de Aphrodite foram de Damien para as gmeas que ainda estavam paradas na
porta. --Gmeas estpidas, por que vocs esto a espionando?
       --Ns no estamos espionando, odiosa.-- A voz de Shaunee era um pouco mais que um
sussurro.
      --, ns estamos respeitando, isso sim.-- Erin completou com o mesmo sussurro.
       --Ah pelo amor do saco plstico, sobre o que vocs esto falando?-- Aphrodite disse.
         -- desrespeitoso para Zoey, hum, o seu corpo, estarmos todos falando enquanto ela
est.... Shaunee no sabia o que falar, olhando para sua gmea a procura de ajuda.
      Antes que Erin pudesse, como normalmente, completar a frase, Stark disse, --No, ns no
estamos tratando Zoey como se ela estivesse morta, ela s no est aqui, s isso.
       --Ento, isso aqui  mais como uma sala de espera do que uma sala de hospital.-- Disse
Jack, mexendo-se em sua cadeira para que pudesse tocar a mo de Zoey.
       --Sim, como uma sala de espera para alguma coisa realmente boa.-- Disse Stark.
       --Como no DETRAN9, quando voc passa no teste de direo e tem uma foto horrorosa
tirada para sua carteira e fica esperando eles te darem a licena?-- Jack perguntou.
       --, mas sem a sujeira e os grosseires,-- Aphrodite disse. --Ento peguem algumas
cadeiras, garotas que dividem o crebro e parem de agir como se Zoey fosse um cadver.
       As gmeas hesitaram, olharam uma para outra, balanaram os ombros e ento pegaram
cadeiras e entraram para o pequeno crculo.
       --Est bem, agora que estamos todos juntos nisso, voc precisa nos dizer o que a Stevie Rae
te contou.-- Darius disse.
       Aphrodite sorriu para o Guerreiro. --Como voc sabe que ela me deu a informao?
       --Eu conheo voc.-- ele respondeu.
       Stark cerrou os punhos e desviou o olhar do vnculo que era to bvio entre Aphrodite e
Darius. Ele queria bater em alguma coisa. Ele precisava bater em alguma coisa. Ele iria explodir se
no pudesse colocar para fora todos os sentimentos que estavam o sufocando. Ento as palavras
de Aphrodite penetraram na baguna que estava sua mente, e ele se virou para encar-la. --Repita
isso!
       --Eu disse que Kalona realmente est no Outromundo. Neferet o enviou para l para ter
certeza de que Zoey no iria se recuperar e voltar para c.
       --Espere, no. Eu me lembro vagamente de ter ouvido Kalona falando com Rephaim uma
vez. Ele estava realmente bravo porque o corvo tinha falado alguma coisa sobre retornar ao
Outromundo. Eu tenho certeza de que Kalona disse que no poderia porque Nyx o expulsou de l.
       --Ela expulsou o corpo. E o corpo dele no est l.-- Aphrodite disse. -- a alma dele que
voltou para l.
       --Ohminhadeusa!-- Damien disse.
       --Zoey est num problema bem maior do que pensvamos.-- Erin disse, com tristeza.
       --E este  um problema realmente grande.-- Shaunee concordou.
       --E fica cada vez pior.-- Aphrodite disse. --Neferet est por trs de tudo isso.-- Ela
suspirou e encontrou os olhos de Stark. --Ta, isso no  muito legal de se ouvir, mas voc precisa
ouvir e se acostumar com isso. Kalona costumava ser o Guerreiro de Nyx.

9
No original, em ingls, DMV - Department of Motor Vehicles.
      A cor sumiu do rosto de Stark. --Zoey me falou sobre isso um pouco antes...-- Ele passou
uma mo pelo cabelo. --Eu no acreditei nela. Fiquei bravo, estpido e com cime.  por isso que
eu no estava l quando ela viu Kalona matar Heath.
       --Voc tem que achar um jeito de se perdoar por esse erro.-- Darius disse para Stark. --Se
voc realmente no fizer, no vai poder se concentrar no aqui e agora.
      --E voc vai ter que estar muito concentrado para salvar Zoey.-- Aphrodite disse.
       --Porque voc ter que ir at o Outromundo lutar com Kalona por Zoey.-- A voz de Jack era
firme, como se ele estivesse falando durante a missa.
      --E achar uma maneira de ajud-la a recuperar os pedaos de sua alma.-- Damien disse.
      --Ento  isso que eu vou fazer.-- Stark ficou feliz por parecer confiante, porque sentiu
como se algum tivesse chutado sua barriga.
      --Se voc tentar fazer isso sem nenhuma preparao, no ter chance de sucesso, jovem
Guerreiro.
       Os olhos de Stark seguiram a voz at a porta, onde Thanatos estava em p, parecendo alta e
severa alm de um pouco como se fosse a morte personificada.
      --Ento me diga como me preparar!-- Stark queria gritar de tanta frustrao.
      --Para entrar no Outromundo, o Guerreiro em voc deve morrer para dar o nascimento a
um Shaman.
      Stark no hesitou. --Tudo que eu tenho a fazer  me matar? Voc quer dizer que assim
poderei ir at o Outromundo e ajudar Zoey?
       --No uma morte, literalmente, Guerreiro. Pense em como ficaria o esprito j ferido de
Zoey se ela ainda tivesse que suportar a sua morte assim como a do consorte dela.
      --Ela no voltaria de jeito nenhum.-- Damien disse, solenemente. --At mesmo se ela
pudesse juntar os pedaos de sua alma.
      -- exatamente nisso que eu acredito que aconteceu com as outras Altas Sacerdotisas que
foram seguidas por seus Guerreiros.-- Thanatos disse, entrando no quarto e seguindo em direo
 cama de Zoey.
      --Ento os outros Guerreiros realmente se mataram para proteger suas Sacerdotisas?--
Aphrodite chegou mais perto de Darius e entrelaou os dedos nos dele.
       --Muitos deles sim, e os guerreiros que no morreram antes de suas almas deixarem seus
corpos, morreram. Voc deve saber que Guerreiros no so Altas Sacerdotisas. Eles no tm as
habilidades necessrias para transitar livremente no mundo espiritual.
      --Kalona est l e ele definitivamente no  uma Alta Sacerdotisa.-- Stark disse.
       --Todos ns que no acreditam que ele  Erebus que voltou para terra, sabem que ele 
algum que voltou do Outromundo. As regras para um Guerreiro ou at mesmo um vampiro que
no  guerreiro no se aplicam a ele.
      --Mas ele  limitado.-- Aphrodite disse.
      --Diga-me o que voc viu, Profetisa.-- Thanatos disse.
      Aphrodite hesitou.
       --Diga tudo a ela.-- Damien disse. Aprhodite encontrou os olhos dele. --Ns temos que
confiar em algum, ou isso no terminar diferente para Zoey e Stark do que terminou para os
outros Guerreiros e Altas Sacerdotisas.
       --Ns devemos acreditar na morte, tambm.-- Stark disse. --Porque de um jeito ou de
outro  o que terei de fazer para chegar at Zoey.
      Aphrodite olhou do rosto de Stark para Darius: --Eu concordo.
      --Eu tambm.-- Disse Jack.
      --Sim,-- disse Shaunee.
      --Diga tudo a ela.-- Erin completou.
     --Est bem.-- Aphrodite disse. Ela deu um sorriso a Thanatos. --Ento acho melhor
comear com Neferet e voc deve se sentar.
                                                    CAPTULO DEZ

                                                            Stark
        Stark achou bem impressionante Thanatos ter minimizado seu choque tal como Aphrodite o fez, com um
pouco da ajuda de Damien, ele explicou tudo para a Alta Sacerdotisa, comeando com a entrada de Zoey na House of
Night passando pela descoberta dos calouros vermelhos, a asceno de Kalona, a lenta realizao da profunda
maldade em Neferet, e finalmente terminando com a conversa que ela teve com Stevie Rae ao telefone.
        Concluda a histria, Thanatos se levantou e caminhou at o corpo de Zoey para olh-lo. Quando a Alta
Sacerdotisa finalmente falou, parecia que ela estava falando mais para Z do que para eles.
         --Ento desde o comeo tem sido uma batalha entre Luz e Escurido, s que at agora travada
principalmente no domnio fsico.
         --Luz e Escurido? Isso soa como se voc estivesse usando essas duas palavras como ttulos,-- Damien disse.
         --Muito astuto, jovem calouro,-- Thanatos disse.
         --Isso era o que Stevie Rae estava fazendo tambm. Usando Escurido como um ttulo,-- Aphrodite disse.
         --Ttulos? Como se fossem duas pessoas?--Jack perguntou.
       --No pessoas isso  muito limitado. Pense neles mais como imortais que so to poderosos que eles
podem manipular a energia de tal forma que o esprito pode ser tangvel,-- Thanatos disse.
         --Voc quer dizer que Nyx  a Luz e Kalona, ou pelo menos o que ele representa,  a Escurido?-- Damien
disse.
         -- mais apropriado dizer que Nyx  aliada com a Luz. O mesmo pode ser dito de Kalona e a Escurido.
        --OK, eu no sou a Miss Estudante Perfeita, mas eu sou experta, e eu tenho prestado ateno nas aulas. A
maior parte do tempo. Eu no ouvi nada sobre isso,-- Aphrodite disse.
         --Nem eu,-- Damien disse.
         --E isso diz alguma coisa, por que Damien definitivamente  a Miss Estudante Perfeita,-- disse Erin.
         --Totalmente,-- disse Shaunee.
         Thanatos suspirou e virou-se de Zoey para enfrentar o resto da sala.
       --Sim, bem,  uma antiga crena que eu acho que nunca foi totalmente aceita pela nossa sociedade, ou pelo
menos pelas Sacerdotisas da nossa sociedade.
         --Por qu? O que h de errado com isso?-- Aphrodite perguntou.
         --Foi baseada na luta e violncia e no conflito de poderes brutos do bem e do mal.
         Aphrodite bufou, --Voc diz coisa de garotos.
         Thanatos ergueu as sobrancelhas. -- o que eu digo.
         --Espera a. O que h de to coisa-de-garoto em acreditar no bem combatendo o mal?-- Stark disse.
        -- mais do que uma simples crena que existe o bem e que  dever combater o mal no mundo.  uma
personificao da Luz e da Escurido ao seu nvel mais elementar, com foras que esto to absorvidas neles que um
no pode existir sem o outro embora eles constantemente tentem consumir um ao outro.
         Thanatos suspirou de novo para os olhares desentendidos que as crianas estavam dando a ela.
        --Uma das primeiras representaes da Luz e Escurido foram a Luz sendo um massivo touro negro e a
Escurido sendo um enorme touro branco.
         --Huh? No deveria o branco ser a Luz e o preto a Escurido?-- Jack perguntou.
         --Poderamos pensar assim, mas foi assim que eles foram representados em nossos antigos pergaminhos. Foi
escrito que cada criatura, Luz e Escurido, contm alguma coisa da qual o outro ir sempre cobiar. Pense nos touros,
inchados com o poder que exercem, encontram-se em eterno combate, cada um lutando para conseguir algo do outro
que nunca poderia alcanar sem se destruir. Eu vi a representao de uma luta deles uma vez quando eu ainda era
jovem Sacerdotisa, e eu nunca mais esqueci como crua e violenta era to perturbadora. Os chifres dos touros
estavam entrelaados. Seus corpos poderosos esticados para alcanar o outro, sangue vomitado, as narinas dilatas. Era
um impasse que era assustador na sua intensidade a pintura em si parecia vibrar com o poder.
         --Poder masculino,-- Darius disse. Eu vi essa gravura tambm, quando eu estava treinando para me tornar
Guerreiro.  usada na decorao da capa de alguns dos antigos jornais escritos por grandes guerreiros do nosso
passado.
         --Poder masculino. Eu posso ver por que os lderes vamps deixaram essa coisa de touro desaparecer,-- Erin
disse.
        --Srio, Gmea.-- Shaunee assentiu. --Muito poder de menino quando vampiros so principalmente sobre
poder de meninas.
        --Mas nosso sistema de crena no  sobre poder feminino suprindo poder masculino.  sobre um equilbrio
saudvel entre os dois,-- Darius disse.
         --No, Guerreiro, a verdade  que nosso sistema de crena  suposto no ser sobre o poder feminino
suprindo o poder masculino; mas como a Luz e a Escurido,  uma eterna luta para encontrar um equilbrio entre os
dois, sem destruir um ao outro. Pense nas imagens de Nyx que ns vemos sobre ns a cada dia, com suas belezas e
encantos femininos. Contraste isso com uma imaginao do poder cru desencadeado sob a forma de dois grandes,
combatentes, criaturas masculinas. Voc v como um mundo que tenta conter ambos estaria em conflito, e assim um
deveria ser suprimido a fim de permitir que o outro prospere?
        Aphrodite bufou, --Isso no  to difcil de imaginar. Eu no posso imaginar  o Conselho Superior tenso
querendo qualquer coisa a ver com algo to bagunado como dois caras touros gigantes e as crenas que eles
representam.
       --Ela quer dizer exceto por voc,-- Stark disse, franzindo a testa e dando a ela um olhar --voc no est
ajudando.
         Thanatos sorriu. --No, Aphrodite est certa. O Conselho tem mudado ao longo dos sculos, especialmente
nos ltimos quatro de minha existncia. Ele costumava ser uma fora vital, em sua prpria maneira muito elementar e
um pouco brbaro em seu poder. Mas nos tempos modernos se tornou...-- a Alta Sacerdotisa hesitou, procurando
pela palavra adequada.
         --Civilizado,-- Aphrodite disse. -- super civilizado.
         -- isso,-- Thanatos disse.
        Os olhos azuis de Aphrodite se ampliaram. --E sendo muito civilizado no  necessariamente uma coisa boa,
especialmente quando voc est lidando com dois touros chocando-se um contra o outro e removendo tudo que se
encontra entre eles.
         --Zoey est terrivelmente perto da Luz,-- Damien disse suavemente.
        --Perto o suficiente para ser chifrada pela Escurido,-- Stark disse. --Especialmente se a Escurido foi
enviada para assegurar que ela nunca encontre a Luz de novo.
         O quarto ficou em silncio enquanto os olhos de todos foram para Zoey que jazia silenciosa e plida contra os
muito civilizados lenis de cetim cor creme. E foi de dentro do silncio que a compreenso veio a Stark, e com os
instintos de um Guerreiro guardando sua Alta Sacerdotisa, ele sabia que ele tinha achado o caminho certo. --Ento
descobrir como proteger Zoey no  sobre ignorar o passado.  sobre se aprofundar no passado pois ningum hoje iria
pensar em fazer,-- Stark disse, com o excitamento elevando sua voz.
        --E trata-se de abraar e entender o poder cru que  desencadeado pela luta entre Luz e Escurido,--
Thanatos disse.
         --Mas onde diabos ns acharemos isso?-- Aphrodite disse, escovando os cabelos para trs do rosto em
frustrao. --As crenas que precisamos tinham morrido voc mesma disse isso, Thanatos.
         --Talvez no em todos os lugares,-- Darius disse, sentando rigidamente, seus olhos afiados e inteligentes ao
encontrar o olhar de Stark. --Se voc quer encontrar antigas e brbaras crenas voc tem que ir a um lugar formado
por um passado antigo e brbaro. Um lugar que est essencialmente cortado com a civilizao de hoje.
        A resposta surpreendeu completamente Stark.
        --Eu tenho que ir para a Ilha.
        --Exatamente,-- Darius disse.
        --Sobre o que diabos vocs dois esto falando?-- Aphrodite disse.
        --Eles falam do lugar onde Guerreiros foram primeiramente treinados por Sgiach.
        --Sgiach? Quem  esse?-- Damien perguntou.
        -- o ttulo antigo para o Guerreiro que foi chamado O Grande Captor de Cabeas.-- Darius disse.
        --Sgiach foi to cruel e brbaro como conseguiu como um Guerreiro,-- Stark disse.
         --OK, isso tudo  muito bom, mas ns precisamos que ele esteja vivo hoje, e no apenas em uma velha
histria de Guerreiros, sabe, por que estou bem certa que se Stark no pode viajar para o Outromundo, ele tambm
no pode viajar atravs do passado,-- Aphrodite disse.
        --Ela,-- Darius corrigiu.
        --Ela?-- a cara de Aphrodite era um ponto de interrogao.
        --Sgiach era uma Guerreira, uma vampira de incrveis poderes,-- Stark disse.
        --E essas "histrias antigas", minha beleza, tambm dizem que sempre haver uma Sgiach.-- Darius deu a
Aphrodite um sorriso indulgente. --Ela vive na Ilha das Mulheres na House of Night de l.
        --Existe uma Ilha de Mulheres da House of Night?-- Erin disse.
        --Por que ns no sabemos disso?-- Shaunee disse.
        --Voc sabia sobre isso?-- ela perguntou a Damien.
        Ele balanou a cabea negando. --Nunca ouvi nada a respeito.
        --Sim,  l que os primeiros vampiros guerreiros foram treinados,-- Darius disse.
        --Mas no mais, certo?-- Damien disse, olhando de Darius para Stark.
       --Quero dizer, Guerreiros em treinamento vo para todas as House of Night. Como Dragon Lankford treina
um grupo de Guerreiros que vm de toda parte e ele definitivamente no est na Esccia.
        --Voc est certo, Damien. No mundo moderno a formao de Guerreiros tem tido lugar nas House of Night
em todo o mundo.--Thanatos disse. --Por volta da virada do sculo XIX, o Alto Conselho decidiu que seria uma
maneira mais conveniente de fazer as coisas.
        --Mais conveniente e mais civilizado, eu aposto,-- Aphrodite disse.
        --Voc tambm est correta, Profetisa,-- Thanatos disse.
        -- isso, ento. Eu levo Zoey para a Ilha de Mulheres e Sgiach,-- Stark disse.
        --E depois o qu?-- Aphrodite perguntou.
       --Depois eu fico incivilizado para que eu possa descobrir como batalhar meu caminho para o Outromundo
sem morrer, e, uma vez l, eu fao qualquer coisa que tiver que fazer para trazer Zoey de volta pra ns.
        --Huh,-- Aphrodite disse. --Essa realmente no soa como uma m ideia.
        --Se Stark estiver permitido a entrar na Ilha,-- Darius disse.
        -- uma House of Night. Por que eles no deixariam Stark entrar l?-- Damien disse.
       -- uma House of Night como nenhuma outra,-- Thanatos disse. --A deciso do Alto Conselho de mover a
formao dos Filhos de Erebus de Skye e espalh-los pelas House of Night de todo o mundo foi uma deciso que
culminou em muitos, muitos anos de tenso e mal-estar entre os reinantes de Sgiach e do Conselho Superior.
        --Voc faz ela parecer uma rainha,-- Jack disse.
        --De um certo modo ela  --uma rainha cujo os sditos so Guerreiros,-- Thanatos disse.
         --A rainha encarregada dos Filhos de Erebus? Eu sei que o Alto Conselho de vampiros no iria gostar disso, a
no ser que a Rainha Sgiach fizesse parte do Alto Conselho tambm.-- Aphrodite disse.
        --Sgiach  uma Guerreira,-- Thanatos disse. --E Guerreiros no so permitidos no Conselho.
        --Mas Sgiach  uma mulher. Ela deveria ser capaz de ser votada para o Conselho,-- Damien disse.
        --No,-- Darius disse. --Nenhum Guerreiro pode sentar-se no Conselho. Essa  a lei vampira.
        --E isso provavelmente chateou Sgiach,-- Aphrodite disse. --Eu sei que isso me chatearia. Ela deveria poder
sentar no Conselho Superior.
         Thanatos curvou a cabea em reconhecimento. --Eu concordo com voc, Profetisa, mas muitos no
concordam. Quando o treinamento dos Filhos de Erebus foi tomado dela, Sgiach retirou-se para a Ilha de Skye. Ela no
falou com ningum sobre sua inteno, mas ela no precisava. Ns todos sentimos sua raiva. Ns tambm sentimos o
crculo de proteo que ela lanou ao redor de sua Ilha.-- Os olhos de Thanatos estavam cheios de sombras das
memrias do passado. --Ningum havia experimentado a sensao desde que a poderosa vampira Clepatra lanou o
mesmo crculo de proteo ao redor de sua amada Alexandria.
        --Ningum entra na Ilha das Mulheres sem a permisso de Sgiach,-- Darius disse.
        --Se eles tentam--ento eles morrem,-- Thanatos disse.
        --Bem, como conseguir permisso pra entrar na Ilha?-- Stark perguntou.
        Houve um longo e estranho silncio, e ento Thanatos falou, -- a que reside o primeiro de seus problemas.
Desde que Sgiach lanou seu crculo protetor, a ningum de fora foi dada permisso de entrar em sua Ilha.
        --Eu conseguirei permisso,-- Stark disse firmemente.
        --Como voc ir fazer isso, Guerreiro?-- Thanatos perguntou.
         Stark soltou um longo suspiro e disse, --Eu sei como eu no vou fazer isso. Eu no vou ser civilizado. E por
agora isso  tudo que eu sei.
         --Espera a,-- Damien disse. --Thanatos, Darius, vocs dois sabem coisas sobre Sgiach e essa antiga religio
brbara. Ento, onde vocs aprenderam isso?
       --Eu sempre gostei de ler.-- Darius deu de ombros. --Ento eu me senti atrado pelos pergaminhos antigos na
House of Night em que eu estudei espada. No meu tempo livre, eu leio.
        --Perigoso e sexy. Essa  uma excelente combinao,-- Aphrodite ronronou, aconchegando se a ele.
        --OK, ns vamos todos vomitar depois,-- Erin disse.
        --Yeah, agora, pare de interromper,-- Shaunee disse.
        --E sobre o seu conhecimento dos touros e Sgiach?-- Damien questionou Thanatos, dando s Gmeas e 
Aphrodite um olhar de "fiquem quietas."
         --A partir de textos antigos, aqui nos arquivos do palcio. Quando me tornei Alta Sacerdotisa, passei muitas
horas estudando aqui por conta prpria. Eu tive que estudar; eu no tive mentor,-- Thanatos disse.
        --Sem mentor? Isso deve ter sido difcil,-- Stark disse.
        --Aparentemente, nosso mundo s precisa de uma Alta Sacerdotisa no momento que tenha sido agraciada
com a afinidade para a morte,-- Thanatos disse com um sorriso torto.
        --Essa  uma droga de descrio de trabalho,-- Jack disse, e ento tampou a boca com a mo, e guinchou, --
Desculpe!
        Thanatos abriu um sorriso. --Eu no me ofendi com suas palavras, criana. Estar aliada com a Morte no 
uma carreira fcil de seguir.
        --Mas por causa disso, e por que Darius  um Guerreiro leitor, ns temos alguma coisa para ir buscar,--
Damien disse.
         --No que voc est pensando?-- Aphrodite disse.
         --Estou pensando que eu sou realmente bom em uma coisa --e essa coisa  estudar.
         Os olhos azuis de Aphrodite se ampliaram. --Ento ns s precisamos apontar alguma coisa pra voc estudar.
         --Os arquivos. Voc precisa ter acesso aos arquivos do palcio,-- Thanatos disse, j caminhando para a porta.
--Eu irei falar com Duantia.
         --Excelente. Eu vou me preparar para estudar,-- Damien disse.
         --Eu irei ajudar,-- Jack disse.
         --Horda de Nerds, por mais que eu odeie isso, parece que todos ns iremos nos preparar para estudar.
        Stark assistiu Thanatos ir. Ele vagamente registrou que o resto das crianas estavam empolgadas que eles
tinham algum lugar para focar suas energias, mas seu olhar voltou para a face plida de Zoey.
         E eu vou me preparar para aliar-me com a morte.




                                                             Zoey
         Nada parecia certo.
       No era como se eu no soubesse onde eu estava. Quero dizer, eu sabia que eu estava no Outromundo mas
no morta, e que eu estava com Heath, que definitivamente estava morto.
         Deusa! Isso era to estranho que estava comeando a ficar mais e mais normal pensar em Heath como
MORTO.
         De qualquer forma, alm disso, as coisas apenas no pareciam certas.
         Nesse momento eu estava enrolada com Heath. Ns estvamos nos acariciando como um antigo casal na
base de uma rvore sobre um colcho de musgo feito pela unio de velhas razes em um formato oval quase como
uma cama. Eu devia estar mais confortvel. O musgo estava definitivamente macio e Heath realmente parecia estar
vivo. Eu podia v-lo, ouvi-lo, toc-lo  ele at mesmo cheirava como Heath. Eu devia poder relaxar e apenas estar com
ele.
         Ento por que, eu me perguntava enquanto encarava um bando de borboletas de asas azuis danando, eu sou
to inquieta e geralmente "fora de srie" como a vov diria?
         Vov...
        Eu sentia saudades dela. Sua ausncia era como uma leve dor de dente. Algumas vezes a sensao ia embora,
mas eu sabia que estava l, e que iria voltar  provavelmente pior.
       Ela deve estar realmente preocupada comigo. E triste. Pensando em quo triste a Vov podia estar era duro, e
minha mente contornava pra longe disso rapidamente.
         Eu no podia continuar ali. Eu me afastei de Heath, cuidadosa para no acord-lo.
         Depois eu comecei a andar.
         Isso ajudou. Bem, parecia um pouco por enquanto. Eu andei para trs e para a frente, para trs e para a
frente, certificando-me de que poderia ver Heath. Ele parecia fofo enquanto dormia.
         Eu gostaria de poder dormir.
        Eu no podia, entretanto. Se eu descansasse  e eu fechasse os meus olhos  era como se eu perdesse
pedaos de mim mesma. Mas como isso podia ser? Como poderia eu estar perdendo a mim mesma? Isso me lembrava
um pouco do tempo que tive inflamao de garganta e com uma febre to alta que eu tive um sonho super estranho
onde eu ficava girando e girando em torno de mim at que pedaos do meu corpo comearam a voar pra fora de mim.
         Eu tremi. Por que era to fcil lembrar quando uma poro de outras coisas na minha cabea eram to
confusas?
         Deusa, eu estava realmente cansada.
        Distrada, eu meio que tropecei em uma das rochas bem brancas que se projetava para fora da grama e do
musgo, evitei de cair jogando uma mo e agarrando ao lado da rvore mais prxima.
         Foi por isso que eu vi. Minha mo. Meu brao. No pareciam certos. Eu parei e encarei, e eu juro que minha
pele tinha ondulado, como em um daqueles filmes de terror bruto onde coisas nojentas ficam sob a carne de uma
garota quase nua rastejando ao redor dela, fazendo ela--
         --No!-- eu limpei freneticamente o meu brao. --No! Pare!
         --Zo, beb, o que est errado?
         --Heath, Heath, olhe.--Eu ergui o brao para que ele visse. -- como um filme de terror.
         O olhar de Heath foi do meu brao para o meu rosto. --Uh, Zo, o que  como um filme de terror?
         --Meu brao! Minha pele! Est se movendo.-- Eu exaltei com ele.
         Seu sorriso no escondeu a preocupao em seu rosto. Ele estendeu a mo, e lentamente a passou pelo meu
brao.
         Quando ele chegou  minha mo, ele entrelaou os dedos com os meus.
         --No h nada de errado com o seu brao, beb,-- ele disse.
         --Voc realmente acha isso?
         --Realmente, seriamente, eu acho. Ei, o que est acontecendo com voc?
        Eu abri minha boca pra falar que eu achava que eu estava me perdendo  que pedaos de mim estavam
flutuando  quando alguma coisa chamou minha ateno na borda da linha da rvore. Alguma coisa escura.
         --Heath, eu no gosto daquilo,-- eu disse a ele, apontando uma mo trmula para o lugar das sombras.
          A brisa agitava as largas folhas verdes das rvores que de repente no pareciam to fortes e acolhedoras
como elas tinham sido momentos atrs, e o cheiro me atingiu, repugnante e completo, como um atropelamento de
trs dias. Eu senti o corpo de Heath estremecer e soube que eu no estava imaginando isso.
         Ento as sombras de l se mexeram, e eu tinha certeza que ouvi asas.
         --Oh, no,-- eu sussurrei.
         Heath apertou sua mo na minha. --Venha. Ns precisamos ir o mais distante daqui.
        Eu me senti congelada e entorpecida ao mesmo tempo. --Por qu? Como rvores podem nos salvar do que
quer que aquilo seja?
        Heath pegou meu queixo em suas mos eme fez olh-lo. --Zo, voc no pode sentir isso? Este lugar, este
bosque,  bom, puramente bom. Beb, voc no consegue sentir sua Deusa aqui?
        As lgrimas que encheram meus olhos fizeram-no ficar todo embaraado. --No,-- eu disse suavemente,
como se eu mal pudesse formular as palavras. --Eu no consigo sentir minha Deusa nem um pouco.
        Ele me puxou para seus braos e me abraou forte. --No se preocupe, Zo. Eu posso senti-la, ento vai ficar
tudo bem. Eu prometo.-- Depois, enquanto eu ainda estava enrolada a um de seus braos, Heath me guiou mais
adentro do bosque de Nyx enquanto minhas lgrimas transbordavam e caam molhadas e quentes pelas minhas
bochechas frias.
                                                CAPTULO ONZE

                                                      Stevie Rae
        --Skye? Srio? Onde fica isso? Irlanda?-- Stevie Rae disse.
        --  Esccia, no Irlanda, retardada,-- Aphrodite disse.
        --Eles no so mais ou menos a mesma coisa? E no diga "retardada". No  legal.
         --Que tal eu dizer me morda?  legal o suficiente? Apenas oua e tente no ser to idiota, bundazeda. Eu
preciso que voc volte e faa mais da sua comunho estranha com a terra ou qualquermerda que voc faa, e veja se
pode vir com alguma informao sobre Luz e Escurido  voc sabe, com letra maiscula L e E. Tambm preste ateno
se uma rvore ou oquequerqueseja diga alguma coisa sobre dois touros.
        --Touros? Voc quer dizer vacas?
        --Voc no  caipira? Como  que voc no sabe o que  um touro?
          --Olha, Aphrodite, esse  um esteretipo ignorante. S porque eu no sou de uma grande cidade no
significa que eu automaticamente sei sobre vacas e essas coisas. Caramba, eu nem gosto de cavalos.
         --Eu juro que voc  uma mutante-- Aphrodite disse --Um touro  uma vaca masculina. At o Bichon Fris
esquizofrnico da minha me sabe disso. Foque-se, voc poderia, isso  importante. Voc precisa ir perguntar  erva
maldita sobre uma antiga e inteiramente muito brbara e por isso desinteressante mitologia ou religio ou qualquer
coisa que inclua dois touros brigando, um branco e um preto, e uma luta entre o bem e o mal, tpicadegarotos,
violenta e interminvel.
        --O que isso tem a ver com trazer Zoey de volta?
         --Eu acho que poderia de alguma forma abrir uma porta para Stark para o Outromundo, sem ele realmente
morrer, porque, aparentemente isso no funciona muito para os Guerreiros protegerem suas Altas Sacerdotisas l.
        --As vacas podem fazer isso? Como? Vacas no podem nem falar.
         --Touros, retardada dupla. Me acompanhe. Eu no estou falando somente de animais, mas a crueza do poder
que os rodeia. Os touros representam esse poder.
        --Ento eles no vo falar?
        --Oh, pelo amor do saco plstico! Eles podem ou eles no podem  Eles so uma super magia antiga,
estpida! Quem sabe o que diabos eles podem fazer? Basta captar isso: Para conseguir ir para o Outromundo, Stark
no pode ser civilizado e moderno e todo legalzinho. Ele tem que descobrir como ser mais do que isso para chegar a
Zoey e para proteg-la sem serem ambos mortos, e essa religio super-velha pode ser uma chave para isso.
       --Eu acho que isso faz sentido. Quero dizer, quando eu penso sobre Kalona, eu no penso exatamente em um
cara moderno-- Stevie Rae fez uma pausa, reconhecendo apenas a si mesma que ela estava verdadeiramente
pensando em Rephaim, e no em seu pai. --E ele definitivamente tem algum poder bruto.
        --E definitivamente est no Outromundo sem ser morto.
        --Que  onde Stark precisa estar.
        --Ento, v falar com as flores sobre touros e essas coisas,-- Aphrodite disse.
        --Eu vou falar com as flores.-- Stevie Rae disse.
        --Ligue-me quando elas disserem alguma coisa.
        --Sim, ok. Eu vou fazer o meu melhor.
        --Ei, seja cuidadosa,-- Aphrodite disse.
        --Viu, voc pode ser legal.-- Stevie Rae disse.
        --Antes que voc seja toda morangos e creme para cima de mim, responda essa pergunta: Com quem voc
teve um Imprint depois que o nosso quebrou?
        O corpo de Stevie Rae gelou. --Ningum!
        --O que significa algum inapropriado. Quem , um desses calouros vermelhos perdedores?
        --Aphrodite  eu disse ningum.
         --, foi isso que eu imaginei. Viu, uma das coisas que eu estou aprendendo por causa desse negcio novo de
Profetisa, que  quase um p no saco, a propsito,  que se eu ouvir sem os meus ouvidos, eu sei das coisas.
        --Aqui est o que eu sei  voc perdeu a sua droga de cabea.
        --Ento, de novo, seja cuidadosa. Eu estou tendo estranhas vibraes de voc, e elas esto me dizendo que
voc pode estar em problema.
        --Eu acho que voc s inventou uma histria grande e velha para cobrir todas as coisas que voc tem
acontecendo na sua cabea.
        --E eu acho que voc est escondendo alguma coisa. Ento vamos s concordar em no concordar.
        --Eu vou falar com as flores sobre as vacas. Adeus, Aphrodite.
         --Touros. Adeus, felizinha.
        Stevie Rae abriu a porta para sair do quarto, ainda carrancuda sobre os comentrios de Aphrodite, e quase foi
de encontro  mo de Kramisha, que estava para bater em sua porta. As duas pularam e Kramisha balanou a cabea.
--No faa merdas estranhas como essa. Me faz pensar que voc no  mais normal.
         --Kramisha, se eu soubesse que voc estava aqui fora, eu no teria pulado quando abri a porta. E nenhuma
de ns  normal  pelo menos no mais.
        --Fale por si mesma. Eu ainda sou eu. Quero dizer que no tem nada de errado comigo. Voc, por outro lado,
parece uma ardente porcaria-e-algomais.
        --Eu quase tostei em um telhado dois dias atrs. Acho que isso me d o direito de parecer um lixo.
        --No quis dizer que voc parecia mal.-- Kramisha inclinou sua cabea para o lado. Hoje ela estava usando
sua bob wing10 amarelo brilhante, que ela tinha coordenado com a brilhante sombra de olho amarelo fluorescente. --
Na verdade, voc parece bem  toda rosa como aquelas pessoas brancas quando esto realmente saudveis. Me
lembra aqueles bebezinhos sunos fofinhos quando esto rosados.
        --Kramisha, eu juro que voc est fazendo minha cabea doer. Do que voc est falando?
        --S estou dizendo que voc parece bem, mas no est indo bem. Ali dentro, e ali.-- Kramisha apontou do
corao de Stevie Rae para a cabea dela.
        --Eu tenho muito em minha mente.-- Stevie Rae disse evasivamente.
        --, eu sei disso, com a Zoey totalmente ferrada e tal, mas voc tem que manter a sua merda junta da mesma
maneira.
        --Estou tentando.
        --Tente mais. Zoey precisa de voc. Eu sei que voc no est l com ela, mas eu tenho esse sentimento que
voc pode ajud-la. Ento voc tem que usar o seu bom senso.
          Kramisha estava olhando para ela com tanta intensidade que fez Stevie Rae ficar incomodada. --Como eu
disse. Estou tentando.
        --Voc est a fim de alguma coisa louca?
        --No!
        --Voc tem certeza? Por que isso  para voc-- Kramisha estendeu um pedao de uma folha roxa de caderno
que tinha algo escrito em sua distinta mistura de letra cursiva e impressa. --E parece um bando de loucura para mim.


10
 Bob Wing: um tipo de peruca.
  http://3.bp.blogspot.com/_2ZaIYA5MyS8/S3h6VizafYI/AAAAAAAAA2E/2M3a43gK88Y/s400/bob+wig+4.jpg
        Stevie Rae arrancou o papel de sua mo. --Droga, por que voc simplesmente no disse que estava me
trazendo um dos seus poemas?
         --Eu estava chegando nisso.-- Kramisha cruzou os braos e encostou na porta, obviamente esperando por
Stevie Rae para ler o poema.
        --No tem nada que voc precise fazer?
         --No. O resto das crianas est comendo. Oh, exceto por Dallas. Ele est trabalhando com Dragon em algum
negcio de espada, embora a escola no tenha comeado oficialmente, e eu no vejo necessidade em apressar as
coisas, ento eu no vejo por que ele est to apressado para ir para a aula. De qualquer maneira, s leia o poema,
Alta Sacerdotisa, eu no estou indo para lugar nenhum.
         Stevie Rae abafou um suspiro. Os poemas de Kramisha tendiam a ser confusos e abstratos, mas eles tambm
eram profticos, e s pensar que um deles era obviamente para ela fez o estmago de Stevie Rae sentir como se ela
tivesse comido ovos crus. Relutantemente, seu olhos foram para o poema e ela comeou a ler:




        A Vermelha entra na escurido
        quadris cingidos por sua parte
        na luta apocalptica.


        Escurido se esconde em diferentes formas
        veja alm do formato, cor, mentiras
        e tempestades emotivas.


        Alie-se com ele; pague com o seu corao
        ainda que confiana no pode ser dada
        a no ser a Escurido que voc parta.


        Veja com a alma e no com os seus olhos
        pois para danar com as bestas voc
        deve penetrar em seus fingimentos.


         Stevie Rae balanou sua cabea, olhou para Kramisha, e ento leu o poema de novo, lentamente, desejando
que seu corao por favor parasse de bater to alto que trairia a culpa terrvel que a coisa instantaneamente fez ela
sentir. Porque Kramisha estava certa, era obviamente sobre ela. Claro que tambm era obviamente sobre ela e
Rephaim. Stevie Rae sups que ela devia ser agradecida que a droga do poema no falava nada sobre asas e olhos
humanos em uma droga de cabea de pssaro. Tiro!
        --V o que eu disse sobre ser sobre voc?
        Stevie Rae desviou seu olhar fixo do poema para os olhos inteligentes de Kramisha. --Bem, inferno, Kramisha.
Claro que  sobre mim. A primeira linha diz isso.
        --Sim, v, eu tinha certeza sobre isso tambm, mesmo que eu nunca ouvi ningum te chamar daquilo.
       --Isso faz sentido.-- Stevie Rae disse rapidamente, tentando derrubar a memria da voz de Rephaim
chamando-a de A vermelha. --Eu sou a nica garota vermelha vampira, ento vai falar sobre mim.
        --Foi isso que eu pensei, mesmo assim tem um monte de loucuras sobre as bestas e coisas assim. Eu tive que
checar a parte do seus-quadris-cingidos porque soava nojento e sexual, mas acabou sendo simplesmente um modo de
dizer que voc precisa realmente se preparar para uma luta.
         --Sim, bem, tem um monte de lutas acontecendo ultimamente.-- Stevie Rae disse, olhando de volta para o
poema.
        --Parece que voc est dentro para mais algumas  e  alguma merda feia, tambm, voc tem que estar
realmente preparada-- Ento ela limpou sua garganta de forma significativa, e Stevie Rae relutantemente encontrou
seus olhos de novo. --Quem  ele?
         --Ele?
        Kramisha cruzou seus braos. --No fale comigo como se eu fosse estpida. Ele. O cara que o meu poema diz
que voc vai dar o corao.
         --Eu no!
          --Oh, ento voc sabe quem ele .-- Kramisha bateu o p da sua bota de pele de leopardo. --E ele
definitivamente no  Dallas, porque voc no ficaria surtada sobre dar a ele seu corao. Todo mundo sabe que vocs
tm uma coisa. Ento, quem  ele?
       --Eu no tenho a menor ideia. Eu no estou vendo ningum exceto Dallas. Alm disso, eu estou mais
preocupada sobre as partes que falam sobre Escurido e disfarces e tal,-- Stevie Rae mentiu.
         --Huh,-- Kramisha bufou pelo nariz.
         --Olha, eu vou ficar e pensar sobre isso-- Stevie Rae disse, enfiado o poema dentro do bolso de seu jeans.
       --Deixe-me adivinhar  voc quer que eu fique com a boca calada sobre isso-- Kramisha disse, batendo o p
novamente.
         --, porque eu quero tentar...-- A desculpa morreu sobre o olhar sabido de Kramisha. Stevie Rae soltou um
longo suspiro, e decidiu contar o mximo de verdade que podia, e comeou de novo. --Eu no quero que voc diga
nada sobre o poema porque eu tenho um problema com um cara acontecendo, e trazer isso a tona ia ser uma merda
para mim e para Dallas, especialmente quando no tenho certeza absoluta sobre o que est havendo entre mim e esse
outro cara.
        -- bem assim. Problema com caras pode ser uma grande baguna, e como minha me sempre diz,
simplesmente no  certo colocar todos os seus problemas pessoais l fora para todo mundo ver.
         --Obrigada, Kramisha. Eu sou grata por isso.
        Kramisha segurou sua mo. --Agente firme. Ningum disse que eu estava de saco cheio com esse assunto.
Meus poemas so importantes. Esse aqui  mais do que a sua vida amorosa ferrada. Ento como eu disse antes, tenha
a loucura limpa da sua mente e lembre-se de usar o bom senso. E tambm, toda vez que eu escrevi Escurido, fez o
meu interior se sentir errado.
         Stevie Rae deu a Kramisha um longo olhar, e ento tomou sua deciso. --Ande comigo at o estacionamento,
ok? Eu tenho algo para fazer fora do campus, mas eu quero falar com voc no caminho.
        --No tem problema.-- Kramisha disse. --De qualquer maneira, j era tempo de voc dizer alguma coisa
sobre o que est acontecendo dentro da sua cabea para algum. Voc tem agido estranhamente ultimamente, e eu
quero dizer at antes de Zoey ter se despedaado.
         Nenhuma delas disse mais nada enquanto desciam as escadas e andavam atravs do dormitrio ocupado.
Stevie Rae pensou que era como se o gelo tambm descongelasse os calouros. Ao decorrer dos ltimos dias, as
crianas tinham comeado a sair e estavam agindo mais e mais normalmente. Claro, ela e Kramisha ainda levavam um
monte de olhares, mas eles foram de hostis e temerosos para quase curiosos.
         --Voc est achando que talvez ns possamos ser capazes de voltar aqui e ir  escola novamente, como se
essa ainda fosse nossa casa?-- Kramisha deixou escapar, uma vez que elas tinham alcanado a calada do lado de fora
do dormitrio.
         Stevie Rae deu a ela um olhar surpreso. --Na verdade, eu meio que comecei a pensar nisso. Seria to ruim
voltar aqui?
       Kramisha se encolheu. --Eu no tenho certeza. Tudo que eu tenho certeza  que me sinto bem quando estou
dormindo no subsolo durante o dia.
        --, isso  um problema aqui.
        --A Escurido no meu poema que fez eu me sentir mal  voc no acha que  sobre ns, voc acha?
         --No!-- Stevie Rae balanou sua cabea rapidamente. --No tem nada de errado conosco. Voc e eu e
Dallas e o resto dos calouros vermelhos que vieram aqui decidiram. Nyx nos deu uma escolha, e ns escolhemos bem
sobre o mal  Luz sobre Escurido. O poema no est falando sobre ns. Eu tenho certeza disso.
        --So os outros, huh?-- Mesmo elas estando sozinhas, Kramisha abaixou a voz.
        Stevie Rae pensou sobre isso e percebeu que Kramisha podia estar certa. Ela s tinha estado to preocupada
com a culpa sobre Rephaim que isso no tinha ocorrido a ela. Droga! Ela precisava manter sua cabea reta. --Bem, ,
eu acho que poderia estar falando sobre eles, mas se est,  muito ruim.
        --Por favor. todos ns sabemos que eles so realmente ruins.
         --, bem, eu descobri algumas coisas de Aphrodite que d para a Escurido com letra maiscula E uma nova
fase de bagunada. E se eles esto envolvidos com aquilo, ento eles atingiram um tipo diferente de mal. Como o mal
de Neferet.
        --Merda.
         --. Ento o seu poema pode estar falando sobre uma luta com eles. Mas tambm, e essa  a parte que eu
queria que voc soubesse, Aphrodite e eu comeamos a aprender sobre algumas coisas antigas. Voc sabe, muito
velhas. To velhas que os vampiros nunca esqueceram disso.
        -- alguma merda velha.
        --Bem, ns estamos  quero dizer eu e Aphrodite e Stark e o resto das crianas com Zoey  vamos tentar ver
se ns podemos usar essa informao velha para ajudar Stark a chegar ao Outromundo ento ele pode proteger Zoey
enquanto ela pe sua alma junta novamente.
        --Voc diz ter Stark no Outromundo sem ele ser morto e tal?
        --, aparentemente ele aparecendo no Outromundo morto no seria bom para Zoey.
        --Ento voc vai usar aquela merda velha para descobrir como fazer isso corretamente?
        Stevie Rae sorriu para ela. --Ns vamos tentar. E voc pode ajudar.
        --Diga a palavra. Eu estou aqui.
        --Okay, aqui vai: Aphrodite achou alguns poderes novos de Profetisa desde que ela se focou neles.-- Stevie
Rae adicionou um sorriso torto em suas palavras. --Mesmo que ela esteja to feliz sobre isso como um gato em uma
trovoada.-- Kramisha riu, e Stevie Rae continuou, --De qualquer maneira, eu estava pensando que mesmo que eu no
tenha um crculo aqui como Zoey tem l ao redor dela, eu tenho uma Profetisa.
        Kramisha piscou, e quando Stevie Rae continuou olhando, seus olhos se arregalaram em entendimento. --Eu?
        --Voc. Bem, voc e a sua poesia. Voc fez isso antes e ajudou Z a descobrir como jogar Kalona fora daqui.
        --Mas...
         --Mas olhe por esse lado,-- Stevie Rae a interrompeu. --Aphrodite descobriu. Ento voc est dizendo que
ela  mais esperta que voc?
        Os olhos de Kramisha se estreitaram. --Eu tenho um mundo inteiro de esperteza que garotas brancas ricas
no sabem nada sobre.
        --Bem, ento, suba cowboy.
        --Voc sabe que meio que me assusta quando fala country.
        --Eu sei.-- Stevie Rae formou covinhas para ela. --Okay, eu vou conjurar alguma terra e ver se eu posso
descobrir mais alguma coisa sobre meu fim. Ei, encontre Dallas e o encha com tudo exceto o poema.
        --Eu j te disse que no estou te julgando.
        --Obrigada, Kramisha. Voc  realmente uma boa Poetisa Laureate.
        --E voc no  to ruim para uma garota do interior.
        --At mais.-- Stevie Rae acenou e comeou a correr para o carro de Z.
        --Eu te dou cobertura, Alta Sacerdotisa.
         As palavras de despedida de Kramisha fizeram o estmago de Stevie Rae se sentir todo esmagado, mas ela
tambm estava sorrindo ao ligar o carro de Z. Ela estava simplesmente pronta para colocar o carro em marcha quando
percebeu que: a) ela no sabia onde estava indo, e b) toda a coisa de --Conjurar a terra-- seria cargas mais fceis se
ela se preocupasse em pegar uma vela verde e talvez alguma grama-doce para atrair energia positiva. Totalmente
aborrecida com si mesma, ela colocou o carro em ponto morto. Onde em Sam Hill ela estava indo?
        De volta para Rephaim. O pensamento era como respirar  instantneo e natural. Stevie Rae foi ao alcance do
cmbio de marchas, mas sua mo parou. Voltar para Rephaim agora seria a coisa mais esperta para ela fazer?
        Claro, em uma mo ela tinha pegado um monte de informao dele sobre Kalona e Escurido e tal.
        Em outra, ela no confiava muito nele. Ela no poderia confiar muito nele.
        De qualquer maneira, ele mexia com a cabea dela. Quando ela leu o poema de Kramisha, ficou muito
ocupada sendo obsessiva sobre ele para considerar qualquer outra coisa  como o fato de que o poema poderia ser
um alerta sobre os calouros vermelhos ruins e no somente sobre ela e o Corvo Escarnecedor.
        Ento o que diabos ela deveria fazer?
        Ela tinha dito a Rephaim que voltaria para verific-lo, mas ela queria voltar por causa de algo mais do que
simplesmente contar a ele que deveria. Stevie Rae precisava dele. Precisava? Sim, ela admitiu relutantemente para si
mesma. Ela precisava ver o Corvo Escarnecedor. A confisso varreu Stevie Rae.
         --Eu tenho um Imprint com ele. Isso significa que ns temos uma conexo, e no tem muita coisa que eu
possa fazer sobre isso.-- Ela murmurou para si mesma enquanto apertava o volante do Bug. --Eu simplesmente vou
ter que aceitar e lidar com isso.
        E eu tenho que lembrar que ele  o filho de seu pai.
         Certo. Okay. Ela o checaria. Ela tambm perguntaria para ele questes sobre a Luz, assim como sobre a
Escurido, e sobre as duas vacas. Ela fez uma careta. Bem, touro. Mas ela deveria fazer alguma escavao ela mesma,
sem Rephaim. Ela deveria mesmo invocar seu elemento e ver que informaes ela poderia pegar sobre vacas/touros.
Aquilo seria usar o bom senso. Ento Stevie Rae sorriu e deu um tapa no volante.
         --Eu entendi! Eu vou parar naquele parque velho fofo que est no caminho para Gilcrease. Fazer uma
pequena magia de terra, e ento checar Rephaim. Fcil-fcil!--  claro que primeiro ela iria de volta para o Templo de
Nyx e pegaria uma vela verde, alguns fsforos, e alguma grama-doce. Se sentindo melhor agora que tinha um plano,
ela estava se preparando para tirar o Bug do ponto neutro quando ouviu o som de botas de cowboy pisando no asfalto
do estacionamento e ento Dallas falando com uma indiferena forada.
        --Eu s estou andando aqui fora at o carro da Zoey. Eu no estou espionando Stevie Rae e fazendo-a pular.
        Stevie Rae baixou sua janela e sorriu para ele. --Ei, Dallas. Eu pensei que Kramisha disse que voc estava
trabalhando fora com o Dragon.
        --Eu estava. Olhe s  Dragon me deu essa faca legal. Disse que  um punhal. Ele tambm disse que eu posso
ser bom com isso.
         Stevie Rae assistiu duvidosamente enquanto Dallas puxou uma faca de dois gumes pontuda de um suporte de
couro que ele estava usando ao redor da sua cintura e segurou-a estranhamente, como se no tivesse certeza se
cortaria mais algum, ou cortaria ele.
        -- realmente afiado.-- Stevie Rae disse, tentando soar positiva.
        --, por isso que eu no estou usando ela para praticar ainda, mas Dragon disse que eu podia us-la. Por um
tempo. Se eu fosse cuidadoso.
         --Oh, okay. Legal.-- Se ela vivesse um milho de anos, Stevie Rae teria certeza que ela nunca entenderia
coisas de meninos.
        --, ento, eu terminei com as minhas aulas idiotas e trombei com Kramisha no caminho para a Casa de
Campo.-- Dallas disse enquanto embainhava a faca. --Ela disse que tinha deixado voc porque voc estava se
preparando para sair e fazer alguma coisa de terra. Pensei em tentar alcan-la antes de voc sair e ir junto.
         --Oh, bem. Isso  legal, Dallas, mas eu estou bem sozinha. Na verdade, ajudaria muito se voc pegasse uma
vela verde e alguns fsforos para mim do Templo de Nyx e corresse aqui fora de volta para mim. Oh, e caso voc veja
alguma grama-doce no templo, traga aqui tambm, voc poderia? Eu no sei onde minha cabea tem estado, mas
conjurar a terra  definitivamente mais fcil com uma vela de terra, e eu totalmente esqueci de uma, sem mencionar a
grama-doce para atrair energia positiva.
           Ela estava surpresa quando Dallas no disse ok e correu para as coisas. Em vez disso, ele simplesmente ficou
ali, assistindo-a, com suas mos enfiadas nos bolsos de seus jeans e parecendo meio aborrecido.
          --O que?-- Ela perguntou.
        --Sinto muito eu no ser um Guerreiro!-- Ele exclamou. --Eu estou tentando o melhor que posso para
aprender alguma coisa de Dragon, mas vai levar algum tempo para ser decente com isso. Eu nunca nem realmente me
importei com todas as coisas de lutas, e eu sinto muito!-- Dallas repetiu, parecendo mais e mais chateado.
          --Dallas, sobre o que diabos voc est falando?
        Ele jogou as mos para cima em frustrao. --Eu estou falando sobre eu no ser bom o bastante para voc.
Eu sei que voc precisa de mais  que voc precisa de um guerreiro. Inferno, Stevie Rae, se eu tivesse sido seu
Guerreiro, eu poderia estar ali para voc quando aquelas crianas te atacaram a quase te mataram. Se eu fosse seu
Guerreiro, voc no me mandaria em incumbncias estpidas. Voc me manteria perto de voc, ento eu poderia te
proteger durante toda essa coisa que voc est passando.
       --Eu estou indo bem protegendo a mim mesma, e pegar uma vela de terra para mim e tal no  uma
incumbncia estpida.
          --, ok, mas voc merece algo melhor do que um cara que no sabe merda nenhuma sobre proteger sua
mulher.
       As sobrancelhas de Stevie Rae subiram ao encontro de seu cabelo louro encaracolado. --Voc simplesmente
me chamou de sua mulher?
          --Bem, sim.-- Ele se remexeu, e em seguida acrescentou, --Mas em um lado bom.
       --Dallas, voc no poderia ter parado o que aconteceu no telhado.-- Ela disse verdadeiramente, --Voc sabe
como aquelas crianas so.
          --Eu deveria estar com voc; eu deveria ser seu Guerreiro.
         --Eu no preciso de um Guerreiro!-- Ela gritou, exasperada com a sua teimosia e odiando o fato que ele
estava to chateado.
        --Bem, voc com certeza como o inferno no precisa de mim mais.-- Ele virou as costas para o Bug e enfiou
as mos dentro dos bolsos dos seus Jeans.
         Stevie Rae olhou para seus ombros curvados e se sentiu terrvel. Ela fez isso. Ela machucou-o porqu ela
estava afastando ele e todo mundo para longe para manter Rephaim um segredo. Culpada como um coelho em um
remendo de cenoura, ela saiu do carro e tocou seu ombro gentilmente. Ele no olhou para ela.
          --Ei, isso no  verdade. Eu preciso de voc.
          --Claro.  por isso que voc esteve ocupada empurrando-me para longe.
          --No, eu s estive ocupada. Desculpe-me se eu fui o contrrio do que pretendia.
          Ele virou para ela. --No o que pretendia. Simplesmente no se importando mais.
        --Eu me importo!-- Ela disse rapidamente, e entrou em seus braos, abraando-o de volta to firmemente
como ele estava abraando-a.
        Dallas falou suavemente no ouvido dela. --Ento deixe-me ir com voc.
         Stevie Rae se puxou para trs assim ela poderia olhar para ele, e o --No, voc no pode-- que ela estava
pronta para dizer morreu em seus lbios. Era como se ela pudesse ver o corao dele atravs de seus olhos, e estava
claro que ela estava quebrando-o  quebrando ele. O que diabos ela estava fazendo, machucando essa criana por
causa de Rephaim? Ela salvou o Corvo Escarnecedor. Ela no tinha sentido muito sobre aquilo. Ela sentia muito que
estava afetando as pessoas ao seu redor. Bem,  isso, ento. Eu no estou machucando as pessoas que mais me
importo.
        --Ok, sim, voc pode vir comigo.-- Ela disse a ele.
        Seus olhos brilharam instantaneamente. --Voc fala srio?
        --Claro que falo srio.Eu preciso daquela vela de terra, contudo. Bem, e a grama-doce, tambm. E ainda no
 uma incumbncia estpida.
         --Inferno, eu vou pegar para voc um saco inteiro de velas e toda a grama-doce que voc quiser!-- Dallas riu,
beijou-a, e ento, gritando que ele estaria de volta, correu para longe.
         Lentamente, Stevie Rae entrou de volta no Bug. Ela agarrou o volante e olhou para frente, recitando sua lista
mental de afazeres em voz alta, como um mantra. --Conjurar a terra com Dallas. Descobrir o que eu puder sobre as
vacas. Trazer Dallas de volta para a escola. Inventar uma desculpa. Uma boa desculpa para sair novamente, s que
desta vez sozinha. Ir para Gilcrease e checar Rephaim. Ver se ele sabe qualquer outra coisa que possa ajudar Stark e Z.
Voltar aqui. No machucar seus amigos, empurrando-os para longe. Verificar os calouros vermelhos. Pegar uma pista
de Lenobia e os outros sobre o que est acontecendo com Z. Ligar de volta para Aphrodite. Descobrir o que diabos
fazer sobre os calouros ruins no depsito. E ento tentar, realmente, no se arremessar do topo do prdio alto mais
prximo...-- Sentindo-se como se estivesse se afogando em uma grande, velha, fedorenta e estagnada lagoa Okie de
estresse, Stevie Rae baixou sua cabea at sua testa estar encostada contra o volante.
        Como no mundo Z lidava com toda essa besteira e estresse?
        Ela no lidou, O pensamento veio espontaneamente a sua mente, isso a despedaou.
                                                   CAPTULO DOZE


                                                      Stevie Rae
        --Uau! Isso parece um daqueles super tornados que cortam o caminho atravs de Tulsa,-- disse Dallas. Ele
olhava maravilhado enquanto Stevie Rae manobrava o Bug cuidadosamente ao redor de outra pilha de troncos de
rvores cadas. A estrada de acesso ao parque estava bloqueada por uma pereira que tinha quase se partido
exatamente ao meio, ento Stevie Rae parou ali perto.
        --No mnimo, alguma parte da energia est voltando.-- Ela gesticulou para os postes que circundavam o
parque, iluminando o que era uma desordem de rvores e arbustos de azalia.
         --Embora no por essas bandas.-- Dallas falou apontando com o queixo as asseadas casas prximas ao
parque. Aqui e ali, uma luz corajosa se fazia ver atravs de uma janela, mostrando que algumas pessoas tiveram a idia
de comprar geradores de propano antes da tempestade, porm a maior parte da rea ao redor estava escura, fria e
silenciosa.
        -- uma droga para eles, mas torna minha vida mais fcil essa noite.-- Stevie Rae disse, saindo do carro.
Carregando uma vela verde de ritual, um entranado de folhas secas, grama-doce e uma caixa de fsforos, Dallas a
acompanhou --Todo mundo est exausto, e no vai nem reparar no que eu estou fazendo.
        --Voc est redondamente certa sobre isso, garota.-- Dallas pousou um brao familiar sobre os ombros de
Stevie Rae.
       --Ah, voc sabe que eu gosto quando voc me diz que eu estou certa.-- Ela enlaou sua cintura, colando sua
mo no bolso de trs do jeans como ela costumava fazer.
        Ele apertou suavemente seu ombro e beijou o topo da cabea dela. --Ento eu vou te dizer mais vezes que
voc est certa.-- ele disse.
        Stevie Rae sorriu pra ele --Est tentando me ganhar para alguma coisa?
        -- Est funcionando?
        --Talvez.
        --timo.
        Os dois riram, ela bateu seu quadril, --Vamos para o Grande Carvalho, parece um bom lugar.
        --O que voc quiser garota.
         Eles fizeram seu caminho lentamente, de volta ao centro do parque, andando em volta de rvores cadas e
lama, deixadas pela tempestade, tentando no escorregar nas placas de gelo que voltaram a se formar com o frio da
noite.. Ela fez bem em deixar Dallas acompanh-la. Talvez uma parte de sua confuso sobre Rephaim aconteceu
porque ela estava isolada de seus amigos e hiper valorizando a esquisitisse de seu Imprint. Eca, o Imprint com Afrodite
tambm pareceu totalmente bizarro logo de cara, talvez ela s precisasse de algum tempo e espao pra absorver a
novidade. --Ei, olha isso,-- Dallas trouxe de volta sua ateno para ele. Ele estava apontando para a rea prxima ao
grande carvalho. -- como se a rvore tivesse feito o crculo para voc.
        --Oh, que legal!-- ela disse. E era! A slida rvore que enfrentou a tempestade. Faltavam poucos galhos em
seus ramos, e eles estavam cados sobre a grama, formando um completo crculo perfeito em volta da rvore.
        Dallas hesitou perto da circunferncia, --Eu vou ficar aqui fora, ok? Se realmente for um crculo especial para
voc eu no posso quebr-lo.-- Ele disse.
        Stevie Rae olhou para ele. Dallas era um cara legal. Ele sempre dizia coisas fofas que provavam que ele a
entendia mais que o resto do pessoal. --Obrigada.  realmente timo, Dallas-- Ela subiu na ponta dos ps e o beijou
delicadamente.
        Ele a abraou e puxou para mais perto dele. --Qualquer coisa por minha Alta Sacerdotisa.--
Sua respirao era quente e doce contra seus lbios, e num impulso, Stevie Rae beijou-o de novo, gostando do que ele
a estava fazendo sentir por dentro. E gostando que esse toque estivesse bloqueando de sua mente, pensamentos
sobre Rephaim.
         Ela estava mais que um pouco ofegante quando ele, relutantemente a soltou. Ele limpou a garganta e deu um
sorrisinho --Cuidado garota, faz um bom tempo desde a ltima vez que estivemos sozinhos.
         Sentindo-se um pouco risonha e leviana, ela sorriu para ele, --Muito tempo.
         Seu sorriso era sexy e doce. --Bem, temos que resolver isso rpido, mas primeiro,  melhor trabalharmos.
         --Oh, sim-- ela disse, --trabalho, trabalho, trabalho.
         Sorrindo, ela pegou a grama doce, a vela verde e a caixa de fsforos que ele trouxe.
        --Ei.-- Dallas disse, entregando-lhe o material, -- que eu lembrei de alguma coisa sobre a grama-doce voc
no deveria usar alguma coisa antes de queim-la? Eu fui um bocado bom na classe de Feitios e Rituais, e juro que
tinha mais coisa alm de queimar e sair sacudindo por a.
        Stevie Rae o olhou pensativa --No sei. Zoey falou sobre isso, porque  uma coisa dos nativos americanos, ela
disse que atraia energias positivas.
         --Ok, bem, Z deve saber.-- Dallas disse.
        Encolhendo os ombros, Stevie Rae disse, --Sim, mas  s uma erva que cheira bem, quer dizer, quo ruim isso
pode ser?
         --, realmente, at por que, voc  a garota da Terra. Voc deve ser capaz de dominar uma queimao de
ervas;
         --Sim,-- ela disse --Ok, aqui vai.-- Sussurrando um simples --Obrigada Terra-- para seu elemento, ela se
virou de costas para Dallas, e confiantemente entrou no crculo feito de terra, ela caminhou na direo sul, no interior
do crculo que ficou em frente  velha rvore. Ela parou e fechou seus olhos. Havia aprendido que a melhor maneira
de se conectar com seu elemento era atravs dos seus sentidos.
       Ento ela inspirou profundamente, limpando sua mente de todos os pensamentos desordenados que ela
costumava ter, permitindo que apenas um sentido se mantivesse: a audio.
         Ela ouviu a terra. Stevie Rae pde ouvir o murmrio do vento invernal nas folhas, os pssaros da noite
chamando uns aos outros, os sons e suspiros do parque, que vivia uma noite muito, muito fria. Quando sua audio
estava transbordando o som da terra, Stevie Rae respirou novamente e focou no olfato. Ela inspirou na terra, farejando
a umidade da grama coberta de gelo, a canela das folhas douradas, a fragrncia exclusiva do musgo do antigo carvalho.
         Com seu sentido do olfato preenchido pela terra, Stevie Rae sugou mais uma golfada de ar, imaginando o
sabor rico e cheio de alho, do vero que amadurecia os tomates, ela pensou na simples magia da terra, de puxar o
verde, de baixo para cima, cenouras que haviam crescido e se nutrido dentro da terra. Seu paladar transbordando a
bondade da terra, ela pensou na suavidade da relva de vero contra os dentes-de-leo, fazendo ccegas no rosto,
                                                                                11
segurando pra ver se seus dedos ficariam amarelos, indicando amores secretos  ento a terra se levantou e a
inundou como uma chuva de primavera.
       E ento, respirando profundamente, Stevie Rae deixou seu esprito abraar a maravilhosa, esplendida, mgica
sensao que seu elemento a fazia sentir.
         Terra era me, consolo, irm e amiga. Terra cresceu nela, e toda vez que seu mundo parecia de cabea para
baixo ela podia contar com seu elemento para acalm-la e proteg-la.
        Sorrindo, Stevie Rae abriu os olhos, ela se virou para a esquerda. --Ar eu peo, por favor, que voc venha para
o meu crculo.-- Mesmo que ela no possusse uma vela amarela, ou algo para representar o ar, ela sabia que era
importante reconhecer e respeitar os outros elementos, e se ela estivesse com sorte eles realmente mostrariam sua
fora no crculo. Virando para o sul, ela continuou, --Fogo, eu peo que voc venha para o meu crculo.-- Girando no
sentido horrio, ela chamou, --gua, eu gostaria que, por favor, que voc viesse para o meu crculo.-- Desviando-se
do trajeto normal, Stevie Rae afastou-se do meio do crculo e disse, --Esprito, isso est fora da ordem, mas eu
realmente gostaria que voc viesse para o meu crculo tambm.-- Andando adiante para o norte, ela tinha quase
certeza de ter visto um fino fio de luz em espiral sair dela. Sorrindo ela olhou por cima do ombro, para Dallas e disse,
--Hey, parece que est funcionando!--


11
 Uma brincadeira como "bem-me-quer e mal-me-quer".
         -- claro que est funcionando garota, voc tem srios poderes de Alta Sacerdotisa.-- Soava realmente bom
que Dallas continuasse chamando-a de Alta Sacerdotisa, e Stevie Rae ainda estava sorrindo quando se voltou para o
norte. Sentindo-se altiva e forte, ela finalmente acendeu a vela verde dizendo, --Terra, eu sei que estou fazendo as
coisas fora da ordem, mas eu tive que deixar o melhor por ltimo, ento agora eu peo para que voc venha como
sempre vem, porque voc e eu temos uma conexo, algo um pouco mais especial que fogos de artifcio no Parque
             12
Haikey Creek em uma noite de vero. Venha para mim terra, Por favor, venha para mim.
       Terra explodiu ao seu redor como uma camada. Momentos antes a noite estava fria e mida, dominada pela
ameaa de uma tempestade de gelo, mas agora, Stevie Rae sentia-se acolhida numa noite de vero em uma fazenda
em Oklahoma enquanto a presena de seu elemento dominava completamente o crculo.
        --Obrigada! ela disse radiante. Eu no posso te dizer o quanto significa para mim, poder sempre contar com
voc.-- Calor irradiava de seus ps e o gelo que cristalizava a grama, rachou, temporariamente livrando-a de sua
priso de gelo. --Tudo bem.-- Ela manteve a mente preenchida por seu elemento e falou para a terra como se a
estivesse vendo em sua frente. --Eu tenho que te perguntar algo muito importante, mas primeiro eu vou iluminar
aqui, por que acho que voc vai gostar muito.
         Stevie Rae segurou a grama-doce na chama, e ajeitou a vela aos seus ps, quando queimou, ela soprou
levemente, e a grama-doce comeou a fumaar. Stevie Rae virou-se, e sorrindo para Dallas, caminhou em torno da
circunferncia do crculo, sacudindo a chama por todo o lugar, at que a rea toda estava imersa no aroma inebriante
de vero na pradaria.
         Quando ela se voltou no crculo, virada para o norte outra vez, a direo mais prxima do seu elemento, e
comeou a falar --Minha amiga Zoey Redbird disse que a grama-doce atrai energias positivas, e eu definitivamente
preciso de alguma energia boa esta noite, especialmente, visto que  para Zoey que eu estou pedindo sua ajuda. Voc
deve se lembrar dela ela  especial, no apenas por ser minha MAPS, Z  especial porque..-- Stevie Rae parou, e as
palavras vieram para ela, --ela  especial porque tem um pedacinho de tudo dentro dela. Eu acho que ela tipo,
representa todos ns. Ento ns precisamos dela de volta, alm do mais ela est sofrendo onde ela est, e eu acho
que ela precisa de ajuda para encontrar a sada. Ento o seu Guerreiro, um carinha chamado Stark, est indo atrs
dela, e ele, tipo, com certeza, precisa da sua ajuda. Eu estou pedindo, implorando que voc mostre o caminho para
Stark ajudar a Zoey...Por favor.
        Stevie Rae soprou o incenso da grama-doce ao seu redor mais uma vez, e esperou.
        A fumaa era densa e doce. A noite estava inusitadamente aquecida por conta da presena de seu elemento.
        Mas...nada estava acontecendo.
        Com certeza, ela podia sentir a terra ali, cercando-a, pronta para servi-la, mas nada aconteceu. Ainda. Incerta
sobre o que fazer, Stevie Rae sacudiu o incenso da grama-doce em volta de si outra vez, fazendo mais uma tentativa.
        --Bem, talvez eu no tenha sido especfica o suficiente-- Ela pensou por um momento, tentando lembrar de
tudo que Aphrodite havia dito a ela, e adicionou, --Com o poder da terra, e a energia desta grama abenoada, eu
chamo o ancestral touro branco para o meu crculo, porque eu preciso saber como Stark chegar at Zoey, e como ele
a proteger, para que ela possa achar um jeito deles voltarem juntos para este mundo.
        A grama-doce que estava queimando suavemente at um minuto atrs comeou a fumaar mais e ficou
vermelho-intenso. Com um lamento, Stevie Rae o soltou. Densa e preta fumaa saa da grama-doce, e a envolvia como
uma lngua escura de cobra. Segurando a mo queimada junto ao corpo, Stevie Rae cambaleou para trs.
        --Stevie Rae, o que est acontecendo?
        Ela pde ouvir Dallas, mas quando olhou para trs ela j no pde v-lo. A fumaa era muito espessa. Stevie
Rae se virou, tentando examinar a escurido a sua frente, mas ela no podia sequer se enxergar. Ela olhou para onde a
vela verde devia estar, mas aquele local tambm estava envolvido pela fumaa. Desorientada, ela gritou, --Eu no sei
o que est acontecendo! A grama-doce ficou esquisita de repente e...-- A terra sob seus ps, a parte tangvel de seu
elemento, com a qual ela estava to conectada, to confortvel com ela comeou a tremer.
        --Stevie Rae voc precisa dar o fora da agora, eu no gosto de toda esta fumaa.


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 http://www.parks.tulsacounty.org/HaikeyCreek.aspx
        --Voc est sentindo isso?-- ela gritou para Dallas. --O cho da tambm est tremendo?
        --No, mas eu no consigo te enxergar, e tenho um pssimo pressentimento sobre isso.
         Antes que Stevie Rae respondesse, ela sentiu a presena. A sensao terrivelmente familiar, e um batimento
cardaco, Stevie Rae entendeu o por qu. Ela lembrou do momento em que percebeu que estava morrendo. O
momento que comeou a tossir, segurou a mo de Zoey e disse, estou com medo, Z.O eco daquele terror a paralisou,
ento o primeiro chifre comeou a ganhar forma diante dela, branco, afiado e perigoso, tudo que ela podia fazer era
agitar sua cabea para trs e para frente. Para frente e para trs.
        --Stevie Rae voc consegue me ouvir?-- A voz de Dallas parecia a quilmetros de distancia.
        O segundo chifre se materializou, e com ele, a cabea do touro ganhou forma, branca e imensa, com olhos to
negros quanto o fundo de um lago  meia noite.
        Me ajude! Stevie Rae tentou dizer, mas o medo engasgou as palavras na garganta.
        --J chega, estou indo ai salvar voc mesmo que voc no queira quebrar o crculo e...
       Stevie Rae sentiu a ondulao quando Dallas tentou adentrar o crculo. O touro tambm. A criatura virou sua
enorme cabea e soltou um bafo ftido no ar noturno. A noite tremeu em resposta.
        --Merda, Stevie Rae! Eu no consigo entrar no crculo. Feche-o e saia da!
        --E-eu no c-consigo.-- Ela gemeu, sua voz quebrando em um sussurro.
         Completamente formado, o touro era um pesadelo tornado real. Sua respirao sufocava Stevie Rae, com seus
olhos a amarrando. Sua pelagem branca era luminosa em contrastante com a escurido, mas no era bonita. Seu
brilho era viscoso, frio e morto. Uma enorme besta demonaca
        E ento caiu, ferindo a terra com tanta maldade que Stevie Rae sentiu o eco da dor rompendo sua alma. Ela
desviou o olhar dos olhos do touro, e olhou para suas patas, e engasgou em terror. Onde seus cascos faziam contato
com a terra a terra de Stevie Rae a terra rompia e sangrava.
       --No! -- A barreira de terror quebrou enquanto as palavras finalmente escapavam. --Pare! Voc est nos
machucando!
         Os olhos negros do touro se voltaram para ela, a voz que se ouviu era profunda, poderosa, e
inimaginavelmente perversa. --Voc teve poder para me invocar, e isso me divertiu tanto que eu decidi responder sua
pergunta. O Guerreiro deve olhar para o seu prprio sangue para descobrir a ponte de entrada para a Ilha das
Mulheres ento ele precisa vencer a si mesmo para entrar na arena. Somente reconhecendo um antes do outro ele vai
se juntar  sua Sacerdotisa. Depois de encontr-la,  sua escolha e no dele que ela volte.
        Stevie Rae engoliu o medo e exclamou, --Isso no faz sentido.
        --Sua inabilidade de compreender no faz diferena para mim. Voc me convocou. Eu respondi. Agora eu
cobrarei o meu pagamento de sangue, e, alis, faz sculos desde que eu provei a doura do sangue de um vampiro 
especialmente um que emana tanta luz inocente, como voc.
        Antes que Stevie Rae formulasse alguma resposta, a besta comeou a se mover a seu redor. Tirinhas de
fumaa comearam a sair da besta e se mover na direo dela. Quando a tocaram, eram como glidas lminas de
barbear, cortando, ferindo, rasgando sua carne.
        Quase sem conscincia, ela gritou uma palavra. --Rephaim!
                                                  CAPITULO TREZE

                                                       Rephaim
       Rephaim soube instantaneamente que o mal tinha se materializado. Ele estava sentado na varanda, comendo
uma ma, olhando para o cu,  noite clara e tentando ignorar a presena irritante do fantasma humano que
desenvolveu uma terrvel fascinao por ele.
         --Vamos, me diga!  realmente divertido voar?-- o jovem esprito perguntou a Rephaim, provavelmente pela
centsima vez. --Parece ser divertido. Eu nunca consegui, mas eu aposto que voar com suas prprias asas  mais
divertido que viajar de avio todos os dias.
        Rephaim suspirou. A criana falava mais que Stevie Rae, o que era bastante impressionante. Irritante, mas
impressionante. Ele estava tentando decidir se devia continuar a ignor-la e esperar que ela finalmente fosse embora,
ou chegar a um plano alternativo, j que ignorar a menina no parecia estar funcionando. Ele pensou que deveria
perguntar a Stevie Rae o que fazer com o fantasma, que tinha voltado sua mente em direo  Vermelha. Embora,
verdade seja dita, seus pensamentos nunca ficaram longe dela.
        -- perigoso voar? Quer dizer com as suas prprias asas? Eu acho que deve ser porque voc se machucou, e eu
aposto que estava voando ao redor...
         A criana estava balbuciando quando a textura do mundo mudou. Nesse momento, no primeiro choque, ele
sentiu a familiaridade e acreditou, no espao de um batimento que seu pai tinha retornado.
         --Silncio.-- Ele rugiu para o fantasma. Levantou-se e deu a volta, seus brilhantes olhos vermelhos evidente
na terra a sua volta, esperando alm das suas palavras que ele pudesse perceber a escurido das asas de corvo do seu
pai.
        A criana fantasma deu um rangido chocado, encolheu-se longe dele, e desapareceu.
      Rephaim no deu absolutamente nenhum pensamento  ela. Ele estava muito ocupado para ser
bombardeado com conhecimentos e emoes.
        Primeiro veio o conhecimento. Ele sabia quase de imediato que no era seu pai que ele sentia. Sim, Kalona era
poderoso, e tinha se aliado com o mal h muito tempo, mas a perturbao que este imortal estava causando ao
mundo era diferente, ele era muito mais poderoso. Rephaim podia sentir isso na resposta entusiasmada das coisas
ocultas da terra, espritos que este mundo moderno de luz artificial e mgica eletrnica haviam esquecido. Mas
Rephaim no se esqueceu deles, e das sombras mais profundas da noite, ele viu ondulaes e tremores,e ficou
perplexo com a reao deles.
        O que poderia ser forte o suficiente para despertar os espritos ocultos?
        Ento o medo de Stevie Rae o atingiu. Foi a crueldade do seu completo terror juntamente com o entusiasmo
dos espritos, e esse instante de familiaridade inicial, que providenciaram a Rephaim sua resposta.
         --Por todos os Deuses, a Escurido se infiltrou neste reino!-- Rephaim estava em movimento antes que
tivesse tomado uma deciso consciente de faz-lo. Ele derrubou as portas da frente da manso em runas, colocando-
as de lado com seu brao ileso como se fossem feitas de papelo, s para parar frente a uma grande varanda.
        Ele no tinha ideia de onde deveria ir.
       Outra onda de terror o pegou. Vivia com ela. Rephaim sabia que Stevie Rae estava paralisada de medo. Um
sentimento horrvel preencheu sua mente:
        Stevie Rae tinha conjurado a Escurido?Como poderia? Por que ela faria?
       A resposta  mais importante das trs perguntas veio to depressa quanto ele pensava. Stevie Rae faria quase
qualquer coisa que ela acreditasse que pudesse trazer Zoey de volta.
        O corao de Rephaim trovejou, e seu sangue bombeava dura e rapidamente atravs de seu corpo. Onde ela
estava? Na House of Night?
        No certamente no. Se ela planejava conjurar a Escurido, no seria em uma escola dedicada  luz.
        --Porque voc no vem a mim?-- gritou sua frustrao para a noite. --Eu sei que voc no conjurou a
Escurido!
        Mas como ele mesmo falou, ele admitiu para si mesmo que ele estava errado. Stevie Rae tinha sido tocada
pela Escurido, quando ela tinha morrido. Ele no tinha conhecido ela ainda, mas ele conheceu Stark, e tinha
testemunhado por si mesmo a escurido que cercava a morte e ressurreio de um principiante.
       --Ela escolheu a Luz, apesar de tudo.-- Falava baixinho neste momento. --E a Luz sempre subestima a
maldade da Escurido.
        O fato de que eu vivo  um exemplo disso.
        Stevie Rae precisou dele hoje  noite, mal. Isso tambm era um fato.
        --Stevie Rae, onde est voc?-- Rephaim murmurou.
        Somente a agitao inquieta dos espritos o respondeu.
         Ele poderia persuadir um esprito para conduzi-lo  Escurido? No, ele descartou a ideia rapidamente.
Espritos iam para a Escurido se ela chamasse. Fora isso, preferiam muito mais se alimentar dos vestgios de poder de
longe. E ele no podia se dar ao luxo de esperar ao redor com esperana que a Escurido os chamasse. Ele precisava
descobrir...
        --REPHAIM!
         O grito de Stevie Rae ecoou estranhamente ao seu redor. Sua voz estava cheia de dor e desespero. O som dele
cortava o corao. Ele sabia que os seus olhos brilhavam vermelhos. Quis dilacerar e destruir. A neblina vermelha de
raiva, que comeou a esmag-lo, era um escape sedutor. Se ele cedesse  raiva completamente, ele iria, na verdade,
tornar-se mais besta do que homem, e esse desconforto, incomum que ele havia comeado a sentir por ela seria
abafado pelo instinto e pela violncia gratuita, o que ele poderia apaziguar ao atacar os seres humanos indefesos em
qualquer uma das casas escuras em torno do museu sem vida. Por algum tempo ele ficaria satisfeito. Por um tempo
ele no se sentiria mal.
        E por que no ceder  raiva que tantas vezes consumiu sua vida? Seria mais fcil era familiar era segura.
        Se eu ceder para a raiva, ser o fim dessa ligao que tenho com ela. O pensamento enviou ondas de choque
atravs do seu corpo. A ondulao virou para as partculas brilhantes de luz e queimavam a nvoa vermelha que cobria
seus olhos.
         --No!-- Gritou, deixando a humanidade de sua voz derrotar a fera dentro dele. --Se eu abandon-la para a
Escurido, ela morre.-- Rephaim chamou respiraes longas e lentas. Ele tinha que se acalmar. Ele tinha que pensar. A
neblina vermelha continuou a se dissipar, e sua mente comeou a raciocinar novamente. Eu tenho que usar a nossa
ligao e nosso sangue!
         Rephaim se forou a ficar quieto e respirar na noite. Ele sabia o que devia fazer. Ele inalou uma respirao
mais profunda, e ento comeou: --Eu convoco o poder do esprito dos antigos imortais, que  meu por direito de
nascena e de comando.-- Rephaim se enrijeceu para o esgotamento que a invocao poderia causar em seu corpo
no cicatrizado, mas enquanto ele chamava a poder das sombras da noite, ele ficou surpreso ao sentir uma onda de
energia. A noite em torno dele parecia inchada, pulsando com fora bruta dos antigos. Deu-lhe um senso de pressgio,
mas ele usou todos os mesmos, canalizando o poder atravs dele, preparando-se para recarreg-lo com a imortalidade
contida em seu sangue, o sangue que Stevie Rae agora compartilhava. Mas, como se enchia, seu corpo foi consumido
em uma energia to forte, to crua, que derrubou Rephaim de joelhos.
         Seu primeiro indcio de que algo milagroso estava acontecendo foi quando ele percebeu que tinha jogado
automaticamente ambas as mos para frente para apoiar a si mesmo e os dois braos responderam mesmo o que
havia sido quebrado e estava atado ao seu peito com uma tipia.
       Rephaim permaneceu l de joelhos, tremendo e segurando os dois braos para frente. Sua respirao estava
vindo mais rpida enquanto as mos estavam flexionadas.
        --Mais!-- Ele sussurrou a palavra. --Venha para mim!
        A energia escura surgiu nele de novo, uma vida corrente de violncia fria lutava para se conter. Rephaim sabia
que isto era diferente do que qualquer coisa que ele tinha sentido antes, quando tinha convidado os poderes do
sangue de seu pai e lhes permitiu o acesso, mas ele no era calouro. Ele tinha grande intercmbio com as sombras e
base das coisas que enchiam a noite. Penetrando profundamente dentro dele, o Corvo Escarnecedor inalou a energia,
como o ar de uma noite de inverno, e depois atirou os braos e no mesmo instante ele desatou suas asas.
        Ambas as asas responderam-lhe.
        --Sim!-- Sua mensagem alegre fazendo as sombras se contorcerem e tremerem em xtase.
        Ele estava completo de novo! A asa foi completamente curada!
        Rephaim saltou a seus ps. Suas asas negras completamente estendidas pareciam uma escultura de um
magnfico Deus-pssaro, de repente, ganharam vida. Seu corpo vibrando com o poder, o Corvo Escarnecedor
continuou a invocao. O ar brilhou escarlate, como se uma nvoa de fsforo misturada com sangue rodeava. Inchado
com o poder emprestado da Escurido, a voz de Rephaim tocou na noite. --Com o poder imortal de meu pai, Kalona,
que semeou o meu sangue e esprito, com seu legado, eu comando este poder que eu domino em seu nome para me
levar para a Vermelha. ela que j provou o meu sangue, e com quem eu tenho um imprint e troquei dvidas de vida.
Leve-me para Stevie Rae! Eu ordeno isso!
        A nvoa pairou por um momento, depois mudou e, como uma fita de seda escarlate, um caminho, fino
brilhante foi revelado no ar em frente a ele. Rpido e seguro, Rephaim foi para o cu e riscou acenando depois da
Escurido.
         Encontrou-a no muito longe do museu em um parque coberto pela fumaa e morte. Ele caiu do cu em
silncio, Rephaim queria saber como os humanos nas casas ao redor da rea poderiam ser to alheios ao que tinha
sido libertado fora da ilusria segurana de sua porta da frente.
         O ponto de fumaa negra era mais concentrado no centro do parque. Rephaim poderia apenas forar para
fora os ramos de um velho carvalho e ver onde o caos reinava. Ele abrandou quando chegou perto dele, mas suas asas
ainda estavam espalhadas em torno dele, tocando o ar e lhe permitindo mover-se silenciosamente e rapidamente,
mesmo no cho.
        O calouro no o notou. Mas Rephaim percebeu que o menino provavelmente no teria percebido a chegada
de um exrcito. Toda a sua ateno estava voltada para a tentativa de esfaquear com uma faca longa e letal atravs do
que parecia ser um crculo de escurido que tinha se fundido em uma parede slida ou pelo menos era assim que se
manifestava para o calouro.
        Rephaim no era um calouro, ele entendia muito melhor a Escurido.
         Ele contornou o menino e, invisvel, enfrentou o crculo no seu ponto mais setentrional. Ele no tinha certeza
se seu instinto ou a influncia de Stevie Rae o atraiu ali, e reconheceu, embora brevemente, que os dois poderiam
estar se tornando um.
        Ele fez uma pausa, e com um movimento nico, relutante, fechou as asas, dobrando-as cuidadosamente em
suas costas. Ento, ele ergueu a mo e falou baixinho  nvoa vermelha que ainda estava a seu comando. --Cubra-me.
Permita-me atravessar a barreira.-- Rephaim enrolou em torno de seu punho a energia pulsante reunida ali e, em
seguida, com um toque de seus dedos, dispersou o nevoeiro sobre seu corpo.
         Ele esperava sentir a dor. Embora houvesse aspectos do poder imortal que lhe obedeciam, nunca antes a
obedincia veio sem um preo. Muitas vezes, esse preo era pago com dor. Desta vez, a dor atravs de seu corpo,
recentemente curado, queimava como lava, mas ele a acolheu com prazer porque isso significava que seu comando
tinha sido feito.
        No havia maneira de se preparar para o que ele poderia encontrar dentro do crculo. Rephaim simplesmente
reuniu-se e, coberto pela fora do sangue herdado de seu pai, ele se adiantou. A parede da Escurido se abriu para ele.
       Dentro do crculo Rephaim foi tragado pelo cheiro do sangue de Stevie Rae e o odor esmagador de morte e
decadncia.
        --Por favor, pare! Eu no aguento mais! Mate-me se isso  o que voc quer, mas no me toque de novo!
       Ele no podia v-la, mas Stevie Rae soou completamente derrotada. Agindo rapidamente, Rephaim escavou
um pouco da nvoa escarlate que estava agarrada em seu corpo. --V para fortalec-la,-- ele sussurrou o comando.
        Ele ouviu o suspiro da Stevie Rae e teve quase certeza que ela gritou seu nome. Ento a Escurido se
dispersou para revelar uma viso que Rephaim nunca esquecer, mesmo se ele viver para ser to antigo quanto o pai.
         Stevie Rae estava no meio do crculo. Gavinhas da pegajosa corrente preta enroladas nas pernas. Onde quer
que elas a tocassem, cortavam sua pele. Seu jeans rasgado em fragmentos estava pendurado em seu corpo. Sangue
escorria de sua carne rasgada. Enquanto observava, outra corrente serpenteou fora da Escurido cercando-a e
amarrando-a, como um chicote, em torno de sua cintura, imediatamente, traando uma linha de sangue. Ela gemeu
de dor, e sua cabea pendeu. Rephaim viu que seus olhos ficaram em branco.
        Foi ento que o animal apareceu. No instante em que viu, Rephaim soube sem qualquer dvida que ele estava
olhando a Escurido em sua forma fsica. Ele exalava um cheiro terrvel, um som ensurdecedor. Vomitando sangue,
muco e fumo, o touro rasgou a terra com suas patas. A criatura perseguia Stevie Rae para fora da densa fumaa negra.
Como o luar em uma cripta, o revestimento do touro branco, parecia como a morte quando ele se elevou sobre a
menina. A criatura era to grande que teve de mergulhar sua cabea enorme para permitir a sua lngua lamber o
sangramento da cintura dela.
        O grito da Stevie Rae ecoou atravs do choro de Rephaim: --No!
       O grande touro parou. Sua cabea virou-se para o Corvo Escarnecedor, e seu olhar sem fundo encontrou
Rephaim.
        --Esta noite se torna mais e mais interessante.-- A voz retumbou em sua mente. Rephaim foi forado para
baixo com medo quando o touro deu dois passos em direo a ele, balanando o cho enquanto sentia o ar
perfumado. --Sinto a Escurido em voc.
         --Sim,-- Rephaim falou sobre o som do bater do seu corao apavorado. --Eu tenho vivido muito tempo com
a Escurido.
        --Estranho, ento, que eu no o conheo.-- O touro sentiu o ar em torno dele novamente. --Apesar de eu ter
conhecido seu pai.
       -- atravs do poder do sangue de meu pai que eu parti a neblina escura e estou diante de vs.-- Ele
mantinha os olhos sobre o touro, mas ele estava totalmente ciente de que Stevie Rae estava a poucos metros dele,
sangrando e indefesa.
        --? Eu acho que voc mente homem-pssaro.
        Embora a voz em sua mente no se alterou, Rephaim podia sentir a raiva do boi.
          Permanecendo calmo, Rephaim escavou um dedo no peito, puxando uma linha de nvoa vermelha do seu
corpo. Ele segurou a mo para cima, como uma oferenda para o touro. --Isto me permitiu partir a cortina escura do
crculo, e este poder est a meu comando, por direito do sangue imortal de meu pai.
      --Esse sangue imortal que flui atravs de suas veias  a verdade. Mas o poder que enche o seu corpo e
comandou minha barreira e a partiu  emprestado de mim.
        Medo deslizou na espinha de Rephaim. Muito cuidadoso, ele abaixou a cabea em respeito e reconhecimento.
--Ento eu agradeo, apesar de eu no recorrer ao seu poder. Eu invoquei apenas o meu pai, como s o dele que
tenho direito de comandar.
         --Eu ouo a verdade nas suas palavras, filho de Kalona, mas porque usou o poder de comando dos imortais
para atra-lo aqui e para permitir que voc entre em meu crculo? Que negcio voc ou seu pai tm com a Escurido
esta noite?
        O corpo de Rephaim continuou parado, mas sua mente disparou. At aquele momento em sua vida, ele
sempre tinha elaborado que a fora do legado da imortalidade em seu sangue e as astcias do corvo que ele tinha
herdado ajudaram a cri-lo. Mas esta noite, ao enfrentar a Escurido, inchado, com uma fora que no era sua, de
repente ele sabia que mesmo que fosse atravs do poder desta criatura que tinha sido concedido acesso a Stevie Rae,
ele no poderia salv-la usando a fora da Escurido, se veio do touro ou do pai, nem poderia o instinto de corvo em
batalha ajudar a enfrentar esta besta. Foras aliadas no poderiam derrotar este touro esta encarnao da Escurido.
        Ento Rephaim chamou a nica coisa que restava a ele, os remanescentes de humanidade passados a ele
atravs do corpo de sua me morta. Ele respondeu ao touro como um ser humano, com uma sinceridade to crua que
ele pensou que poderia unir seu corao.
        --Eu estou aqui porque ela est aqui e ela me pertence.-- Os olhos de Rephaim nunca deixaram o touro, mas
ele sacudiu a cabea em direo Stevie Rae.
        --Eu sinto o cheiro dela em voc.-- O boi deu mais um passo em direo Rephaim, fazendo com que o solo
sob eles tremesse. --Ela pode pertencer a voc, mas ela teve o descaramento de me chamar. Esta vampira solicitou a
minha ajuda, e a concedi. Como voc sabe, ela deve pagar o preo. Parta agora, homem-pssaro, e permitirei que voc
viva.
         --V, Rephaim.-- Disse Stevie Rae com a voz fraca, mas quando Rephaim finalmente a olhou, e viu que seu
olhar era firme e lcido. --No  como no telhado. Voc no pode me salvar disto. Apenas v.
         Rephaim deveria ir. Ele sabia que devia. Apenas alguns dias antes ele no podia sequer imaginar um mundo
onde ele se humilharia  Escurido para tentar salvar uma vampira para tentar salvar algum, exceto ele prprio ou o
seu pai. No entanto, enquanto ele olhava para os calmos olhos azuis de Stevie Rae, o que ele viu, foi todo um novo
mundo, um mundo em que esta estranha e pequena vampira vermelha significava corao, alma e verdade.
           --Por favor. No deixe ele machucar voc tambm.-- ela disse.
           Foram essas palavras, aquelas abnegadas, sinceras, as palavras verdadeiras que fizeram Rephaim tomar a
deciso.
        --Eu disse que ela pertence a mim. Voc sentiu o cheiro dela em mim, voc sabe que  verdade. Ento eu
posso pagar a dvida por ela.-- disse Rephaim.
       --Voc  filho de seu pai. Como ele, voc optou por ser um defensor que nunca pode ter o que vocs mais
procuram. Que assim seja. Eu aceito o pagamento da dvida da vampira por voc. Liberte-a! --O touro ordenou.
       As correntes da Escurido retiraram-se do corpo de Stevie Rae e, como se tivessem sido as nicas coisas que a
mantinham de p, ela desabou na grama encharcada de sangue.
         Antes que ele pudesse mover-se para ajud-la, um cacho de correntes escuras, semelhante a cobras, levantou
a partir do fumo e das sombras em torno do touro. Com uma rapidez que era sobrenatural, o atacou, envolvendo em
torno do tornozelo de Rephaim.
         O Corvo Escarnecedor no gritou, mesmo querendo. Em vez disso, concentrando-se atravs da dor extrema,
ele gritou para Stevie Rae, --Volte para House of Night!
        Ele viu Stevie Rae tentar ficar em p, mas ela escorregou no seu prprio sangue e deitou no cho, chorando
baixinho. Seus olhos se encontraram, e Rephaim balanou em direo a ela, abrindo suas asas, determinado a quebrar
a corrente apertada e, pelo menos, lev-la segura pra fora do crculo.
        Outra corrente serpenteou fora e chicoteou em torno do bceps de Rephaim no brao recentemente curado,
cortando mais de um centmetro no msculo. No entanto, outra veio das sombras atrs dele, e Rephaim no podia
ajudar gritando em agonia com a coisa enrolada em torno de suas asas e em todas suas costas, rasgando e arrancando
e fixando-o contra o cho.
           --Rephaim!-- Stevie Rae soluou.
        Ele no podia ver o touro, mas ele sentiu a terra tremer enquanto a criatura se aproximou dele. Ele virou a
cabea e, atravs de um borro de dor, ele viu Stevie Rae tentar rastejar na direo dele. Ele queria dizer a ela para
parar dizer algo para ela que iria faz-la fugir. Ento, a dor lancinante da lngua do boi tocou na ferida em seu
tornozelo, Rephaim compreendeu que Stevie Rae no estava realmente tentando rastejar at ele. Ela estava em cima
das suas mos e joelhos, em posio de caranguejo, pressionada contra a terra. Seus braos estavam tremendo, e seu
corpo ainda estava sangrando, mas seu rosto estava voltando a sua cor. Ela estava puxando energia da terra, Rephaim
compreendeu com uma incrvel sensao de alvio. Isso a tornaria forte o suficiente para sair do crculo e encontrar
seu caminho para a segurana.
         --Eu tinha esquecido a doura do sangue imortal.-- A respirao podre do touro banhou sobre Rephaim. --O
sangue de vampiro  apenas uma sugesto do que  isso. Eu acredito que vou beber e beber de voc, filho de Kalona.
Voc, certamente, pediu o poder da Escurido esta noite, ento voc tem uma grande dvida a pagar maior do que
apenas a dela.
        Rephaim recusou-se a olhar para a criatura. Mantido em cativeiro pelas correntes cortantes, seu corpo foi
levantado e virado de modo que seu rosto foi pressionado contra a terra. Ele manteve seu olhar focado em Stevie Rae
enquanto o touro estava em cima dele e comeava a beber do ferimento na base de suas asas sangrando.
        Agonia como ele nunca sentiu antes agrediu seu corpo. Ele no queria gritar. Ele no quis se contorcer de dor.
Mas ele no poderia ajud-la. Os olhos de Stevie Rae eram tudo que o mantinha preso  conscincia com a Escurido
se alimentando dele, violando-lhe uma e outra vez.
        Quando Stevie Rae ficou em p, levantando os braos, Rephaim pensou que estava tendo alucinaes, porque
ela parecia to forte e poderosa e muito, muito furiosa. Ela segurava algo na sua mo uma trana longa que estava
soltando fumaa.
        --Eu fiz isso antes. Vou faz-lo novamente.
        A voz de Stevie Rae veio a ele como se fosse de muito longe, mas parecia forte, tambm. Rephaim perguntou
por que o touro no ouviu-a e impediu-a, mas a criatura gemia de prazer e a dor aguda que irradiava de suas costas
respondeu a Rephaim. O touro no considerou Stevie Rae uma ameaa, ele estava fixado em consumir o sangue
inebriante da imortalidade. Deixe-o continuar a tomar de mim, deixe-a escapar, Rephaim orou em silncio a qualquer
um dos deuses que se dignasse a ouvi-lo.
        --Meu crculo est intacto,-- Stevie Rae estava falando com rapidez e clareza. --Rephaim e esse boi nojento
vieram ao meu comando. Ento, eu comando novamente, atravs do poder da terra, eu chamo o outro touro. Aquele
que luta contra este, e eu vou pagar o que for preciso,  s tirar essa coisa de meu Corvo Escarnecedor!
         Rephaim sentiu a criatura acima dele pausar sua alimentao na medida em que um raio de luz atravessou a
escurido lanando fumaa na frente de Stevie Rae. Ele viu os olhos de Stevie Rae aumentarem e, milagrosamente, ela
sorriu e depois gargalhou.
        --Sim!-- Falou alegremente. --Eu vou pagar o seu preo. E, droga! Voc  to negro e to belo!
        Ainda de p sobre ele, o touro branco rosnou. Gavinhas comearam a serpentear da Escurido em torno de
Rephaim e deslizar em direo a Stevie Rae. Rephaim abriu a boca para gritar um aviso, mas Stevie Rae pisou
diretamente para o feixe de luz. Houve um som como um trovo, e ento outro flash ofuscante. Do meio da exploso
brilhante pisou um touro enorme, negro, enquanto o primeiro era branco. Mas esta criatura da Escurido no era
como a outra suja de sombras pretas que se curvou para longe dele. A pele deste touro era como o negro do cu da
meia-noite preenchida com o brilho de diamante das estrelas profundo e misterioso e belo de se ver.
          Por um instante, o touro negro olhou fixamente Rephaim, e o Corvo Escarnecedor suspirou. Ele nunca tinha
visto tal bondade em sua vida, ele nunca, jamais soube que tal bondade poderia existir.
        --No deixe que ela tenha feito a escolha errada.-- A nova voz em sua mente era to profunda como o
primeiro touro tinha sido, mas cheio de uma riqueza de compaixo. --Porque se voc  digno ou no, ela pagou o
preo.
       O touro negro abaixou a cabea e atacou o touro branco, arremessando-o longe do corpo de Rephaim. Houve
um estrondo ensurdecedor quando os dois se encontraram, e depois um silncio to profundo, que tambm era
ensurdecedor.
       As correntes se dissiparam como o orvalho no sol do vero. Stevie Rae estava de joelhos, alcanando-o,
quando a fumaa desapareceu, e o calouro correu para o crculo com uma faca levantada e pronta.
        --Para trs, Stevie Rae! Eu vou mat-lo porra!
        Stevie Rae tocou o cho, e murmurou: --Terra, o faa tropear. Duramente.
       Sobre o ombro de Stevie Rae, Rephaim viu o cho se levantar na frente dos ps do menino, o magro calouro
tropeou e caiu de cara duramente.
        --Voc pode voar?-- Ela sussurrou.
        --Eu acho que sim.-- ele murmurou de volta.
        --Ento, volte para o Gilcrease,-- disse ela com urgncia. --Eu irei at voc depois.
       Rephaim hesitou. Ele no queria deix-la to cedo depois de terem passado por tanta coisa juntos. Ela estava
realmente bem, ou a Escurido tomou muito dela?
        --Eu estou bem. Prometo,-- Stevie Rae disse-lhe baixinho como se estivesse lendo sua mente. --V em
frente.
       Rephaim ficou em p. Com um ltimo olhar em Stevie Rae, ele desdobrou suas asas e forou
seu corpo golpeado a lev-lo para o cu.
                                             CAPTULO QUATORZE

                                                       Stevie Rae
        Dallas estava meio carregando, meio arrastando Stevie Rae ao virar a esquina da escola, discutindo com ela
sobre passar na enfermaria, em vez de simplesmente voltar para seu quarto, quando Kramisha e Lenobia, que estavam
andando em direo ao Templo de Nyx, avistaram-nos.
        --Pelas lgrimas do beb Jesus, voc est em runas!-- Kramisha gritou, cambaleando para parar.
        --Dallas, vamos lev-la para a enfermaria!-- Lenobia disse. Ao contrrio de Kramisha, ela no congelou ao
avistar a ensanguentada Stevie Rae, em vez disso, ela correu para seu lado e ajudou Dallas a suportar o peso dela,
automaticamente virando-os para a entrada da enfermaria.
        --Olha, no, galera. Somente me levem ao meu quarto. Preciso de um telefone, no de um mdico. E eu no
posso achar a merda do meu telefone celular.
        --Voc no pode encontr-lo porque essa coisa-pssaro quase arrancou todas as suas roupas fora de voc,
juntamente com sua pele. Seu celular est provavelmente no parque esmagado na terra que ainda est encharcada
com o seu sangue. Voc est indo para a maldita enfermaria.
        --Eu tenho um telefone. Voc pode usar o meu.-- disse Kramisha, captando a conversa deles.
        --Voc pode usar o telefone de Kramisha, mas Dallas est certo. Voc no pode se manter em p
sozinha. Voc est indo para a enfermaria.-- Lenobia disse com firmeza.
        --timo. O que seja. Levem-me a uma cadeira ou algo onde eu possa fazer uma ligao. Voc tem o nmero
de Aphrodite, no tem?-- Ela perguntou para Kramisha.
        --Sim. Mas no pense que isso nos faz amigas ou algo do tipo.-- resmungou Kramisha.
         medida que eles se dirigiram para dentro da enfermaria, o afiado olhar Lenobia voltou ao corpo golpeado
de Stevie Rae. --Voc est mal. De novo.-- disse ela. Ento as palavras de Dallas pareceram alcan-la, e os olhos
cinzentos da Senhora dos Cavalos aumentaram com o choque. --Voc quis dizer que um pssaro fez isso?
        --Coisa-pssaro.-- disse Dallas, ao mesmo tempo que Stevie Rae disse: --No!
        --Dallas, no tenho tempo nem energia para discutir com voc sobre isso agora.
        --Quer dizer que voc no viu o que aconteceu com ela?-- Lenobia perguntou.
        --No. Havia muita fumaa e escurido, eu no podia v-la, e eu no conseguia entrar no crculo para ajud-
la. E quando tudo clareou ela estava assim e essa coisa-pssaro estava agachada sobre ela.
        --Dallas, pare de ficar falando de mim como se eu no estivesse aqui! E ele no estava agachado em cima de
mim. Ele estava deitado no cho perto de mim.
        Lenobia comeou a falar, mas eles tinham chegado na enfermaria, e Sapphire, a alta e loira enfermeira que
tinha sido promovida a chefe do hospital na ausncia de um mdico, cumprimentou-os com sua usual expresso
azeda, que mudou rapidamente para de choque .--Coloquem ela ali!-- Ela ordenou bruscamente, apontando para
um quarto recentemente desocupado no estilo de hospital.
           Eles colocaram Stevie Rae na cama, e Sapphire comeou a arrancar coisas para fora de um dos armrios de
metal. Uma das coisas que ela pegou foi uma bolsa de sangue que ela jogou para Lenobia. --Faa ela beber isso
imediatamente.
           Ningum falou nada durante os poucos segundos que levou para Lenobia rasgar a bolsa de sangue abrindo-a
e ajudar a sustentar as mos trmulas de Stevie Rae enquanto ela segurava a bolsa  boca e bebia com avidez.
           --Eu vou precisar de um pouco mais disso-- Stevie Rae disse. --E, como eu disse antes, uma merda de um
telefone. Imediatamente.
           --Eu preciso saber o que cortou seu corpo assim, fez voc perder muito sangue, o qual voc precisa substituir
imediatamente, e descobrir por que o sangue que ainda escorre de seu corpo cheira completamente errado,-- disse
Sapphire.
           --Corvo Escarnecedor! Esse  o nome da coisa,-- disse Dallas.
           --Um Corvo Escarnecedor atacou voc?-- Lenobia afirmou.
           --No. E  isso que eu estive tentando enfiar pelo denso crnio de Dallas. A Escurido atacou a mim e ao
Corvo Escarnecedor.
           --E como eu disse, voc no est fazendo nenhum maldito sentido. Eu vi essa coisa-pssaro. Eu vi seu
sangue. Essas feridas parecem definitivamente cortadas por aquele bico dele. Eu no vi mais nada! --Dallas
praticamente gritou.
           --Voc no viu nada porque a Escurido cobriu tudo dentro do crculo, incluindo eu e o Corvo Escarnecedor
enquanto ele atacava a ambos!-- Stevie Rae gritou sua frustrao para ele.
           --Por que isso soa como se voc estivesse de p por causa desta coisa?-- Dallas disse, erguendo as mos.
           --Voc sabe, Dallas, que voc pode simplesmente beijar a minha bunda! Eu no estou de p para ningum,
com exceo de mim. No  como se voc conseguisse entrar no crculo para me ajudar eu tive que fazer isso
sozinha!
           Houve um longo silncio enquanto Dallas olhava para ela com a mgoa claramente visvel em seus olhos e,
em seguida Sapphire falou em sua voz aguda de taquara rachada, --Dallas, voc precisa sair. Eu vou cortar o que
restou dessas roupas fora dela, e no  adequado que voc esteja aqui.
           --Mas eu...
           --Voc trouxe sua Alta Sacerdotisa para casa. Voc fez bem,-- Lenobia disse para ele, tocando seu brao
levemente. --Agora ns vamos cuidar dela.
           --Dallas, uh, por que voc no vai buscar algo para comer? Eu vou ficar bem,-- disse Stevie Rae, j
arrependida de ter jogado em cima dele a frustrao que o medo e a culpa lhe faziam sentir.
           --Sim, certo. Eu estou indo.
           --Ei, Lenobia est certa,-- Stevie Rae falou depois dele conforme ele andava para fora do quarto. --Voc foi
timo me trazendo para casa.
           Ele olhou por cima do ombro para ela pouco antes de fechar a porta, e ela pensou que nunca tinha visto seu
olhar to triste. --Qualquer coisa para voc, menina.
         A porta mal havia fechado atrs dele quando a boca de Lenobia cuspiu as palavras. --Explique sobre o Corvo
Escarnecedor.
         --Ei, eu pensei que todos eles tivessem ido embora,-- Kramisha disse.
         --Vocs duas podem ficar. Margareta foi ao Hospital St. John's reabastecer nossos suprimentos, portanto
seria de utilidade umas mos extra, mas vocs vo ter que falar enquanto me ajudam,-- disse-lhes Sapphire,
entregando outra bolsa de sangue para Lenobia. --Abra isso para ela. Kramisha, v l, lave as mos, e ento comece a
me dar as bolas de algodo embebidas em lcool.
         Kramisha deu a Sapphire um olhar levantado a sobrancelha, mas foi at a pia. Lenobia rasgou o saco e deu a
Stevie Rae, que bebeu devagar, conseguindo algum tempo.
         Com um som que intenso que parecia muito alto para o quarto, Sapphire cortou o que restava das calas e a
                           13
camisa Don't hate the 918 de Stevie Rae.
         Stevie Rae sentiu os olhos de todos se fixarem em seu corpo semi-nu. Ela desejou ter usado um suti melhor,
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mudou de posio nervosamente, e disse: --Caramba, eu amava os jeans Cowgirl U . Odeio pensar em ter que voltar
                                                                             15
quele cruzamento entre as ruas 31 e Memorial para chegar at a Drysdales s pra comprar outro jeans. O trnsito
sempre  uma merda nessa parte da cidade.
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         --Talvez voc devesse expandir seu senso de moda. Little Black Dress na rua Cherry est mais perto, e eles
tm alguns jeans legais que no so to anos noventa,-- Kramisha disse.
         Trs pares de olhos instantaneamente se deslocaram para ela.
         --O qu?-- Ela deu de ombros. --Todo o mundo sabe que Stevie Rae precisa de uma transformao.
         --Obrigado, Kramisha. Isso me faz sentir muito melhor, vendo que eu quase morri e tal.-- Stevie Rae rolou
seus olhos para Kramisha quando ela reprimiu um sorriso. Mas a verdade  que Kramisha a fez se sentir melhor, mais
normal. E, em seguida, Stevie Rae percebeu que ela estava, verdadeiramente, se sentindo melhor. O sangue tinha
aquecido, e ela no se sentia to fraca como ela estava apenas alguns minutos antes. Na verdade, ela estava meio
agitada por dentro, provavelmente seu sangue estava bombeando super forte e aumentando por todo seu corpo.  o
sangue de Rephaim -- a parte dele que est misturado com a minha est suprindo o sangue humano e me dando
fora.
         --Stevie Rae, voc parece estar acordada e consciente,-- disse Lenobia.
         Stevie Rae se reorientou, deixando seus pensamentos, para encontrar a Senhora dos Cavalos estudando-a
com cuidado. --Sim, eu definitivamente estou me sentindo melhor, e eu preciso de um telefone. Kramisha, me
empreste...
         -- Em primeiro lugar eu vou limpar estas feridas, e eu prometo que voc no vai poder conversar ao telefone
enquanto fao isso,-- Sapphire disse apesar de que Stevie Rae achou que foi uma desculpa presunosa demais.
         --Ento, espere eu ligar para Aphrodite para depois me perturbar,-- Stevie Rae disse.--Kramisha, escave
dentro desta sua bolsa gigante e consiga-me a droga do telefone.

13
  918  uma referncia  Tulsa.
    http://www.dwellingspaces.net/images/data/products/247_lg_img.jpg.mxw323.mxh323.jpg
14
   uma marca. http://www.cowgirlshop.net/products.cfm?CatID=18
15
  Loja de roupas. http://www.drysdales.com/location1.html
16
  Loja de roupas. http://www.littleblackdressok.com/
         --Eu no posso esperar,-- Sapphire repreendeu. --Seus ferimentos so graves. Voc tem laceraes dos seus
tornozelos at sua cintura. Eles precisam ser limpos. Muitos deles precisam de pontos. Voc precisa beber mais
sangue. Na verdade, seria prefervel que ns trouxssemos um dos voluntrios para voc se alimentar diretamente --
isso ajudaria no processo de cura.
         --Humanos? Voluntrios? --Stevie Rae engoliu em seco. Que tipo de coisas aconteciam na House of Night?
         --No seja ingnua,-- foi tudo o que Sapphire disse.
         --Eu no sou de beber de um estranho!-- Stevie Rae disse com mais veemncia do que ela pretendia
mostrar, com sua sobrancelha levantada desenhando olhar para Lenobia e Kramisha. --O que eu quero dizer  -- eu
vou ficar bem com as bolsas de sangue.  muito estranho pensar em beber de algum que eu no conheo,--
especialmente logo depois de, bem, voc sabe...-- Sua voz sumiu. As trs mulheres pensariam que ela estava falando
sobre o rompimento recente de seu Imprint com Aphrodite.
         Mas ela no estava pensando em Aphrodite que era ridculo.
         Stevie Rae estava pensando que o nico do qual ela queria beber, do qual ela necessitava beber, era
Rephaim.
         --Seu sangue cheira errado,-- disse Lenobia.
         Os pensamentos de Stevie Rae se esvaziaram, e seu olhar dirigiu-se imediatamente  Senhora dos Cavalos. --
Errado? O que voc quer dizer?
         --H algo de estranho nisso--, concordou Sapphire conforme comeava a limpar os cortes profundos com os
chumaos de algodo embebidos em lcool que Kramisha lhe entregou.
         Stevie Rae respirou fundo na dor. Atravs dos dentes cerrados, ela disse, --Eu sou um vampiro vermelho. Meu
sangue  diferente do seu.
         --No, elas tm razo. Seu sangue cheira estranho,-- disse Kramisha, desviando os olhos das feridas de Stevie
Rae e franzindo o nariz.
         Stevie Rae pensou rapidamente e disse: -- porque ele bebeu de mim.
         --Quem? O Corvo Escarnecedor! --Lenobia disse.
         --No!-- Stevie Rae negou, em seguida, apressou-se em explicar. --Como estive tentando dizer a Dallas, o
Corvo Escarnecedor no fez nada para mim. Ele foi uma vtima tambm.
         --Stevie Rae, o que aconteceu com voc?-- Lenobia perguntou.
         Stevie Rae respirou fundo e iniciou a quase verdadeira histria. --Eu fui para o parque, porque eu estava
tentando obter informaes a partir da terra que poderiam ajudar Zoey pois Aphrodite me pediu. --H essas crenas dos
antigos vamps, alguma coisa baseada nos guerreiros que ningum mais acredita, e que ela pensava poder ajudar Stark para que
ele mesmo fosse buscar Zoey no Outromundo.
         --Mas Stark no pode entrar no Outromundo, sem morrer.-- disse Lenobia.
         --Sim, isso  o que todos dizem, mas, recentemente, Aphrodite e eu descobrimos sobre essas coisas antigas
que podem ajud-lo a chegar l vivo. A religio, ou o que voc quiser cham-lo, deveria ser representada por vacas --
eu quero dizer, touros. Um branco e um negro.-- Relembrando, Stevie Rae estremeceu. --Aphrodite, sendo uma total
dor na bunda, no me disse que a droga do touro branco era ruim e a droga do touro preto era o bom, ento eu
chamei o touro mau acidentalmente.
         A face Lenobia tinha ficado to plida que parecia quase transparente. --Oh Deusa! Voc evocou as trevas?
         --Voc sabe sobre essas coisas?-- Stevie Rae perguntou.
         No que pareceu ser um movimento inconsciente, uma das mos de Lenobia levantou para tocar a nuca. --Eu
sei um pouco das Escurido, e como Senhora dos Cavalos, eu sei um pouco mais sobre os animais.
         Sapphire limpou o corte que serpenteava em volta da cintura de Stevie Rae, fazendo-a estremecer. --Ah,
merda, isso di!-- Ela fechou os olhos por um instante, tentando se concentrar em meio  dor. Quando ela os abriu,
viu que Lenobia a estava estudando com uma expresso que ela no sabia ler, mas antes que pudesse formular a
pergunta certa, a Senhora dos Cavalos perguntou uma de suas prprias.
         --O que o Corvo Escarnecedor estava fazendo l? Voc disse que ele no atacou voc, mas ele certamente
no teria nenhum motivo para o ataque da Escurido.
         --Porque eles esto do mesmo lado,-- acrescentou Kramisha, balanando a cabea, pensativa.
         --Eu no sei sobre os lados e tudo mais, mas o touro mal atacou o Corvo Escarnecedor.-- Stevie Rae respirou
fundo e continuou: --Na verdade, o Corvo Escarnecedor ter aparecido foi o que me salvou. Ele justamente meio que
caiu do cu e distraiu o touro tempo suficiente para eu tirar o poder da terra para que eu pudesse chamar o touro
bom.-- Stevie Rae no pde deixar de sorrir enquanto falava sobre esse animal fantstico. --Eu nunca tinha visto nada
parecido antes. Ele era to bonito e gentil e to, to sbio. Ele correu atrs do touro branco, e ambos
desapareceram. Ento Dallas conseguiu entrar no crculo para mim, e o Corvo Escarnecedor voou para longe.
         --Mas o que voc est dizendo  que, antes do Corvo Escarnecedor chegar l, o touro branco bebeu seu
sangue?-- Lenobia disse.
         Stevie Rae teve de reprimir um outro tremor de repulsa quando se lembrou. --Sim. Ele disse que eu lhe devia
o pagamento, porque ele respondeu  minha pergunta. Isso  provavelmente porque o meu sangue cheira de forma
estranha, porque voc ainda pode sentir seu cheiro em mim, e permita-me dizer, ele fedia. E isso  tambm porque eu
preciso fazer esse telefonema. O touro respondeu minha pergunta, e tenho que falar com Aphrodite.
         --Voc poderia muito bem deix-la ligar. Ela no precisa de pontos de qualquer maneira. Seus cortes esto se
fechando j,-- Kramisha disse, apontando para os primeiros cortes que a Escurido fez em torno de seus tornozelos.
         Stevie Rae olhou para baixo, mas ela sabia o que ia ver antes de olhoar. Ela j tinha sentido isso -- o sangue
de Rephaim foi espalhando seu calor e fora em todo seu corpo, fazendo com que sua carne rasgada comeasse a unir
e se reparar.
         --Isso  extremamente incomum. E muito parecido com a rapidez com que voc se curou de sua
queimadura,-- disse Sapphire.
         Stevie Rae fez-se conhecer ao olhar da enfermeira vampira. --Eu sou uma Alta Sacerdotisa vampira
vermelha. Nunca houve ningum como eu antes, ento eu acho que ns podemos dizer que eu estou ajustando a
curva de aprendizado para todos ns. Devemos curar rapidamente.-- Ela virou a ponta do lenol sobre seu corpo e,
em seguida, esticou sua mo para Kramisha. --Eu preciso do seu telefone agora.
         Sem outra palavra, Kramisha caminhou at onde tinha deixado cair sua bolsa, procurou seu celular, e deu a
Stevie Rae. --Aphrodite est listada debaixo do B.
         Stevie Rae digitou o nmero. Aphrodite atendeu no terceiro toque.
         --Sim,  muito cedo para a maldita ligao, e no, eu no me importo sobre o estpido poema que voc
acabou de escrever, Kramisha.
         --Sou eu.
         O tom sarcstico de Aphrodite mudou instantaneamente. --O que aconteceu?
         --Voc sabia que o touro branco  ruim e o touro negro  bom?
         --Sim. Eu no disse essa parte? --Aphrodite disse.
         --No, o que foi realmente horrvel, porque eu chamei o touro branco para o meu crculo.
         --Uh-oh. Isso no  bom. O que aconteceu?
         --No  bom? Tente narrao incompleta da merda da dcada, Aphrodite. Foi ruim. Realmente, muito
ruim.-- Stevie Rae queria dizer para Lenobia e Sapphire e at mesmo para Kramisha irem embora para que ela
pudesse falar com Aphrodite em particular, e talvez ter um colapso realmente bom e gritar com os olhos para fora,
mas ela sabia que elas precisavam ouvir o que ela tinha a dizer. Infelizmente, coisas ruins no vo embora s porque
foram ignoradas. --Aphrodite, aquilo  o mal como nada que eu tenha visto antes. Faz Neferet parecer com uma
criana travessa.-- Ela ignorou bufar indignado de Sapphire e continuou a falar rapidamente. --E  forte alm do
imaginvel. Eu no podia lutar contra isso. Eu no acho que qualquer coisa possa lutar contra isso, exceto o outro
touro.
         --Ento, como voc fugiu dele?-- Aphrodite parou por metade de um batimento cardaco e, em seguida
acrescentou: --Voc est longe dele, no est? Voc no est completamente sob seu feitio de maneira que voc
esteja sendo usada como um fantoche para o mal com um sotaque caipira, n?
         --Isso  precisamente estpido, Aphrodite.
         --Ainda assim, diga alguma coisa para provar que voc  realmente voc.
         --Voc me chamou de retardada da ltima vez que nos falamos. Mais de uma vez. E disse que eu era
bundazeda, que nem sequer  uma palavra. Eu ainda estou te dizendo isso no  bom.
         --timo. Esta  voc. Ento como voc conseguiu escapar do touro?
         --Eu consegui invocar o touro bom, e ele  to realmente, realmente bom como o outro  mau. Ele lutou
contra ele, e ambos desapareceram.
         --Ento voc no descobriu nada?
         --Sim, eu descobri.-- Stevie Rae semicerrou os olhos enquanto se concentrava duramente, querendo ter
certeza de se lembrar palavra por palavra de tudo que o touro branco havia dito. --Eu perguntei como Stark poderia
chegar at Zoey para que ele possa proteg-la enquanto ela consegue se juntar e voltar para c. Isto  o que o touro
disse: --O Guerreiro deve olhar para o seu prprio sangue para descobrir a ponte de entrada para a Ilha das
Mulheres, ento ele precisa vencer a si mesmo para entrar na arena. Somente reconhecendo um antes do outro ele vai
se juntar  sua Sacerdotisa. Depois de encontr-la,  sua escolha e no dele que ela volte.

         --Ele disse Ilha das Mulheres? Tem certeza sobre isso?
         --Sim, eu estou certa. Isso  exatamente o que ele disse.
         --Bom. Ok. Ah, espere, eu estou escrevendo isto tudo para eu no esquecer de nada.
         Stevie Rae pode ouvir Aphrodite rabiscar num pedao de papel. Quando ela terminou, sua voz estava cheia de
emoo. --Isso significa que estamos no caminho certo! Mas como infernos far Stark para encontrar uma ponte,
olhando o sangue? E o que essas coisas sobre ele ter que derrotar a si mesmo quer dizer?
         Stevie Rae suspirou. Uma dor de cabea enorme comeou a palpitar entre suas tmporas.--Eu no tenho a
menor idia, mas obter esta resposta quase me matou, ento isso tem que significar algo importante.
         --Ento  melhor Stark compreend-la.-- Aphrodite hesitou antes de dizer: --Se o touro negro  to super
bom, no basta cham-lo de volta e...
         --No!-- Stevie Rae falou com tanta fora que ela fez com que todos na sala para pulassem. --Nunca mais. E
voc no deve deixar ningum conjurar um desses touros. O preo  demais.
         --O que voc quer dizer com, o preo  demais?-- Aphrodite disse.
         --Quero dizer que eles so muito poderosos. Eles no podem ser controlados, sejam eles bons ou
maus. Aphrodite, h algumas coisas que no foram feitas para serem perturbadas, e os touros so parte dessas
coisas. Alm disso, eu no tenho tanta certeza se um pode ser invocado sem o outro eventualmente aparecer, e
acredite, voc no quer nunca, nunca encontrar esse touro branco.
         --Ok, ok.-- relaxe. Eu captei o que voc est dizendo, e eu posso dizer que tenho um sentimento bastante
assustador apenas de falar sobre os touros. Eu acho que voc est certa. No se estresse. Ningum vai fazer nada alm
de tentar ajudar Stark a encontrar uma ponte de sangue para a Ilha de Skye.
         --Aphrodite, eu no acho que  uma ponte de sangue. Isso no parece soar correto.-- Stevie Rae esfregou o
rosto e se surpreendeu ao ver que sua mo estava tremendo.
         --Basta, por agora,-- Lenobia sussurrou. --Voc  forte, mas voc no  imortal.
         Stevie Rae olhou fixamente para ela, mas ela no viu nada nos olhos cinzentos da Senhora dos Cavalos, exceto
preocupao.
         --Ei, eu tenho que ir agora. Eu no estou me sentindo to bem.
         --Oh, pelo amor do saco plstico! Voc no est quase morrendo mais uma vez, no ?  seriamente
inconveniente quando voc faz isso.
         --No, eu no estou quase morrendo. No mais. E voc no  mesmo quase agradvel. Em tudo. Eu te ligo
mais tarde. Diga a todos que eu disse oi.
         --Sim, eu vou espalhar o amor. Adeus, caipira .
         --Adeus.-- Stevie Rae apertou o boto FINALIZAR CHAMADA, entregou a Kramisha seu telefone, e depois
inclinou-se pesadamente para trs em seu travesseiro. --Uh, vocs no se importariam se eu talvez dormisse um
pouco?
         --Beba mais um desses.-- Sapphire deu a Stevie Rae outra bolsa de sangue. --Ento durma. As duas
precisam sair e deix-la descansar.-- A enfermeira vampira jogou as sangrentas bolas de algodo com lcool em um
saco de lixo, agarrou as luvas de ltex, foi at a porta e esperou, batendo o p e dando a Lenobia e Kramisha um olhar
sujo.
         --Eu voltarei para verificar depois de voc ter descansado.-- disse Lenobia.
         --Parece bom.-- Stevie Rae sorriu para ela.
        Lenobia apertou sua mo antes de sair. Quando Kramisha inclinou-se perto dela, Stevie Rae pensou por um
embaraoso e chocante segundo que a criana estava indo para abra-la --ou pior, talvez at beij-la. Em vez disso,
Kramisha encontrou seus olhos e sussurrou?


        "Veja com a alma e no seus olhos
        porque para danar com animais voc
        precisa penetrar seu disfarce."


        Rae Stevie de repente sentiu um calafrio. --Eu acho que eu devia ter ouvido melhor voc. Talvez eu teria
sabido que eu estava chamando a vaca errada,-- ela sussurrou de volta.
        O olhar de Kramisha era forte e inteligente. --Talvez voc ainda deva. Algo dentro de mim diz que voc no
danando com animais.-- Ento, ela se endireitou, e com uma voz normal, disse: --Durma um pouco. Voc vai
precisar de todo o seu bom senso amanh.
        Quando a porta se fechou, deixando-a sozinha, Stevie Rae deu um esgotado suspiro de
alvio. Metodicamente, ela bebeu a ltima bolsa de sangue e, em seguida, puxou o cobertor do hospital em torno de
seu pescoo e enrolou em seu lado e, suspirando, lentamente enrolou um cacho loiro em torno de um dedo. Ela estava
completamente esgotada. Aparentemente, todo o poder no sangue de Rephaim tinha movido nela o fodido inferno
enquanto a consertava.
        Rephaim...
        Stevie Rae nunca, jamais esqueceria o que ele parecia quando enfrentou a Escurido por ela. Ele tinha sido
to forte e valente e bom. No importava que Dallas e Lenobia e toda a droga do mundo acreditava que ele estava do
lado da Escurido. No importava que seu pai era um Guerreiro cado de Nyx, que tinha feito uma terrvel escolha
sculos atrs. Nada disso importava. Ela tinha visto a verdade. Ele voluntariamente se sacrificou por ela. Ele podia no
ter escolhido Luz, mas ele tinha rejeitado definitivamente a Escurido.
        Ela tinha razo em salv-lo naquele dia fora da abadia, e ela tambm estava certa em invocar o touro branco e
salv-lo hoje, no importava o custo para ela.
        Rephaim era digno de salvao.
        No era?
        Ele tinha que ser. Depois do que aconteceu hoje, ele tinha que ser.
        Seu dedo acalmou, e seus olhos comearam a fechar trmulos, embora ela no queria pensar nada ou sonhar.
-- ela no queria lembrar a terrvel Escurido e da dor que tinham sido inimaginveis.
        Mas seus olhos fecharam e a memria da Escurido e o que ela tinha feito pra ela voltaram. Enquanto ela
lutava contra a fora inabalvel do esgotamento total, do meio deste crculo do terror Stevie Rae ouvi a voz dele
novamente: --Eu estou aqui porque ela est aqui, e ela pertence a mim.-- E esta simples declarao afugentou o
medo longe , permitindo que a memria da Escurido abrisse caminho ao auxlio da Luz.
        Pouco antes de Stevie Rae cair em um sono profundo, sem sonhos, ela pensou no belo touro negro e o
pagamento que ele tinha exigido dela, e, novamente, as palavras de Rephaim foram jogadas atravs de sua mente: --
Estou aqui porque ela est aqui, e ela pertence a mim.
        Em o seu ltimo pensamento ainda acordada, ela se perguntava se Rephaim alguma vez saberia como
ironicamente verdadeiras suas palavras tornam-se subitamente para eles...
                                                 CAPTULO QUINZE

                                                              Stark

           No momento em que Stark acordou, por um instante ele no se lembrava. Tudo o que ele sabia era que Zoey
estava ali, na cama, ao lado dele. Ele sorriu e virou sonolento, alcanando-a com um brao para pux-la para perto
dele.

           O gelado e inanimado toque e a falta de reao dela fizeram-no totalmente desperto, e a realidade caiu e
queimou o ltimo de seus sonhos.

           --Finalmente. Voc sabe, vocs vampiros vermelhos podem ser fortes e tudo  noite, mas durante o dia vocs
dormem assustadoramente como os mortos. Ol, tenho uma palavra para voc: estereotipado .

           Stark sentou-se carrancudo para Aphrodite, que estava sentada em uma das cadeiras de veludo creme, com
suas longas pernas cruzadas elegantemente, e bebendo uma xcara fumegante de ch.

           --Aphrodite, porque voc est aqui?

           Em vez de lhe responder, seu olhar foi para Zoey. --Ela no se moveu nada desde que isso aconteceu, moveu?

           Stark saiu da cama e delicadamente dobrou o cobertor em volta de Zoey. Ele tocou seu rosto com a ponta dos
dedos e beijou a nica marca deixada em seu corpo, a comum tatuagem de lua crescente de calouro no meio da
testa. Tudo bem se voc voltar como um calouro normal. Basta voltar, ele pensou e os seus lbios roaram sua
marca. Ento ele se endireitou e enfrentou Aphrodite. --No. Ela no se moveu. Ela no pode. Ela no est aqui. E ns
temos sete dias para descobrir como recuper-la.

           --Seis,-- Aphrodite corrigiu.

           Stark engoliu em seco. --Sim, voc est certa. So seis agora.

           --Ok, vamos l ento.  evidente que no temos tempo a perder.-- Aphrodite se levantou e comeou a sair
da sala.

           --Onde estamos indo?-- Stark comeou a segui-la, mas continuava olhando para trs por cima do ombro
para Zoey.

           --Ei, voc tem que sair desta situao. Voc mesmo disse: Zoey no est aqui. Ento pare de ficar babando
para ela parecendo um pequeno cachorro perdido.

           --Eu a amo! Voc sabe exatamente que diabos isso significa?

           Aphrodite parou e virou-se para enfrent-lo. --O amor no tem nada a ver com isso. Voc  seu
                                                         17
Guerreiro. Isso significa mais do que Eu corao Zoey ,-- ela disse com sarcasmo, gesticulando as aspas no ar. --Eu
tenho meu prprio Guerreiro, ento eu sei o que isso significa, e aqui est a verdade: se a minha alma fosse quebrada,
                                                                                              18
e eu estivesse presa no Outromundo, no gostaria que Darius ficasse todo boo-hoo                   com isso e ficasse

17
  Referncia  "Eu amo Zoey" como nestas estampas:
    http://traveldreamsandmoonbeams.files.wordpress.com/2009/08/i-love-ny-shirt.jpg
18
  Boo Hoo: a expresso  a imitao do som de algum chorando ou soluando. Muitas vezes  vista por escrito, como
    em bales de fala em desenhos. Menos frequentemente a pessoa pode dizer isso em voz alta de maneira afetada
inconsolvel . Eu queria que ele destrusse o inferno para trabalhar e descobrir como fazer o seu trabalho, que  se
manter vivo e me proteger para que eu possa descobrir uma maneira de chegar em casa! Agora voc vem ou no?--
Ela sacudiu seu cabelo, virou as costas para ele, e comeou a contrair-se no corredor.

        Stark fechou a boca e foi atrs dela. Eles caminharam em silncio por um tempo enquanto Aphrodite levou-o
descendo algumas escadas, em volta de corredores cada vez mais longos, e descendo mais escadas.

        --Onde estamos indo?-- Stark perguntou novamente.
                                                                                         19
        --Bem, parece uma masmorra. Cheira a mofo e uma espcie estranha de O.C. , a decorao institucional 
adequada tanto para uma priso quanto para uma ala psiquitrica do hospital, e isso faz Damien pensar que ele
                                  20
morreu e foi para o cu dos dorks . Ento d um palpite.

        --Estamos indo de volta para a escola humana?

        --Perto,-- disse ela, levantando os lbios em uma dica de um sorriso. --Ns estamos indo para uma
biblioteca realmente velha cheia de nerds estudando juntos freneticamente.

        Stark soltou uma longa respirao em um alto suspiro para segurar-se de rir. s vezes ele quase gostava de
Aphrodite -- que ele nunca tenha que admitir isso.




                                                              Stark

        Aphrodite tinha razo o poro do palcio fazia lembr-lo de uma brega sala de estudos escolar, menos as
janelas desdobrveis e baratas, mini-persianas maltrapilhas, o que era estranho como o inferno, porque o resto da Ilha
de So Clemente era absurdamente rica. No poro, porm, havia apenas um punhado de mesas de madeira
desgastadas, bancos duros, paredes de pedra branca, e toneladas e toneladas de prateleiras cheias com um zilho de
diferentes tamanhos, formas e estilos de livros.

        Os amigos de Zoey foram agrupados em torno de uma mesa grande que estava transbordando de livros, latas
de refrigerante, sacos amarrotados de batatas fritas, e um balde cheio de chicotes gigantescos de alcauz
vermelho. Stark pensou que eles pareciam cansados, mas totalmente ligados com tanto acar e cafena. Enquanto ele
e Aphrodite caminhavam, Jack segurava um livro de couro grande e apontava para uma ilustrao.

        --Veja, esta  uma cpia de uma pintura de uma Alta Sacerdotiza grega chamada Calliope. Ele diz que ela
tambm foi Poeta Laureate aps Sappho. Ela no parece exatamente com a Cher?

        --Uau, isso  insano. Ela parece como uma jovem Cher,-- disse Erin.




    para transmitir tristeza ou decepo. Pode ser usado com sarcasmo.
19
  O.C.: forma abreviada de Odor Corporal. No original est B.O.. (body odour).
20
  Termo usado de forma intercambivel com nerd ou geek. Dorks so tipicamente mais conhecidos por sua
    personalidade peculiar e o comportamento ao invs de seus interesses ou QI, que pode ou no nivelar aos geeks
    tradicionais ou nerds. Tendem a ser mais bem-humorados e extrovertidos e no se importam de rirem de si mesmos
    ou com outros de si mesmos.
         --Sim, antes dela comear a usar as perucas brancas. Que diabos est acontecendo com isso?-- Shaunee
disse.

         Damien deu s Gmeas uma olhada. --No h nada de errado com a Cher. Absolutamente. Nada.

         --Uh-oh,-- Shaunee disse.

         --Pisou em um nervo gay,-- Erin concordou.

         --Eu tive uma boneca Barbie Cher. Eu amava essa boneca,-- disse Jack.

         --Barbies, horda de nerd? Srio? Vocs supostamente deveriam estar salvando Z, lembram?-- Aphrodite
disse, sacudindo a cabea em desgosto e enrolando o lbio no chicote de alcauz.

         --Ns temos tudo em dia. Estamos apenas dando uma pequena pausa. Thanatos e Darius saram para mais
comida,-- disse Damien. --Fizemos alguns progressos, mas vou esperar at que eles voltem para relatar tudo.-- Ele
acenou para Stark e seu --oi-- foi repetido por outras crianas.

         --Sim, no seja to crtica, Aphrodite. Ns estamos trabalhando duro, voc ver.

         --Voc est falando de bonecas,-- Aphrodite disse.

         --Barbies,-- Jack corrigiu. --E s por um segundo. Alm disso, Barbies so legais e uma parte importante da
cultura americana.-- Ele acenou com a cabea com nfase e apertou o retrato de "Cher" em seu peito. --
Especialmente Barbies Celebridade.

         --Barbies Celebridade s seriam importantes se tivessem apetrechos interessantes que voc pudesse
comprar para elas,-- disse Aphrodite.

         --Ape-o-qu?-- Shaunee disse.

         --Voc parece que engoliu um cara francs e est tentando cuspi-lo,-- disse Erin, e as Gmeas deram uma
risadinha.

         --Esquerda e direita do crebro  ouam. Apetrechos-interessantes-igual-coisas-legais, tal como acessrios
incomuns,-- disse Aphrodite, pegando delicadamente uma batata.

         --Certo, se voc no sabe nada sobre Barbies, sua me seriamente te odiava,-- disse Erin.

         --No  que ns no entendemos isso,-- Shaunee acrescentou.

         --Porque todos que tiveram uma Barbie sabem que voc pode comprar coisas para eles,-- Erin finalizou.

         --Sim, coisas legais,-- Jack concordou.

         --No so legais pela minha definio,-- Aphrodite disse com um sorriso superior.

         --O que seria legal pela sua definio?-- Jack perguntou, fazendo Shaunee e Erin gemerem.

         --Bem, j que voc perguntou, eu diria que seria legal se a Barbie produzisse uma boneca Barbra Streisand,
porm voc teria que comprar as unhas e o nariz separadamente. E as unhas postias viriam em lotes de opes de
cores diferentes.

         Houve um silncio chocado, e depois Jack, parecendo impressionado, sussurrou: --Isso seria legal.
            Aphrodite olhou orgulhosa. --E de modo que uma boneca da Britney Spears careca teria adicionais como um
guarda-chuva, um traje obeso, perucas estranhas, e, claro, calcinhas opcionais.

            --Eca,-- disse o Jack, e depois deu uma risadinha. --Sim, e uma boneca Paris Hilton teria um crebro
opcional.

            Aphrodite levantou sua sobrancelha pra ele. --No fique totalmente louco. H algumas coisas que mesmo
Paris Hilton no pode comprar.

            Stark estava ali, aturdido, e quando eles todos estouraram em risos, ele pensou que seu crebro fosse
explodir.

            --Que diabos est errado com vocs?,-- gritou para eles. --Como vocs podem rir e fazer piadas como
esta? Vocs esto se preocupando com brinquedos quando Zoey est a poucos dias de morrer!

            No silncio chocado, a voz de Thanatos soou anormalmente alto. --No Guerreiro. No esto se
concentrando em brinquedos. Eles esto se concentrando na vida e em estarem entre os vivos.-- A vampira saiu da
porta, onde ela e Darius haviam estado observando silenciosamente as crianas. Darius a seguiu, colocando uma
bandeja cheia de sanduches e frutas no meio da mesa. Ele ento se juntou a lado de Aphrodite no banco de
madeira. --E aproveite isso de algum que sabe mais do que um pouco sobre a morte  focalizar a vida  o que voc
deve fazer se quiser manter a respirao neste mundo.

            Damien apurou sua voz, chamando o olhar penetrante de Stark para ele. Imperturbvel, o calouro encontrou
seus olhos e disse: --Sim, isso  apenas uma das coisas que aprendemos com todo este estudo que temos feito.

            --Enquanto voc estava dormindo,-- Shaunee murmurou.

            --E ns no estvamos,-- acrescentou Erin.

            --Ento, o que descobrimos em nossa pesquisa,-- Damien interrompeu antes que Stark pudesse dizer alguma
coisa para as Gmeas, -- que sempre que uma Alta Sacerdotisa sofria um choque to grande que sua alma
despedaava, seu Guerreiro no parecia ser capaz de permanecer vivo.

            Barbies e brigas Gmeas esquecidas, o rosto de Stark era um ponto de interrogao enquanto ele olhava para
Damien e tentava entender o que estava ouvindo. --Voc quer dizer que todos os Guerreiros caram mortos?

            --De certa forma,-- Damien disse.

            --Alguns deles se mataram porque eles sabiam que poderiam seguir suas Altas Sacerdotisas para o
Outromundo e continuar a proteg-las l,-- Thanatos assumiu a explicao.

            --Mas no funcionou porque nenhuma das Altas Sacerdotisas retornou, correto?,-- Disse Stark.

            --Correto. O que ns sabemos de Sacerdotisas que, atravs de sua afinidade espiritual, viajaram para o
Outromundo  que as Altas Sacerdotisas perdidas no podiam suportar a morte de seus Guerreiros. Algumas delas
foram capazes de curar suas almas no Outromundo, mas preferiram permanecer l com seus guerreiros.

            --Algumas delas se curaram,-- disse Stark lentamente. --O que aconteceu com as Altas Sacerdotisas que no
conseguiram?
        Os amigos de Zoey deslocaram-se incmodos, mas a voz de Thanatos permaneceu estvel. --Como voc
aprendeu ontem, se a alma continua despedaada, a pessoa torna-se um Caoinic Shi, um ser que nunca descansa.

        -- como um zumbi, sem a parte de comer pessoas,-- disse Jack suavemente e depois estremeceu.

        --Isso no pode acontecer com Zoey,-- afirmou Stark. Ele jurou proteger Zoey, e se tivesse que fazer, ele
seguiria com o Juramento no Outromundo para se certificar que ela no se tornasse uma espcie horrvel de zumbi.

        --Mas apesar de que o resultado final era o mesmo, nem todos os Guerreiros mataram-se para seguir suas
Altas Sacerdotisas,-- disse Damien.

        --Diga-me sobre os outros,-- disse Stark. Incapaz de sentar, passeou para cima e para baixo em frente 
mesa.

        --Bem, era razoavelmente bvio que nenhum Guerreiro ou Alta Sacerdotisa retornou quando o Guerreiro se
matou, ento ns encontramos registros de Guerreiros que fizeram um monte de coisas diferentes para tentar chegar
ao Outromundo,-- disse Damien.

        --Alguns deles eram loucos  como um que passou fome at que delirou, ento ele meio que deixou o seu
corpo,-- disse Jack.

        --Ele morreu,-- disse Shaunee.

        --Sim, a histria foi brutal. Ele estava gritando muito e estava alucinando e outras coisas mais sobre sua Alta
Sacerdotisa e que ela estava partindo, antes que ele realmente batesse as botas ,-- disse Erin.

        --Vocs. No. Esto. Ajudando,-- Aphrodite disse-lhes.

        --Alguns dos Guerreiros se drogaram para entrarem em um estado de transe, e eles realmente conseguiram
que seus espritos deixassem este mundo,-- continuou Damien, enquanto as Gmeas reviravam os olhos para
Aphrodite. --Mas eles no podiam entrar no Outromundo. Ns sabemos porque eles voltaram ao seu corpo em tempo
suficiente para dizer s testemunhas que tinham falhado.-- Damien parou ali, olhando Thanatos.

        Ela tomou a histria. --Ento os guerreiros morreram. Cada um deles.

        --Falhar em proteger suas Altas Sacerdotisas os matou,-- disse Stark, com sua voz completamente
inexpressiva.

        --No, virar suas costas  vida os matou,-- Darius corrigiu.

        Stark se virou para ele. --Ser? Se Aphrodite morresse porque voc no pde proteg-la, voc no iria
preferir a morte ao invs de viver a vida sem ela?

        Aphrodite no deu a Darius uma chance de responder. --Eu estaria super chateada se ele morresse! Isso  o
que eu estava tentando dizer-lhe l em cima. Voc no pode ficar olhando para trs  no para Zoey, no para o
passado, nem mesmo para voltar ao seu Juramento. Voc tem que seguir em frente e encontrar uma nova maneira de
viver, uma nova forma de proteg-la.

        --Ento, me diga uma coisa, qualquer coisa que voc encontrou em todos esses malditos livros que podem
me ajudar em vez de apenas mostrar-me como outros Guerreiros falharam.
         --Eu vou te dizer uma coisa que eu no li em um livro. Stevie Rae acidentalmente invocou o touro branco na
noite passada.

         --Escurido! Um calouro chamou a Escurido a este mundo?-- Thanatos olhou como se Aphrodite tivesse
acabado de explodir uma bomba no meio da sala.

         --Ela no  uma caloura. Ela  como Stark, um vampiro vermelho, mas sim. Ela o fez. Em Tulsa. E foi um
acidente.-- Ignorando o olhar chocado de Thanatos, Aphrodite puxou um pedao de papel do bolso e leu: --O touro
disse: 'O Guerreiro deve olhar para o seu prprio sangue para descobrir a ponte de entrada para a Ilha das
Mulheres, ento ele precisa vencer a si mesmo para entrar na arena. Somente reconhecendo um antes do outro ele vai
se juntar  sua Sacerdotisa. Depois de encontr-la,  sua escolha e no dele que ela volte'.-- Aphrodite olhou para
cima. --Algum tem idia do que isso pode significar?-- Ela balanou o papel nas mos em crculos, e Damien pegou-
o, j relia-o enquanto Jack espreitava por cima do ombro.

         --Qual o preo que a Escurido cobrou para esse conhecimento?-- Thanatos perguntou. O rosto dela estava
absolutamente branco. --E como ela sobreviver ao pagamento do mesmo sem perder sua mente ou sua alma?

         --Isso  o que eu me perguntava, especialmente depois que Stevie Rae me disse o quo ruim era o touro
branco. Ela disse que no achava que alguma coisa pudesse derrot-lo, exceto o touro negro, que foi como ela
conseguiu fugir dele.

         --Ela invocou o touro negro tambm?-- Thanatos disse. --Isso  quase inacreditvel.

         --Stevie Rae tem algumas loucas habilidades da terra,-- disse Jack.

         --Sim, isto  como ela disse que aconteceu com o touro bom em Tulsa. Ela tirou o poder da terra para cham-
lo,-- disse Aphrodite.

         --E voc confia nesta vampira Stevie Rae?

         Aphrodite hesitou. --Na maioria das vezes.

         Stark esperou pelo menos uma das crianas sobressaltar e corrigir Aphrodite, mas todos eles ficaram em
silncio at Damien dizer: --Por que voc pergunta sobre confiar em Stevie Rae?

         --Por causa das poucas coisas que eu sei sobre as crenas antigas de Luz e Escurido simbolizadas nos touros,
uma delas  que eles sempre cobram um preo para os seus favores. Sempre. Responder a pergunta de Stevie Rae era
um favor da Escurido.

         --Mas ela chamou o touro bom e este chutou bunda do touro ruim. Que livrou Stevie Rae de pagar um preo
para ele,-- disse Jack.

         --Ento ela em seguida deve pagamento ao touro negro,-- disse Thanatos.

         Os olhos de Aphrodite se estreitaram. --Isso  o que ela estava falando, quando ela disse que no iria nunca
invocar um dos touros mais uma vez, porque o preo era muito alto.

         --Eu acho que voc deve observar sua amiga e descobrir que pagamento ela prestou ao touro negro,-- disse
Thanatos.

         --E por que ela no me disse sobre isso,-- adicionou Aphrodite.
          Os olhos de Thanatos pareciam velhos e tristes enquanto ela disse, --Apenas lembre-se que h
consequncias para tudo, seja bom ou ruim.

          --Podemos parar de olhar para trs para o que aconteceu com Stevie Rae?,-- Disse Stark. --Eu preciso seguir
em frente. Para Skye e a ponte de sangue. Ento vamos comear.

          --Ei, garoto,-- Aphrodite disse a ele. --Acalme-se por um segundo. Voc no pode simplesmente aparecer
na Ilha das Mulheres e vagar ao redor procurando uma ponte de sangue. O feitio de proteo de Sgiach vai chutar o
seu traseiro  como em matar voc morto.

          --Eu no acho pretenso de Stark estar  procura de algo literal,-- disse Damien, estudando a nota de
Aphrodite novamente. --Ela diz para olhar para o seu sangue para descobrir a ponte, no olhar para uma ponte de
sangue.

          --Ugh, metfora. Apenas mais um motivo para eu seriamente odiar poesia,-- Aphrodite disse.

          --Eu sou bom em metforas,-- disse Jack. --Deixe-me ver.-- Damien entregou-lhe o papel. Jack mordeu o
lbio enquanto lia a linha novamente. --Hum, se voc tivesse um Imprint com algum, eu diria que isso significava que
deveramos falar com esta pessoa, e talvez ela saberia alguma coisa.

          --Eu no tenho Imprint com ningum,-- disse Stark, comeando a andar novamente.

          --Ento, isso pode significar que  preciso olhar para quem voc   que h algo sobre voc que  uma chave
para a ficar na ilha de Sgiach,-- Damien disse.

          --Eu no sei nada! Esse  o problema!

          --Ok, ok, que tal olharmos para as anotaes que fizemos sobre Sgiach para ver se h algo l que soa como
um sino para voc,-- disse Jack, fazendo gestos de consolo em Stark.

          --Sim, fique frio,-- Shaunee disse.

          --Sente-se e coma um sanduche.-- Erin fez um gesto para o fim da sua bancada com o sanduche que ela
comeou a mastigar.

          --Coma,-- disse Thanatos, levando um sanduche e sentando ao lado de Jack. --Concentre-se na vida.

          Stark reprimiu um grunhido frustrado, pegou um sanduche, e sentou.

          --Oh, puxe esse grfico que fizemos,-- disse Jack, espiando por cima do ombro de Damien enquanto ele
folheava as notas que tinha feito. --Algumas dessas coisas ficam confusas e apoio visual sempre ajuda.

          --Boa ideia  aqui est.-- Damien arrancou um pedao de papel do bloco amarelo que ele tinha quase
preenchido com anotaes. No topo ele tinha elaborado um grande guarda-chuva aberto. De um lado do guarda-
chuva ele tinha escrito LUZ e no lado oposto, ESCURIDO.

          --O guarda-chuva de Luz e Escurido  uma boa imagem,-- disse Thanatos. --Isso mostra que as duas foras
so abrangentes.

          --Essa foi minha ideia,-- disse Jack, enrubescendo um pouco.
         Damien sorriu para ele. --Muito bem, voc.-- Ento ele apontou para a coluna abaixo da Luz. --Ento sob a
fora da luz eu listei: bom, o touro negro, Nyx, Zoey, e ns.-- Fez uma pausa, e todos concordaram. --E na Escurido
eu tenho: mal, o touro branco, Neferet/Tsi Sgili, Kalona, e Corvos Escarnecedores.

         --Eu vejo que voc tem Sgiach colocada no meio,-- disse Thanatos.
                                                                          21
         --Sim, juntamente com rodelas de cebola, Hostess Ding Dongs           e meu nome,-- disse Aphrodite. --O que
diabos isso significa?

         --Bem, eu no acho que ns determinamos se Sgiach  uma fora da Luz ou Escurido,-- disse Damien.

         --Eu adicionei os anis de cebola e Ding Dongs,-- disse Jack. Quando todo mundo s olhava para ele, ele deu
de ombros e explicou, --anis de cebola so fritos e engorda, mas uma cebola  um vegetal. Ento, eles no so bons
para voc? Talvez? E, bem, Ding Dongs so chocolate, mas eles tm creme no meio. No  que os laticnios so
saudveis?

         --Eu acho que voc est com danos cerebrais,-- disse Aphrodite.

         --Ns adicionamos seu nome,-- disse Erin.
                                                                            22
         --Sim, porque ns pensamos que voc  como a Rachel em Glee ,-- Shaunee disse. --Super chata, mas ela
tem que estar no show, porque s vezes ela vem com coisas boas e tipassim salva o dia.

         --Mas acho que ela ainda  uma bruxa do inferno. Assim como voc,-- Erin terminou, dando um sorriso doce
para Aphrodite.

         --Em todo caso,-- Damien rapidamente apagou os anis de cebola, os Ding Dongs e o nome de Aphrodite,
colocou o grfico no meio da mesa, e depois voltou para o bloco amarelo --aqui vai uma informao que ns
encontramos sobre Sgiach,-- Damien disse procurando atravs das notas que ele tinha feito. --Ela  considerada uma
rainha dos Guerreiros. Muitos dos Guerreiros usaram sua ilha para treinar, assim que um bando de Filhos de Erebus
iam e vinham, mas os guerreiros que ficaram com ela, juraram seu servio.

         --Espera, Sgiach teve mais de um Guerreiro Jurado?-- Stark interrompeu.

         Damien assentiu. --Aparentemente ela tinha um cl inteiro deles. S que eles no se chamavam Filhos de
Erebus. Seu ttulo era...-- Damien fez uma pausa, virando as pginas. --Aqui est. Eles eram chamados de Guardies
da Dama.

         --Por que Dama?-- Stark perguntou.

         -- uma metfora,-- Aphrodite disse, revirando os olhos. --Mais uma. Isto  como eles chamavam Sgiach. Ela
simboliza a rainha do seu Cl .

         --Eu acho que este lance de cl Escocs  uma coisa legal,-- disse Jack.

         --Claro que sim,-- disse Aphrodite. --Os caras de saias so seu sonho de consumo.

         --Kilt, no saia,-- disse Stark. --Ou xadrez. E se voc est falando sobre um que  verdadeiramente velho e
grande, voc deve cham-lo de philamore.

21
 Ding Dong: sobremesa de chocolate da marca Hostess. http://www.hostesscakes.com/dingdongs.asp
22
 Glee: srie de televiso de gnero comdia musical, produzida pela FOX.
        Aphrodite levantou uma sobrancelha loira para ele. --E voc sabe disso porque voc gosta de us-los?

        Ele deu de ombros. --Eu no, mas meu av costumava usar.

        --Voc  escocs?-- A voz de Damien estava incrdulo. --E somente agora voc est nos dizendo?

        Stark deu de ombros novamente. --O que minha famlia humana tem a ver com isso? Eu nem sequer falei
com eles em quase quatro anos.

        --No  apenas uma famlia,-- a voz de Damien levantou-se com tanto entusiasmo que ele dobrou
completamente as pginas de suas anotaes novamente.

        --Oh, pelo amor do saco plstico. Sua famlia  o seu sangue, imbecil,-- disse Aphrodite. --Qual era o
sobrenome de seu av?

        Stark franziu a testa para Aphrodite.

        --MacUallis,-- disseram Stark e Damien juntos.

        --Como voc sabia disso?-- Stark perguntou.

        --O Cl MacUallis que eram os Guardies da Dama.-- Damien sorriu vitorioso, segurando a pgina de suas
anotaes que continha as seguintes palavras: CL MACUALLIS = GUARDIES DA DAMA para todo mundo ver.

        --Parece que encontramos a nossa ponte de sangue,-- disse Jack, abraando Damien.
                                            CAPTULO DEZESSEIS

                                                        Zoey
         Heath se mexeu e murmurou. Ele alternava entre sonhar que estava jogando futebol e o sono profundo. Eu
olhei para ele e prendi a respirao enquanto andava em crculo em volta de onde ele dormia.
        Quero dizer, voc o acordaria agora e diria para ele que ele est to morto quanto sujo e que nunca mais
poderia jogar futebol?
        Diabos, no.
       Eu tentei ficar o mais quieta que podia, mas eu no conseguia mais segurar aquilo. Naquele momento eu no
podia mais fingir e mentir, to perto dele. Eu no podia mais ajudar, no podia me parar. Eu tinha que fazer alguma
coisa.
       Ns estvamos no meio daquele mesmo denso bosque que havamos entrado antes. Quando foi o antes? Eu
realmente no conseguia me lembrar, mas as rvores pequenas e cheias de lodo e as pedras velhas eram legais. E os
musgos. Especialmente os musgos. Eles estavam por toda parte. Grosso, suave e confortvel.
       De repente meus ps estavam descobertos. Eu estava distrada deixando-os afundarem nos musgos e
deixando meus dedos brincarem no vivo carpete de grama.
        Vivo?
        Eu suspirei.
        No. Eu suspeitava de que nada ali estava vivo. Mas eu queria continuar me esquecendo disso.
        As rvores fizeram uma cobertura de folhas e ramos, ento o sol s entrava o bastante para estar morno, no
to quente. Mas uma nuvem passando por cima de minha cabea me fez olh-la e tremer.
        Escurido...
        Eu pisquei surpresa, lembrando. Foi por isso que eu e Heath viemos correndo para esse bosque. Aquela coisa
estava atrs de ns, mas no entrou no bosque atrs de ns.
        Eu suspirei novamente.
        Eu no tinha a mnima ideia do que seria aquela coisa. Eu apenas tive um sentimento de completa escurido,
um vago sopro de alguma coisa que esteve morta por um tempo e de asas. Eu e Heath no esperamos para ver mais.
Ns dois ficamos sem respirao de tanto medo e corremos e corremos...Foi por isso que ele tinha cado no sono.
Novamente. Como eu tambm deveria.
        Mas eu no conseguia descansar. Ao invs disso, fui passear.
         Realmente me preocupava que minha memria estivesse perdida. E o pior era que se minha memria
estivesse bagunada, eu nunca saberia, porque, bem, eu no me lembraria  Eu estava errada. Eu sabia que estava
perdendo pedaos de coisas em minha mente  algumas eram coisas novas, como s agora eu ter me lembrado da
coisa assustadora que nos encurralou para dentro do bosque. Mas algumas coisas eram velhas tambm.
        Eu no conseguia me lembrar de como minha me era.
        Eu no conseguia me lembrar da cor dos meus olhos.
        Eu no conseguia me lembrar por que eu no confiava mais em Stevie Rae.
        O que eu conseguia me lembrar era triste e irritante. Eu me lembrava de cada instante da morte de Stevie
Rae, lembrava que meu pai nos deixou quando eu tinha dois anos e basicamente nunca voltou. Eu me lembrava que
eu havia confiado em Kalona e que eu estava muito errada sobre ele.
         Meu estmago doeu, e, como se aquela dor estivesse me guiando, eu continuei andando e andando em
crculos pelo bosque.
        Como eu deixei Kalona me enganar totalmente? Eu fui uma completa idiota.
        E eu causei a morte de Heath.
        Minha mente queria se afastar daquela culpa. Aquele pensamento era to bruto, to horrvel.
         Uma sombra prendeu minha viso. Eu comecei a me virar rapidamente e fiquei frente a frente com ela. Eu j a
tinha visto antes, em meus sonhos.
        --Ol, A-ya.-- Eu disse suavemente.
       --Zoey.-- Ela disse, mexendo sua cabea como um ol. A voz dela soava um pouco como a minha. Exceto por
um pouco de tristeza que coloria tudo que ela falava.
        --Eu confiei em Kalona por sua causa.-- Eu disse a ela.
        --Voc teve compaixo por ele por minha causa.-- Ela corrigiu. --Quando voc me perdeu, voc tambm
perdeu a compaixo.
        --Isso no  verdade.-- Eu disse. --Eu ainda tenho compaixo. Eu me preocupo com Heath.
        --Srio? Ento  por isso que voc est o mantendo aqui em vez de deix-lo ir?"
        --Heath no quer ir,-- eu disparei de volta, e ento fechei minha boca, surpresa com o quanto irritada eu
soei.
       A-ya mexeu sua cabea, fazendo seu longo e negro cabelo agitar-se em volta de sua cintura. --Voc no parou
para pensar no que Heath possivelmente quer. O que algum possivelmente quer antes de voc. E voc no vai,
realmente no vai, antes de me chamar de volta para voc.
        --Eu no quero voc de volta. Foi por sua causa que tudo isso aconteceu.
        --No, Zoey, no foi. Tudo isso aconteceu por causa de uma srie de escolhas que um certo nmero de
pessoas fez. No foi s culpa sua.-- Balanando sua cabaa com infelicidade, A-ya desapareceu.
        --Nossa, que alvio,-- eu murmurei e comecei a andar de novo, ainda mais inquieta do que antes.
        Quando outra sombra prendeu minha viso, eu estava pronta para me virar e dizer a A-ya umas poucas e
boas. Mas ao invs disso, eu fiquei boquiaberta. Eu estava olhando para mim. Na verdade, uma verso de nove anos
minha. Eu tinha visto comigo outras figuras antes delas serem dispersas por seja o que for que estava perseguindo
Heath e eu.
        --Ol.-- Eu disse.
        --Nossos peitos cresceram!-- A criana disse, olhando para os meus seios. --Eu estou realmente feliz por
nossos peitos terem crescido, finalmente!
        --Sim, foi o que eu tambm pensei. Finalmente.
        --Eu meio que pensei que eles fossem maiores.-- A criana me pegou olhando para os meus seios antes de
eu colocar meus braos, cobrindo meu colo, o que era ridculo porque ela era eu  e isso era muito estranho. --Mas,
oh, poderia ser pior, eles poderiam ser como os da Becky Apple. Hehehe!
        A voz dela continha tanta alegria que me fez sorrir em resposta, mas s por um segundo. Era como se fosse
muito difcil para mim, sentir a alegria que nela parecia simplesmente jorrar.
                                                                                                                 23
        --Becky Renne Apple.-- Voc acredita que a me dela deu esse nome pra ela e ainda escreveu "BRA " em
todos os casacos dela?
          --Eu tentei, inutilmente, forar um sorriso. --Sim, aquela pobre garota ficou traumatizada no seu primeiro dia
de frio.-- Eu suspirei e coloquei uma mo em meu rosto tentando entender por que eu me sentia to triste.
        -- porque eu no estou mais com voc.-- A criana disse. --Eu sou sua alegria. Sem mim, voc nunca mais
poder ser feliz de verdade.
        Eu olhei para ela, sabendo que, como A-ya, ela estava me falando a verdade.
        Heath murmurou em seu sonho novamente, levando meus olhos para os dele. Ele parecia to forte, normal e

23
 BRA  So as iniciais de Becky Renne Apple, porm Bra significa "suti" em ingls.
jovem, mas ele nunca mais poderia disputar uma partida de futebol. Ele nunca mais poderia manobrar seu caminho
que nem um caipira. Ele nunca seria um marido. Nunca seria um pai. Eu olhei dele para a garota de nove anos.
           --Eu no acho que desejo ser feliz novamente.
           --Sinto muito por voc, Zoey.-- Ela disse e desapareceu.
           Sentindo-me um pouco tonta e ainda ligada. Eu continuei a andar.
        A viso seguinte de mim mesma no me fez tremer ou fez sombra alguma. Essa verso ficou bem perto de
mim, bloqueando minha passagem, meu andar. Ela no se parecia comigo. Ela era muito alta, seu cabelo era longo,
selvagem e brilhante. Bem ela no era parecida at eu encontrar seus olhos e ver nossa semelhana  ns tnhamos os
mesmos olhos. Ela era outra parte de mim. Eu a conhecia.
           --Ento quem  voc?-- Eu disse com cansao. --E que parte de mim eu vou perder se no te chamar de
volta?
           --Voc pode me chamar de Brighid. Sem mim, voc no ter fora, energia.
           Eu suspirei. --Eu estou muito cansada para ser forte agora. Que tal ns nos falarmos depois que eu tirar um
cochilo?
         --Voc no entendeu, n?-- Brighid balanou sua cabea desdenhando. --Sem ns, voc no tirar um
cochilo  no se sentir melhor  no descansar. Sem ns, voc se sentir mais e mais incompleta e ficar  deriva.
        Eu tentei me focar atravs da dor de cabea que estava destruindo minhas tmporas. --Mas eu estarei 
deriva com Heath.
           --Sim, possivelmente estar.
           --E se voc voltar para mim, eu estarei deixando Heath.
           --Sim, possivelmente.
           --Eu no posso fazer isso. No posso retornar ao mundo sem Heath.
           --Ento voc realmente estar despedaada.-- Sem nenhuma outra palavra, Brighid desapareceu.
        Minhas pernas ficaram bambas e eu sentei com fora no musgo. Eu s percebi que estava chorando quando
minhas lgrimas comearam a fazer marcas molhadas no meu jeans. Eu no sei por quanto tempo fiquei ali. Curvada
pela dor, dvida e cansao. Mas um rudo entrava em minha mente: asas, rudo, batendo contra o vento, voando
lentamente, mergulhando, procurando.
           --Vamos, Zoey, ns precisamos ir mais alm no bosque.
           Eu olhei acima para ver Heath olhando atentamente para mim. --Isso tudo  culpa minha.-- Eu disse.
           --No, no , mas o que importa de quem  a culpa? Isso est feito, beb, e no pode ser desfeito.
           --Eu no posso te deixar, Heath.-- Eu solucei.
         Ele afastou umas mexas de cabelo que estavam em meu rosto e entregou-me um pacote de lenos de papel.
--Eu sei que voc no pode.
           O som de asas enormes ficou mais alto. Trs ramos balanaram em resposta.
        --Zo, vamos falar disso depois, ok? Agora ns precisamos nos mexer novamente.-- Ele me levantou
segurando em um dos meus cotovelos e comeou a me guiar ainda mais dentro do bosque, onde as sombras eram
mais escuras e as rvores pareciam ainda mais antigas.
       Eu o deixei me levantar. Eu me sentia melhor me mexendo. No bem. Eu no me sentia bem. Mas era melhor
quando eu no estava presa.
           -- ele, no ?-- Eu disse.
           --Ele?-- Heath perguntou enquanto me ajudava a passar por uma grande pedra cinza.
           --Kalona.-- A palavra parecia ter mudado o ar entre ns. --Ele veio aqui por mim.
           Heath me deu um olhar afiado e respondeu. --No, eu no vou deixar ele te pegar!
                                                          Stevie Rae
        --No, eu no vou deixar ele te pegar!-- Dragon disse.
        Igualmente cada um na Cmara do Concelho, Stevie Rae ficou parada olhando para o Mestre de Espadas, que
parecia estar prestes a estourar todos os vasos sanguneos.
        --Hum, ele quem, Dragon?-- Stevie Rae disse.
        --Aquele Corvo Escarnecedor que matou minha mulher!  por isso que voc no pode sair sozinha at ns
capturarmos e destruirmos aquela criatura.
         Stevie Rae tentou ignorar aquele sentimento de vazio que as palavras de Dragon a fizeram sentir e tambm a
horrvel culpa que ela presenciava, vendo seu corao partido e sabendo que mesmo que Rephaim tivesse salvado sua
vida duas vezes seria apenas um fato porque ele matara Anastasia Lankford.
       Ele mudou. Ele  diferente agora, ela pensou, desejando que pudesse falar aquilo alto e no deixar todo o
mundo desabar em volta deles.
        Mas ela no podia contar para Dragon sobre Rephaim. Ela no podia contar a ningum sobre o Corvo
Escarnecedor. Ao invs disso, ela comeou, outra vez, a entrelaar a mentira com a verdade, formando uma onda de
subterfgios e enganos.
       --Dragon, eu no sei que corvo era esse que estava no parque. Quer dizer, no foi como se ele estivesse dito o
nome ou alguma coisa assim.
        --Eu acho que ele era o lder, Ref- alguma coisa, Dallas disse, mesmo com Stevie Rae dando a ele um olhar...
        --Rephaim.-- Dragon disse soando como a morte.
      --Sim,  isso.-- Ele era enorme, exatamente como vocs descreveram, e seus olhos eram iguais aos de
humanos. Alm disso, tinha uma coisa sobre ele.  bvio que ele pensou que era besteira.
        Stevie Rae reprimiu o impulso de tapar a boca de Dallas, talvez at o nariz tambm. Sufocando-o suficiente
para que ele parasse de falar.
        --Ah, Dallas, tanto faz. Ns no sabemos quem era aquele corvo. E, Dragon, eu no consigo entender por que
voc est to preocupado, ns estamos apenas falando de eu ir at o convento falar com a vov Redbird sobre Zoey.
Eu no estou indo para um lugar deserto ou coisa assim.
        --Mas Dragon tem um bom argumento.-- Lenobia disse. Erik e a professora Penthasilea assentiram com a
cabea, os desacordos deles sobre Neferet e Kalona temporariamente foram postos de lado. --Esse Corvo apareceu
onde voc estava comunicando-se com a terra.
        -- muito simples dizer que ela apenas estava se comunicando coma terra.
        Dragon disse rapidamente entre a pausa de Lenobia. --Assim como Stevie Rae nos explicou, ela estava falando
com poderes antigos de bem e mal. Aquela criatura aparecer durante a manifestao do mal no pode ser uma
coincidncia.
        --Mas o Corvo no estava me atacando, ele estava...
         Dragon levantou uma mo para silenci-la. --Sem dvida foi atrado pela Escurido. Voc no pode saber com
certeza se a criatura iria ou no te atacar.
        --Ns tambm no temos certeza se s h um Corvo Escarnecedor em Tulsa.-- Lenobia disse.
       O pnico inundou o estmago de Stevie Rae. E se todo mundo ficasse to desesperado com a possibilidade de
haver um monte de corvos em Tulsa que no deixassem mais ela sair e consequentemente ver Rephaim?
         --Eu estou indo para o convento ver a vov Redbird.-- Stevie Rae disse, firme. --E eu no acho que h um
bando desses malditos Corvos por aqui. O que eu realmente acho  que um garoto-pssaro de algum jeito veio parar
aqui, e ele estava no parque porque foi atrado pela Escurido. E eu tenho certeza que no chamarei mais a Escurido
para mim, ento ele no tem nada mais para fazer atrs de mim.
        --No subestime o perigo daquela criatura.-- Dragon disse. Sua voz agora estava triste e sombria.
         --Eu no irei subestimar. Mas isso no me manter trancada no campus. Eu no acho que nenhum de ns
deveria fazer isso.-- Stevie Rae disse rapidamente.
        --Quer dizer, ns devemos ser cuidadosos, mas no podemos deixar o medo do mal governar nossas vidas.
         --Stevie Rae tem um argumento vlido.-- Lenobia disse. --Na verdade, eu acredito que ns devemos colocar
a escola novamente em seus horrios, incluindo os calouros vermelhos nas classes.
        Kramisha, que at ento tinha ficado sentada  esquerda de Stevie Rae bem quieta, suspirou suavemente. Ela
ouviu Dallas, que estava sentado  sua direita, suspirar nervosamente. Ela deu um sorriso e disse, --Essa  realmente
uma boa ideia.
        --Eu no acho que ns deveramos dizer muito sobre o estado de Zoey.-- Erik disse. --Pelo menos no at
que alguma coisa, bem, permanente acontea.
        --Ela no vai morrer.-- Stevie Rae disse.
        --Eu no quero que ela morra!-- Erik disse, parecendo obviamente irritado com o pensamento de Stevie Rae.
--Mas com tudo que aconteceu por aqui ultimamente, incluindo o aparecimento do Corvo, a ltima coisa que ns
precisamos  de fofoca.
        --Eu no acho que ns deveramos nos calar.-- Stevie Rae disse.
          --Que tal fazermos um acordo.-- Lenobia disse. --Respondam perguntas sobre Zoey quando elas forem
feitas, focando na verdade  que todos esto trabalhando para traz-la de volta do Outromundo.
       --E ns devemos dar um aviso a todos os calouros em geral para que se virem ou ouvirem alguma coisa
anormal, nos avisar.-- Dragon completou.
        --Isso soa razovel.-- Penthasilea disse.
        --Tudo bem, isso soa bom para mim tambm.-- Stevie disse. Ento ela pausou para completar --Hum, eu
imagino que possa voltar s classes em que eu parei antes?
        --Sim, eu tambm estava imaginando isso.-- Disse Kramisha.
        --Eu tambm.-- Dallas disse.
         --Os calouros devem comparecer  todas as classes, voltando para onde as deixaram.-- Lenobia disse,
sorrindo para Kramisha e Dallas. Ento ela se virou para Stevie Rae. --Vampiros escolhem os caminhos de suas
carreiras e as reas em que eles desejam se especializar  no aprendendo com outros calouros, mas com professores
que so experts no que fazem. Voc sabe o que quer estudar?
        Mesmo com todos olhando para ela, Stevie Rae no hesitou em responder. --Nyx. Quero estudar para ser
uma Alta Sacerdotisa. Eu quero ser uma porque sempre sonhei com isso, e no porque eu sou a maldita primeira
vampira vermelha conhecida no universo.
       --Mas voc no tem uma Alta Sacerdotisa que te oriente  desde que Neferet se foi.-- Penthasilea disse,
olhando para Lenobia.
        --Ento eu acho que estudarei por conta prpria at nossa Alta Sacerdotisa voltar.
        Ela encontrou os olhos de Penthasilea, e adicionou. --Eu posso te prometer que nossa Alta Sacerdotisa no
ser Neferet.-- Stevie Rae levantou. --Ok, bem, eu vou para o convento, como tinha dito. Quando eu voltar, vou
procurar o resto dos calouros vermelhos e avisar sobre a volta s aulas de amanh.
        Todos comearam a sair da sala quando Dragon a puxou de lado. --Eu quero que voc prometa que ser
cautelosa.-- Ele disse. --Voc tem milagrosos poderes de cura, mas voc no  imortal, Stevie Rae. Voc deve se
lembrar disso.
        --Eu serei cuidadosa, prometo.
        --Eu irei com ela.-- Kramisha disse. --Eu vou manter os olhos no cu para ver antes essa coisa imunda que
chamam de pssaro. Eu gritarei muito. Se um deles resolver aparecer, o mundo todo saber que ele est l.
        Dragon assentiu, mas no parecia convencido, e Stevie Rae ficou aliviada quando Lenobia o puxou e comeou
uma conversa de fazer as aulas de artes marciais dele serem obrigatrias para todos os calouros. Stevie Rae saiu de
fininho da sala, tentando descobrir como ela iria livrar-se de Kramisha, que ultimamente estava muito grudenta,
quando Dallas as parou.
        --Ser que eu posso falar um instante antes de voc ir?
        --Eu estarei no carro de Zoey.-- Kramisha disse. --E no, voc no vai sem me levar.
        Stevie Rae a assistiu marchar para o corredor antes de virar-se relutantemente para Dallas.
        --Ns podemos ir para l?-- Ele disse, apontando para o deserto centro de mdia.
        --Claro, mas eu tenho que ir rpido.
        Sem dizer nada, Dallas abriu a porta para ela e eles entraram na legal e escura sala que cheirava a livros e
limes polidos.
        --Voc e eu. No precisamos mais estar juntos.-- Dallas disse.
        --Ahn? Como no precisamos mais estar juntos? O que voc quer dizer?
         Dallas cruzou os braos sobre o peito e olhou super desconfortvel. --Quero dizer que ns estamos
terminando. Voc  minha namorada. Voc no quer ser mais, e eu entendo, eu no poderia fazer merda nenhuma
para te proteger daquele pssaro. Eu s quero que saiba que no vou me tornar um idiota sobre mim e voc. Eu ainda
estarei l quando voc precisar, porque voc ser sempre minha Alta Sacerdotisa.
        --Eu no quero terminar!-- Ela gritou.
        --No quer?
          --No.-- E ela no queria mesmo. Naquele instante, Dallas era tudo que ela conseguia ver e seu corao e
bondade e Stevie Rae sentiu que se o perdesse, seria como se algum tivesse arrancando seus rgos. --Dallas,
desculpa por tudo que eu disse antes. Eu estava machucada e irritada, eu no percebi. Eu no podia sair daquele
crculo, eu fiz aquilo tudo. No tinha jeito de voc ou qualquer outro, nem mesmo um Guerreiro, entrar ali.
        Os olhos dele encontraram os dela. --Aquele Corvo entrou no crculo.
        --Bem, como voc mesmo disse, ele est do lado da Escurido.-- Ela disse, mesmo sabendo que ouvir Dallas
falando mal de Rephaim era como se estivessem jogando gua fria na cara dela.
        --Tem muita coisa do lado da Escurido aqui.-- Dallas disse. --E muitas delas parecem estar atrs de voc.
Ento tenha cuidado, voc vai ter n, garota?-- Ele chegou mais perto e tirou um fio de cabelo loiro de seu rosto. --Eu
no suportaria se alguma coisa acontecesse com voc.-- Ele deixou sua mo descansar no ombro dela e seu dedo
gentilmente acariciou o pescoo dela.
        --Eu serei cuidadosa.-- Ela disse gentilmente.
        --Voc realmente no quer terminar?
        Ela balanou a cabea para os lados.
        --Eu estou feliz, porque tambm no queria.
        Dallas inclinou-se para puxar Stevie Rae para os seus braos. Os lbios dele encontraram os dela num beijo
hesitante. Ela disse a si mesma para relaxar e derreteu-se em seus braos. Ele beijava bem  sempre beijou. E ela
gostava que ele fosse mais alto que ela, mas no loucamente mais alto. Ele tinha um gosto bom, tambm. Ela sabia
que ela gostava que esfregassem suas costas, ento quando ele colocou seus braos em volta dela foi para baixo de
sua blusa  no tentou passar a mo em seus seios, como a maioria dos garotos faria. Ao invs disso ele comeou a
passar a mo suavemente por toda a parte inferior de suas costas, pressionando-a mais perto dele e intensificando o
beijo.
        Stevie Rae o beijou de volta. Era bom estar com ele...Bloquear tudo...Esquecer-se por um instante de Rephaim
e tudo mais...Especialmente pelo dbito que ela pagou e que a fez...
       Stevie Rae se afastou de Dallas. Os dois estavam um pouco sem ar.
        --Eu, bem, realmente tenho que ir. Lembra?-- Stevie Rae sorriu para ele, tentando no soar to estranha
quanto ela se sentia.
        --Na verdade, eu quase esqueci.-- Dallas disse, sorrindo docemente e tirando mais um vez aquele fio de
cabelo teimoso dos olhos dela. --Mas eu sei que voc tem que ir, vamos eu te acompanho at o carro.

       Sentindo-se um pouco traidora, um pouco mentirosa e um pouco uma prisioneira mentirosa, Stevie Rae
deixou ele lev-la at o carro de Zoey como se eles realmente, verdadeiramente pudessem ser namorados de novo.
                                               CAPTULO DEZESSETE

                                                     Stevie Rae
        --Aquele garoto est cado por voc,-- Kramisha disse, no momento em que Stevie Rae arrancava pra fora do
estacionamento da escola, deixando Dallas pra trs, que estava parecendo mais do que um bocado triste. --Voc sabe
o que vai fazer sobre aquela outra criana?
        Stevie Rae freou o carro no meio do asfalto que levava  rua Utica. --Eu estou muito estressada pra lidar com
coisas de garotos nesse momento. Ento se tudo que voc vai fazer  falar sobre isso, voc pode ficar aqui.--
        --No lidando com coisas de garotos apenas causa mais stress.
        --Tchau, Kramisha.
        --Se voc vai agir toda louca, ento eu no vou dizer nada sobre isso. Agora mesmo. Enfim, eu tenho outras
coisas mais importantes as quais voc precisa lidar.
       Stevie Rae colocou o Bug em marcha e continuou dirigindo para fora do campus, no entanto ela desejava que
Kramisha continuasse a pression-la sobre a coisa de garotos ento ela teria uma desculpa para deix-la para trs,
tambm.
        --Lembra quando voc me disse para pensar bastante sobre meus poemas e assim tentar conseguir alguma
coisa que pudesse ajudar Zoey?
        -- claro que eu lembro.
        --Bem, eu fiz. E eu consegui alguma coisa.
         Ela escavou dentro da sua enorme mochila at que ela tirou um caderno desgastado com pginas de cor
prpura que eram a sua assinatura. --Eu acho que todo mundo incluindo a mim, antes de se focar, est esquecendo
sobre isso.-- Ela abriu o caderno e ondulou uma pgina impressa com sua escrita afobada para Stevie Rae.
        --Kramisha, voc sabe que eu no posso ler enquanto estou dirigindo. Apenas me conte o que voc lembrou.
        --O poema que eu escrevi antes de Zoey e o resto das crianas decolarem para Veneza. H um que soa como
de Kalona para Zoey. Aqui, eu lerei ele para voc:


        A espada de dois gumes
        Um lado destri
        Um lado liberta
                                 24
        Eu sou o teu n Grdio
        Voc ir me libertar ou me destruir?
        Siga a verdade e voc deve:
        Me encontre na gua
        Purifique-me atravs do fogo
        Preso pela terra no mais
        Ar vai sussurrar pra voc
        O que o esprito j sabe


24
 Conta-se que o rei da Frgia (sia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Orculo anunciou
  que o sucessor chegaria  cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um campons, de nome Grdio,
  que foi coroado. Para no esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroa, com a qual ganhou a coroa, no
  templo de Zeus. E a amarrou com um n a uma coluna, n este impossvel de desatar e que por isso ficou famoso.
        Que mesmo despedaado
        Tudo  possivel
        Se voc acreditar
        Ento vamos ambos estar livres


        --Ohminhadeusa! Eu tinha esquecido totalmente sobre isso! Ok, ok, leia isso de novo, somente devagar.--
Stevie Rae ouviu atentamente enquanto Kramisha lia o poema de novo.
        --Isso deve ser de Kalona, no ? Essa parte sobre ser preso pela terra faz definitivamente ser dele.
        --Eu estou praticamente certa que  dele para ela.
         --Deve ser, mesmo assim soa um bocado assustador, com o incio da espada de dois gumes e tudo isso, mas
no final parece uma coisa boa.
        -- isto diz, `ento vamos ambos ser livres,' -- Kramisha citou.
        --Soa pra mim como Z ficar livre do Outromundo.
        --E ento Kalona ir,-- Kramisha adicionou.
       --Ns iremos lidar com isso quando acontecer. Conseguir liberar Z  o que mais importa. Espere a! Eu acho
que um pouco disso pode ser verdade! O que era aquela parte sobre gua?
        --Aqui diz: Me encontre na gua.
        --E ela fez. A Ilha de So Clemente  definitivamente na gua.
        --Isso tambm diz que Zoey tem que `seguir a verdade.' O que voc acha que significa?
         --Eu no estou 100% certa, mas posso ter uma ideia. A ltima vez que eu falei com Z, eu disse a ela para
seguir seu corao, no importando que isso possa ser visto por todos os outros no mundo que ela estava perdendo
sua lealdade, apenas seguir o que tudo dentro dela dizia que era a coisa certa a fazer.-- Stevie Rae pausou, piscando
com fora contra a sbita urgncia de gritar. --E-eu me senti realmente culpada por dizer aquilo, embora, por causa do
que aconteceu com ela logo depois.
       --Mas talvez voc esteja certa. Talvez o que aconteceu com Z era suposto acontecer, por que estou achando
que seguir seu corao e se manter no que voc acredita  certo, mesmo quando todo mundo diz que voc  um
bunda mole errado,  uma forma poderosa de verdade.
        --Eu tambm,-- Stevie Rae disse, sorrindo para Kramisha.
         --Ok, mas Z precisa saber tudo isso. O poema  como um mapa para o final. O primeiro passo, encontrando
ele na gua, j aconteceu. O prximo ela tem que...
        --Purific-lo atravs do fogo,-- Stevie Rae comeou a se lembrar da linha.
        --E depois isso no fala alguma coisa sobre terra e ar?
        --Yeah, e esprito. So todos os cinco elementos.
        --Todas as afinidades de Z, terminando no esprito, que  a afinidade mais poderosa dela.
         --E um dos responsveis pelo reino onde ela est agora mesmo,-- Kramisha disse. --Ok, eu no iria dizer isso
s por que me escrevi um poema p na bunda, ento voc tem que ouvir a srio: Zoey tem que saber essa coisa. Isso
vai fazer a diferena entre ela voltar e ser morta por qualquer coisa que esteja acontecendo por l.
        --Oh, eu acredito em voc.
        --Ento como voc vai fazer isso?
       --Eu? Eu no vou. Eu no posso. Eu estou na terra. De jeito nenhum meu esprito pode decolar e chegar no
Outromundo.-- Stevie Rae estremeceu. S o pensamento lhe dava calafrios. --Mas Stark vai por a bunda dele l. Ele
tem que-- aquela vaca nojenta disse isso.
        --Touro,-- Kramisha disse.
        --Tanto faz.
        --Voc quer que eu telefone para Stark e leia o poema para ele? Voc tem o nmero dele?
        Stevie Rae pensou sobre isso. --No. Afrodite disse que a cabea de Stark est realmente bagunada agora.
Ele pode ignorar seu poema, achando que ele tem outra coisa mais importante para lidar.
        --Bem, ele estaria errado.
       --Yeah, eu concordo. Ento, o que ns precisamos fazer  falar com Afrodite. Ela  odiosa e tudo, mas ela ir
entender quo importante isso .
        --E por ela ser to odiosa, no h jeito de ela deixar Stark ignorar ela ou o poema.
        --Exatamente. Envia um torpedo pra ela agora mesmo e fala pra ela que eu disse pra fazer Stark memoriz-lo
para Zoey. E para lembrar que  uma profecia, no apenas um poema.
        --Voc sabe, eu seriamente questiono a quantidade de bom senso dela porque ela no gosta de poesia.
        --Garota, voc est pregando o evangelho para um maldito coro totalmente evanglico pentecostal-- disse
Stevie Rae.
       --Um-hum,  tudo o que eu tenho a dizer.-- E enquanto Stevie Rae entrava no estacionamento recm-arado
da Abadia Beneditina, Kramisha inclinou a cabea para o telefone dela e ficou ocupada digitando.




                                                           Stevie Rae
        Logo Stevie Rae poderia dizer que a vov Redbird estava ficando melhor. As terrveis contuses em seu rosto
tinham se desvanecido, e em vez de estar na cama, ela estava sentada em uma cadeira de balano perto da lareira no
salo principal da abadia, to concentrada no livro que estava lendo que ela nem sequer percebeu Stevie Rae de
primeira.
                           25
        --Blue-eyed Devil ?-- Mesmo pensando que ela estava ali para contar a av de Z notcias horrveis, Stevie
Rae no pode deixar de sorrir ao ler o ttulo.
        --Vov, isso soa como um livro de romance pra mim.
       A mo da Vov Redbird foi para a garganta. --Stevie Rae! Criana, voc me assustou. E isto  um romance--
um dos excelentes. Hardy Cates  um heri magnfico.
        --Magnfico?
         Vov levantou suas sobrancelhas prateadas para Stevie Rae. --Eu estou velha, criana. No morta. Eu ainda
posso apreciar um homem magnfico.-- Ela apontou para uma das cadeiras de madeira almofadadas no muito
distante. --Puxe-a at aqui, querida, e vamos ter uma conversa. Estou assumindo que voc tenha noticias de Zoey do
caminho de Veneza. Apenas pensar nisso--Veneza, Itlia! Eu iria amar visitar o...-- A voz da velha mulher foi sumindo
enquanto ela olhava Stevie Rae mais atentamente. --Eu sabia disso. Eu sabia que alguma coisa estava errada, mas
minha mente tem estado to confusa desde o acidente.-- Sylvia Redbird ficou muito, muito parada. Ento, numa voz
que era spera com medo, ela disse, --Me conte rpido.
        Com um suspiro triste, Stevie Rae sentou na cadeira que ela havia empurrado para o lado da cadeira de
balano e pegou a mo da Vov --Ela no est morta, mas no  bom.
        --Tudo. Eu quero tudo disto. No pare, e no deixe nada de fora.
         Vov Redbird segurou a mo de Stevie Rae como se isso fosse uma linha de vida enquanto a melhor amiga de
Zoey lhe contava tudo--da morte de Heath para os touros do presente e o poema proftico de Kramisha, deixando de
fora apenas uma coisa: Rephaim. Quando ela havia terminado, o rosto da Vov tinha ficado to plido quanto havia
ficado logo aps o acidente dela, quando ela tinha entrado em coma e perto da morte.

25
 Blue-Eyed Devil  Livro escrito por Lisa Kleypas.
        --Despedaada. A alma de minha neta est despedaada.-- Ela disse vagarosamente, como se as prprias
palavras carregassem suas espessas camadas de dor.
        --Stark vai chegar a ela, Vov.-- Stevie Rae encontrou firmemente o olhar da velha mulher. --E depois ele vai
proteg-la at que ela possa se recompor.
        --Cedro,-- Vov disse, acenando como se ela estivesse apenas respondendo a uma pergunta, e Stevie Rae
devia estar concordando com ela.
        --Cedro?-- Stevie Rae perguntou, esperando que as notcias sobre Zoey no tivessem feito a Vov perder a
cabea. Literalmente.
        --Ramos de cedro. Diga a Stark que faa quem for cuidar de seu corpo enquanto ele estiver em seu estado de
transe queim-los o tempo todo.
        --Voc me perdeu, Vov.
       --Ramos de cedro so encantos poderosos. Eles repelem asgina, que so considerados os espritos mais
malvolos. O Cedro  usado apenas durante momentos de extrema necessidade.
         --Bem, este  realmente de extrema necessidade,-- Stevie Rae disse aliviada que a cor estava comeando a
voltar para as bochechas da Vov.
         --Diga a Stark para respirar a fumaa profundamente, e pensar sobre carregar isso com ele para o
Outromundo--acreditar que ir seguir o esprito dele l. A mente pode ser um poderoso aliado do esprito. Algumas
vezes nossas mentes podem mesmo alterar o prprio tecido de nossas almas. Se Stark acreditar que a fumaa do
cedro pode acompanh-lo, isso ir simplesmente faz-lo e adicionar uma camada extra de proteo para ele em sua
jornada.
        --Eu direi a ele.
       Vov apertou a mo dela ainda mais forte. --Algumas vezes coisas que parecem pequenas ou insignificantes
podem nos ajudar, mesmo em nossa hora mais difcil. No desconsidere nada, e nem deixe Stark, tambm.
        --Eu no irei, Vov. Nenhum de ns ir. Eu ficarei certa disso.
         --Sylvia, eu acabei de falar com Kramisha l fora,-- Irm Maria Angela correu para a sala. Ela parou quando
viu Stevie Rae segurando a mo da velha senhora. --Oh Me Maria! Ento  verdade.-- A freira curvou a cabea,
obviamente lutando contra as lgrimas, mas quando ela ergueu o queixo, seus olhos estavam secos, e sua face
mantinha-se forte, linhas decididas. --Bem, ento ns devemos todos seguir a partir daqui.-- Abruptamente, ela virou
e comeou a deixar a sala.


        --Irm, onde voc est indo?-- Vov Redbird perguntou.
        --Chamar a abadia para a capela. Ns vamos rezar. Ns vamos todos rezar.
        --Para Maria?-- Stevie Rae perguntou, incapaz de manter o ceticismo longe de sua voz.
        A freira assentiu, e em sua firme, sbia voz disse, --Sim, Stevie Rae, para Maria-- Senhora que ns
consideramos ser me em esprito de todos ns. Talvez ela no seja a mesma divindade que sua Nyx, talvez ela seja.
Mas essa questo  realmente importante agora? Diga-me, Alta Sacerdotisa dos Calouros Vermelhos, voc realmente
acredita que pedir por ajuda em nome do amor pode ser um engano, sem importar a face que a ajuda est vestindo?
        Stevie Rae teve um flash do rosto de Rephaim com seus olhos humanos enquanto ele se levantou para
Escurido e assumiu a dvida que ela devia, e sua boca ficou subitamente seca.
       --Eu sinto muito, Irm. Eu estava errada. Pea ajuda para Maria por que algumas vezes o amor vem de lugares
que no esperamos.
         Irm Maria Angela olhou nos olhos de Stevie Rae no que pareceu um longo tempo antes de dizer, --voc pode
se juntar a ns em orao, criana.
        Stevie Rae sorriu para ela. --Obrigada, mas eu tenho meu prprio jeito de orao para fazer.
                                                          Stevie Rae
         --Inferno no, eu no vou mentir por voc!-- Kramisha disse.
         -- Eu no estou pedindo a voc que minta,-- Stevie Rae disse.
       --Sim, voc est. Voc quer que eu diga que voc est envolvida na checagem do tnel com Irm Angela. Todo
mundo j sabe que voc selou totalmente da ltima vez que voc esteve aqui.
         --Nem todo mundo sabe disso,-- Stevie Rae disse.
       --Yeah, eles sabem. Alm do mais, as freiras esto rezando por Zoey, e no parece certo de qualquer forma
usar uma orao de freiras na sua mentira.
         --timo. Eu irei l em baixo no tnel e checar se isso faz voc se sentir melhor.-- Stevie Rae no podia
acreditar que Kramisha estava fazendo tanto dessa questo de contar uma mentirinha por ela e que estava custando o
seu tempo--tempo longe de Rephaim quando s a Deusa sabia que ele estava ferido daquela nojenta vaca branca. Ela
lembrou da agonia que tinha sentido quando Escurido tinha se alimentado dela e sabia que isso tinha sido
duplamente pior para Rephaim. Desta vez, ela ia ter que descobrir mais para fazer do que s curativos nele e aliment-
lo para faz-lo melhorar. O quo ruim ele estava machucado? No olhar de sua mente, ela ainda conseguia ver aquela
criatura pairava sobre ele, lngua vermelha com seu sangue, enquanto--Com uma sacudida, Stevie Rae percebeu que
Kramisha ainda estava bem ali, encarando-a sem dizer nada.
        Stevie Rae mentalmente se sacudiu e disse a primeira desculpa que lhe veio  mente, --Veja, eu no quero
lidar com a tempestade de merda que vai ser se todo mundo da House of Night souber que eu gastei um segundo e
meio sozinha. Isso  tudo.
         --Voc  uma mentira.
         --Eu sou sua Alta Sacerdotisa!
         --Ento voc devia agir como uma,-- Kramisha disse a ela. --Diga-me a verdade sobre o que voc vai fazer.
         --Eu estou indo ver um cara, e eu no quero que ningum saiba sobre isso!-- Stevie Rae estourou de uma
vez.
         Kramisha inclinou a cabea dela para o lado. --H mais do que isso. Ele no  um calouro ou um vampiro, ?
         --No,-- Stevie Rae disse com absoluta sinceridade. --Ele  algum que ningum iria gostar.
        --Ele no est abusando de voc, est? Porque isso  alguma merda errada, e eu conheo algumas fmeas
que se envolveram nisso e no conseguiram pegar o caminho de volta.
         --Kramisha, eu posso fazer a terra se levantar e chutar o traseiro de algum. Nenhum cara ir nunca me bater.
Nunca.
         --Ento isso significa que ele  humano e  casado.
         --Eu prometo que ele no  casado,-- Stevie Rae contornou.
         --Huh,-- Kramisha bufou pelo seu nariz. --Ele  um idiota?
         --Eu no acho que ele seja.
         --Amor  uma droga.
        --Sim,-- Stevie Rae disse. --Mas eu no estou dizendo que eu estou apaixonada por ele,-- ela adicionou
apressadamente. --Tudo o que estou dizendo  que...
        --Ele est bagunando com a sua cabea, e voc no precisa disto agora.-- Kramisha apertou os lbios pra
cima, pensando. --Ok, que tal isto: eu pego uma das freiras para me levar de volta para a House of Night, e quando
todo mundo se estressar sobre onde voc est, fora de l sozinha, eu apenas digo que voc precisava visitar um
humano, ento voc no est tecnicamente sozinha--e eu no estarei mentindo, tambm.
        Stevie Rae pensou sobre isso. --Voc precisa contar a eles que  um cara humano?
       --Eu apenas direi humano e que eles precisam pensar em seus prprios assuntos. Eu irei dizer cara apenas se
algum me perguntar especificamente.
        --Combinado,-- Stevie Rae disse.
        --Voc sabe que vai ter que ser clara sobre ele mais cedo ou mais tarde. E se ele no for casado, no h
realmente nenhum problema. Voc  a Alta Sacerdotisa. Voc pode ter um companheiro humano e um vampiro
consorte ao mesmo tempo.
        Era a vez de Stevie Rae bufar. --E voc acha que Dallas ia ficar ok com isso?
        --Ele teria que ficar se ele quiser estar com uma Alta Sacerdotisa. Todos os vampiros sabem disso.
       --Bem, Dallas no  um vampiro ainda, ento isso pode ser um pouco demais pra pedir dele. E aqui est a
verdade--eu sei que isso ir machucar seus sentimentos, e eu no quero fazer isso.
         Kramisha assentiu. --Eu posso dizer que voc no quer, mas eu acho que voc est fazendo muito caso disto.
Dallas ter que aprender a lidar. O que voc precisa  descobrir se esse cara humano vale a pena.
        --Eu sei disso, Kramisha. Isso  o que eu estou tentando fazer. Ento, tchau. Eu vejo voc na House of Night
daqui a pouco.-- Stevie Rae comeou a andar rapidinho para o bug.
        --Hey!-- Kramisha chamou atrs dela. --Ele no  negro, ele ?
        Pensando nas asas cor de noite de Rephaim, Stevie Rae pausou e olhou por cima do ombro para Kramisha. --
Que diferena faz a cor que dele?
        --Isso faz muita diferena se voc est envergonhada dele,-- Kramisha atirou de volta.
         --Kramisha, isso  bobagem. No. Ele no  negro. E no, eu no estaria envergonhada dele se ele fosse.
Jeeze. Tchau. De novo.
        --Apenas checando.
        --Apenas sendo louca,-- Stevie Rae murmurou enquanto ela virava de volta para o estacionamento.
        --Eu ouvi isso,-- Kramisha disse.
        --Que bom!-- Stevie Rae gritou. Ela entrou no bug de Zoey e foi em direo ao Museu Gilcrease, falando
consigo mesma em voz alta. --No, Kramisha, ele no  negro. Ele  um pssaro assassino com o mal de seu pai, no
seriam apenas pessoas brancas ou pessoas negras que ficariam putas comigo por estar com ele--seriam todas as
pessoas!-- e depois,surpreendendo-a completamente, Stevie Rae comeou a rir.
                                             CAPTULO DEZOITO

                                                      Rephaim
        Quando Rephaim abriu seus olhos, ele viu Stevie Rae agachada em frente a sua cama privada, observado-o
to intensamente que havia uma ruga profunda em sua testa, entre os seus olhos, fazendo a sua tatuagem vermelha
crescente parecer curiosamente ondulada. Seus cachos loiros estavam espalhados ao redor de seu rosto, ela estava
to parecida com uma garota que ele foi repentinamente pego de surpresa por lembrar como ela era realmente
jovem. E, sem importar a vastido de seus poderes elementares, como a sua juventude tornava-a vulnervel. O
pensamento de sua vulnerabilidade tinha o medo esfaqueando seu estmago.
        --Ei. Voc est acordado?-- Ela disse.
        --Por que voc est olhando para mim desse jeito?-- Ele perguntou em uma voz grosseira proposital,
aborrecido que somente sua viso dela poderia faz-lo se preocupar com sua segurana.
        --Bem, eu estou tentando descobrir o quo perto voc chegou de morrer desta vez.
        --Meu pai  um imortal. Eu sou difcil de matar.-- Ele forou a si mesmo a sentar sem fazer uma careta.
       --, eu sei sobre o seu papai e o seu sangue imortal e tal, mas a Escurido se alimentou de voc. Muito. Isso
no pode ser bom. Alm do mais, para ser honesta, voc parece muito mal...
        --Voc no-- Ele disse. --E a Escurido se alimentou de voc tambm.
        --Eu no estou machucada como voc porque voc caiu l como o Batman e salvou o dia antes que aquela
droga de touro ruim pudesse mexer muito comigo. ento eu levei um tiro no brao da Luz, que foi totalmente legal, a
                                                       26
propsito. E aquele seu sangue  como o Energizer Bunny dentro de mim.
        --Eu no sou um morcego-- Foi tudo que ele conseguiu pensar em dizer, assim como foi a nica coisa que ela
disse que ele vagamente entendeu.
        --Eu no te comparei com um morcego, eu disse que voc foi como o Batman. Ele  um super heri.
        --Eu tambm no sou um heri.
        --Bem, voc foi meu heri. Duas vezes.
         Rephaim no sabia o que dizer para aquilo. Tudo o que ele sabia era que Stevie Rae chamando-o de seu heri
fez algo se torcer intensamente dentro dele, e aquele algo repentinamente fez a dor em seu corpo e sua preocupao
por ela mais fcil de suportar.
        --Ento, vamos. Vejamos se eu posso retornar o favor. De novo.-- Ela se levantou e ofereceu sua mo a ele.
        --Eu no acho que posso comer agora. Alguma gua seria bom, entretanto. Eu bebi tudo que ns trouxemos
aqui em cima antes.
        --Eu no estou te levando para a cozinha. Pelo menos no nesse segundo. Eu estou te levando para fora. Para
                                                                          27
as rvores. Bem, ok, para aquela rvore muito grande perto do velho gazebo no jardim da frente, para ser especfica.
        --Por qu?
         --Eu j te disse. Voc me ajudou. Eu acho que posso te ajudar, mas eu tenho que estar mais perto da terra do
que ns estamos aqui em cima, e eu estive pensando sobre isso, e eu sei que as rvores tm um poder maior nelas. Eu
meio que usei isso antes. Na verdade, isso pode ter sido parte da razo de que eu fui capaz de chamar aquela coisa.--
Ela estremeceu, lembrando claramente da sua invocao da Escurido, que Rephaim entendeu completamente. Se seu
corpo no estivesse to machucado, ele teria estremecido, tambm.


26
  Energizer Bunny  coelho que representa as pilhas Duracell. http://s3.amazonaws.com/bzzagent-bzzscapes-
    prod/energizer-bunny-lrg.png
27
  Gazebo: http://www.google.com.br/images?q=gazebo&hl=pt-BR&prmd=ivs&source=lnms&tbs=isch:1&ei=h4r8S-
    KzCY6auAfYuZGBBg&sa=X&oi=mode_link&ct=mode&ved=0CBsQ_AU
        Mas seu corpo doeu. Mais do que isso. Seu sangue se sentia muito quente. Com cada batida do seu corao,
uma dor queimante bombeava atravs dele, e no ponto onde suas asas se encontravam com sua espinha, onde o
touro da Escurido se alimentou dele, violou-o, suas costas estavam queimando em agonia. E ela pensou que uma
rvore podia concertar o que Escurido tinha feito?
       --Eu acho que vou ficar aqui. Descanso vai ajudar. Assim como gua. Se voc quer fazer alguma coisa por
mim, pegue a gua que pedi.
       --No.-- Stevie Rae estendeu a mo e, com aquela fora que sempre o surpreendeu, agarrou ambas das suas
mos e o colocou de p. Ela manteve seu apoio nele enquanto o quarto se lanava e virava ao seu redor, e ele pensou,
por um momento terrvel, que ele ia desmaiar como uma garota fraca.
        Felizmente, o momento passou, e ele foi capaz de abrir seus olhos sem medo ou sem parecer um bobo mor.
Ele olhou para Steve Rae. Ela ainda estava segurando suas mos. Ela no se encolheu de mim em nojo. Ela nem fez isso
desde o primeiro dia.
        --Por que voc me toca sem medo?-- Ele ouviu ele mesmo perguntar antes que pudesse impedir as palavras.
        Ela riu um pouco. --Rephaim, eu no acho que voc pode esmagar uma mosca agora. Alm disso - voc
salvou minha vida duas vezes, e ns temos um Imprint. Eu definitivamente no tenho medo de voc.
        --Talvez a questo deveria ter sido "Por que voc me toca sem repulsa?"-- De novo, as palavras vieram quase
sem a sua permisso. Quase.
        A testa dela se enrugou como antes, e ele decidiu que gostava de v-la pensar.
        Finalmente, ela encolheu os ombros, e disse, --Eu no imagino que  possvel um vampiro ser repulsivo com
algum que ele tem um Imprint. Quero dizer, Eu tinha um Imprint com Aphrodite antes de eu beber o seu sangue, e
teve um momento que ela realmente me rejeitou  Ela simplesmente no foi muito legal. De verdade. Na verdade, ela
ainda no  muito legal. Mas ela meio que cresceu depois que ns tivemos um Imprint. No em um jeito sexual, mas
eu no fui rejeitada mais por ela.
         Ento os olhos de Stevie Rae se arregalaram como se ela tivesse percebido tudo o que tinha dito, e a palavra
`sexual' pareceu ser uma presena tangvel no quarto.
        Ela soltou suas mos como se elas tivessem queimado ela.
        --Voc pode descer as escadas sozinho?-- Sua voz soou estranha e brusca.
        --Sim. Eu vou te seguir. Se voc realmente acha que uma rvore pode ajudar.
        --Bem, no vai demorar muito antes de ns descobrirmos se o que eu acho significa tudo.-- Stevie Rae virou
as costas para ele e foi em frente para as escadas. --Oh,-- Ela disse, sem olhar para ele. --Obrigado por me salvar. De
novo. Voc  Voc no tinha que fazer isso dessa vez. -- Suas palavras eram hesitantes, como se ela estivesse tendo
problemas em escolher exatamente o que ela queria dizer a ele. --Ele disse que no iria me matar.
        --Existem coisas piores que a morte.-- Rephaim disse. --O que a Escurido pode pegar de algum que anda
com a Luz pode mudar sua alma.
        --E voc? O que a Escurido pegou de voc?-- Ela perguntou, ainda no olhando para ele, enquanto eles
alcanavam o piso de trs da velha manso, mas ela diminuiu a velocidade para que ele pudesse acompanh-la mais
facilmente.
        --Ele no pegou nada de mim. Ele simplesmente me encheu de dor e ento se alimentou daquela dor
misturada com meu sangue.
         Eles chegaram na porta da frente, e Stevie Rae pausou, olhando para ele. --Porque a Escurido se alimenta de
dor e a Luz se alimenta de amor.
       As palavras dela formaram uma mudana dentro dele, e ele estudou-a mais de perto. Sim, ele decidiu, ela est
escondendo alguma coisa de mim. --Que preo a Luz exigiu de voc para me salvar?
        Stevie Rae era incapaz de encontrar seus olhos novamente, o que deu a ele um sentimento curioso e
apavorado. Ele pensou que ela no ia respond-lo de maneira nenhuma, mas finalmente, em uma voz que soava
quase com raiva, --Voc quer me contar tudo o que aquele touro exigiu de voc quando ele estava se alimentando de
voc, e quando estava em cima de voc, e basicamente molestando voc?
        --No-- Rephaim respondeu seu hesitar. --Mas o outro touro...
         --No-- Stevie Rae ecoou-o. --Eu no quero falar sobre isso, tambm. Ento vamos apenas esquecer e ir em
frente. Bem, e vamos esperar que eu possa concertar um pouco dessa dor que a Escurido deixou dentro de voc.
        Rephaim andou com ela para fora, no gramado congelado da frente, que era pattico na sua arruinao e uma
reflexo triste e quebrada do seu passado opulento. Enquanto Rephaim a seguia, se movendo devagar, tentando
compensar para a dor terrvel que estava tornando-o to fraco, ele se perguntou sobre o pagamento que a Luz
poderia ter exigido de Stevie Rae.
        Claramente, era algo inquietante  algo que deixou Stevie Rae relutante para falar disso.
        Ele continuou lanando olhares para ela quando ele achou que ela no notaria. Ela parecia saudvel e
totalmente recuperada do seu encontro com a Escurido. Na verdade, ela parecia forte e inteira e completamente
normal.
        Mas, como ele estava muito consciente, aparncias poderiam facilmente enganar.
       Alguma coisa estava errada  ou pelo menos, algo sobre o dbito que ela tinha pago  Luz a deixava
desconfortvel.
        Rephaim estava to ocupado tentando ser furtivo sobre observ-la que ele quase trombou com a rvore que
ela parou ao lado.
         Ela olhou para ele e balanou a cabea. --Voc no est me enganando. Voc se sente muito mal para ser
furtivo, ento pare de ficar me olhando. Eu estou bem. Jeeze, voc  pior que a minha me.
        --Voc falou com ela?
        A testa de Stevie Rae se aprofundou. --Eu no tive exatamente um monte de tempo livre nos ltimos dias.
Ento, no, eu no falei com a minha me.
        --Voc deveria.
        --Eu no vou falar sobre a minha me agora.
        --Como voc desejar.
        -- E voc no precisa usar esse tom comigo.
        --Que tom?
        --Em vez de respond-lo, ela disse. --Apenas sente e fique quieto para uma mudana e deixe-me pensar
sobre como eu deveria ajud-lo.-- Como ela estava demonstrando, Stevie Rae se sentou de pernas cruzadas, com as
suas costas contra a rvore de cedro velho, que gotejava gelo e agulhas perfumadas ao redor deles. Quando ele ainda
no se moveu, ela fez um barulho impaciente e sinalizou para o espao na frente dela. --Sente.-- Ela ordenou.
        Ele sentou.
        --E agora?-- ele perguntou.
        --Bem, me d um minuto. Eu no tenho certeza absoluta de como fazer isso.
       Ele a observou enrolando um dos seus macios cachos louros em volta do seu dedo e torcendo em sua testa
por um tempo, e ento ele ofereceu, --Ajudaria pensar sobre o que voc fez quando desarmou aquele calouro chato
que pensou que podia me desafiar?
        --Dallas no  chato, e ele pensou que voc estava me atacando.
        --Ainda bem que eu no estava.
        --E por que isso?
        Mesmo atravs da dor no corpo dele, o tom dela o divertiu. Ela sabia muito bem que aquele calouro franzino
no seria uma ameaa para ele, mesmo em seu estado debilitado. Se Rephaim tivesse atacado-a, ou qualquer um, o
jovem impotente no o teria parado. Ainda assim, o garoto era marcado por uma lua crescente vermelha, que
significava que ele era um dos seus assuntos, e sua Stevie Rae no era nada se no ferozmente leal. Ento Rephaim
inclinou sua cabea em aquiescncia, e disse somente, --Porque teria sido inconveniente se eu tivesse que me
defender.
       Os lbios de Stevie Rae se curvaram em uma dica de sorriso. --Dallas realmente pensou que estava me
protegendo de voc.
          --Voc no precisa dele.-- Rephaim disse as palavras sem pensar. O olhar fixo de Stevie Rae encontrou o dele
e sustentou-o. Ele desejou que pudesse ler as expresses dela mais facilmente. Ele pensou que viu surpresa em seus
olhos, e talvez um brilho tnue de esperana, mas ele tambm viu medo  ele tinha certeza disso. Medo dele? No,
ela j tinha provado que no tinha medo dele. Ento o medo era interior, de algo que no era ele, mas que ele havia
disparado. Sem saber o que mais dizer, ele adicionou, --Como voc disse antes, eu no posso esmagar uma mosca. Eu
certamente no era uma ameaa para voc.
         Stevie Rae piscou algumas vezes, como se limpasse muitos pensamentos, e ento ela encolheu os ombros, e
disse, --, bem, eu tomei muito tempo convencendo todo mundo na House of Night que era somente uma estranha
coincidncia que voc caiu do cu na mesma hora que a Escurido se manifestou, e que voc no estava me atacando.
Ele sabendo que ainda tem um Corvo Escarnecedor em Tulsa fez ficar super difcil pra eu sair da escola sozinha.
         --Eu devo partir.-- As palavras o fizeram se sentir estranhamente vazio por dentro.
        --Para onde voc iria?
        --Oeste-- Ele disse sem hesitao.
         --Oeste? Voc quer dizer todo o caminho a oeste para Veneza? Rephaim, o seu papai no est em seu corpo.
Voc no pode ajud-lo se for l agora. Eu acho que voc pode ajud-lo mais ficando aqui e trabalhando comigo para
trazer Zoey e ele de volta.
        --Voc no quer que eu parta?
        Stevie Rae olhou para baixo como se tivesse estudando a terra que eles estavam sentados. -- difcil para uma
vampira ter a pessoa que ela tem um Imprint muito longe.
        --Eu no sou uma pessoa.
        --, mas isso no nos impede de ter um Imprint, ento eu estou achando que as regras ainda no se aplicam a
voc e eu.
        --Ento eu vou ficar at voc me dizer para ir.
        Ela fechou seus olhos como se as palavras tivessem machucado-a, e ele teve que se forar a continuar parado
e no estender a mo para confort-la, para toc-la.
        Toc-la? Eu quero toc-la?
        Ele cruzou os braos sobre seu peito em uma negao fsica do pensamento chocante.
         --Terra.-- Ele disse, sua voz soando muito alta no silncio que tinha cado entre ele. Ela olhou para ele ento
com uma questo nos seus olhos. --Voc chamou-a antes, quando voc desarmou o calouro vermelho. Voc chamou-
a para fechar o tnel atrs de mim na abadia. Voc no pode simplesmente cham-la agora e fazer seu pedido dele?
        Os olhos azuis gentis dela se arregalaram. --Voc est certo! Por que eu estou tornando isso to difcil? Eu fiz
isso um zilho de vezes para outras coisas. No tem nenhuma razo para que no possa faz-lo para isso.-- Ela
segurou as mos para fora, palmas para cima. --Aqui, segure firme.
        Era muito fcil para ele desenvolver seus braos e pressionar suas palmas nas dela. Ele olhou para suas mos
unidas, e de repente ele percebeu que, com exceo de Stevie Rae, ele nunca havia tocado um ser humano, por
qualquer razo, exceto violncia. No entanto, l estava ele, tocando-a novamente  gentilmente  calmamente.
        Sua pele era boa contra a dele. Ela era quente. E macia. As palavras dela vieram para ele ento, e o que ela
estava dizendo se moveu para dentro dele, aninhando-se em um lugar distante que nunca tinha sido tocado antes.
         --Terra, eu tenho um grande favor para pedir a voc. Rephaim aqui  especial para mim. Ele est com dor, e
ele est tendo problemas para se curar. Terra, eu pedi emprestada a sua fora antes  para me salvar  para salvar
aqueles que eu me importo. Dessa vez eu estou pedindo emprestada a sua fora para ajudar Rephaim.  s direito. --
Ela pausou e olhou para ele. Seus olhos se encontraram enquanto ela repetia as palavras que ele tinha dito a Escurido
quando ele pensou que ela estava incapaz de ouvi-lo. --Voc v, ele est ferido por minha causa. Cure-o. Por favor.
        O cho tremeu debaixo deles. Rephaim estava pensando que era estranho como a pele de um animal
contrado quando Stevie Rae arfou, e seu corpo estremeceu. Rephaim comeou a se afastar, querendo parar o que
quer que estivesse acontecendo com ela, mas ela se segurou fortemente a suas mos, dizendo --No! No solte! Est
tudo bem.
        Ento calor irradiou das palmas dela para as dele. Por um instante ele lembrou da ltima vez que chamou o
que ele acreditava que fosse o poder imortal do sangue de seu pai, e ao invs disso a Escurido tinha respondido 
pulsando atravs do seu corpo e curando seu brao e asa quebrada. Mas rapidamente Rephaim entendeu que tinha
uma diferena essencial entre ser tocado pela Escurido e ser tocado pela terra. Onde antes o poder tinha sido cru e
consumidor, inchando-o com energia e disparando atravs do seu corpo, agora o que estava preenchendo-o era como
um vento de vero sob suas asas. A presena em seu corpo no era mais controlada pela Escurido, mas foi temperada
com o poder da compaixo - a sua plenitude de vida estava saudvel e em crescimento, em vez de fria e violenta e
consumidora. Foi um blsamo para o seu sangue superaquecido, acalmando a dor que pulsava atravs de seu
corpo. Quando o calor da terra atingiu suas costas  aquele lugar em carne viva, no curado, onde suas asas legais
cresciam  o alivio foi to instantneo que Rephaim fechou seus olhos, tomando um grande suspiro enquanto a agonia
evaporava.
        E, por toda a cura, o ar ao redor de Rephaim estava cheio com o aroma confortvel e precipitado das agulhas
de cedro e a doura da grama de vero.
         --Pense sobre mandar a energia de volta para a terra.-- A voz de Stevie Rae era gentil, mas insistente. Ele
comeou a abrir seus olhos e soltar as mos dela, mas de novo ela segurou-o fortemente, dizendo, --No, continue
com os seus olhos fechados. Apenas fique como est, mas imagine o poder da terra como uma luz verde
incandescente, que est vindo do cho debaixo de mim, indo atravs do meu corpo e mos, para voc. Quando voc
sentir como se o trabalho estivesse feito, imagine-a se despejando do seu corpo de volta para a terra.
        Rephaim manteve seus olhos fechados, mas perguntou, --Por que? Por que deix-lo partir de mim?
         Ele podia ouvir o sorriso na voz dela. --Porque no  seu, bobo. Voc no pode ter esse poder. Pertence 
terra. Voc pode somente pegar emprestado, e ento mandar de volta com um --Muito obrigado.
        Rephaim quase disse a ela que aquilo era ridculo  que quando  dado poder a voc, voc no o libera. Voc
o mantm e o usa e o possui. Ele quase disse isso, mas ele no pde. Aquelas palavras pareciam erradas enquanto ele
estava se enchendo com a energia da terra.
         Ento em vez disso, ele fez o que parecia certo. Rephaim imaginou a energia que tinha preenchido-o como
uma flecha verde incandescente de luz, e pensou nela se entornando pela sua espinha e de volta para terra que tinha
vindo. E enquanto o rico calor da terra era drenado dele, ele falou duas palavras bem suavemente, --Muito obrigado.
       Ento ele era si mesmo de novo. Sentado sobre uma grande rvore de cedro em um cho frio, desanimado,
segurando as mos de Stevie Rae.
        Rephaim abriu seus olhos.
        --Melhor agora?-- Ela perguntou.
        --Sim. Muito melhor.-- Rephaim abriu suas mos, e dessa vez, ela tambm se afastou.
        --De verdade? Quero dizer, eu senti a terra e pensei que estava canalizando-a atravs de mim para voc, e
voc pareceu estar sentindo.-- Ela levantou sua cabea, estudando-o. --Voc aparenta estar melhor. No tem mais
nenhuma dor em seus olhos.
         Ele se levantou ansioso para mostrar para ela, e abriu seus braos, desenrolando as suas asas compactas como
se ele estivesse flexionando um msculo. --Viu! Eu posso fazer isso sem dor.
        Ela estava sentada no cho, olhando para ele, com olhos arregalados. O olhar em seu rosto estava to
estranho que ele automaticamente abaixou seus braos e dobrou suas asas contra as costas.
        --O que foi?-- Ele perguntou. --O que tem de errado?
        --Eu-Eu esqueci que voc voou para o parque. Bem, e do parque, tambm.-- Ela fez um som que poderia ter
sido uma risada se no estivesse to chocada. --Isso  estpido, no ? Como eu posso ter esquecido algo assim?
        --Eu acho que voc se acostumou a me ver quebrado.-- Ele disse, tentando entender por que ela
repentinamente parecia to arredia com ele.
        --O que consertou a sua asa?
        --A terra.-- Ele disse.
        --No. No agora. No estava quebrada quando ns viemos aqui fora. A dor que voc estava cheio no teve
nada a ver com aquilo.
        --Ah, no. Eu estive curado desde ontem a noite. A dor foi causada pelo resto da Escurido e o que ela fez
para o meu corpo.
        --Ento como a sua asa e o seu brao foram curados ontem  noite?
        Rephaim no queria respond-la. Enquanto ela olhava para ele com aqueles olhos arregalados e estranhos,
ele se achou querendo mentir- falar para ela que tinha sido um milagre feito pela imortalidade em seu sangue. Mas
ele no podia mentir para ela. Ele no mentiria para ela.
        --Eu chamei os poderes que eram meus para comandar atravs do sangue do meu pai. Eu tive. Eu ouvi voc
gritar meu nome.
       Ela piscou, e ele viu realizao passar atravs do seu olhar fixo. --Mas o touro disse que voc foi preenchido
com o poder dele e no com o do seu pai.
       Rephaim assentiu. --Eu sabia que era diferente. Eu no sabia porque. Tambm no sabia entendia que estava
pegando poder diretamente da Escurido em si.
        --Ento Escurido te curou.
        --Sim, e ento a terra me curou da ferida que a Escurido deixou dentro de mim.
         --Ok, bem, legal.-- Ela se levantou abruptamente e limpou seus jeans. --Voc est melhor agora, e eu tenho
que ir. Como disse, est difcil eu me afastar agora que a House of Night est toda louca sobre um Corvo Escarnecedor
estando na cidade.
        Ela comeou a andar depressa por ele, e ele procurou agarrar seu pulso.
        Stevie Rae recuou para longe dele.
        A mo de Rephaim caiu relutantemente ao seu lado, e ele deu um passo para longe dela.
        Eles se olharam.
        --Eu tenho que ir.-- Ela repetiu.
        --Voc vai retornar?
       --Eu tenho que retornar! Eu prometi!-- Ela gritou as palavras para ele, e ele as sentiu como se ela tivesse
dado um tapa nele.
        --Eu te libero da promessa!-- Ele gritou de volta para ela, irritado que essa fmea pequena pudesse causar
tanto tornado dentro dele.
        Os olhos dela estavam suspeitosamente luminosos quando ela disse, --No foi para voc que eu prometi 
ento voc no pode me liberar. Ento ela passou rapidamente por ele, sua cabea virada assim ele no poderia ver o
rosto dela.
        --No retorne porque voc tem que retornar. Retorne somente porque voc quer.-- Ele chamou atrs dela.
        Stevie Rae no pausou e no olhou de volta para ele. Ela simplesmente partiu.
        Rephaim ficou ali por um longo tempo. Quando o som do carro dela se enfraqueceu a distancia, ele
finalmente se moveu. Com um choro de frustrao, o Corvo Escarnecedor correu e ento se lanou dentro do cu
noturno, batendo o vento frio com as suas asas massivas e foi para cima, cima para encontrar as correntes quentes
que iriam levant-lo, segur-lo, lev-lo para qualquer lugar  todos os lugares.
      Simplesmente longe! Me leve para longe daqui!
       O Corvo Escarnecedor desceu rapidamente para o oeste, longe da direo que o carro de
Stevie Rae tinha tomado  longe de Tulsa e da confuso que tinha entrado em sua vida desde que
ela tinha entrado em sua vida. Ento ele fechou sua mente para tudo exceto a familiar alegria do
cu, e voou.
                                            CAPTULO DEZENOVE

                                                         Stark
         --Sim, eu estou ouvindo voc, Afrodite. Voc quer que eu memorize aquele poema.-- Stark falou com ela
atravs dos fones de ouvido do helicptero, que ele desejava que ele soubesse como desligar. Ele no queria ouvi-la
falando sem parar, ele no queria falar com Afrodite ou com qualquer um. Ele estava totalmente preocupado em girar
mais e mais sua mente procurando uma estratgia para conseguir a si mesmo e Zoey na ilha. Stark olhou para fora da
janela do helicptero, tentando ver atravs da escurido e do nevoeiro por um primeiro vislumbre da Ilha de Skye,
onde, de acordo com Duantia e basicamente todo o Alto Conselho, ele estava indo ao encontro da morte certa em
algum momento dos prximos cinco dias.
        --No aquele poema, idiota. Aquela profecia. Eu no iria pedir a algum para memorizar um poema.
Metfora, alegoria, aluso, simbolismo... blah... blah... ugh. Faz o meu cabelo ferir pensar em toda essa baboseira.
No que aquela uma profecia sugue menos, mas ela , infelizmente, de grande importncia. E Stevie Rae tem um
ponto sobre isso. Ela parece como um mapa confuso potico,-- Afrodite disse.
        --Eu estou de acordo com Afrodite e Stevie Rae,-- disse Darius. --Os poemas profticos de Kramisha deram
orientao  Zoey antes. Este poderia fazer a mesma coisa.
         Stark arrastou seu olhar da janela. --Eu sei.-- Ele olhou de Darius a Afrodite, em seguida, seus olhos foram ao
corpo aparentemente sem vida de Zoey, onde ela estava amarrada em uma maca estreita entre os trs. --Ela j
encontrou Kalona na gua. Ela tem de purific-lo atravs do fogo. Ar tem que sussurrar a ela algo que seu esprito j
sabe, e se ela continuar a seguir a verdade, ela estar livre. Eu j memorizei essa droga toda. Eu no me importo se 
um poema ou uma profecia. Se h uma chance que isso pode ajud-la, eu vou lev-lo para Zoey.
         A voz do piloto, que veio atravs dos fones de ouvido para todos eles. --Eu estou descendo agora. Lembrem-
se, tudo o que posso fazer  deix-los l fora. O resto  com voc. Basta saber que se voc pisar um p sobre a prpria
ilha sem a permisso de Sgiach, voc vai morrer.
        --Eu entendi isso na primeira das dzias de vezes que vocs idiotas disseram isso,-- murmurou Stark, no se
importando que o piloto deu-lhe um olhar sombrio sobre o ombro.
          Em seguida, o helicptero pousou, e Darius estava ajudando-o a desatar Zoey. Stark desceu para o cho.
Darius e Afrodite cuidadosamente entregaram Zoey a ele, e ele a embalou nos braos, tentando proteg-la do pior
vento, frio e mido chicoteado pelas hlices enormes do helicptero. Darius e Afrodite se juntaram a ele, e todos eles
se apressaram para fora do helicptero, mas o piloto no tinha sido exagerado. Eles no estavam no cho sequer por
um minuto quando o helicptero decolou.
        --Cuzo.-- disse Stark.
        --Eles esto apenas seguindo seus instintos,-- disse Darius, olhando ao seu redor como se esperasse que o
bicho-papo saltasse para fora da nvoa.
        --Sem essa merda. Este lugar  super assustador,-- disse Afrodite, aproximando-se de Darius, que segurou
sua a mo no seu brao possessivamente.
        Stark franziu para eles. --Vocs dois esto bem? No me diga aquele medinho deles chegou a vocs.
        Darius o olhou para cima e para baixo, e, em seguida, trocou um olhar com Afrodite antes de responder. --
Voc no sente isso, sente?
          --Eu sinto frio e mido. Eu me sinto chateado que Zoey est em apuros e no fui capaz de ajud-la, e eu me
sinto irritado que o amanhecer  apenas em uma hora ou algo assim e meu nico abrigo  um barraco que os
vampiros disseram que  uma caminhada de trinta minutos para trs do caminho que ns viemos. Alguma dessas
coisas  o "isso" que voc est falando?
         --No,-- Afrodite respondeu para Darius, o guerreiro tambm estava balanando a cabea. --O "isso" que
Darius e eu sentimos  um forte desejo de fugir. E eu quero correr. Agora.
         --Eu quero ter Aphrodite fora daqui. Para afast-la da ilha e nunca mais voltar,-- disse Darius. --Isso  o que
todos os meus instintos me dizem.
         --E voc no sente nada disso?-- Afrodite perguntou a Stark. --Voc no quer levar Zoey o inferno fora
daqui?
         --No.
         --Eu acho que  um bom sinal,-- disse Darius. --A advertncia que  inerente  terra  algo que passa sobre
ele.
         --Ou Stark simplesmente tem muito msculo e pouco crebro para ser avisado,-- Afrodite disse.
         --Com esse pensamento otimista, vamos comear com isso. No tenho tempo a perder com sentimentos
assustadores,-- Stark disse. Ainda carregando Zoey, ele comeou a andar em direo a longa e estreita ponte que se
estendia entre o afloramento do continente e a ilha escocesa. Era iluminada por tochas que mal podiam se vistas
atravs da mistura de sopa de noite e neblina. --Vocs dois esto vindo? Ou vocs vo correr daqui gritando como
meninas.
         --Ns estamos com voc,-- disse Darius, chegando nele em um par de passos.
        --Sim, e eu disse que queria correr. Eu no disse nenhuma merda sobre gritar. Eu no sou uma gritadora,--
disse Aphrodite.
         Ambos pareciam bastante dures, mas Stark ainda no tinha chegado a metade do caminho da ponte quando
ele ouviu Aphrodite sussurrando para Darius. Ele olhou para os dois. Mesmo na lanterna fraca, ele poderia ver quo
plidos o Guerreiro e sua profetisa tinham ficado. Stark parou. --Vocs no tem que vir comigo. Todos, mesmo
Thanatos, disseram que no h absolutamente nenhuma maneira que Sgiach v deixar vocs entrarem na ilha. Mesmo
se todos eles esto errados, e voc entrarem l, no h muito o que fazer. Eu tenho que descobrir como chegar a Zoey.
Sozinho.
         --Ns no podemos estar ao seu lado quando voc estiver no Outromundo,-- disse Darius.
         --Ento, ns estaremos observando a sua volta, e no h nada que voc possa fazer sobre isso. Zoey ficaria
totalmente chateada comigo quando ela voltasse para l,-- Afrodite apontou para o corpo de Zoey corpo --e
descobrir que Darius e eu tnhamos deix-lo fazer toda essa merda sozinho. Voc sabe como ela  com a mentalidade
um por todos e todos por um. Os vampiros no trariam todo o rebanho nerd aqui, algo que eu no posso culp-los,
assim sendo Darius e eu estamos aqui por eles. Novamente. Como voc disse, pare de desperdiar o tempo que voc
no tem.-- Ela acenou-lhe para a escurido em frente deles. --V em frente, eu vou simplesmente ignorar as ondas
negras abaixo de ns e o fato de que eu tenho a maldita certeza que essa ponte vai quebrar a qualquer momento e
deixar-nos cair nessa merda de gua, onde os monstros do mar vo nos arrastar sob ondas fantasmas negras e chupar
nossos crebros.
         --Isso  realmente o que este lugar faz voc se sentir?-- Stark tentou, sem sucesso, esconder o sorriso.
         --Sim, retardado, .
        Stark olhou para Darius, que concordou com a cabea, porque em vez de falar, ele estava, obviamente,
escolhendo firmar sua mandbula e disparando olhares desconfiados para baixo para as --ondas fantasmas negras.
       --Erm.-- Stark continuou tentando esconder seu sorriso e sorriu para Afrodite. -- s gua e uma ponte para
mim. Que pena que  to ruim para voc.
        --Caminhe,-- disse Aphrodite. --Antes que eu esquea que voc est segurando Zoey, e o empurre para fora
desta ponte para que Darius e eu possamos correr para trs pelo caminho que ns viemos, gritando ou no.
          O sorriso de Stark durou apenas alguns metros mais. No veio um antigo feitio "v embora" sobre. Tudo que
teve era o peso de Zoey imvel em seu ombro. Eu no devo ficar brincando com Afrodite. Eu preciso de foco. Pense no
que eu decidi dizer a eles e, por favor, oh por favor, Nyx, deixe-me estar certo. Deixe-me dizer o que vai me levar  essa
ilha. Sisudo e firme, Stark os levou ao outro lado da ponte, at que eles pararam em frente a um imponente arco feito
de uma pedra branca etrea e bela. As tochas capturavam veias de prata no que Stark tinha pensado ser um mrmore
raro, de modo que o arco reluzia sedutoramente.
        --Oh, por amor do saco plstico, eu mal posso olhar para isso,-- Afrodite disse, virando a cabea do arco e
evitando os olhos. --E eu costumo amar coisas com fascas.
         -- mais do feitio.-- A voz de Darius estava spera com tenso. -- destinado a repelir.
         --Repelir?-- Afrodite olhou para o arco, estremeceu, e olhou rapidamente para longe novamente. --
'Repulsar'  uma palavra melhor.
        --Isso no afeta voc, tambm. No ?-- Darius perguntou a Stark.
       Stark deu de ombros. -- impressionante, e  obviamente caro, mas isso no me faz sentir estranho.-- Ele
aproximou-se ao mrmore e estudou o arco. --Ento, onde est a campainha ou o que quer que seja? Como podemos
chamar algum? Existe um telefone, ou eu grito, ou o qu?
         "Ha Gaelic akiv?" A voz desencarnada masculina parecia vir do prprio arco, como se fosse um portal de vida.
Stark olhou para a escurido com perplexidade. --Vai ser na lngua Ingls, ento,-- continuou a voz. --Sua presena
indesejada aqui ser tudo o que  necessrio para me chamar.
        --Eu preciso ver Sgiach.  uma questo de vida ou morte,-- disse Stark.
        --Sgiach nae est preocupada com wains qualquer, mesmo que seja uma questo de vida ou morte.
       Desta vez, a voz parecia mais perto, mais clara, e ela tinha um sotaque escocs, que era mais um rosnar do
que um sotaque.
        --Que diabos  uma wains?-- Afrodite sussurrou.
       --Sssh,-- Stark disse a ela. Para a voz sem rosto, ele disse, --Zoey no  uma criana. Ela  uma Alta
Sacerdotisa, e ela precisa de ajuda.
         O homem saiu das sombras. Ele estava vestindo um kilt cor de terra, mas no era como aqueles que ele tinha
visto em sua viagem corrida pelas terras Altas. Este era feito de mais material, e no era formal. Esse vampiro no
tinha um casaco tweed com camisa de babados. Seu peito musculoso e braos estavam nus enquanto ele usava
apenas um colete de couro e um protetor de antebrao. O punho de uma adaga brilhava em sua cintura. Exceto por
uma tira de cabelo curto at o centro de sua cabea, seu cabelo era raspado. Dois aros de ouro brilhavam em uma
orelha. A luz do fogo pegou a pulseira de ouro que o ele usava em torno de um pulso. Em contraste com o seu corpo
poderoso, seu rosto era profundamente vincado. Sua barba estava completamente branca. As tatuagens em seu rosto
eram grifos, as garras estendidas at as mas do rosto. A impresso geral e imediata que Stark recebeu dele era que
este era um Guerreiro que poderia andar atravs do fogo e emergir no apenas ileso, mas vitorioso.
        --Essa pequena moa ser uma caloura, nae uma Alta Sacerdotisa,-- disse ele.
          --Zoey no  como os outros calouros.-- Stark falou rapidamente, com medo do cara que parecia que tinha
sado de um mundo antigo que se materializaria e se desvaneceria no passado a qualquer momento. --At dois dias
atrs, ela tinha tatuagens de um vampiro, alm de tatuagens em grande parte do resto do corpo. E ela tinha afinidades
para todos os cinco elementos.
        O os olhos azuis avaliadores do vampiro permaneceram em Stark, sem olhar para Zoey ou Darius e Afrodite.
        --Mas hoje eu s ver um calouro inconsciente.
       --Sua alma foi quebrada h dois dias lutando com um imortal cado. Quando isso aconteceu, suas tatuagens
desapareceram.
          --Ento morrendo ela estar.-- O vampiro levantou uma das mos em um gesto de repdio, e comeou a se
virar para longe.
        --No!-- Stark gritou, e adiantou-se.
        --Stad Anis, ficar longe!-- O Guerreiro mandou, e com uma velocidade sobrenatural, o vampiro se virou
rapidamente e saltou para a frente, pousando diretamente sob o arco e bloqueando o caminho de Stark. --Voc ser
estpido ou tolo, homem? Voc no ter permisso para entrar na Ilha de Sgiath, a Ilha das Mulheres. Se voc tentar,
ento sua vida ser perdida, sim, no se engane sobre isso.
         centmetros do imponente vampiro, Stark manteve sua posio e olhou-o olho no olho. --Eu no sou
estpido ou um tolo. Eu sou Guerreiro de Zoey, e se eu acho que posso proteg-la melhor a levando para essa ilha,
ento  o meu direito de levar minha Alta Sacerdotisa para Sgiach.
       --Voc estar mal informado, Guerreiro,-- o vampiro disse placidamente mas firme. --Sgiach e sua ilha ser um
mundo  parte do Alto Conselho e das suas regras. Eu nae sou um Filho de Erebus e mo bann ri, minha rainha, nae
est na Itlia. Um guerreiro levando uma Alta Sacerdotisa ou nae ferida, vocs nae tem direito aqui dentro. Voc nae
tem direito nenhum aqui.
         Abruptamente, Stark virou-se para Darius. --Segure Zoey.-- Ele deu a sua Alta Sacerdotisa ao outro guerreiro
e, em seguida, enfrentou o vampiro novamente. Stark levantou a mo, palma para fora, e enquanto o vampiro o
observava com curiosidade aberta, ele cortou seu pulso com a unha do polegar. --Eu no estou pedindo para entrar
como um Guerreiro Filho de Erebus, eu sa do Alto Conselho. Suas regras no significam nada para mim. Inferno, eu
no estou pedindo para entrar! Atravs do direito que eu herdei do meu sangue, eu estou exigindo ver Sgiach. Eu
tenho algo para lhe dizer.
        O vampiro no tirou os olhos do olhar de Stark, mas seu nariz dilatou quando ele cheirou o ar.
        --Qual ser o seu nome?
       --Hoje eles me chamam de Stark, mas acho que o nome que voc est procurando  o que eles me
chamavam antes de ser marcado, MacUallis.
        --Permanea aqui, MacUallis.-- O Vampiro desapareceu na noite.
        Stark limpou o brao sangrando em seu jeans e pegou Zoey de Darius. --Eu no vou deix-la morrer.-- Dando
uma respirao profunda, ele fechou os olhos e se preparou para passar sob o arco e ir atrs do vampiro, contando
com o sangue de seus antepassados humanos para proteg-lo.
         A mo de Darius pegou seu brao, o segurando a partir do cruzamento do limiar. --Acho que o vampiro quis
dizer para voc ficar aqui porque ele est voltando.
         Stark fez uma pausa e olhou de Darius a Afrodite, que revirou os olhos para ele, e disse: --Voc sabe, nesta
vida voc provavelmente deveria aprender a ter pacincia com um pouco de `pegue uma pista'. Jeesh, basta esperar
alguns minutos. O rapaz Guerreiro Brbaro lhe disse para esperar aqui, no para ir embora. Parece que ele est
voltando.
         Stark resmungou e deu metade de um passo de distncia do centro do arco, embora ele andou contra o lado
exterior do mesmo, deslocando o peso Zoey de modo que ela poderia estar mais confortvel. --timo. Vou esperar.
Mas eu no ficarei esperando muito tempo. Ou eles me deixam entrar na maldita ilha, ou no. De qualquer maneira,
eu quero ver o que acontece depois disso.
       --A humana est correta.-- A voz da mulher saiu da escurido da ilha. --Voc precisa aprender pacincia,
jovem Guerreiro.
        Stark se endireitou e enfrentou a ilha novamente. --Eu s tenho cinco dias para salv-la. Caso contrrio, ela
vai morrer. Eu no tenho tempo para aprender a ter pacincia agora.
        Os risos da mulher fizeram os cabelos finos dos ombros de Stark levantarem. --Impetuoso, arrogante e
impertinente,-- disse ela. --Ele me lembra voc h vrios sculos, Seoras.
        --Sim, mas eu nunca ser assim to jovem,-- respondeu a voz do vampiro Guerreiro.
        Stark estava lutando para no gritar com os dois para sarem do escuro e enfrent-lo quando eles pareceram
se materializar na nvoa diretamente na frente dele na ilha do lado do arco. O vampiro de aparncia arcaica estava l
novamente, mas Stark mal olhou para ele. Seu completo foco foi cativado pela mulher.
         Ela era alta, com um corpo de ombros largos que era muscular, mas totalmente feminina. Havia linhas nos
cantos dos olhos, que eram grandes e bonitos e uma mscara surpreendente de ouro misturado com verde, a cor
exata da pea em punho do tamanho de laranja pendurada no meio do cordo em torno de seu pescoo. Exceto por
uma seqncia nica de vermelho-canela, o seu cabelo at a cintura era perfeitamente branco, mas ela no parecia
velha. Ela no parecia jovem, tambm. Enquanto ele a estudava, Stark percebeu que ela lembrava Kalona, que era
eterno e antigo ao mesmo tempo. Suas tatuagens eram incrveis, espadas com punhos esculpidos e lminas
emolduravam seu rosto forte e sensual. Ele percebeu que ningum disse nada enquanto ele estava em espanto, e
Stark pigarreou, trouxe Zoey para perto dele, e curvou-se respeitosamente para ela.
        --Merry meet, Sgiach.
        --Por que eu deveria permitir voc na minha ilha?-- Disse ela sem prembulos.
        Stark respirou fundo e ergueu o queixo, encontrando o olhar de Sgiach que estava em seu Guerreiro. -- o
meu direito de sangue. Eu sou um MacUallis. Isso significa que eu sou parte do seu cl.
        --Nae ser dela, rapaz. Meu,-- o vampiro disse a ele, curvando os lbios em um sorriso que era muito mais
perigoso do que convidativo.
        Tomado de surpresa, Stark transferiu sua ateno para o Guerreiro. --Seu? Eu sou parte do seu cl?,-- Disse
ele estupidamente.
        --Eu me lembro de voc ser mais inteligente quando voc era jovem,-- Sgiach disse a seu Guerreiro.
        --Sim,-- O vampirou aspirou. --Jovem ou nae, eu tinha mais sentido do que isso.
        --Eu sou suficientemente inteligente para saber que a histria do meu sangue humano ainda me d um
empate para ambos e esta ilha,-- disse Stark.
        --Voc acabou de sair de suas fraldas, garoto-- o Guerreiro disse sarcasticamente. --Voc ser mais adequado
para jogos colegiais, e no h nada disso aqui nesta ilha.
        Ao invs de chatear Stark, as palavras do vampiro desencadearam a sua memria, e era como se as notas de
Damien estivessem l na frente dele novamente. --Isso  porque  meu direito de entrar na ilha,-- disse Stark. --Eu
no sei nada sobre o que  preciso para ser Guerreiro o suficiente para salvar Zoey, mas posso dizer que ela  mais do
que uma Alta Sacerdotisa. Antes que ela fosse despedaada, ela estava se transformando em algo que vampiros nunca
viram.-- Os pensamentos iam chegando para ele, e quando ele falou e viu a surpresa no rosto de Sgiach, os pedaos
do quebra-cabea se juntaram, e seu intestino disse que ele estava seguindo a linha certa de raciocnio. --Zoey estava
se tornando uma Rainha dos Elementos. Eu sou seu Guerreiro, seu Guardio e ela  minha Dama. Estou aqui para
aprender a proteger a minha Dama. No  isso que vocs todos so? Guerreiros treinando para proteger suas Damas?
        --Eles pararam de vir para mim,-- disse Sgiach.
        Stark pensou que ele s imaginou a tristeza em sua voz, mas quando seu Guerreiro moveu um pouco mais
perto de sua rainha, era como se ele fosse to sintonizado com suas necessidades que ele queria tirar mesmo aquela
pequena nota de desconforto dela, Stark soube ento, alm de qualquer dvida, que ele tinha encontrado a resposta,
e mandou um silencioso --obrigado, Nyx-- para a Deusa.
         --No, ns no paramos de chegar. Eu estou aqui,-- disse Stark a rainha antiga. --Eu sou um Guerreiro. Eu
sou do sangue MacUallis. Eu estou pedindo sua ajuda para que eu possa proteger a minha Dama. Por favor, Sgiach, me
deixe entrar a sua ilha. Ensine-me a forma de manter viva a minha Rainha.
        Sgiach hesitou apenas o tempo suficiente para compartilhar um olhar com o Guerreiro, ento ela levantou a
mo e disse: --Failte gu ant Eilean nan Sgiath. . . Bem-vindo  ilha de Sgiach. Voc pode entrar na minha ilha.
       --Sua Majestade.-- A voz de Darius fez todos pararem. O Guerreiro caiu de joelhos diante do arco, Afrodite
em p um pouco atrs dele.
        --Voc pode falar, Guerreiro,-- Sgiach disse.
         --Eu no sou do sangue do cl, mas eu protejo uma Dama e, portanto, peo a entrada para a sua ilha
tambm. Apesar de eu no ser um Guerreiro novato, eu acredito que h muito aqui que eu no sei, tanto que eu
gostaria de aprender enquanto eu estiver ao lado do meu irmo Guerreiro em sua jornada para salvar a vida de Zoey.
       --Esta ser uma fmea humana e nae uma Alta Sacerdotisa. Como voc poder ser o Guerreiro dela?--
perguntou o Guerreiro Vampiro.
      --Me desculpe, eu no peguei o seu nome. Era Shawnus? --Afrodite pisou ao lado de Darius e descansou a
mo em seu ombro.
         -- Seoras, Vocs so surdos, tambm?-- Disse o Guerreiro, pronunciando lentamente. Stark ficou surpreso
ao ver seus lbios enrolando no tom malicioso de Afrodite.
         --Ok, Seoras.-- Ela imitou o sotaque com uma preciso assustadora. --Eu no sou um humano. Eu era um
calouro que tinha vises. Ento eu no era mais um calouro. E quando eu parei de ser calouro, Nyx, por razes sobre
as quais eu ainda estou muito desinformada, decidiu deixar-me com a minha viso. Ento agora eu sou a Profetisa da
Deusa. Eu estou esperando que, juntamente com todo o stress e dores no olho que me d, essa coisa de Profetisa
signifique que eu cresa graciosa, como sua Rainha.-- Afrodite parou para curvar a cabea para Sgiach, cujas
sobrancelhas subiram, mas no a matou como Stark pensou que ela merecia. --De qualquer forma, Darius  meu
Guerreiro de juramento prestado. Se eu estou comeando a entender, e estou com esperanas pois sou pssima em
figuras de linguagens, eu sou uma Dama em meu prprio caminho. Ento Darius se encaixa com o seu Cl Guardio,
com lao de sangue ou sem lao de sangue.
        Stark pensou ter ouvido Seoras murmurar --fedelha arrogante,-- ao mesmo tempo em que Sgiach sussurrou:
       --Interessante.
       -- Failte gu ant Eilean nan Sgiath, profetisa e seu Guerreiro,-- Sgiach disse.

        Sem qualquer discusso mais aprofundada, Stark, levando Zoey, seguido por Darius e Afrodite, passou sob o
arco de mrmore e entrou na Ilha das Mulheres.
                                                CAPTULO VINTE

                                                          Stark
        Seoras os levou a um Range Rover preto que estava estacionado ao virar da esquina e fora da vista do arco.
Stark parou ao lado do veculo. Seu rosto deve ter mostrado sua surpresa, porque o Guerreiro riu, e disse, --Voc
esperar um carrinho pequenino como um Highland pony28?
        --Eu no sei sobre isso, mas eu esperava,-- disse Aphrodite, subindo no banco de trs ao lado de Darius. --E
pela primeira vez eu estou contente de ser super mal.
        Seoras abriu a porta do passageiro de frente para ele, e Stark entrou, segurando Zoey cuidadosamente. O
Guerreiro tinha comeado a dirigir antes de Stark perceber que Sgiach no estava com eles.
         --Ei, onde est sua Rainha?-- Stark perguntou.
         --Sgiach nae precisar de motor para viajar por sua ilha.
         Stark estava tentando descobrir como fazer a pergunta seguinte, quando Aphrodite falou.
         --Que diabos isso significa?
        --Isso significar que a afinidade de Sgiach nae ser limitada por qualquer elemento. A afinidade de Sgiach ser
com esta ilha. Ela comanda tudo e todos que esto nela.
       --Puta merda! Voc est dizendo que ela pode se transportar, assim como uma verso estpida de Star Trek?
No que seja possvel ser estpido sobre Star Trek,-- Aphrodite disse.
         Stark comeou a estudar formas de amorda-la sem Darius surtar com ele.
         Mas o velho Guerreiro estava completamente tranquilo com Aphrodite. Ele simplesmente deu de ombros e
disse: --Sim, esta ser uma explicao to boa quanto qualquer outra.
         --Voc conhece Star Trek?-- Saiu da boca de Stark, antes que seu crebro pudesse det-lo.
         Novamente, o Guerreiro encolheu os ombros. --Ns temos satlite.
         --E Internet?-- Aphrodite perguntou esperanosamente.
         --E Internet tambm,-- Seoras concordou, com uma linha reta em sua face.
         --Ento vocs permitem contato com o mundo exterior,-- disse Stark.
         Seoras olhou para ele. --Sim, quando serve para os propsitos da Rainha.
       --Eu no estou chocada. Ela  uma Rainha. Ela gosta de fazer compras, portanto a Internet ,-- disse
Aphrodite.
       --Ela ser uma Rainha. Ela gostar de estar informada sobre o mundo e como as coisas vo, --o Guerreiro disse
em um tom que no incentivava mais perguntas.
         Eles dirigiram em silncio at que Stark comeou a ficar preocupado com a claridade no cu oriental. Ele
estava prestes a dizer a Seoras o que lhe aconteceria se ele no estivesse l dentro e no abrigo antes do amanhecer
quando o Guerreiro apontou  frente e  esquerda da estrada estreita, dizendo: --O Craobh, o Bosque Sagrado. O
castelo ser um pouco alm da costa.
        Hipnotizado, Stark olhou para a esquerda deles para uns troncos deformados que deviam ser ilusoriamente
rvores altas e finas porque elas formavam um mar verde. Ele olhou s de relance o que estava dentro do bosque, as
camadas de musgo e sombra e grupos de mais do mrmore em que o arco da entrada tinha sido feito que se pareciam
com manchas de luz cintilante. E na frente de todos, como um desenho de farol para viajantes, era o que pareciam as
duas rvores retorcidas formando uma nica. Dos ramos da estranha juno, tiras de pano colorido brilhantes foram

28
     Pnei nativo britnico
amarradas a ela em um estranho, ainda que complementar, contraste com os seus antigos membros retorcidos.
        De longe Stark olhou para aquilo, e aquilo o fez se sentir estranho.
        --Eu nunca vi uma rvore assim, e porque todos aqueles panos esto amarrados nela?-- ele perguntou.
        Seoras freou, parando no meio da estrada. --Aquele ser um espinheiro-alvar29 e uma sorveira30, cresceram
juntos para fazer uma rvore de pendurar.
       Quando isso foi toda a explicao que ele deu, Stark lhe lanou um olhar frustrado, dizendo: --rvore de
pendurar?
         --Sua educao infelizmente ser pouca, rapaz. Oh, bem, o espinheiro ser uma rvore dos desejos. Cada n,
cada tira de tecido, representa um desejo. s vezes ser o desejo de seus pais pelo seu bem-estar. s vezes, os amigos
relembrando aqueles que passaram para a prxima vida. Mas na maioria das vezes ser desejos de amantes, amarrando
suas vidas juntos e desejando a prpria felicidade. Elas ser rvores cultivadas pelas Boas pessoas, razes que alimentam
e passam adiante os seus bons desejos para os seus mundos.
        --As boas pessoas? Stark olhou exasperado.
        --Os Fey  Fadas encantadas para voc. Voc nae saber de onde a expresso "unir os laos" vem?
        --Isso  romntico,-- disse Aphrodite, seu tom de voz, pela primeira vez, totalmente desprovido de ironia.
       --Sim, mulher, se ser verdadeiramente romntico, ento ser Escocs,-- disse o Guerreiro enquanto colocava a
Range Rover em marcha e puxava lentamente desatando um desejo da rvore carregada.
         Distrado com a ideia de amarrar um desejo para Zoey, Stark no percebeu o castelo at que Seoras parou
novamente. Ento, ele olhou para cima, e s chamas da luz, revelando a rocha, seus olhos encheram de gua. O
castelo estava a centenas de metros da estrada principal, abaixo de uma pista nica que era realmente uma ponte
levantada sobre uma rea pantanosa. Tochas, como aquelas que alinhavam a ponte entre o continente, acenderam a
pista, s aqui elas eram facilmente o triplo daquelas, iluminando o caminho para o castelo e as muralhas do edifcio
enorme em si.
        E entre as tochas tinham estacas, to grossas como o brao homem. Em cada estaca tinha uma cabea 
recoberta de couro, fazendo careta com a boca, os olhos ausentes, as coisas macabras no incio pareciam se mover e,
em seguida, Stark percebeu que era apenas o longo e pegajoso cabelo, de cada murcho escalpo, que flutuava, como
fantasma na brisa fria.
        --Que nojo,-- sussurrou Aphrodite do banco traseiro.
        --O Grande Captor de Cabeas,-- disse Darius, sua voz baixa com temor.
        --Sim, Sgiach.-- foi tudo que Seoras disse, mas seus lbios estavam curvados em um sorriso que refletia o
orgulho em sua voz.
        Stark no falou. Em vez disso, seus olhos estavam focados na entrada apavorante, bem l no alto. A fortaleza
de Sgiach era situada na extremidade de um precipcio com vista para o oceano. Embora ele s conseguia ver o lado de
terra do castelo, no foi difcil para Stark imaginar a face completa, que devia apresentar-se para outro mundo, um
mundo que nunca teria acesso ao seu domnio, caso a constante proteo da Rainha, j no tivesse repelido os
invasores. O castelo era feito de pedra cinza intercalada com o mrmore branco cintilante que cobria a ilha. Em frente
 grossa porta de madeira dupla estava um arco imponente assentado antes da estreita ponte da entrada do castelo.
         medida em que ele saiu do Range Rover, Stark ouviu um som que atraiu seu olhar ainda mais para cima.
Iluminada por um crculo de tochas, uma bandeira voou na torre mais alta do castelo. Ela agitou no frio, uma brisa
rpida, mas Stark viu claramente a forma ousada de um touro negro com a poderosa imagem de uma deusa, ou talvez
uma Rainha, pintada em seu corpo musculoso.
        Ento as portas do castelo se abriram e Guerreiros, homens e mulheres, espalhados por dentro, atravessaram
a ponte, e correram at eles. Stark automaticamente deu um passo atrs enquanto Darius subiu ao seu lado em uma
posio defensiva.

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        --Nae procurar problemas onde nae ter,-- disse Seoras, fazendo um movimento de apaziguamento com a
mo calejada. --Eles querer apenas mostrar o devido respeito por sua Rainha.
       Os Guerreiros, todos vestidos como Seoras, tanto os homens quanto as mulheres, moveram-se rapidamente,
mas sem qualquer sinal de agresso a Stark. Eles vieram em uma coluna de dois, segurando uma maca de couro entre
eles.
        --Ser uma tradio, respeito, rapaz, para quando um de ns cai. Ser da responsabilidade do Cl o retorno
dele, ou dela, para casa em Tr na ng31, a terra da nossa juventude,-- disse Seoras. --Ns nunca deixamos um dos
nossos para trs.
        Stark hesitou. Encontrando o firme olhar dos Guerreiros, ele disse, --Eu no acho que posso deix-la ir.
        --Oh sim,-- Seoras disse suavemente, acenando com a cabea em compreenso. --Voc nae precisar. Voc
pegar a primeira posio. O Cl ficar com o resto.
        Enquanto Stark estava ali, imvel, Seoras caminhou at ele e estendeu os braos. Ele no deixaria Zoey ir, ele
no achava que poderia suportar. Ento Stark viu a pulseira de ouro do chefe brilhando no pulso de Seoras. Foi a
pulseira que tocou algo dentro dele. Com um sobressalto de surpresa, ele percebeu que confiava em Seoras, e
enquato ele passava Zoey ao Guerreiro, ele sabia que no estava entregando-a, mas que estava compartilhando o seu
lugar.
         Seoras virou-se e cuidadosamente colocou Zoey na maca. Os Guerreiros, seis de cada lado, inclinaram a
cabea respeitosamente. Ento o lder, uma mulher alta, com cabelos negros que ocupava a primeira posio da maca,
disse a Stark, --Guerreiro, minha casa  sua casa.
        Movendo-se no instinto, Stark foi at a cama, e quando a mulher se afastou, ele agarrou o elegante punho.
Seoras caminhava  frente deles. Como um, Stark e os outros Guerreiros seguiram-no, levando Zoey como uma Rainha
cada para o Castelo de Sgiach.




                                                         Stark
       O interior do castelo foi uma grande surpresa, especialmente depois dos terrveis "enfeites" do exterior. No
mnimo, Stark tinha esperado que fosse um castelo de Guerreiro, espartano, viril e, basicamente, como um
cruzamento entre um calabouo e o armrio da sala dos rapazes. Ele estava muito errado.
         O interior do castelo era lindo. O cho era de mrmore branco com veios em prata. As paredes de pedra eram
cobertas com tapearias coloridas que mostravam tudo, desde cenas da bonita ilha, com vacas de cabelo
desgrenhado, at imagens do campo de batalha que eram to bonitos quanto eram sangrentos. Eles passaram pelo
hall de entrada, caminharam por um longo corredor, e chegaram  imensa escadaria de pedra dupla quando Seoras
parou a coluna com um aceno de sua mo.
         --Voc nae poder ser um excelente Guardio se voc nae puder tomar uma deciso. Ento voc precisar
decidir rapaz. Desejar levar sua Rainha para cima e usar algum tempo para descansar e se preparar, ou voc escolher
comear sua busca agora?
        Stark no hesitou. --Eu no tenho tempo para descansar, e eu comecei a me preparar para este dia desde que
Zoey aceitou meu juramento como seu Guerreiro. Minha deciso  comear minha busca agora.
        Seoras assentiu com a cabea ligeiramente. --Ok, ento, iremos para a Cmara do Fi-anna Foil.-- O Guerreiro
afastou-se da escada e continuou pelo corredor. Logo atrs dele, Stark e os demais levaram Zoey.
       Para completar a irritao de Stark, Aphrodite apressou o passo at que ela estava quase junto dele, e
perguntou: --Ento, Seoras, o que exatamente voc quis dizer quando falou que Stark tinha que tomar uma deciso?
         Seoras no olhou muitor por cima do ombro para ela quando disse: --Eu nae gaguejar, mulher. Eu chamei sua
tarefa de uma deciso,  isso que ela .


31
 Tr na ng, chamada em ingls de Land of Eternal Youth, ou Terra da Eterna Juventude.
            Aphrodite resmungou.
            --Cale a boca,-- Stark sussurrou para ela.
            Como de costume, Aphrodite ignorou. --Sim, eu compreendi a palavra. Eu s no estou certa do significado.
        Seoras chegou a um enorme conjunto de portas duplas em arco. Stark pensou que precisaria de um exrcito
para abrir, mas o que os Guerreiros fizeram foi dizer em voz baixa e suave, --Seu Guardio pede permisso para entrar,
minha Dama.-- Com o som de um suspiro de amante, as portas se abriram por si s, e Seoras os levou para a sala mais
surpreendente que Stark j tinha visto.
        Sgiach estava sentada em um trono de mrmore branco que estava sobre um estrado diferenciado no meio da
cmara. O trono era incrvel, esculpido de alto a baixo com ns intrincados que parecia contar uma histria ou retratar
uma cena, mas o vitral atrs Sgiach e seu palanque j revelavam o amanhecer, e Stark assustado parou apenas fora da
invaso de seu brilho, trazendo a coluna a um impasse e atraindo olhares curiosos de todos os Guerreiros. Ele
semicerrou os olhos contra a luz e tentou fazer seu crebro trabalhar atravs da nvoa que as horas de luz solar
causam nele, quando Aphrodite se adiantou, inclinou-se rapidamente para Sgiach, e depois disse a Seoras, --Stark 
um vampiro vermelho. Ele  diferente de vocs. Ele vai se queimar se ficar direto na luz do dia.
         --Cubram as janelas,-- Seoras ordenou. Os Guerreiros imediatamente cumpriram sua ordem, desdobrando
as cortinas de veludo vermelho que Stark no tinha notado antes.
         Os olhos de Stark imediatamente se adaptaram  escurido que cobria o quarto, assim bem antes dos
Guerreiros iluminarem todas as tochas e candelabros do tamanho de rvores, ele viu claramente Seoras avanando os
degraus do estrado para cima e tomando o lugar  esquerda do trono de sua Rainha. Ele ficou l com uma confiana
que era quase palpvel. Stark sabia, sem dvida, que nada neste mundo, e talvez nem sequer no seguinte, conseguiria
ultrapassar Seoras para prejudicar sua Rainha, e por um instante Stark sentiu uma terrvel onda de inveja. Eu quero
isso! Eu quero Zoey de volta para que eu possa ter certeza de que nada nunca ir machuc-la novamente! Sgiach
ergueu a mo e acariciou brevemente o antebrao do seu Guerreiro, mas intimamente. A Rainha no olhou para
Seoras, mas Stark olhou. Ele estava olhando para ela com uma expresso que Stark compreendia completamente. Ele
no  apenas um guardio, ele  O Guardio. E ele a ama.
            --Aproximem-se. Ponham a jovem Rainha diante de mim.-- Enquanto ela falava, Sgiach fez um gesto pedindo
silncio.
            A coluna avanou e delicadamente puseram a maca de Zoey sobre o piso de mrmore aos ps da Rainha.
        --Voc no pode suportar a luz solar. O que mais  diferente em voc?-- Sgiach disse, enquanto a ltima das
tochas foi acesa, e o quarto assumiu o brilho amarelo do fogo.
        Os Guerreiros esvaram-se para os cantos escuros da Cmara. Stark enfrentou a Rainha e seu Guardio e
respondeu-lhe rapidamente, sem andar ou perder tempo perambulando. --Eu geralmente durmo durante todo o dia.
Eu no estou cem por cento, enquanto o sol est no cu. Eu tenho mais sede de sangue do que vampiros normais. Eu
no posso entrar numa casa privada sem um convite. Pode haver mais diferenas, mas eu no sou um vampiro
vermelho h muito tempo, e isso  tudo o que eu descobri at agora.
            -- verdade que voc morreu e foi ressuscitado?-- A Rainha perguntou.
            --Sim.-- Stark disse a palavra rapidamente, esperando que ela no fosse question-lo mais sobre esse
assunto.
            --Intrigante...-- Sgiach murmurou.
       --Foi durante o dia que a alma de sua Rainha foi quebrada?  por isso que voc nae a protegeu?-- Seoras
perguntou.
        Parecia que o Guerreiro tinha atirado as perguntas atravs do corao de Stark, mas ele encontrou seu olhar
firme e disse apenas a verdade. --No. No era dia. No a deixei por causa disso. Eu no a protegi porque eu cometi
um erro.
       --Tenho certeza que o Alto Conselho, bem como os vampiros da sua House of Night, explicaram-lhe que uma
alma despedaada  uma sentena de morte para a Alta Sacerdotisa, e muitas vezes para seu Guerreiro tambm. Por
que voc acha que vir aqui vai mudar essa certeza? --Sgiach disse.
       --Porque, assim como eu disse antes: Zoey  no apenas uma Alta Sacerdotisa. Ela  diferente. Ela  mais. E
porque eu no estou indo s para ser seu Guerreiro, eu quero ser seu Guardio.
        --Ento voc est disposto a morrer por ela.
        O Guerreiro no falou como uma pergunta, mas mesmo assim Stark concordou. --Sim, eu morreria por ela.
         --Mas ele sabe que se ele fizer no ter nenhuma chance de traz-la de volta para seu corpo,-- disse
Aphrodite, enquanto ela e Darius pararam ao seu lado. --Porque  isso que os outros Guerreiros tentaram, e nenhum
deles foi bem sucedido.
       --Ele quer usar os touros e o antigo caminho do Guerreiro para encontrar uma porta para o Outromundo,
enquanto ele permanece vivo,-- disse Darius.
        Seoras riu sem graa. --Voc nae poder esperar entrar no outro mundo perseguindo mitos e boatos.
        --Voc estende a bandeira do touro negro neste castelo,-- disse Stark.
        --Voc fala da lenda, antigo simbolismo h muito esquecido, como a minha ilha,-- disse Sgiach.
        Stark respondeu com: --Ns nos lembramos da sua ilha.
        --E os touros no esto to esquecidos em Tulsa,-- Aphrodite disse. --Ambos se manifestaram ontem  noite.
        Houve um momento de silncio em que face de Sgiach mostrou choque total, e a expresso de seus
Guerreiros tornaramse de brandas para prontido de perigo.
        --Conte-nos,-- disse Seoras.
         Rapidamente e surpreendentemente com pouco sarcasmo, Aphrodite explicou como Thanatos havia dito a
eles sobre os touros, como  que levaram Stevie Rae a invocar o auxlio do touro errado, ao mesmo tempo em que
Damien e o resto das crianas estavam pesquisando, e que, por sua vez, eles tinham descoberto que o sangue de Stark
o traria para os Guardies e a Ilha de Sgiach.
        --Diga-me outra vez exatamente o que disse o touro branco,-- disse Sgiach.
         --O Guerreiro deve olhar para o seu prprio sangue para descobrir a ponte de entrada para a Ilha das
Mulheres ento ele precisa vencer a si mesmo para entrar na arena. Somente reconhecendo um antes do outro ele vai
se juntar  sua Sacerdotisa. Depois de encontr-la,  sua escolha e no dele que ela volte.-- Stark recitou.
        Sgiach olhou para seu Guerreiro. --O touro deu-lhe passagem para o Outromundo.
        Seoras assentiu. --Sim, mas s passagem. O resto depende de voc.
        --Explique-me!-- Stark no podia dar conta de manter a sua frustrao por mais tempo. --Que diabos eu
tenho que fazer para entrar neste maldito Outromundo?
         --Um Guerreiro no pode entrar no Outromundo vivo,-- Sgiach disse. --S uma Alta Sacerdotisa tem essa
habilidade, e muitas delas no podem realmente ter acesso a esse plano.
        --Eu sei disso,-- disse Stark entre os dentes. --Mas, como voc disse, os touros me deixaram entrar.
         --Nae,-- Seoras corrigiu. --Eles estar permitindo sua passagem, nae a entrada. Voc nunca poder obter o
acesso como um Guerreiro.
        --Mas eu sou um Guerreiro! Ento, como fao para entrar? O que a parte sobre me derrotar quer dizer?
        -- a que a antiga religio entra, h muito tempo atrs, vampiros homens poderiam servir a Deusa ou aos
deuses, mais do que como Guerreiros,-- Sgiach disse.
        --Alguns de ns eram Xams,-- Seoras disse.
        --Ok, ento, eu preciso ser um Xam, tambm?-- Stark perguntou totalmente confuso.
      --Existe apenas um Guerreiro que eu j conheci que tambm se tornou um Xam.-- Para transmitir seu
pensamento, Sgiach descansou a mo no antebrao de Seoras.
      --Vocs dois,-- Aphrodite disse entusiasmado. --Ento, digam a Stark como faz-lo! Como ele pode se tornar
um Xam sendo ao mesmo tempo um Guerreiro.
        A testa do antigo Guerreiro subiu, e o canto da boca se levantou em um sorriso sarcstico. --Oh, ser muito
simples. O Guerreiro dever morrer por dentro para nascer o Xam.
        --timo. De qualquer maneira eu tenho que morrer,-- disse Stark.
        --Sim, parecer que sim,-- disse Seras.
        Em sua imaginao, Stark quase podia ouvir de Zoey, --Ah inferno!
                                              CAPTULO VINTE E UM


                                                         Stevie Rae

        Ela sabia que iria aguentar um monte de porcaria quando ela voltasse para a escola, mas Stevie Rae no
esperava que Lenobia estivesse  sua espera no estacionamento.

        --Olha, eu s precisava de algum tempo sozinha. Como voc pode ver, estou bem e...

        --No noticirio da noite havia um boletim sobre um bando assaltando os apartamentos Tribune Loft. Quatro
pessoas foram mortas. Suas gargantas foram cortadas, e eles foram parcialmente drenados de sangue. A nica razo
pela qual a polcia no est  nossa porta acusando-nos  o relato de vrias testemunhas jurando que era um bando
de adolescentes humanos. Com os olhos vermelhos.

        Stevie Rae engoliu o gosto doente da blis em sua garganta. --Foram os calouros vermelhos que deixei no
depsito. Eles mexeram com as memrias das testemunhas, mas nenhum deles foi Transformado, ento eles no tm
a capacidade de encobrir tudo.

        --Eles no puderam limpar os olhos vermelhos das memrias dos humanos,-- disse Lenobia, acenando em
concordncia.

        Stevie Rae estava fora do carro e se movendo em direo  escola. --Dragon no foi atrs deles, foi?

        --No. Eu o mantive ocupado com pequenos grupos de calouros. Ele j comeou o treinamento de
habilidades de auto-defesa com eles em caso de outro ataque de Corvos Escarnecedores.

        --Lenobia, eu penso seriamente que o do parque foi um acaso. Aposto que ele est a milhas de distncia de
Tulsa agora.

        Lenobia fez um gesto de desdm. --Um Corvo Escarnecedor  demais, mas se ele estiver sozinho ou com um
bando, Dragon e eu o caaremos e o destruiremos. E a menos que Kalona e Neferet estejam incentivando eles, eu no
acho que precisamos nos preocupar deles atacarem a escola. Eu estou muito mais preocupada com os trapaceiros
calouros vermelhos.

        --Eu tambm.-- Stevie Rae estava ansiosa para mudar de assunto. --O noticirio disse que as pessoas apenas
tiveram seu sangue parcialmente drenado?

        Lenobia assentiu. --Sim, e suas gargantas foram arrancadas sem cortes ou mordidas e depois sangrou como
se voc ou eu tivssemos nos alimentado.

        --Eles no esto se alimentando. Eles esto jogando. Eles gostam de aterrorizar as pessoas,  uma espcie de
diverso para eles.

        --Isso  verdadeiramente uma abominao das maneiras de Nyx.-- As palavras de Lenobia vieram rpido, sua
voz estava cheia de raiva. --Aqueles de quem ns nos alimentamos s devem sentir prazer.  por isso que a Deusa nos
deu a capacidade de compartilhar uma sensao to forte com os humanos. Ns no brutalizamos e torturamos. Mas
os apreciamos e os fazemos nossos cnjuges. O Alto Conselho tem mesmo banido vampiros que abusam de seus
poderes sobre os humanos.
        --Voc no disse ao Alto Conselho sobre os calouros vermelhos, no ?

        --Eu no faria isso sem discutir com voc primeiro. Voc  sua Alta Sacerdotisa. Mas voc deve entender que
as aes deles esto extrapolando e elas no podem ser ignoradas pelo resto de ns.

        --Sei, mas eu ainda quero enfrent-los sozinha.

        --No sozinha novamente. No desta vez ,-- disse Lenobia.

        --Voc est certa sobre isso. O que eles fizeram hoje me mostra como eles so perigosos.

        --Devo chamar Dragon a respeito disso?

        --No. Eu no estou indo sozinha, e eu fao planos lhes concedendo uma forma de ultimato para cima ou
para fora do barco mas se eu apanhar do lado de fora ali, eu no darei chance para nenhum deles de decidir desistir
da Escurido e vir comigo.-- Ento, Stevie Rae percebeu o que ela disse e parou, como se ela tivesse corrido dentro do
estbulo. --Ohminhadeusa,  isso! Eu no poderia ter entendido isso antes de conhecer os touros, mas agora eu
entendo. Lenobia, isso  o que fica nos possuindo depois de mortos, e, em seguida, no-mortos, e ns somos todos
maus e cheios de sede de sangue e coisas isso  parte da Escurido. Isso significa que ela no  uma coisa nova. Tem
de ser to antigo quanto a religio do touro/Guerreiro. Neferet est por trs do que aconteceu comigo e com o resto
das crianas.-- Ela encontrou seu olhar com o da Senhora dos Cavalos e viu o medo que sentia refletido ali. --Ela est
envolvida com a Escurido. No h nenhuma dvida sobre isso agora.

        --Eu estou com medo de no ter existido nenhuma dvida sobre isso por muito tempo,-- disse Lenobia.

        --Mas como diabos Neferet descobriu sobre a Escurido? Durante sculos e sculos, os vampiros adoravam
Nyx.

        --S porque as pessoas deixam de adorar, no significa que a divindade deixa de existir. As foras do bem e
do mal se movem em uma dana atemporal, independentemente de capricho ou da moda mortal.

        --Mas Nyx  a Deusa.

        --Nyx  a nossa Deusa. Voc no pode realmente acreditar que h somente uma divindade em um mundo
to complexo como o nosso.

        Stevie Rae suspirou. --Eu acho que quando voc coloca assim, eu tenho que concordar com voc, mas eu
desejaria que no houvesse mais de uma opo para o mal.

        --Ento, haveria apenas uma escolha para sempre. Lembre-se, deve haver sempre, eternamente,
equilbrio.-- Elas caminharam em silncio por um tempo antes de Lenobia dizer: --Voc vai levar os calouros
vermelhos com voc para enfrentar os bandidos?

        --Sim.

        --Quando?

        --Quanto mais cedo melhor.

        --Existe apenas um pouco mais de trs horas daqui at o amanhecer,-- Lenobia disse.

        --Bem, eu vou lhes perguntar,  um simples sim-ou-no. Isso no vai levar muito tempo.
          --E se eles disserem que no?

          --Se eles disserem no, eu vou me certificar de que eles no possam usar os tneis do depsito como seu
esconderijo mais confortvel, e eu vou me certificar tambm que eles estaro separados. Como indivduos, eu ainda
no acredito que todos eles sejam maus.-- Stevie Rae hesitou, e depois acrescentou: --Eu no quero mat-los. Eu
sinto como se eu no fizer, estarei entregando-os para o mal. E eu no quero que a Escurido me toque, nunca mais.--
A imagem de Rephaim, de asas estendidas, completamente curado e poderoso, passou por sua memria.

          Lenobia assentiu. --Eu entendo. Eu no concordo com voc, Stevie Rae, mas eu entendo. Seu plano tem o
mrito, no entanto. Se voc sacudi-los de sua fortaleza e for-los a se dispersar, aqueles que forem deixados tero
que se preocupar sobre a sobrevivncia e no tero tempo para --brincar-- com humanos.

          --Ok, ento vamos dividir e espalhar o aviso de que eu preciso que todos os calouros vermelhos me
encontrem no Hummer no estacionamento agora. Irei aos dormitrios.

          --Eu irei  Casa de Campo e ao refeitrio. Na verdade, em meu caminho para encontrar voc, vi Kramisha
indo para o refeitrio. Eu vou alcan-la primeiro. Ela sempre sabe onde todo mundo est.

          Stevie Rae assentiu, e Lenobia se moveu, deixando-a sozinha indo em direo aos dormitrios. Sozinha... e
capaz de pensar. Ela devia estar pensando o que diabos ela ia dizer  estpida Nicole e seu grupo de calouros
assassinos. Mas ela no conseguia colocar Rephaim fora de sua mente.

          Dirigir para longe dele tinha sido uma das coisas mais difceis que j fez em sua vida.

          Ento, por que ela tinha feito?

          --Porque ele est bem novamente,-- ela disse em voz alta, e depois fechou a boca e olhou com culpa ao seu
redor. Felizmente, no havia ningum nas proximidades. Ainda assim, ela manteve sua grande boca bem fechada
enquanto sua mente continuava a correr.

          Ok, Rephaim estava curado e tudo. Ento? Teria ela realmente achado que ele estaria quebrado para
sempre?

        No! Eu no quero que ele esteja quebrado! O pensamento veio rpido e honesto. Mas no foi apenas por que
ele estava bem. Foi a Escurido que curou ele, e fez ele parecer...

        Os pensamentos de Stevie Rae sumiram, porque ela no queria ir para l. Ela no queria admitir, mesmo
silenciosamente para si mesma, como Rephaim pareceu para ela parado ali, emoldurado pela lua, e todo poderoso.

          Nervosa, ela enrolou um cacho loiro. E mesmo assim, eles tiveram um Imprint. Ele devia parecer de uma certa
maneira para ela.

          Mas Aphrodite no a tinha afetado como Rephaim tinha desde o comeo.

          --Bem, eu no sou gay!-- Ela murmurou, e ento fechou a boca novamente, porque a idia surgiu embora ela
no quisesse.

          Stevie Rae tinha gostado da forma que Rephaim pareceu. Ele tinha sido forte e bonito, e s por um momento,
ela vislumbrou a beleza interior da besta, e ele no tinha sido um monstro. Ele tinha sido magnfico, e ele tinha sido
dela.
          Ela cambaleou at parar. Foi por causa desse maldito touro negro! Tinha que ser. Antes dele se materializar
totalmente, ele perguntou a Stevie Rae: Eu posso afugentar a Escurido, mas se eu fizer isso, voc ter uma dvida com
a Luz, e esta dvida  que voc estar para sempre ligada  humanidade dentro dessa criatura ali, a qual voc me
chamou para salvar. Ela respondeu sem hesitar: --Sim! Eu vou pagar o seu preo. Ento a merda do touro tinha
aracado ela com algum tipo idiota de Luz, e tinha feito algo dentro dela.

          Mas isso era realmente verdade? Stevie Rae girou um cacho enquanto pensava. No isso tinha mudado
entre ela e Rephaim antes do touro negro aparecer. Isso tinha acontecido quando Rephaim enfrentou a Escurido por
ela e assumiu a dor de sua dvida.

          Rephaim havia dito que ela lhe pertencia.

          Hoje, ela percebeu que ele estava certo, e isso a assustou mais do que a prpria Escurido.




                                                           Stevie Rae

          --Ok, ento, todos ns aqui?

          Cabeas assentiram e do lado dela, Dallas, disse, --Sim, todo mundo aqui.

          --As crianas ms mataram aquelas pessoas no Tribune Lofts, no ?-- Kramisha disse.

          --Sim,-- Stevie Rae disse. --Eu acho que sim.

          --Isso  ruim,-- disse Kramisha. --Realmente ruim.

          --Voc no pode deixar eles matarem as pessoas assim,-- disse Dallas. --Eles nem mesmo so mendigos.

          Stevie Rae soltou um longo suspiro. --Dallas, quantas vezes eu tenho que dizer a voc que no importa se 
mendigo ou no, no temos direito de matar ningum.

          --Desculpe,-- disse Dallas. --Eu sei que voc est certa, mas algumas vezes antes de conseguir desarrumar
minha cabea, e eu meio que esqueo.

          Antes... a palavra parecia ecoar em torno deles. Stevie Rae sabia exatamente o que significava para Dallas:
antes de sua humanidade ter sido salva pelo sacrifcio de Aphrodite, e eles terem a capacidade de escolher o bem
sobre o mal. Ela se lembrou antes, tambm, mas como ela tem outro dia mais longe que aquele passado obscuro, isso
era cada vez mais fcil para Stevie Rae coloc-lo fora de sua mente. Enquanto ela estudou Dallas, ela se perguntou se
isto estava diferente para ele para o resto das crianas que ainda no tinha se Transformado, porque Dallas parecia
cometer pequenos deslizes que ele tinha com uma certa frequncia.

          --Stevie Rae? Voc est bem? --Dallas perguntou, obviamente desconfortvel com o seu escrutnio.

          --Sim, tudo bem. S pensando. Ento, aqui vai o que est acontecendo: Estou indo de volta para os tneis
sob o depsito, os nossos tneis, e eu darei para as crianas mais uma chance de decidirem agir corretamente. Se o
fizerem, eles ficaro e voltaro conosco para a escola na segunda-feira. Se no o fizerem, eles tero que encontrar sua
prpria maneira, em seu prprio lugar, porque ns estamos tomando os tneis de volta, e eles no sero mais bem-
vindos.
        Kramisha sorriu. --Estamos voltando para viver nos tneis!

        --Sim,-- disse Stevie Rae, e ela soube a partir dos aplausos e gritos de alvio de --finalmente,-- ela ouviu das
crianas que tinha tomado a deciso certa. --Eu no falei com Lenobia sobre isso ainda, mas eu no posso pensar que
no ser um problema nos transportar para cima e para baixo do depsito para a House of Night. Precisamos estar no
subsolo, e mesmo que eu realmente goste dessa escola, isso no me faz mais sentir em casa. Os tneis sim.

        --Eu estou com voc menina,-- disse Dallas. --Mas ns precisamos de comear algo certo agora. Voc no
vai enfrentar essas crianas sozinha novamente. Estou indo com voc.

        --Eu tambm,-- disse Kramisha. --Eu no me importo com o tipo de grande histria voc ofereceu a todos os
outros, eu soube que as crianas ms estavam atrs de voc quase te fritando em cima do telhado.

        --Sim, todos ns temos falado sobre isso,-- o musculoso Johnny B disse. --Ns no estamos deixando a
nossa Alta Sacerdotiza de cara nessa merda sozinha de novo.

        --No importa o quo poderosa usando-a-terra-para-chutar-seu-rabo ela ,-- disse Dallas.

        --Eu no vou sozinha.  por isso que eu chamei vocs aqui. Ns estamos pegando nossos tneis de volta, e se
rabos precisarem ser chutados, ns vamos fazer isso,-- Stevie Rae disse.--Ento, Johnny B, eu preciso que voc dirija o
Hummer.-- Atirou-lhe as chaves. O grandalho sorriu para ela e arrebatou as chaves no ar. --Leve Ant,
Shannoncompton, Montoya, Elliott, Sophie, Geraty e Vnus com voc. Vou levar Dallas e Kramisha no Bug de Z. Siga-
me, ns estamos indo para o estacionamento inferior do depsito.

        --Parece bom, mas como vamos ter certeza de que podemos encontrar esses garotos vermelho? Voc sabe
que os tneis so como, bem, um formigueiro l embaixo,-- disse o garotinho apelidado Ant, e todo mundo riu.

        --Eu estive pensando sobre isso tambm,-- Kramisha falou. --E tenho uma idia, se voc no se importa de
me dizer algo.

        --Ei, essa  uma das razes de eu ter chamado vocs juntos, porque eu preciso da ajuda de todos com isso,--
Stevie Rae disse.

        --Sim, bem, esta  a minha ideia: Aquelas crianas tentaram mat-la uma vez, certo?

        Imaginando que no estava escondendo nada de seus calouros, Stevie Rae assentiu. --Certo.

        --Ento eu percebi que se eles tentaram, mas no conseguiram se livrar de voc uma vez, eles devem querer
outra chance, certo?

        --Provavelmente.

        --O que eles fariam se eles achassem que voc est l em baixo nos tneis de novo?

        --Eles iriam me buscar,-- Stevie Rae disse.

        --Ento, use a terra para que eles saibam que voc est l novamente. Voc pode fazer isso, certo?

        Stevie Rae piscou surpresa. --Eu nunca pensei sobre isso antes, mas eu aposto que posso.

        --Isso  genial, Kramisha!,-- Disse Dallas.
         --Totalmente!-- Stevie Rae disse. --Ento, espere e deixe-me tentar algo.-- Ela correu para fora do
estacionamento no lado da escola que  adjacente  ele.. Havia um par de velhos carvalhos ali, num banco de ferro
forjado, e uma fonte tilintante rodeada pelo que era agora uma cama de gelo encapsulado de amores-perfeitos
amarelos e roxos. Enquanto seus calouros assistiam, ela enfrentou o norte e se ajoelhou no cho em frente a maior
das duas rvores. Ela inclinou a cabea e se concentrou. --Vinde a mim, terra,-- ela sussurrou. Imediatamente, o cho
em torno dos joelhos aqueceu, e ela sentiu o cheiro de flores silvestres, ondeando com a grama. Stevie Rae apertou as
mos contra a terra que ela tanto amava e se deleitou com a sua ligao com o elemento. A sensao de calor e
suficincia com a fora da natureza, ela disse, --Sim! Eu conheo voc eu posso me sentir dentro de voc e voc
dentro de mim. Por favor, faa algo para mim. Por favor, leve algo de sua magia, e derrame-a dentro do tnel principal,
debaixo do depsito. Que parea que eu estou l, tanto que qualquer um descanse ao seu alcance saiba disso.--
Stevie Rae fechou os olhos e imaginou um raio de energia verde brilhante deixando seu corpo, percorrendo a terra, e
derramando dentro do tnel direto fora de seu antigo quarto no depsito. Ento ela disse: --Obrigada, terra. Obrigado
por ser meu elemento. Voc pode ir agora.

         Quando ela voltou para seus calouros, eles estavam todos olhando para ela com os olhos arregalados.

         --O qu?-- Perguntou ela.

         --Foi incrvel,-- disse Dallas, com sua voz cheia de admirao.

         --Sim, voc estava verde e toda brilhante,-- disse Kramisha. --Eu nunca vi nada como isso antes.

         --Foi muito legal,-- disse Johnny B, enquanto o resto das crianas assentiu com a cabea e sorriu.

         Stevie Rae sorriu para eles, se sentindo como uma verdadeira Alta Sacerdotisa. --Bem, eu tenho certeza que
ela trabalhou,-- disse ela.

         --Voc acha?-- Disse Dallas.

         --Eu acho,-- disse ela, e eles trocaram um olhar que fez o estmago de Stevie Rae se contrair. Ela teve que
agitar-se mentalmente e se reorientar, dizendo: --Uh, tudo bem. Vamos fazer isso.

         As crianas se espalharam nos dois veculos, e Dallas envolveu seu brao em torno do ombro Stevie Rae. Ela
deixou ele atra-la para perto.

         --Eu estou orgulhoso de voc, menina,-- disse ele.

         --Obrigada.-- Ela alcanou em torno de sua cintura e deslizou sua mo em seu bolso traseiro.

         --E eu estou feliz que voc est conduzindo-nos ao longo deste tempo,-- disse ele.

         -- a coisa certa a fazer,-- ela disse. --Alm disso, ns somos mais fortes juntos do que quando estamos
separados.

         Ao lado do Bug, ele parou e puxou-a todo o caminho at seus braos. Curvando-se, murmurou contra seus
lbios, --Isso mesmo, garota. Ns somos mais fortes juntos.-- Ento, ele a beijou com uma ardente posse que
surpreendeu Stevie Rae. Antes que ela realmente estivesse ciente disso, ela estava beijando ele de volta e gostando
de seu jeito quente, rduo, familiar, completamente normal do corpo estar fazendo-a sentir.
        --Ser que vocs podem procurar um quarto, por favor?-- Kramisha falou para eles enquanto se arrastava
para o banco traseiro do pequeno bug.

        Stevie Rae deu uma risadinha, misteriosamente tonta, especialmente quando o pensamento 'Caia na real 
voc no pode sequer beijar o outro' sussurrou em sua mente.

        Dallas relutantemente deixou-a sair de seus braos para que ela pudesse passar para o lado do motorista do
bug. Sobre o teto, ele pegou seu olhar, e disse baixinho: --Um quarto soa bem para mim.

        Stevie Rae sentiu o rosto ficar quente, e outra gargalhada escapou de sua boca. Ela e Dallas abaixaram dentro
do carro. Do banco de trs, Kramisha resmungou, --Eu ouvi esta porcaria sobre um quarto soar bem, Dallas, e tudo o
que eu estou dizendo  que  melhor vocs dois manterem suas mentes fora da sarjeta e nas crianas ms que gostam
de arrancar fora as gargantas das pessoas.

        --Eu disse quarto, no sarjeta,-- Dallas sorriu confiantemente sobre o assento para Kramisha.

        --E eu sou capaz de multitarefas,-- Stevie Rae acrescentou com outra risada.

        --Qualquer que seja. Vamos embora. Eu estou me sentindo estranha sobre isso,-- disse Kramisha.

        Imediatamente sria, Stevie Rae olhou Kramisha no espelho retrovisor enquanto ela arrancou para fora do
estacionamento. --Um sentimento estranho? Voc escreveu um outro poema, quero dizer, alm dos que voc j me
mostrou?

        --No. E eu no estou falando sobre os garotos maus.

        Stevie Rae franziu a testa para a reflexo de Kramisha.

        --De que mais voc poderia estar falando?-- Dallas perguntou.

        Kramisha deu uma boa olhada em Stevie Rae antes de lhe responder. --Nada. Eu justamente tenho alguma
parania acontecendo, isso  tudo. Vocs dois chupando cara em vez de prestar ateno no negcio no est
ajudando.

        --Estou prestando ateno na parada,-- Stevie Rae disse, olhando para longe da reflexo de Kramisha e
concentrando-se na estrada.

        --Sim, lembre que minha garota  uma Alta Sacerdotisa, e elas podem definitivamente lidar com um monte
de merda de uma vez.

        --Huh,-- Kramisha bufou.

        O passeio para o depsito foi curto e silencioso. Stevie Rae estava mais consciente de Kramisha no banco
traseiro. Ela sabe sobre Rephaim. O pensamento sussurrou na mente de Stevie Rae, e ela imediatamente se
silenciou. Kramisha no sabia sobre Rephaim. Ela s sabia que havia um outro rapaz. Ningum sabe sobre Rephaim.

        Exceto os calouros vermelhos.

        O pnico vibrou atravs de seu estmago. Que diabos ela iria fazer se Nicole ou um dos outros garotos
dissessem a seus calouros sobre Rephaim? Stevie Rae pde imaginar a cena. Nicole seria detestvel e rude. Seus
calouros estariam totalmente chocados e assustados. Eles no iriam acreditar que ela poderia ter...
        Com uma fasca de realizao que quase a fez ofegar em voz alta, Stevie Rae soube a resposta para seu
problema. Seus calouros no iriam acreditar que ela tinha um Imprint com um Corvo Escarnecedor. Nunca. Ela
simplesmente ia neg-lo. No havia qualquer prova. Sim, o sangue dela poderia ter cheiro estranho, mas ela j havia
explicado isso. A Escurido tinha se alimentado dela o que fez o seu cheiro estranho. Kramisha acreditou, assim o fez
Lenobia. O resto das crianas tambm. Seria a palavra dela, a palavra de uma Alta Sacerdotisa, contra um bando de
crianas ms e que tentaram mat-la.

        E se algum deles realmente decidir escolher o bem esta noite e ficar aqui com o resto deles?

        Ento eles tm que manter a boca fechada, ou no vo ficar, foi o pensamento triste que assombrou Stevie
Rae enquanto ela estacionava no lote do depsito e reunia seus calouros em torno dela.

        --Ok, ns estamos indo. Sem subestim-los,-- Stevie Rae disse. Sem qualquer discusso, Dallas passou para
sua direita, e Johnny B assumiu seu lado esquerdo. O resto das crianas seguiram de perto por trs enquanto afastava
a grade ilusoriamente segura que dava acesso fcil para o poro do depsito abandonado em Tulsa.

        Ele parecia muito ao que era quando eles estavam morando l. Havia talvez um pouco mais de lixo, mas
basicamente era um poro escuro e frio. Eles se moveram para a entrada do canto traseiro, onde os tneis caam em
uma escurido ainda mais profunda.

        --Voc pode ver?-- Dallas perguntou a ela.

        --Claro, mas eu vou acender as tochas da parede assim que eu encontrar um fsforo ou algo assim, ento
vocs podero ver, tambm.

        --Eu tenho um isqueiro,-- disse Kramisha, cavando em sua bolsa gigante.

        --Kramisha, no me diga que voc est fumando,-- disse Stevie Rae, pegando o isqueiro dela.

        --No, eu no estou fumando. Isso  simplesmente estpido. Mas acredito em estar preparada. E um isqueiro
vem a calhar de vez em quando, como agora.

        Stevie Rae comeou a se abaixar para baixo da escada de metal, mas a mo de Dallas em seu brao a
parou. --No, eu vou primeiro. Eles no querem me matar.

        --Bem, o que voc sabe de-- Stevie Rae contradisse, mas ela deixou-o descer a escada na frente dela, Johnny
B seguiu logo atrs dela. --Espere.-- Ela fez os dois esperarem no p da escada, enquanto ela se moveu com absoluta
confiana na total escurido at a primeira das lanternas de querosene antigas que ela ajudou a pendurar nos velhos
trilhos de ferro velho pregados na parede curva do tnel. Ela acendeu a lanterna e voltou a sorrir para seus meninos:
--Aqui, isso est melhor, huh?

        --Bom trabalho, garota.-- Dallas sorriu para ela. Ento, ele hesitou e inclinou a cabea para o lado. --Voc
ouviu isso?

        Stevie Rae olhou para Johnny B, que balanou a cabea enquanto ele ajudou Kramisha a descer a escada.

        --Ouviu o que, Dallas?-- Stevie Rae perguntou a ele.

        Dallas pressionou sua mo contra a parede spera de concreto do tnel. --Isso!-- Ele parecia hipnotizado.

        --Dallas, voc no est fazendo nenhum sentido,-- Kramisha disse a ele.
           Ele olhou por cima do ombro para eles. --Eu no tenho certeza, mas acho que posso ouvir o zumbido das
linhas elctricas.

           --Isso  estranho,-- disse Kramisha.

           --Bem, voc sempre foi super bom com a eletricidade e todo o tipo de coisa de garoto,-- Stevie Rae disse.

           --Sim, mas nunca foi assim antes. Srio, eu posso ouvir o zumbido de eletricidade atravs de cabos que liguei
para c.

           --Bem, talvez isto seja como uma afinidade para voc, e talvez voc no tenha percebido isso antes porque
voc estava aqui o tempo todo, assim isso parecia normal,-- Stevie Rae disse.

           --Mas a eletricidade no  da Deusa. Como isso pode ser uma afinidade? Kramisha disse, enviando a Dallas
um olhar duvidoso.

           --Por que no pode ser de Nyx?-- Stevie Rae disse. --Na verdade, eu conheci estranhas coisas antes de um
calouro recebendo uma afinidade para a electricidade. Uh, como um touro branco personificando a Escurido.

           --Voc tem um ponto a,-- disse Kramisha.

           --Ento, eu poderia realmente ter uma afinidade?-- Dallas parecia atordoado.

           --Claro que voc poderia, rapaz,-- Stevie Rae disse a ele.

           --Se voc tiver mesmo, faa-o ser conveniente,-- disse Johnny B, ajudando Shannoncompton e Venus a
descerem a escada.

           --Conveniente? De que jeito?-- Dallas perguntou.

           --Bem, voc pode dizer pelo zumbido ou o que quer que seja se esses desagradveis calouros vermelhos
estiveram usando a eletricidade aqui recentemente?-- Kramisha disse.

           --Eu vou ver.-- Dallas voltou para a parede, apertou as mos contra o concreto, e apertou os olhos
fechados. Dentro de apenas alguns instantes seus olhos estalaram abertos, e ele deu um suspiro surpreso, ento seu
olhar foi direto para Stevie Rae. --Sim, os calouros estiveram usando a eletricidade. Na verdade eles esto usando
agora. Eles esto na cozinha.

           --Ento l  onde estamos indo,-- Stevie Rae disse.
                                                CAPITULO VINTE E DOIS


                                                          Stevie Rae
                                                                                                 32
        --Certo, isso realmente me irrita.-- Stevie Rae chutou uma garrafa vazia de Dr. Pepper        que estava jogada
pelo tnel.-- Eles so desagradveis e insignificantes.-- Kramisha concordou.

        --Ohmeudeus. Se eles me sujarem, eu vou ficar to chateada,-- disse Venus.

        --Te sujar? Menina, voc viu o que eles fizeram no meu quarto?-- Kramisha rosnou.

        --Eu realmente acho que devemos nos concentrar,-- disse Dallas. Ele continuou correndo a mo ao longo da
parede de concreto. Quanto mais prximos  zona da cozinha eles que estavam, mais agitados ficavam.

        --Dallas est certo,-- Stevie Rae disse. --Primeiro ns temos que expuls-los daqui, e depois podemos nos
preocupar em conseguir nossas coisas de volta.
                                  33
        --Pier One e Pottery Barn ainda tm o carto de ouro da Aphrodite em arquivo,-- Kramisha disse a Venus.

        Venus parecia extremamente aliviada. --Bem, isso vai consertar essa baguna.

        --Vnus, voc precisa de muito mais do que um carto ouro para consertar a baguna que voc fez.-- O grito
sarcstico saiu das sombras do tnel na frente deles. --Olhe pra voc voc est toda mansa e tediosa. E eu pensava
que voc tinha um potencial seriamente legal.

        Venus, junto com Stevie Rae e o resto de seus calouros, ficaram hesitantes. --Eu sou mansa e tediosa?-- O
sorriso de Vnus era to sarcstico quanto a voz de Nicole. --Ento a sua ideia de potencial seriamente legal deve ser
seriamente arrancar a garganta das pessoas. Por favor. Isso no pode mesmo ser atraente.

        --Ei, no critique porque at voc j tentou isso,-- disse Nicole, guardando de lado o cobertor com o qual
estava descansando perto da porta de entrada da cozinha.

        Ela estava emoldurada na soleira da porta pela luz da lanterna de dentro. Ela parecia mais magra mais forte
do que Stevie Rae lembrava que ela parecia. Starr e Kurtis ficaram um pouco atrs dela, e atrs deles, pelo menos, uma
dzia de calouros com olhos vermelhos reunidos, olhando para eles maliciosamente.

        Stevie Rae deu um passo para a frente. Os olhos srdidos e vermelhos de Nicole saram em disparada de
Vnus para ela.

        --Oh, voc voltou para brincar um pouco mais?,-- Disse Nicole.

        --Eu no estou brincando com voc, Nicole. E voc est 'brincando'-- ela gesticulou as aspas no ar, --com as
pessoas por aqui.

        --Voc no pode nos dizer o que fazer!-- As palavras explodiram de Nicole. Atrs dela, Starr e Kurtis
mostravam os dentes e faziam rudos que estavam mais para rosnados do que para risos. Os calouros na cozinha se
mexeram inquietos.


32
 Dr. Pepper  marca de refrigerante. http://www.drpepper.com/
33
 Pier One e Pottery Barn so grandes lojas dos Estados Unidos.
        Foi ento que Stevie Rae viu. Estava pendurada perto do teto sobre os calouros trapaceiros como uma onda
negra oscilando que parecia uma piscina e se comunicava por escrito como um fantasma feito de nada exceto
Escurido.

        Escurido...

        Stevie Rae engoliu a biles do medo e forou seus olhos a focarem em Nicole. Ela sabia o que tinha que
fazer. Ela precisava acabar com isso agora, antes que a Escurido aperfeioasse o domnio que j tinha sobre eles.

        Em vez de responder a Nicole, Stevie Rae suspirou profundamente, limpou a garganta e disse: --Terra, venha
a mim!-- Quando ela sentiu o cho sob seus ps e as laterais curvas do tnel em torno dela comearem a se aquecer,
ela voltou sua ateno para Nicole.

        --Como de costume, voc est errada, Nicole. Eu no vou te dizer o que fazer.-- Stevie Rae falou com uma
voz calma e razovel. Ela soube desde que os olhos de Nicole se arregalaram que ela provavelmente estava ficando
com aquele brilho verde que a tinha envolvido na House of Night, e ela comeou a levantar as mos, puxando mais
energia rica e vibrante de seu elemento para ela.--Eu vou te dar uma escolha, e ento vocs tero as consequncias
do que escolherem. Exatamente como todos ns temos.

        --Como sobre voc escolher levar seu traseiro imbecil de volta  House of Night com o resto dos fodidos
covardes que se chamam de vampiros,-- disse Nicole.

        --Voc sabe que eu no sou nenhum maricas,-- disse Dallas, pisando mais perto de Stevie Rae.

        --Nem eu,-- resmungou Johnny B atrs de Dallas.

        --Nicole, eu nunca gostei muito de voc. Eu sempre pensei que voc era um pssimo caso de ser-comandada-
por-sua-bunda-amassada. Agora eu tenho certeza disso ,-- disse Kramisha, movendo-se para ficar mais perto do outro
lado Stevie Rae. --E eu no gosto do jeito que voc est falando com nossa Alta Sacerdotisa.

        --Kramisha, eu no dou uma nica merda pelo que voc gosta ou no gosta. E ela no  minha Alta
Sacerdotisa!-- Nicole gritava, pulverizando saliva branca de seus lbios.

        --Seriamente tosca,-- disse Venus. --Voc pode querer repensar toda esta coisa de calouro-mal. Isto est
fazendo voc feia, em mais de uma maneira.

        --O poder nunca  feio, e eu tenho o poder,-- disse Nicole.

        Stevie Rae no teve que olhar para cima para dizer que a Escurido se infiltrando a partir do teto da cozinha
foi ficando mais espessa.

        --Ok, isso  suficiente. Vocs todos claramente no so capazes de serem legais, ento isso precisa ser
feito. Aqui est sua escolha e cada um de vocs precisa fazer isso para si mesmo.-- Stevie Rae olhou para trs de
Nicole enquanto ela falava, encontrando cada par de brilhantes olhos vermelhos, esperando alm da esperana que
ela pudesse conseguir completamente pelo menos um deles. --Voc pode abraar a Luz. Se o fizer, isso significa que
voc escolheu a bondade e o caminho da Deusa, e voc pode ficar aqui com a gente. Ns comearemos a voltar 
escola na House of Night segunda-feira, mas viveremos aqui em nossos tneis, onde estamos cercados pela terra e nos
sentimos confortveis e tudo mais. Ou voc pode escolher manter a Escurido.-- Stevie Rae viu a pequena sacudida
de surpresa de Nicole quando ela deu um nome a isto. --Sim, eu sei tudo sobre a Escurido. E posso lhe dizer que
mexendo com isto, de qualquer forma, est cometendo um grande erro. Mas se essa for sua escolha, ento voc vai
ter que partir daqui, sozinho, e no voltar.

         --Voc no pode nos fazer isso!-- Disse Kurtis atrs de Nicole.

         --Eu posso,-- Stevie Rae levantou as mos, apertando-as em punhos brilhantes. --E no ser s
comigo. Lenobia est falando para o Alto Conselho sobre vocs todos. Voc sero oficialmente banidos de todas as
House of Night no mundo.

         --Ei, Nicole, como Vnus disse antes, voc est parecendo tosca. Como voc se sente?-- Kramisha de repente
disse. Ento ela levantou a voz, falando com as crianas sobre os ombros de Nicole.--Quantos de vocs estiveram se
sentindo como merda? No h vampiro ao redor de vocs por um tempo agora, n?

         --Ohminhadeusa, eu no sei como eu pude ter esquecido sobre isso,-- Stevie Rae disse a Kramisha, em
seguida, ela voltou sua ateno para as crianas na cozinha, falando de certos acontecimentos passados para Nicole
. --Ento, quantos de vocs querem morrer? Mais uma vez.

         --Parece que um calouro vermelho  realmente apenas um outro tipo de calouro,-- disse Dallas.

         --Sim, vocs podem morrer se estiverem em torno de vamps,-- Johnny B disse.

         Mas voc com certeza vo morrer se vocs no voltarem,-- disse Kramisha, com uma pitada de presuno em
seu tom. --Mas vocs sabem sobre isso porque vocs j morreram uma vez. Querem fazer isso de novo?

         --Ento, vocs precisam escolher,-- Stevie Rae disse, ainda segurando os punhos brilhando.

         --Ns com certeza no estamos escolhendo voc para nossa Alta Sacerdotisa!-- Nicole cuspiu as palavras
para ela. --E no estariam qualquer um de vocs, se vocs soubessem a verdade sobre ela.-- Com o sorriso do gato de
         34
Cheshire , ela falou as palavras que Stevie Rae temia que algum mais ouvisse. --Aposto que ela no lhes disse que
ela salvou um Corvo Escarnecedor, no ?

         --Voc  uma mentirosa,-- disse Stevie Rae, encontrando o olhar vermelho de Nicole constantemente.

         --Como voc sabe que h um Corvo Escarnecedor em Tulsa?-- Disse Dallas.

         Nicole suspirou. --Ele estava aqui. Seu perfume precioso de Alta Sacerdotisa estava todo sobre ele, porque
ela salvou sua vida. Ele estava quando prendemos ela no telhado. Ela foi at l para salv-lo de novo.

         --Isso  besteira!-- Dallas gritou. Ele apertou a palma da mo contra a parede de cimento. Stevie Rae sentiu
levantar o cabelo em uma arremetida repentina de eletricidade esttica.

         --Uau, voc realmente tem enganado eles.-- Nicole disse ironicamente.

         -- isso a. Eu estou satisfeita com isso,-- Stevie Rae disse. --Faa sua escolha. Agora. Luz ou Escurido, o que
ser?

         --Ns j fizemos nossa escolha.-- A mo de Nicole foi subindo por baixo de sua camisa larga e saiu com um
revlver, que ela mirou no meio da cabea de Stevie Rae.



34
  o gato do filme Alice no pas das maravilhas. http://www.guiapetecia.com.br/artigo_47-
   Gatos_na_Literatura_+_Britsh_Shorthair__o_Gato_de_Cheshire+.htm
         Stevie Rae sentiu um instante de terror e, em seguida, ouviu o sons de gatilhos e seu olhar atordoado passou
da arma de Nicole para Kurtis e Starr que levantaram e apontaram para Dallas e Kramisha.

         De saco cheio, Stevie Rae e os outros recuaram em velocidade rpida.

         --Proteja eles, terra!-- Stevie Rae gritou. Estendendo seus braos e liberando os punhos, ela imaginou o
poder da terra, como uma crislida, rodeando-os. O ar ao seu redor brilhou um macio verde musgoso. E quando a
barreira se manifestou, Stevie Rae viu a oleosa Escurido que estava agarrada ao teto tremendo e se dissipando
completamente.

         Dallas gritou: --Ah, infernos, no. Voc no est apontando essa coisa para mim!-- Fechando os olhos e se
concentrando, Dallas pressionou ambas as mos contra a lateral da parede do tnel. Houve um rudo de
crepitao. Kurtis ganiu e deixou cair a arma. No mesmo instante, Nicole gritou um som cru e primitivo que mais
parecia o rugido de um animal com raiva de algo do que o grito de uma jovem, e ela apertou o gatilho.

         Os tiros foram ensurdecedores. O som ecoou dolorosamente mais e mais at Stevie Rae perder a conta de
quantos tiros foram reais e quantos foram apenas da avalanche de som, fumaa e da sensao.

         Stevie Rae no ouviu os gritos dos calouros maus enquanto as balas ricochetearam na barreira de terra e
bateu com fora em seus corpos, mas viu Starr cair e viu o terrvel vermelho que floresceu a partir do lado de sua
cabea. Dois outros calouros de olhos vermelhos caram no cho tambm.

         O pandemonium desabou, e calouros intactos na cozinha empurraram e empurraram e subiram uns sobre os
outros enquanto eles lutavam para chegar  entrada estreita que levava acima da construo do depsito principal.

         Nicole no se mexeu. Ela estava segurando a arma vazia, olhando com olhos arregalados e ainda puxava o
gatilho quando Stevie Rae gritou: --No! Voc j fez demais!-- Agindo com um instinto totalmente aliado  terra,
Stevie Rae bateu suas palmas brilhantes  sua frente. Com um som rasgando, cru, escancarou o buraco aberto na outra
extremidade da cozinha, onde antes tinha sido apenas um lado da curva do tnel. --Voc precisa sair daqui e nunca
mais voltar.-- Como uma deusa da vingana, Stevie Rae arremessou a terra em Nicole e Kurtis e os outros que ainda
estavam com eles, enviando uma onda de poder limpando atravs da cozinha. Isso levantou todos eles, e atirou-os
para dentro do tnel recm-aberto. Enquanto Nicole rosnava maldies para ela, Stevie Rae calmamente acenou com
sua mo. Com a voz ampliada por seu elemento, ela disse, --leve-os para longe daqui e feche logo atrs deles. Se eles
no forem, enterre-os vivos.

         A ltima viso que Stevie Rae teve de Nicole foi dela gritando para Kurtis e lhe dizendo para colocar sua
bunda grande em movimento.

         Em seguida, o tnel foi fechado, e tudo ficou quieto.

         --Vamos,-- Stevie Rae disse. No dando-se tempo para pensar sobre onde ela estava entrando, ela caminhou
at a cozinha, em linha reta para os corpos sangrando que Nicole tinha deixado para trs. Havia cinco deles. Trs,
incluindo Starr, tinham sido atingidos por tiros desviados de Nicole. Os outros dois foram atropelados. --Eles esto
todos mortos.-- Stevie Rae pensou que era estranho ela parecer to calma.

         --Johnny B, Elliott, Montoya, e eu vamos nos livrar deles,-- disse Dallas, tendo um segundo para apertar seu
ombro.
        --Eu tenho que ir com voc,-- Stevie Rae disse a ele. --Eu vou abrir a terra e enterr-los, e eu no farei isso
aqui. Eu no quero enterr-los onde ns vamos viver.

        --Ok, o que voc achar melhor,-- disse ele, tocando seu rosto suavemente.

        --Aqui. Enrole-os nesses sacos de dormir.-- Kramisha escolheu o seu caminho atravs dos destroos e corpos
na cozinha, foi at o armrio de armazenamento, e comeou a encher os braos com sacos de dormir.

        --Obrigada, Kramisha,-- disse Stevie Rae, metodicamente pegando os sacos dela e abrindo-os. Um rudo
chamou a ateno de volta para a porta, onde Vnus, Sophie, e Shannoncompton estavam de p, plidos. Sophie
estava fazendo pequenos barulhos de soluo, mas nenhuma lgrimas saa de seus olhos. --Vo para o Hummer,--
Stevie Rae disse-lhes. --Esperem por ns l. Ns estamos indo para a escola. Ns no vamos ficar aqui esta
noite. Certo?

        As trs garotas acenaram com a cabea e, em seguida, de mos dadas, desapareceram no tnel.

        --Elas provavelmente vai precisar de aconselhamento,-- Kramisha disse a ela.

        Stevie Rae olhou por cima de um saco de dormir para ela. --E voc no vai?

        --No. Eu costumava ser uma voluntria na emergncia do Hospital St. John, eu vi um monte de loucuras l.

        Desejando ter um pouco de experincia em --um monte de loucuras,-- Stevie Rae pressionou os lbios e
tentou no pensar em tudo no que culminou nos calouros mortos em cinco sacos diferentes, e seguiu os rapazes,
grunhindo pelo peso de seus fardos, atravs da construo do depsito principal. Silenciosamente, eles deixaram-na
conduzir no caminho para a escura e deserta rea ao lado dos trilhos do trem. Stevie Rae ajoelhou-se e apertou as
mos contra a terra. --Abra, por favor, e permita que essas crianas voltem para voc.-- A terra tremeu, como a pele
de um animal se contraindo, e depois partiu, formando uma fenda aberta, profunda e estreita. --V em frente e deixe-
os,-- ela disse aos meninos, que seguiram suas ordens sombria e silenciosamente. Quando o ltimo corpo
desapareceu, Stevie Rae disse, --Nyx, eu sei que estes pequenos fizeram algumas escolhas erradas, mas eu no penso
que foi tudo culpa deles. Eles so os meus calouros, e como Alta Sacerdotisa, peo que voc lhes mostre o carinho e
que eles tenham a paz que no encontraram aqui.-- Ela acenou com sua mo na frente, sussurrando, --Feche sobre
eles, por favor.-- A terra, como o calouro ao seu lado, cumpriu a ordem de Stevie Rae.

        Quando ela se levantou, Stevie Rae sentiu como se tivesse cerca de cem anos. Dallas tentou toc-la
novamente, mas ela comeou a caminhar de volta para o depsito, dizendo: --Dallas, voc e Johnny B podem olhar e
se e certificar de que aquelas crianas que saram atravs do depsito entenderam que eles no so bem-vindos de
volta? Eu estarei na cozinha. Encontre-me l, ok?

        --Ns estamos nisso, garota-- disse Dallas. Ele e Johnny B saram.

        --O resto de vocs pode ir para o Hummer,-- disse ela. Sem uma palavra, as crianas desceram a escada que
levava ao estacionamento no subsolo.

        Lentamente, Stevie Rae passou pelo depsito e desceu para a cozinha encharcada de sangue. Kramisha ainda
estava l. Ela encontrou uma caixa de sacos de lixo gigantes e foi juntando o entulho neles, murmurando para si
mesma. Stevie Rae no disse nada. Ela s pegou outro saco e se juntou a Kramisha. Quando tinham a maioria da
baguna junta dentro dos sacos, Stevie Rae disse, --Ok, voc pode ir agora. Eu vou fazer algumas coisas com a terra e
me livrar deste sangue.

        Kramisha estudou o cho de terra batida. --Isso no est exatamente encharcado.

        --Sim, eu sei. Eu vou corrigir isso.

        Kramisha encontrou seu olhar. --Ei, voc  nossa Alta Sacerdotisa e tudo, mas voc tem que entender que
voc no pode resolver tudo.

        --Eu acho que uma boa Alta Sacerdotisa precisa resolver tudo,-- disse ela.

        --Eu acho que uma boa Alta Sacerdotisa no se castiga pelas coisas que ela no pode controlar.

        --Voc faria uma boa Alta Sacerdotisa, Kramisha.

        Kramisha suspirou. --Eu j tenho um trabalho. No tente colocar mais merda no meu prato. Eu mal posso
segurar esta coisa de poema como ela .

        Stevie Rae sorriu, embora seu sentiu rosto estranhamente duro. --Voc sabe que tudo depende de Nyx.

        --Sim, bem, eu e Nyx teremos uma conversa. Vejo voc l fora.-- Ainda resmungando sob sua respirao,
Kramisha se dirigiu pra baixo pelo tnel, deixando Stevie Rae sozinha.

        --Terra, venha a mim novamente, por favor,-- ela disse, apoiando-se  entrada da cozinha. Quando sentiu o
calor aumentar abaixo e atravs dela, Stevie Rae estendeu as mos, com as palmas voltadas para o cho
ensanguentado. --Como tudo o que  vivo, o sangue vai acabar de volta para voc. Por favor, absorva o sangue dessas
crianas que no deviam ter morrido.-- Como uma esponja gigante de barro, o piso da cozinha se tornou poroso, e
enquanto Stevie Rae observava, a mancha vermelha foi absorvida. Quando tudo se acabou, Stevie Rae sentiu os
joelhos oscilando, e ela sentou-se rgida, no cho recm limpo. Ento ela comeou a chorar.

        Foi assim que Dallas a encontrou. Cabea baixa, rosto nas mos, soluando sua culpa e tristeza e seu corao
na mo. Ela no tinha ouvido ele entrar na cozinha. Ela s sentiu os braos em volta dela quando ele se sentou ao seu
lado e a puxou para seu colo, ele alisou seu cabelo e a abraou, balanando-a como se ela fosse muito, muito jovem.

        Quando os breves soluos se transformaram em grandes soluos, e os grandes soluos finalmente pararam,
Stevie Rae enxugou o rosto com a manga da blusa e depois deitou a cabea em seu ombro. --As crianas esto
esperando l fora. Precisamos ir,-- disse ela, embora ela estivesse achando difcil se mover.

        --No, ns podemos ter o nosso tempo. Enviei-lhes todos de volta no Hummer. Eu disse que ia seguir com o
Bug de Z.

        --At Kramisha?

        --At Kramisha. Mas ela se queixou de ter que se sentar no colo de Johnny B.

        Stevie Rae surpreendeu-se ao rir. --Eu aposto que ele no reclamou.

        --No. Eu acho que eles se gostam.

        --Voc acha?-- Ela se inclinou para trs de modo que pudesse olhar em seus olhos.

        Ele sorriu para ela. --Sim, e eu estou ficando bom nesse lance de dizer quando algum gosta de algum.
        --Oh, realmente? Como quem?

        --Como eu e voc, menina.-- Dallas se inclinou e beijou-a.

        Ele comeou como gentil, mas Stevie Rae no deixou ficar assim. Ela no soube explicar exatamente o que
aconteceu, mas o que era, sentia-se como uma tocha de fogo fora de controle. Talvez isso tivesse algo a ver com ter
acabado de chegar muito perto da morte e que precisam ser tocados para se sentirem vivos. Ou talvez a frustrao
que vinha dentro dela desde que Rephaim falou pela primeira vez com ela finalmente transbordou e Dallas foi o nico
a ser queimado por ele. Seja qual for o motivo, Stevie Rae estava em chamas, e ela precisava de Dallas para acalmar o
fogo.

        Ela puxou a camisa dele, murmurando --Tire isso...-- Contra seus lbios. Com um grunhido, ele puxou-a
sobre a cabea. Enquanto ele fazia isso, Stevie Rae tirou sua prpria camiseta e comeou a chutar fora suas botas e
desafivelar seu cinto. Ela sentiu seus olhos sobre ela e olhou para encontrar seu questionante olhar. --Eu quero fazer
isso com voc, Dallas,-- disse ela em uma agitao. --Agora.

        --Tem certeza?

        Ela assentiu com a cabea. --Absolutamente. Agora.

        --Ok, agora,-- disse ele, aproximando-se dela.

        Quando tocou sua pele nua, Stevie Rae pensou que ela ia explodir. Isso era o que ela precisava. Sua pele
estava ultra-sensvel, e em toda parte que Dallas tocava, ele a queimava, mas de uma forma muito, muito boa, porque
Stevie Rae precisava ser tocada. Ela tinha que ser tocada e amada e possuda mais e mais para enviar tudo para longe:
Nicole, as crianas mortas, o medo por Zoey e Rephaim. Sempre, antes de mais nada, havia Rephaim.

        O toque de Dallas queimou-o. Stevie Rae sabia que ela ainda tinha o Imprint com Rephaim ela nunca poderia
esquecer isso mas justo ento, com o calor da pele lisa, suave, humana e real de Dallas, suado, contra a dela,
Rephaim parecia muito distante. Era quase como se ele estivesse se afastando dela... deixando-a ir...

        --Voc pode me morder se voc quiser.-- A respirao Dallas era quente contra seu ouvido.--Realmente.
Isso  bom. Eu quero que voc faa.

        Ele estava em cima dela, e ele mudou o seu peso para que a curva de seu pescoo estivesse apertada contra
seus lbios. Ela beijou sua pele e deixou sabor de sua lngua nele, sentindo o pulso ali e o antigo ritmo dele. Stevie Rae
substituiu a lngua pela unha, acariciando levemente, encontrando o local perfeito para furar para que ela pudesse
beber dele. Dallas gemeu, em antecipao. Ela poderia lhe dar prazer e ter ao mesmo tempo com ele. Esta era a
maneira de trabalhar com os companheiros era a forma como as coisas deviam para ser. Seria fcil, rpida e sentia-se
muito, muito bom.

        Se eu beber dele, meu Imprint com Rephaim vai quebrar. O pensamento a fez hesitar. Stevie Rae parou, uma
ponta afiada da unha pressionada contra o pescoo de Dallas. No, uma Sacerdotisa pode ter um companheiro e um
consorte, ela disse a si mesma.

        Mas era uma mentira pelo menos para Stevie Rae era. Ela sabia que, no mais profundo de seu corao, seu
Imprint com Rephaim era algo nico. Isso no seguia as regras que normalmente vinculam uma vampira a seu
consorte. Era forte, incrivelmente forte. E talvez tenha sido por causa dessa fora incomum que ela no poderia
vincular-se a qualquer outro indivduo.

        Se eu beber de Dallas, meu Imprint com Rephaim vai quebrar.

        O conhecimento era uma fria certeza dentro dela.

        E ento o que acontece com a dvida que ela concordou em pagar? Ela poderia ser vinculada a humanidade
de Rephaim sem ter um Imprint com ele?

        Era uma pergunta que no era para ser respondida, porque naquele momento por trs
deles, como se conjurado por seus pensamentos, Rephaim gritou: --No faa isso conosco, Stevie
Rae!
                                          CAPTULO VINTE E TRS


                                                       Rephaim

         Rephaim sentiu a raiva e se perguntou se ele seria capaz de dizer se foi ou no dirigida a ele. Ele
propositalmente focou seus pensamentos em Stevie Rae, permitindo que o vnculo de sangue que os unia se
fortalecesse. Mais raiva. Isso fluiu atravs do seu vnculo, e a fora de ira de Stevie Rae o surpreendeu embora ele
pudesse sentir que ela estava tentando se manter sob controle.

         No. Sua fria no era dirigida a ele. Algum estava instigando-a  algum era o foco de sua agressividade.

         Ele sentiu pena do desgraado. Se ele fosse um ser inferior, ele teria rido ironicamente e desejado
profundamente a infelicidade do indivduo.

         Era a hora dele colocar Stevie Rae fora de sua mente.

         Rephaim manteve-se voando para leste, tocando a noite com suas poderosas asas, curtindo sua liberdade.

         Ele no precisava dela agora. Ele estava inteiro. Ele estava forte. Ele era ele mesmo novamente.

         Rephaim no precisava da Vermelha. Ela foi apenas o receptculo de sua salvao. A verdade  que sua
reao ao v-lo inteiro novamente provou que era seu vnculo que precisava ser cortado.

         Rephaim reduziu a velocidade, sentindo-se inesperadamente pesado por pensamentos. Ele pousou em uma
                                                                          35
suave elevao/colina de terra coberta por antigos Carvalhos do Pntano . Parando sobre a pequena colina, olhou de
volta para o caminho que ele tinha vindo, pensando bem...

         Por que ela me rejeita?

         Ele tinha assustado-a? Isto no parecia possvel. Ela tinha visto ele inteiro quando ele entrou no crculo. Ele
estava totalmente curado quando enfrentou a Escurido.

         Para ela ele enfrentou a Escurido!

         Distraidamente, Rephaim alcanou suas costas e esfregou na base de suas asas. Sentia sua pele lisa sob seus
dedos. No havia ficado nenhum ferimento fsico. Stevie Rae tinha completamente curado-o da ira da Escurido.

         E ento ela transformou-se para ele como se ela de repente tivesse visto ele como um monstro e no um
homem.

         Mas eu no sou um homem! Os pensamentos golpearam atravs da mente de Rephaim. Ela sabia o que eu
era! Por que dar as costas para mim depois de tudo que ns passamos?

         Seu comportamento o confundiu completamente. Ela chamou-o quando estava aterrorizada por sua vida 
assustada alm do pensamento, Stevie Rae chamou por ele.

         Ele respondeu ao seu chamado e foi at ela, salvou-a.

         Eu reivindiquei-a como minha.

35
 Carvalho do Pntano - Quercus palustris. http://www.planfor.fr/po_index.php?action=fiche_produit&nom=carvalho-
  dos-pantanos&noprod=1794&langue=PO
         E ento, chorando, ela fugiu para longe dele. Sim, ele tinha visto suas lgrimas, mas ele no sabia o que tinha
feito para caus-las.

         Com um profundo grito de frustrao, ele jogou as mos no ar, como se isso o libertasse do pensamento dela,
e o luar reluzia em suas palmas. Rephaim se acalmou. Segurando seus braos para fora, olhou para eles como se os
visse pela primeira vez. Ele tinha braos de homem. Ela tinha segurado suas mos. Ele tinha at embalado-a em seus
braos, embora tenha sido apenas brevemente enquanto eles escapavam do sacrifcio no telhado. Sua pele era muito
diferente da pele dela. A sua era marrom, talvez, mas s um pouco. E os seus braos eram fortes... bem feitos...

        Por todos os deuses, o que estava errado com ele? No importa o que seus braos pareciam. Ela nunca seria
realmente sua. Como ele poderia imaginar isso? Isso estava alm de todos os pensamentos, alm at mesmo do mais
selvagem de seus sonhos.

                                                                     filho de seu pai. Como ele,
         Espontaneamente, as palavras da Escurido ecoaram em sua mente: Voc
voc optou por ser um defensor que nunca pode ter o que voc mais procura.
        --Meu pai defendeu Nyx,-- Rephaim falou para a noite. --Ela o rejeitou. E agora eu, tambm, tenho
defendido quem me rejeita.

         Rephaim lanou-se para o cu. Suas asas bateram para cima, para cima. Ele queria atingir a lua  essa
crescente que simbolizava a deusa que tinha quebrado o corao de seu pai e comeou a sequencia de
acontecimentos que o criou. Talvez se ele chegasse  lua, a Deusa lhe daria uma explicao que faria sentido  que
seria blsamo para seu corao, porque a Escurido estava certa. O que eu mais procuro, Stevie Rae nunca poder me
dar.

         O que eu mais procuro  o amor...

         Rephaim no podia falar a palavra em voz alta, mas at o pensamento o queimou. Ele foi concebido na
violncia atravs de uma mistura de luxria, medo e dio. Acima de tudo dio, sempre dio.

         Suas asas acariciaram o cu, erguendo-o sempre para cima.

         O amor no poderia ser possvel para ele. Ele no deveria sequer querer isso  no deveria nem mesmo
pensar sobre isso.

         Mas ele pensou. Desde que Stevie Rae tinha esbarrado em sua vida, Rephaim havia comeado a pensar em
amor.

         Ela mostrou-lhe a bondade, e ele nunca antes tinha conhecido a bondade.

         Ela tinha sido gentil com ele, curando suas feridas e tratando de seu corpo. Ele nunca tinha sido cuidado antes
da noite que ela o ajudou a sair da conelante e sangrenta escurido. Compaixo... ela trouxe compaixo para sua vida.

         E ele nunca tinha conhecido o riso, antes de conhec-la.

         Olhando fixamente para a lua, batendo o vento com suas asas, ele pensou em sua incessante tagarelice e da
forma como os seus olhos brilhavam com humor para ele, mesmo quando ele no sabia o que tinha feito para diverti-
la, e ele teve que sufocar o riso inesperado.

         Stevie Rae o fez rir.
         Ela no parecia se importar que ele fosse o poderoso filho de um indestrutvel imortal. Stevie Rae ordenou-o
ao redor como se ele fosse algum em sua vida  algum que era normal, mortal, capaz de amor e risos e emoes
reais.

         Mas ele tinha emoes reais! Porque Stevie Rae o fez sentir.

         Isso tinha sido seu plano o tempo todo? Quando ela o libertou da abadia, ela disse que ele tinha uma escolha
a fazer. Foi isso o que ela quis dizer  que ele podia escolher uma vida onde o riso, a compaixo e talvez at mesmo o
amor realmente existiam?

         Ento o que aconteceu com seu pai? E se Rephaim escolhesse uma nova vida, e Kalona voltasse a este
mundo?

         Talvez isso fosse algo que ele deveria se preocupar quando acontecesse. Se isso acontecesse.

         Antes que ele soubesse o que estava fazendo, Rephaim diminuiu a velocidade. Ele no podia alcanar a lua,
isso era to impossvel quanto era para um ser humano tal como ele ser amado. E ento Rephaim percebeu que ele
no estava mais voando para o leste. Ele tinha circulado e estava percorrendo seu caminho. Rephaim estava voltando
para Tulsa.

         Ele tentou no pensar enquanto voava. Ele tentava manter sua mente totalmente limpa. Ele s queria sentir a
noite debaixo de suas asas  para ter a fria e doce brisa roando seu corpo.

         Mas Stevie Rae se intrometeu novamente.

         Sua tristeza chegou at ele. Rephaim sabia que ela estava chorando. Ele podia sentir os soluos como se
estivessem em seu prprio corpo.

         Ele voou mais rpido. O que a fez chorar? Ela estava chorando por causa dele de novo?

         Rephaim voou alm de Gilcrease, sem hesitar. Ela no estava ali. Ele podia sentir que ela estava longe, mais ao
sul.

         Enquanto batia suas asas na brisa noturna a tristeza de Stevie Rae mudou, transformando-se em algo que a
princpio o confundiu, e em seguida quando Rephaim percebeu o que era, seu sangue ferveu.

         Desejo! Stevie Rae estava nos braos de algum!

         Rephaim no parou para pensar como uma criatura de dois mundos que no era nem homem nem besta. Ele
no se lembrava de ter nascido de um estupro e condenado a no conhecer nada, exceto a Escurido e a violncia e a
servir a seu pai guiado por dio. Rephaim no pensou absolutamente. Ele apenas sentiu. Se Stevie Rae se entregasse a
outro, ele a perderia para sempre.

         E se ele a perdesse para sempre, seu mundo voltaria a ser o escuro, solitrio e triste lugar que tinha sido antes
de conhec-la.

         Rephaim no podia suportar isso.

         Ele no chamou o sangue de seu pai para lev-lo at Stevie Rae. Rephaim fez o oposto. De dentro dele, ele
conjurou uma imagem de uma doce donzela Cherokee que no merecia morrer em uma inundao de sangue e dor.
Mantendo em sua mente a menina que sonhava como sua me, ele voou por instinto, seguindo seu corao.
        O corao de Rephaim o levou para o depsito.

         A vista do local enojou-o. No  simplesmente porque ele se lembrou do telhado e do quo perto Stevie Rae
tinha chegado da morte. Ele odiava o lugar, porque ele podia senti-la ali  dentro  debaixo da terra, e ele sabia que ela
estava nos braos de outro.

         Rephaim arrancou a grade da abertura. Sem hesitar, ele caminhou atravs do poro. Seguindo a ligao de
seu vnculo com ela, ele entrou nos familiares tneis. Sua respirao estava forte e rpida. Seu sangue martelava
atravs de seu corpo, abastecendo sua ira e desespero.

         Quando ele finalmente a encontrou, o menino estava em cima dela, excitado contra Stevie Rae, alheio a tudo
mais no mundo. Que idiota ele era. Rephaim devia ter arremessado ele para longe dela. Ele queria. O Corvo
Escarnecedor nele queria bater o calouro contra a parede repetidamente at que ele estivesse arrebentado e
sangrento, e no fosse mais uma ameaa.

         O homem dentro dele queria chorar.

         Inundado com sentimentos que ele no podia entender nem controlar, viu-se congelado no lugar, olhando
com horror e dio, bem como desejo e desespero. Enquanto observava, Stevie Rae preparou-se para beber o sangue
do menino, e Rephaim sabia duas coisas com certeza absoluta: em primeiro lugar, o que ela estava fazendo iria
quebrar seu Imprint. Em segundo lugar, ele no queria que seu Imprint fosse quebrado.

         Sem um pensamento consciente, ele gritou: --No faa isso conosco, Stevie Rae!

         A resposta do menino foi mais rpida do que a de Stevie Rae. Ele saltou para cima, empurrando seu corpo nu
atrs dele.

         --D o fora daqui, sua aberrao!-- O menino manteve-se posicionado entre Rephaim e Stevie Rae.
A viso do jovem defendendo ela, protegendo a sua Stevie Rae dele, enviou uma onda de fria possessiva atravs de
Rephaim.

         --V embora, menino! Voc no  necessrio aqui!-- Rephaim se agachou na defensiva e comeou a
caminhar lentamente em sua direo.

         --O que...?-- Stevie Rae disse, sacudindo a cabea como se ela estivesse tentando clare-la, enquanto ela
agarrava camisa de Dallas do cho e apressadamente puxou-a para se cobrir.

         --Fique atrs de mim, Stevie Rae. Eu no vou deixar ele te pegar.

         Rephaim espreitou o garoto, seguindo-o enquanto ele se moveu para trs, empurrando Stevie Rae com
ele. Rephaim vi seus olhos alargarem enquanto ela buscava ao redor do garoto e, finalmente, realmente o viu.

         --No!,-- Ela chorou. --No, voc no pode estar aqui!

         Suas palavras o esfaquearam.

         --Mas eu estou aqui!-- Sua raiva estava  ponto de ebulio. O garoto continuou se movendo para trs,
mantendo Stevie Rae atrs dele. Seguindo-o, Rephaim entrou na cozinha. Assim que ele entrou, um movimento
oscilante chamou sua ateno, e ele olhou para cima.

         A Escurido contorcia-se em uma doente piscina negra que se agarrava ao teto.
        Rephaim puxou sua ateno de volta para Stevie Rae e o calouro. Ele no pensaria na Escurido agora. Ele no
poderia nem mesmo considerar a possibilidade de que o touro branco voltou para reclamar o resto de sua dvida.

        --Para trs!-- O garoto gritou. Inacreditavelmente, o calouro fez um movimento para afugentar Rephaim,
como se ele fosse um pssaro irritante que tinha esvoaado na casa de algum.

        --Afassssssssssste-se! Voc est me impedindo do que  meu!-- Rephaim odiou ouvir o silvo bestial em sua
voz, mas ele no podia ajudar isso. O condenado garoto estava levando-o  borda de sua pacincia.

        --Rephaim, basta ir. Eu estou bem. Dallas no est fazendo nada de mau para mim.

        --Basta ir? Deixar voc?-- As palavras explodiram de Rephaim. --Como eu posso?

        --Voc no devia estar aqui!-- Stevie Rae gritou, parecendo como se ela estivesse  beira das lgrimas.

        --Como eu poderia no estar? Como voc pode acreditar que eu no saberia o que estava prestes a fazer?

        --Saia daqui!

        --Voc quer dizer fugir? Como voc fez comigo? No. Eu no vou fazer isso, Stevie Rae. Eu escolhi no fazer
isso.

        O garoto tinha alcanado a parede. Enquanto ele olhava de Rephaim para Stevie Rae, ele estava apalpando
por trs dele por cabos que atiaram de uma abertura que tinha sido esculpida ali.

        --Vocs se conhecem. Vocs realmente se conhecem,-- disse o menino.

        -- claro que nossssss conhecemosssss, idiota!-- Rephaim assobiou outra vez, odiando a fera incontrolvel
em sua voz.

        --Como?-- O calouro atirou a palavra em Stevie Rae.

        --Dallas, eu posso explicar.

        --Bom!-- Rephaim gritou como se ela tivesse falado com ele e no com o calouro. --Eu quero que voc
explique o que aconteceu hoje.

        --Rephaim.-- Stevie Rae olhou de volta de Dallas para ele e sacudiu a cabea como se ela estivesse alm de
frustrada.--Este no  nem de perto o momento certo.

        --Vocs se conhecem.

        Rephaim notou a mudana na voz do garoto antes de Stevie Rae notar. O tom do calouro tinha endurecido 
ficando frio e srdido. A Escurido acima deles tremia como se em uma alegre antecipao.

        --Sim, ok, nos conhecemos. Mas eu posso explicar. Veja, ele...

        --Voc esteve com ele o tempo todo.

        Stevie Rae franziu a testa. --O tempo todo? No.  que eu encontrei-o quando ele estava realmente ferido; eu
no sabia o que...

        --Todo esse tempo eu tenho tratado voc como se voc fosse uma espcie de rainha ou algo assim, como se
voc fosse uma verdadeira Alta Sacerdotisa,-- ele interrompeu Stevie Rae novamente.
            Stevie Rae olhou chocada e magoada. --Eu sou uma verdadeira Alta Sacerdotisa. Mas como eu estava
tentando te dizer, eu encontrei Rephaim, quando ele estava muito ferido, e eu no podia deix-lo morrer.

            Aproveitando o fato de que a ateno do garoto estava totalmente focada em Stevie Rae, Rephaim se moveu
lentamente para perto.

            A Escurido acima deles engrossou.

            --Ele era parte do que quase a matou no crculo!

            --Ele foi o que me salvou no crculo!-- Stevie Rae gritou para Dallas. --Se ele no tivesse aparecido, o touro
branco teria me drenado at secar.

            Suas palavras no perturbaram o garoto. --Voc tem mantido esta coisa em segredo. Voc est mentindo
para todo mundo!

            --Bem... diabos, Dallas! Eu no sei mais o que fazer!

            --Voc mentiu para mim, sua puta!

            --No se atreva a falar assim comigo!-- Stevie Rae deu um tapa nele. Forte.

            Dallas cambaleou meio passo para trs. --Que porra  essa que ele fez para voc?

            --Quer dizer alm de salvar minha vida duas vezes? Nada,-- ela gritou.

            --Ele bagunou completamente sua cabea!-- Dallas gritou. A escurido acima deles caa do teto, como se
tivesse subitamente encontrado um ponto fraco em uma represa. Ela escorregou em torno de Dallas, cobrindo sua
cabea e os ombros, envolvendo sua cintura com uma familiaridade repugnante que lembrou Rephaim de serpentes
afiadas. Mas a Escurido no cortou Dallas. Em vez disso, ele pareceu no perceber a Escurido reluzente que agora o
revestia.

            --Eu sou responsvel por minha prpria mente. Ele no fez nada para mim,-- Stevie Rae disse. Seus olhos se
arregalaram, quando ela finalmente percebeu a Escurido. Ela deu um passo para trs do garoto, como se ela no
quiser ser contaminada pelo que o estava tocando. --Dallas, me escute. Pense. Voc me conhece. Isto no  o que
parece.

            Rephaim podia ver a mudana dominando Dallas. Isso foi o que o afastamento dele fez  isso juntamente com
a influncia das trevas que o revestiu. Totalmente indignado, o calouro gritou: --Ele fez de voc uma maldita puta e
mentirosa! Voc precisa que algum senso bata em voc, garota!-- Dallas levantou a mo como se estivesse indo bater
em Stevie Rae.

            Rephaim no hesitou. Ele saltou, fechando o espao entre ele e o garoto, jogando-o longe de Stevie Rae e
tomando o seu lugar na frente dela.

            --No o machuque!-- Stevie Rae estava dizendo enquanto ela agarrava o brao de Rephaim e impedia-o de
fazer outro ataque contra o garoto. --Ele s est perturbado. Ele no me machucaria realmente.

            Rephaim deixou ela pux-lo de volta. Virando-se para ela, ele disse: --Eu acho que voc subestima o garoto.

            --Com a maldita certeza ela subestima,-- disse Dallas ameaadoramente.
          Rephaim no sabia de onde a dor veio. Ele s percebeu o brilhante branco quente disso. Seu corpo em
convulsionou. Suas costas curvaram em agonia. Vagamente, atravs de um vu cinzento, ele podia ver Dallas, os olhos
brilhando com uma cor escarlate que estava incrivelmente viva, segurando um dos cabos que se projetava da parede.

          --Rephaim!-- Stevie Rae gritou.

          Ela comeou a se aproximar dele, mas ento Rephaim a viu recuar. Em vez disso, ela correu para Dallas.

          --Pare com isso! Deixe ele ir,-- ela disse ao garoto, puxando seu brao.

          Seu olhos vermelhos-sangue espetaram-na. --Eu vou frit-lo. E ento todo o estranho controle que ele tem
sobre voc ir embora. Voc e eu poderemos ficar juntos, e eu no vou dizer a ningum sobre a merda que aconteceu
aqui, enquanto voc for a minha garota.

          Com um sentido individual de compreenso, Rephaim notou que a Escurido no estava mais presente no
corpo do garoto. Ela tinha infiltrado-se nele  ela tinha reivindicado-o. Ela ampliou a fora que o calouro dominava.

          Rephaim tinha certeza que Dallas ia mat-lo.

          --Terra, venha a mim. Eu preciso de voc.

          Ele ouviu as palavras de Stevie Rae, atravs da cintilao de sua conscincia, como se estivesse  luz de velas
tentando alcan-la atravs de uma tempestade de vento. Com um grande esforo, Rephaim focou sua viso sobre
ela. Seus olhos se encontraram, e suas palavras chegaram at ele, de repente, claras e fortes e seguras.

          --Proteja-o de Dallas porque Rephaim pertence a mim.

          Ela fez um movimento em direo a Rephaim, como se ela estivesse jogando alguma coisa para ele  e ela
estava. Um brilho verde bateu em seu corpo, jogando-o para trs e quebrando tudo o que quer que seja que Dallas
estava canalizando para ele. Respirando com dificuldade, ele estava deitado no cho, contorcendo-se em uma pilha,
enquanto ele absorvia o que estava se tornando o toque suave e familiar da cura da terra.

          Dallas virou-se para Stevie Rae.

          --Voc acabou de dizer que esta coisa pertence a voc.

          A voz do calouro foi como a morte. Rephaim pressionou-se contra o cho, abrindo seu corpo ferido para a
terra, desejando-a que entrasse nele  para cur-lo o suficiente para que ele pudesse chegar a Stevie Rae.

          --. Ele pertence.  difcil explicar, e eu percebo que voc est chateado. Mas Rephaim pertence a mim.--
Seus olhos contornaram Dallas e encontraram os seus outra vez. --E eu acho que perteno a ele, embora isso soe
estranho.

          --Isso no soa estranho. Isso soa fodidamente doente.

          Antes que Rephaim pudesse se colocar em seus ps, Dallas apontou um dedo para ela. Houve um estalo
ensurdecedor, e Stevie Rae, de repente estava no meio de um crculo verde brilhante. Sua testa estava franzida, e ela
balanou a cabea lentamente e para trs. --Voc tentou me dar um choque? Voc realmente queria me machucar,
Dallas?

          --Voc escolheu aquela coisa acima de mim!,-- Ele gritou para ela.
         --Eu fiz o que achava certo!

         --Voc sabe que se isso  o certo, eu no quero ter nada a ver com isso! Eu quero o oposto!

         Assim que Dallas falou essas palavras, ele gritou e, soltando o cabo que estava segurando em sua mo, o
jovem caiu de joelhos contorcendo-se, de bruos.

         --Dallas? Voc est bem?-- Stevie Rae fez um movimento hesitante na direo dele.

         --Fique longe dele,-- Rephaim esganiou enquanto ele penosamente alcanava seus ps.

         Stevie Rae fez uma pausa, e ento em vez de continuar at Dallas, ela correu para Rephaim, apoiando o brao
dele em volta de seus ombros. --Voc est bem? Voc parece meio frito.

         --Frito?-- Apesar de tudo, ela o fez querer rir. --O que isso significa?

         --Isso.-- Stevie Rae tocou uma das penas em seu peito. Ele ficou surpreso ao ver que parecia chamuscado. --
Voc est um pouco crocante nas bordas.

         --Voc tocou isso. Voc, provavelmente, fodeu com isso, tambm! Porra, eu estou feliz que isso me parou
antes de ns terminarmos fazendo aquilo. Eu nunca estarei em segundo para esta aberrao!

         --Dallas, isto  apenas como uma carga...-- Stevie Rae comeou, mas quando ela olhou para Dallas, suas
palavras pararam.

         --Sim, isso mesmo. Eu no sou mais nenhum estpido calouro,-- disse ele.

        Novas marcas de tatuagens vermelhas em forma de impressionantes chicotes emolduravam o rosto de
Dallas. Rephaim pensou que eles pareciam perturbadoramente similares aos tentculos da Escurido que
aprisionaram Stevie Rae e ele dentro do crculo. Seus olhos brilhavam no mesmo vermelho brilhante, e seu corpo
pareceu crescer, inchado com o recm-adquirido poder.

         --Ohminhadeusa,-- Stevie Rae disse. --Voc Mudou!

         --Em um monte de maneiras diferentes!

         --Dallas, voc tem que me escutar. Lembra-se da Escurido? Eu vi isso tentando agarrar voc. Por favor, tente
pensar. Por favor, no deixe que isso te pegue.

         --Isso me pegar? Voc pode dizer isso estando ao lado dessa coisa? Ah, inferno que no! Eu nunca mais
escutarei suas mentiras novamente. E eu me certificarei que mais ningum escute, ningum!-- Ele zombou das
palavras dela, sua voz cheia de raiva e dio.

        Conforme ele se levantou e comeou a se aproximar dos cabos que ele tinha usado antes para canalizar o
poder, Stevie Rae se moveu. Puxando Rephaim com ela, Stevie Rae moveu-se para trs na cozinha. Pisando fora da
entrada, ela levantou a mo, respirou fundo e disse: --Terra, feche isto para mim, por favor.

         --No!-- Dallas gritou.

         Rephaim teve um breve vislumbre dele agarrando o cabo e apontando para eles, e, em seguida, com um som
como o sussurro do vento nos galhos de outono, a terra derramou abundantemente na frente deles, fechando a
entrada do tnel para a cozinha e protegendo-os da ira da Escurido.
         --Voc pode andar bem?-- Stevie Rae perguntou.

         --Sim. Eu no estou ferido gravemente. Ou pelo menos eu no estou mais. Sua terra se certificou disso,-- ele
disse, olhando baixo para ela, onde ela estava pequena, mas orgulhosa e poderosa no crculo de seu brao.

         --Ok, ento. Temos que sair daqui.-- Stevie Rae caminhou para seu lado e comeou a correr pelo tnel. --H
outra sada da cozinha. Ele vai estar aqui fora a qualquer momento, e ns precisamos ir embora daqui ento.

         --Por que voc no fecha a outra a sada, tambm?,-- Ele perguntou enquanto a seguia.

         O olhar que ela deu a ele estava visivelmente irritado. --O que, e mat-lo? Uh, no. Ele no  realmente assim
to mau, Rephaim. Ele s ficou louco porque a Escurido estava mexendo com ele, e ele descobriu sobre mim e voc.

         Eu e voc...

         Rephaim queria se segurar nas palavras que os ligava juntos, mas no podia. No havia tempo para essas
coisas. Rephaim sacudiu a cabea. --No, Stevie Rae. A escurido no estava apenas mexendo com ele. Dallas decidiu
abra-la.

         Ele pensou que ela discutiria com ele. Em vez disso, ele viu seus ombros carem. Ela no olhou para trs para
ele, mas disse apenas: --Sim, eu o ouvi.

         Subiram a escada em silncio e foram fazendo o seu caminho atravs do poro, quando um som flutuou para
Rephaim atravs da abertura do porto arrancado. Ele estava pensando que parecia familiar, quando Stevie Rae
ofegou, --Ele est pegando o Bug!-- E ela correu para fora com Rephaim em seus calcanhares.

         Eles saram a tempo de ver o pequeno carro azul saindo do estacionamento.

         --Bem, isso  pssimo, como um atropelamento,-- Stevie Rae disse.

         Os olhos afiados de Rephaim foram para o horizonte oriental, que estava comeando a passar de preto para
um cinza da madrugada.

         --Voc precisa voltar para os tneis,-- ele disse.

         --No  possvel. Lenobia e os garotos estaro loucos aqui rpido, se no estou de volta antes do amanhecer.

         --Eu partirei,-- disse ele. --Volto para a Gilcrease. Ento voc pode ficar no subsolo, e seus amigos vo te
encontrar. Voc estar segura.

         --De que maneira se Dallas est a mil de volta para a House of Night? Ele contar a eles sobre ns.

         Rephaim hesitou s por um momento. --Ento faa o que voc precisa. Voc sabe onde eu estarei.-- Ele se
virou para sair.

         --Leve-me com voc.

         Suas palavras fizeram seu corpo congelar. Ele no olhou para ela. --Est perto do amanhecer.

         --Voc est curado, no ?

         --Eu estou.

         --Voc  forte o suficiente para voar e me levar?
        --Sim, eu sou.

        --Ento me leve de volta ao Gilcrease com voc. Aposto que o lugar tem um velho poro.

        --E sobre seus amigos  os outros calouros vermelhos?-- ele disse.

        --Eu ligarei para Kramisha e direi a ela que Dallas perdeu sua razo, e que eu estou segura, mas no nos
tneis, e que eu explicarei as coisas amanh.

        --Quando eles descobrirem sobre mim, vai parecer que voc est me escolhendo sobre eles.

        --O que eu estou escolhendo  ter algum tempo para pensar antes de eu ter que lidar com esta
tempestadedemerda que Dallas est formando,-- ela disse. Ento, em uma voz muito suave, ela acrescentou, --A
menos que voc no queira que eu v com voc. Voc poderia levantar vo  dar o fora daqui  ento voc no teria
que lidar com a baguna que est vindo.

        --Eu sou ou no sou seu consorte? Rephaim perguntou antes que ele pudesse parar a si mesmo.

        --Sim. Voc  o meu consorte.

        Ele no sabia que estava segurando a respirao at que a liberou em um suspiro longo e aliviado. Rephaim
abriu os braos para ela. --Ento voc deve vir comigo. Eu a verei descansar hoje intacta.

        --Obrigada,-- ela disse, e depois a Alta Sacerdotisa de Rephaim caminhou para dentro de seus braos. Ele
segurou-a firmemente, enquanto suas poderosas asas levantou-os para o cu.




                                                           Rephaim

        Stevie Rae estava certa. Havia um poro na velha manso. Ele tinha as paredes de pedra e um cho de terra
batida, mas estava surpreendentemente seco e confortvel. Com um suspiro aliviado, Stevie Rae acomodou-se,
sentando de pernas cruzadas, encostando na parede de cimento, e tirou seu telefone celular. Rephaim estava ali,
incerto sobre o que ele devia fazer, quando ela ligou para a caloura chamada Kramisha e comeou um dilogo de
explicaes apressadas e superficiais como o porqu ela no podia estar retornando  escola: Dallas perdeu sua
maldita razo... electricidade deve ter acabado com seu bom senso... me chutou pra fora do carro de Z no o caminho
de volta para a House of Night... no, eu estou bem... provavelmente estarei de volta amanh  noite...

        Sentindo-se como um intruso, Rephaim deixou-a para falar com sua caloura em particular. Ele voltou ao sto
e caminhou antes de abrir a porta do armrio que ele tinha transformado em um ninho.

        Ele estava cansado. Mesmo que ele estivesse totalmente curado, correr ao nascer do sol levando Stevie Rae
tinha minado suas reservas de fora. Ele devia retirar-se para o armrio e descansar durante o dia. Stevie Rae no
deveria deixar o poro at o anoitecer.

        Stevie Rae no podia sair do poro.

        Ela poderia se machucar durante o dia. Era verdade que os calouros vermelhos eram todos vulnerveis entre
o amanhecer e o entardecer, ento Dallas no era ameaa para ela at escurecer. Mas e se um homem tropear em
cima dela?
         Lentamente, Rephaim reuniu os cobertores e os alimentos que ele acumulou e comeou a carreg-los para o
poro. J era totalmente dia quando ele fez sua ltima viagem descendo as escadas. Ela tinha terminado a ligao e
estava enrolada no canto. Stevie Rae mal se mexeu quando ele a cobriu com um cobertor. Em seguida ele fez-se
confortvel ao lado dela. No to perto para que eles estivessem se tocando, mas no to longe que ela no o veria
imediatamente quando acordasse. E ele se certificou de que estava posicionado entre ela e a porta. Se algum
tentasse entrar, teria que passar por ele para chegar a ela.

        O ltimo pensamento de Rephaim antes de adormecer foi que ele finalmente entendeu o sentido de raiva e
agitao que cercava seu pai. Stevie Rae tinha realmente rejeitado ele hoje e lanado-o para fora dela, seu mundo
seria sempre parcial pela perda dela. E essa compreenso causou mais terror para ele do que a possibilidade de ter
que enfrentar novamente a Escurido.

     Eu no quero viver em um mundo sem ela. Exausto por sentimentos que ele mal podia
compreender, o Corvo Escarnecedor dormiu.
                                        CAPTULO VINTE E QUATRO


                                                          Stark
         --Eu sei que isso pode me matar para entrar no Outromundo, mas eu no quero viver nesse mundo sem
ela.-- Stark se manteve sem gritar, mas no pde evitar a frustrao que fervia em sua voz. --Ento apenas me mostre
o que eu preciso fazer para chegar onde Zoey est, e eu irei lev-la de l.
        --Por que voc quer Zoey de volta?-- Sgiach perguntou a ele.
        Stark correu sua mo pelo cabelo. A exausto que vinha junto com a luz do dia arrastava-se nele, desgastando
seus nervos e confundia seus pensamentos, e ele soltou a nica resposta que sua mente cansada podia formular, --
Porque eu a amo.
        A Rainha pareceu no reagir  sua declarao; em vez disso, ela estava estudando-o com uma expresso
pensativa. --Eu sinto que a Escurido tocou voc.
        --,-- Stark assentiu, embora a afirmao dela o confundiu.
        --Mas quando eu escolhi estar com Zoey, eu escolhi a Luz.
        --Sim, mas voc ainda escolher se isso significasse perder o que voc mais amar?-- disse Seoras.
        --Espere, todo o ponto de Stark estar indo para o Outromundo  que ento ele proteger Zoey. Ento ela ser
capaz de juntar sua alma despedaada e voltar para o seu corpo. Certo?-- Aphrodite disse.
        --Sim, ela pode escolher retornar se a alma dela estiver inteira de novo.
        --Ento eu no entendo a sua pergunta. Se Z voltar, ele no ir perd-la,-- ela disse.
        --Meu Guardio est explicando que Zoey mudar se ela retornar do Outromundo,-- Sgiach disse.
        --E o que acontece se a mudana lev-la a um caminho que conduz para longe de Stark?
        --Eu sou o Guerreiro dela. Isso no ir mudar, e significa que eu fico com ela,-- Stark disse.
        --Sim, rapaz, como Guerreiro dela  claro, mas talvez nae como o amor dela,-- Seoras disse.
         Stark sentiu um punhal atravessar seu estmago. Ainda assim, sem hesitao, ele disse, --Eu morreria para
traz-la de volta. No importa o que.
        --Nossas mais profundas emoes so algumas vezes separadas apenas pelo tipo de humanos que ns somos
em nosso interior,-- a rainha disse. --Luxria e compaixo, generosidade e obsesso, amor e dio. Eles esto todos
frequentemente muito prximos um do outro. Voc diz que ama sua rainha suficiente para morrer por essa emoo;
mas e se ela no amar mais voc em retorno, de qual cor seria o seu mundo ento?
        Escura. A palavra veio no mesmo instante para a mente de Stark, mas ele sabia que ele no deveria dizer isso.
        Agradecidamente, a boca grande de Aphrodite o salvou.
         --Se Z no quiser ficar com ele, como um cara com uma garota, isso seria uma merda para Stark. Isso  bvio.
Isso no quer dizer que ele iria para o Lado Negro, e eu sei que voc sabe o que isso significa porque o seu cara assiste
Star Trek, e um idiota anda de mos dadas com outro. De qualquer forma, no  a verdade sobre o que Stark iria ou
no iria fazer em alguma situao no-acontecida, de Zoey dar-um-p-na-bunda-dele, isso  realmente entre Stark e
Zoey e Nyx? Francamente. A Deusa sabe que eu no quero soar como uma cadela, mas voc  uma rainha, no uma
Deusa. Tem algumas merdas que voc apenas no pode controlar.
         Stark prendeu a respirao, esperando que Sgiach usasse Star Trek ou Star Wars ou o que diabos fosse e
explodisse Aphrodite em um zilho de pedacinhos. Em vez disso, a rainha riu, o que a fez parecer inesperadamente
juvenil.
        --Eu estou grata que eu no seja uma Deusa, jovem Profetiza. O pequeno pedao do mundo que eu controlo
 mais do que suficiente para mim.
      --Por que voc se importa tanto sobre o que Stark pode ou no fazer?-- Aphrodite perguntou a rainha
mesmo enquanto Darius dava a ela o que Stark achava ser um olhar --Pare de falar agora.
         Sgiach e o Guardio dela compartilharam um longo olhar, e Stark viu o Guerreiro assentir levemente, como se
eles dois tivessem chegado a um acordo.
        A Rainha Sgiach disse, --A balana de Luz e Escurido no mundo pode mudar com um nico ato. Embora Stark
seja apenas um Guerreiro, as aes dele tem o potencial de afetar muitos.
        --E este mundo nae precisar de outro poderoso Guerreiro que luta no lado da Escurido.
        --Eu sei disso, e eu nunca lutaria pela Escurido de novo,-- Stark disse severamente. --Eu assisti a alma de
Zoey despedaar por causa de um nico ato, ento eu entendo sobre isto, tambm.
        --Ento pese suas aes cuidadosamente,-- a rainha disse a ele. --No Outromundo e nesse mundo. E
considere isso - os jovem e ingnuos acreditam que o amor seja a fora mais poderosa do universo. Aqueles de ns
que so mais, deixe-nos dizer, realistas sabem que uma nica pessoa sendo reforada por integridade e propsito,
pode ser mais poderosa que um grupo de romnticos apaixonados.
        --Eu lembrarei. Eu prometo.-- Stark mal ouviu suas prprias palavras. Ele teria jurado cortar fora seu prprio
brao se fosse isso o que Sgiach precisava ouvir para fazer a maldita bola rolar e lev-lo ao Outromundo.
       Como se ela pudesse ler sua mente, a rainha sacudiu a cabea tristemente, e disse, --Muito bem, ento.
Vamos comear sua busca.-- Ento ela levantou sua mo e ordenou, -- Ergam a Seol ne Gigh.
         Houve um barulho e uma srie de sons de cliques. O assoalho em frente ao trono da rainha, exatamente do
outro lado em que Zoey descansava, abriu, e uma laje de pedra cor de ferrugem elevou-se de baixo do piso. Ela era
alta at sua cintura, larga e longa o suficiente para um vampiro adulto jazer sobre a sua superfcie plana. Ele viu que a
rocha estava coberta com um intricado trabalho de entalhamento, em ambos os lados do piso em torno dela havia
dois sulcos que estavam curvados quase como um arco. Eles estavam em uma extremidade mais grossa do que a outra
e a parte estreita formava pontas afiadas.
        Estudando isso, Stark de repente entendeu duas coisas.
        Os sulcos pareciam chifres macios.
       A rocha no era realmente cor de ferrugem. Ela era de mrmore branco. A cor de ferrugem era uma mancha.
Mancha de sangue.
        --Esta  a Seol ne Gigh, o Leito do Esprito,-- Sgiach disse. --Este  um antigo local de sacrifcio e adorao.
Desde nossas primeiras memrias, tem sido o canal para Escurido e Luz  para os touros branco e preto que formam
a base do poder dos Guardies.
        --Sacrifcio e adorao,-- Aphrodite disse, se movendo para perto da pedra. --Que tipo de sacrifcio voc
quer dizer?
        --Sim, bem, isso depender de sua busca, nae?-- Seoras disse.
        --Isto no  uma resposta,-- Aphrodite disse.
       --Claro que , moa,-- o Guardio disse, sorrindo severamente para ela. --E voc saber disso, quer voc
pense em admitir isso ou no.
        --Sacrifcio est ok comigo,-- Stark disse, roando a mo na testa cansado. --Me diga o que, ou quem-- ele
lanou um olhar de soslaio para Aphrodite, no se importando que isso fez Darius se eriar. --eu preciso agarrar ou
usar para esse sacrifcio, e eu vou faz-lo.
        --Ser voc que far o sacrifcio, rapaz,-- Seoras disse.
         --Eu acho que ele estar enfraquecido durante as horas da luz do dia ir ajudar. Assim deve ser mais fcil para
o esprito dele deslizar de seu corpo.-- Sgiach conversava com seu Guardio quase como se Stark no estivesse na
sala.
        --Sim, voc ter um ponto. A maioria dos Guerreiros lutar abandonando o corpo. Estando fraco poder fazer
essa parte mais fcil.-- Seoras concordou.
       --Ento o que eu tenho que fazer? Encontrar uma virgem ou alguma coisa assim?-- ele nem olhou para
Aphrodite, por que, bem, ela obviamente no se encaixava nessa categoria.
        -- voc o sacrifcio, Guerreiro. O sangue de outro no funcionaria. Esta  a sua busca, do comeo ao fim.
Voc ainda est disposto a comear, Stark?-- Sgiach disse.
        --Sim,-- Stark no hesitou.
         --Ento deite na Seol ne Gigh, jovem Guardio MacUallis. Seu chefe vai tirar seu sangue, lev-lo a um lugar
entre vida e morte. A pedra tomar sua oferenda. O touro branco tem falado, e voc ser aceito. Ele guiar seu esprito
para o porto do Outromundo. Cabe a voc ganhar sua entrada para l, e que a Deusa tenha piedade da sua alma,-- a
rainha disse.
         --Tudo certo. Bom. Vamos terminar logo com isso.-- Mas Stark no foi direto para a Seol ne Gigh. Em vez
disso, ele se ajoelhou ao lado de Zoey. Ignorando o fato de que todos no quarto estavam assistindo, ele pegou o rosto
dela em suas mos e a beijou gentilmente, sussurrando em seus lbios, --Eu estou indo para voc. Dessa vez no vou
te decepcionar.-- Ento ele se levantou, ergueu os ombros, e foi at a pedra macia.
        Seoras tinha sado do lado de sua rainha e estava em p na frente da cabeceira da pedra. Encontrando o olhar
de Stark firmemente, ele desembainhou um punhal perversamente afiado que estava descansando em uma bainha de
couro na sua cintura.
       --Espere, espere!-- inacreditavelmente, Aphrodite estava escavando dentro da bolsa de couro metlico
anormalmente grande que ela havia arrastado todo o caminho desde Veneza.
        Stark estava seriamente farto com ela. --Aphrodite, agora no  a hora.
         --Oh, pelo amor do saco plstico, finalmente. Eu sabia que no podia perder nada com este tamanho e
cheiro.-- Ela puxou um saquinho cheio de galhos marrons e agulhas, e gesticulou para um dos Guerreiros parados em
p ao redor do permetro da sala, estalando os dedos e olhando mais imponente do que Stark jamais admitiria em voz
alta. Ela teve o cara de aparncia corpulenta praticamente correndo para pegar a coisa dela enquanto ela disse, --
Antes que vocs comecem o que eu estou certa que ser algum muito desagradvel derramamento de sangue, algum
precisa queimar estes, como incenso, aqui por Stark.
         --Que diabos?-- Stark disse, balanando sua cabea para Aphrodite e se perguntando, no pela primeira vez,
se a garota tinha algum dano mental.
        Ela rolou os olhos para ele. --Vov Redbird contou a Stevie Rae, que me contou, que queimar cedro  um tipo
de grande e poderosa magia Cherokee no mundo espiritual.
        --Cedro?-- Stark disse.
         --Sim. Respire isso e leve com voc enquanto voc vai para o Outromundo. E, por favor, feche sua boca e
fique pronto para sangrar,-- Aphrodite disse. Ela mudou sua ateno para Sgiach. --eu acho que voc devia considerar
a Vov Redbird uma Xam. Ela  sbia e definitivamente viciada em toda a coisa de terra-tem-uma-alma. Ela disse que
cedro iria ajudar Stark.
        O Guerreiro que ela havia dado o saquinho olhou para a rainha. Ela deu de ombros e acenou com a cabea,
dizendo, --Isso no pode machucar.-- Depois que um braseiro de metal foi aceso e algumas agulhas adicionadas,
Aphrodite sorriu, inclinou a cabea ligeiramente para Seoras, e disse, --Ok, agora vamos terminar logo com isso.
         Stark deixou para trs as palavras que ele queria gritar para a irritante Aphrodite. Ele precisava se focar. Ele
tinha lembrado de inspirar o cedro por que Vov Redbird conhecia suas propriedades, e o ponto era que ele precisava
chegar at Zoey e proteg-la. Stark passou a mo pela testa, desejando que ele pudesse limpar a cansativa fumaa que
se instalou em seu crebro com a luz do dia.
       --Nae lutar contra isso. Voc precisar estar sentindo deslizar-se de seu corpo. Isto nae ser uma coisa natural
para um Guerreiro estar fazendo.-- Seoras usou seu punhal para apontar para a superfcie plana da enorme pedra. --
Descubra o seu peito e deitar aqui.
        Stark retirou o suter, e a camiseta que tinha por baixo, e depois deitou na pedra.
        --Eu ver que voc j foi marcado,-- Seoras disse, apontando para a cicatriz de queimadura rosa de uma
flecha quebrada que cobria o lado esquerdo do peito dele.
        --Sim. Por Zoey.
        --Sim, bem, ento ser apenas certo que voc seja marcado de novo por ela.
        Stark preparou-se, deitando contra a pedra manchada de sangue.
      Ela deveria estar fria e sem vida, mas no instante que sua pele tocou a superfcie de mrmore, o calor dela
comeou a se formar por baixo dele. Calor irradiando ritmicamente de dentro da pedra, como um pulso batendo.
        --Oh, sim, voc poder sentir isso,-- disse o antigo Guardio.
        --Isso est quente,-- Stark disse, levantando o olhar para ele.
        --Por aqueles de ns que so Guardies, isso vive. Voc confiar em mim, rapaz?
        Stark piscou surpreso pela pergunta de Seoras, mas a resposta dele foi sem hesitao. --Sim.
        --Eu estar levando voc para o lugar anterior a morte. Voc precisar confiar em mim para tir-lo de l.
        --Eu confio em voc.-- Stark confiava. Havia alguma coisa sobre o Guerreiro que ressoava profundamente
dentro dele.
        Confiar nele parecia a coisa certa a fazer.
         --Isto nae ser um prazer para nenhum de ns, mas ser necessrio. O corpo precisar desprender para permitir
ao esprito a liberdade para se afastar. Somente a dor e o sangue poder fazer isso. Voc est certo?
        Stark assentiu. Pressionando suas mos contra a superfcie quente da pedra, ele inalou em uma profunda
respirao aquilo que cheirava a cedro.
        --Espere! Antes de voc cort-lo, diga a ele alguma coisa que v ajudar. No apenas deixe a alma dele ser
surrada por imbecilidade no Outromundo. Voc  um Xam, ento Xamanize-o. Aphrodite disse.
        Seoras olhou para Aphrodite e depois encarou dela para sua rainha. Stark no podia ver Sgiach, mas o que
quer que tenha passado entre eles dois fez os lbios do Guardio se curvarem na menor insinuao de sorriso quando
os olhos dele foram de volta para Aphrodite.
        --Bem, minha pequena rainha. Eu dizer a seu amigo isto: quando uma alma querer verdadeiramente saber o
que  ser bom, e eu dizer puramente por razes altrustas, isto ser quando o mais primrio de nossa natureza nos d o
desejo por amor e paz e harmonia. Essa entrega ser uma fora poderosa.
        --Isso  potico demais pra mim, mas Stark  um leitor. Talvez ele tenha uma pista sobre o que voc est
falando.-- Aphrodite disse.
        --Aphrodite, voc me faria um favor?-- Stark perguntou.
        --Talvez.
        --Pare.de.Falar.-- ele olhou para Seoras. --Obrigado por seu aviso. Eu lembrarei disso.
        Seoras encontrou seu olhar. --Voc dever fazer isso por si mesmo, rapaz. Eu nae poder nem te segurar. Se
voc nae poder suportar isso, voc nae vai faz-lo atravs do portal de qualquer maneira, e melhor pr um fim nisto
agora, antes que voc pensar em comear.
        --Eu no irei me mover,-- Stark disse.
       --A batida de corao da Seol ne Gigh conduzir voc para o Outromundo. Para voltar, Oh, bem, isso ser um
caminho que voc dever encontrar por voc mesmo.
        Stark assentiu e estendeu as mos contra a superfcie do mrmore, tentando absorver o calor em seu corpo
de repente frio.
        Seoras levantou a adaga e golpeou Stark to rpido que o movimento da mo do Guardio foi s um borro.
       A dor inicial da ferida que foi aberta da sua cintura at a parte superior do lado direito de seu trax foi pouco
mais que uma linha quente na pele dele.
        O segundo corte foi quase idntico ao primeiro, s fez uma linha vermelha gotejante sobre suas costelas do
lado esquerdo.
         E foi ento quando a dor comeou. O calor queimava-o. Seu sangue parecia lava enquanto derramava de seus
lados, escorrendo para o topo da pedra. Seoras trabalhou o punhal afiado metodicamente de uma lado para outro no
corpo de Stark, at que o sangue de Stark se encrustou na borda da rocha, como se no canto dos olhos de um gigante.
Hesitando, at finalmente derramar-se por cima e abaixo, chorando lgrimas escarlates no intricado trabalho artesanal
e em seguida pingando para encher as trincheiras em forma de chifres.
        Stark nunca havia sentido tanta dor.
        Nem quando ele tinha morrido.
        Nem quando ele estava no-morto e pensava apenas em sede e violncia.
        Nem quando ele tinha quase morrido pelo seu prprio arco.
         A dor que o Guardio o fez sentir foi mais que fsica. Isso queimava seu corpo, mas isso tambm cauterizava
sua alma. A agonia era lquida e interminvel. Isso era uma onda da qual ele no podia escapar, que lhe golpeava vrias
vezes. Ele estava se afogando nisso.
        Stark automaticamente lutou. Ele sabia que no podia se mover, mas ainda assim ele lutou para manter sua
conscincia. Se eu me deixar ir eu morro.
        --Confiar em mim, rapaz. Deixe.
       Seoras estava acima dele, curvando-se uma e outra vez sobre o seu corpo para cortar a pele, mas a voz do
Guardio estava distante, dificilmente discernvel.
        --Confiar em mim...
        Stark tinha realmente feito a escolha. Tudo que ele tinha que fazer era seguir com ela.
        --Eu confio em voc,-- ele se ouviu sussurrar. O mundo tornou-se cinza, depois escarlate, depois preto. Tudo
que Stark estava ciente era do calor da dor e o liquido de seu sangue.
        Os dois se fundiram, e ele estava de repente fora de seu corpo, afundando-se na pedra, escorrendo pelos
lados entalhados, e banhando-se dentro dos chifres.
        Rodeado apenas por dor e escurido, Stark lutou contra o pnico, mas estranhamente, depois de apenas um
momento, o terror foi substitudo por uma aceitao dormente que era meio reconfortante. Pensando bem, essa
escurido no era to ruim. Pelo menos a dor estava indo embora. Na verdade, a dor parecia quase uma lembrana...
        --Merda, no desista, seu dbil mental! Zoey precisa de voc!
        Era a voz de Aphrodite? Deusa, era irritante que mesmo separado de seu corpo, ela ainda o aborrecesse.
        Separado de meu corpo. Ele havia feito isso! A euforia que veio com a compreenso foi rapidamente seguida
por confuso.
        Ele estava fora de seu corpo.
        Ele no podia ver nada. Sentir nada. Ouvir nada. A escurido era absoluta.
        Stark no tinha a menor ideia de onde estava. O esprito dele se agitou e, como um pssaro preso, golpeou-se
contra o nada.
        O que Seoras tinha dito a ele? Qual tinha sido o aviso dele?
        ... entrega ser uma fora poderosa.
        Stark parou de lutar e aquietou seu esprito, e uma pequena memria brilhou atravs da escurido, que de
sua alma, derramando seu sangue nas duas depresses em forma de chifres.
        Chifres.
        Stark concentrou-se na nica ideia palpvel em sua mente, e ele se imaginou agarrando aqueles chifres.
         A criatura surgiu da absoluta escurido. Ele era um tipo diferente de negro daquela que havia engolfado Stark.
Ele era o negro cu de uma lua nova  profundo, noite de guas calmas  e quase esquecidos sonhos da meia noite.
        Eu aceitei o seu sacrifcio de sangue, Guerreiro. Me encare e siga em frente, se voc ousar.
          Eu ouso! Stark gritou, aceitando o desafio.
        O touro o atacou. Agindo puramente por instinto, Stark no correu. Ele no pulou para o lado. Em vez disso,
ele encarou o touro, de cabea erguida. Gritando sua raiva e fria e medo, Stark correu para o touro. A criatura
abaixou sua massiva cabea como se fosse chifrar Stark.
         No! Stark saltou no touro, e com um movimento que foi como um sonho, pegou seus chifres. No mesmo
instante a criatura ergueu a cabea, e Stark saltou sobre o corpo dele. Ele sentiu como se ele estivesse mergulhando
de um precipcio impossivelmente alto enquanto ele era atirado para frente cada vez mais longe, e em algum lugar,
atrs dele na escurido desalmada, ele ouviu a voz do touro ecoando trs palavras: Muito bem, Guardio...
          Em seguida, houve uma exploso de luz ao redor dele antes que ele casse sobre um pedao duro do cho.
         Stark se levantou devagar, pensado em quo estranho era que mesmo achando que ele era nada mais que
esprito, ele ainda tinha a forma e o sentido de seu corpo, e olhou ao redor.
       Em frente a ele estava um bosque, idntico ao que crescia prximo ao castelo de Sgiach. Havia at mesmo
uma rvore de pendurar antes dele, decorada com tantas tiras de pano que eram demais para se contar.
        Enquanto ele assistia, o pano mudou, tendo diferentes cores e tamanhos e brilhando como uma rvore de
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Natal de festes .
          O Outromundo  isto tinha que ser a entrada para o reino de Nyx. Nada mais poderia parecer to mgico.
         Antes de dar um passo a frente, Stark lanou um olhar atrs dele, pensando que no podia ser to fcil assim
entrar e esperando que o gigante touro preto se materializasse e dessa vez o chifrasse de verdade.
        Tudo que estava atrs dele era o nada negro de onde ele tinha vindo. Se isso no fosse assustador o suficiente,
o trecho de terra onde ele tinha sido jogado era um pequeno trecho, quase um circulo de poeira vermelha que
lembrou-lhe inesperadamente de Oklahoma, e no centro do trecho havia uma espada reluzente que estava presa at a
metade abaixo do punho. Ele precisou usar as duas mos para puxar a espada, e depois, enquanto Stark
automaticamente limpava a impecvel lmina em seu jeans, ele percebeu que, como a Seol ne Gigh, a cor original do
cho tinha sido manchada por sangue.
        Ele terminou de limpar a espada rapidamente, por alguma razo no gostou do sangue derramado
manchando-a, e depois ele virou sua ateno para o que estava em frente a ele. L era para onde ele precisava ir. Sua
mente, corao e esprito sabiam disso.
          --Zoey, eu estou aqui. Eu estou chegando para voc,-- ele disse, e deu um passo a frente para uma barreira
invisvel to dura quanto uma parede de tijolos. --Que diabos?-- ele murmurou, dando um passo atrs e levantando o
olhar para ver que um arco de pedra tinha aparecido de repente.
        Houve uma exploso de uma luz branca fria que deu a Stark a imagem nojenta de uma porta de congelador
aberta para expor carne morta. Piscando, seus olhos viajaram para baixo, e o que ele viu em frente a ele o chocou em
sua essncia.
          Stark estava encarando a si prprio.
         A princpio ele pensou que o arco devia ter um espelho nele, mas no havia escurido refletida atrs dele, e
seu outro "eu" estava sorrindo um familiar sorriso convencido. Stark definitivamente no estava sorrindo. Ento ele
falou, dispersando todos os pensamentos sobre reflexos de espelho e explicaes racionais.
        --, seu fodido da cabea, este  voc. Voc sou eu. Pra entrar nesse lugar voc vai ter que me matar, o que
no vai acontecer porque eu no sou legal com isso. O que vai acontecer  que eu vou chutar o seu traseiro e matar
voc morto.
       Enquanto Stark permanecia l, sem fala e encarando a si prprio, a imagem dele no espelho pulou para frente
cortando com uma espada idntica a que Stark segurava, desenhando uma linha de sangue de baixo de seu brao.
          --Sim, isso vai ser mais fcil do que eu pensei,-- seu outro "eu" disse, e avanou para Stark de novo.


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     No original, tinsel, so aqueles enfeites coloridos.
      http://kimbofo.typepad.com/.a/6a00d83451bcff69e201053698c36f970c-pi
                                         CAPTULO VINTE E CINCO

                                                      Aphrodite
        --, a luz est acesa, mas definitivamente no tem ningum em casa.-- Aphrodite balanou sua mo na
frente dos olhos abertos, porm cegos de Stark. Ento ela teve que tirar sua mo do caminho enquanto Seoras,
ignorando que esteve perto de cort-la, fez outro ferimento esfaqueando o lado ensaguentado de Stark.
        --Ele j parece um hambrguer. Voc tem que continuar fazendo isso?-- Aphrodite perguntou ao Guardio.
No tinha amor entre ela e Stark, mas isso no significava que ela estava bem assistindo-o ser fatiado em pedaos.
        Seoras pareceu no ouvi-la. Ele estava inteiramente focado no garoto cado diante dele.
        --Eles esto unidos pela busca.-- Sgiach disse. Ela deixou seu trono para ficar ao lado de Aphrodite.
        --Mas o seu Guardio est consciente e presente em seu prprio corpo.-- Darius disse, estudando Seoras.
        --Sim. A conscincia dele est aqui. Tambm est to sintonizada com o garoto que ele pode ouvir suas
freqncias cardacas  sentir sua respirao. Seoras sabe exatamente o quo perto Stark est da morte fsica.  no
limite entre a vida e morte que o meu Guardio deve mant-lo. Muito para um lado, a alma dele retornar a seu
corpo, e ele ser despertado. Muito para o outro lado, a alma dele nunca retornar.
        --Como ele saber quando acabar com isso?-- Aphrodite perguntou, involuntariamente hesitando enquanto
a adaga de Seoras fatiou a carne de Stark novamente.
       --Stark ir acordar, ou ele morrer. De um jeito ou de outro, ser o feito de Stark, e no do meu Guardio. O
que Seoras faz agora permite que o garoto faa suas prprias escolhas.-- Sgiach falou para Aphrodite, mas seus olhos
nunca deixavam Seoras. --Voc devia fazer o mesmo.
       --Cort-lo?-- Aphrodite franziu as sobrancelhas para a rainha, que sorriu, mas continuou assistindo seu
Guardio.
        --Voc disse que voc  uma Profetisa de Nyx, no ?
        --Eu sou sua Profetisa.
        --Ento considere usar o seu dom para ajudar o garoto, tambm.
        --Eu gostaria se tivesse uma maldita pista de como fazer isso.
         --Aphrodite, talvez voc devesse...-- Darius comeou, pegando o brao de Aphrodite e colocando-a longe de
Sgiach, obviamente preocupado que ela tivesse pressionando muito a rainha.
         --No, Guerreiro. Voc no precisa pux-la para longe. Uma coisa que voc descobrir sobre estar vinculado a
uma mulher forte  que, s vezes, suas palavras iro coloc-la em problemas das quais voc no pode proteg-la. Mas
elas so suas prprias palavras, e portanto, suas prprias consequncias.-- Sgiach finalmente olhou para Aphrodite. --
Use algo da fora que faz suas palavras como adagas e procure suas prprias respostas. Uma verdadeira Profetisa
recebe pouqussima orientao nesse mundo, exceto atravs do seu dom; mas a fora, temperada pela sabedoria e
pacincia, deve ensin-la como us-lo corretamente.-- A rainha ergueu sua mo e gesticulou elegantemente para um
dos vampiros nas sombras. --Mostre para a Profetisa e seu Guardio o quarto deles. D para eles descano e
privacidade.-- Sem outra palavra, Sgiach retornou ao seu trono, seu olhar novamente se fixou solenemente em seu
Guardio.
         Aphrodite pressionou seus lbios juntos e seguiu o gigante ruivo cujas tatuagens eram uma srie de espirais
intricadas que pareciam ser feitas de pequenos pontos de safira. Eles refizeram seu caminho de volta para a escadaria
dupla e depois foram at um corredor onde as paredes foram decoradas com espadas de jias que brilhavam  luz das
tochas. Uma pequena e nica escadaria finalmente os levou para uma porta em arco de madeira, a qual o Guardio
abriu e gesticulou para eles entrarem no quarto.
        --Voc poderia se certificar de que algum me avise se Stark mudar ou algo assim?-- Aphrodite perguntou
antes dele fechar a porta.
        --Aye.-- o guerreiro disse em uma voz surpreendentemente gentil antes de deix-los sozinhos.
        Aphrodite se virou para Darius, --Voc acha que a minha boca me coloca em problemas?
        As sobrancelhas do guerreiro se levantaram. --Claro que eu acho.
        Ela franziu a testa para ele. --Ok, olha, eu no estou brincando.
        --E nem eu.
        --Por qu? Porque eu digo o quero dizer?
       --No, minha beleza, porque voc usa as suas palavras como uma adaga, e uma adaga s vezes causa
problemas.
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        Ela bufou e sentou na enorme cama com dossel . --Se eu so como uma adaga, ento por que diabos voc
gosta de mim?
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         Darius sentou ao lado dela e pegou em sua mo. --Voc esqueceu que a adaga de lanar  a minha arma
favorita?
         Aphrodite encontrou seus olhos, se sentindo subitamente vulnervel, apesar do seu tom de voz gentil. --
Srio. Eu sou uma vadia. Voc no deveria gostar de mim. Eu no acho que a maioria das pessoas gosta.
        --As pessoas que te conhecem gostam de voc. A real voc. E o que eu sinto por voc vai alm de gostar de
voc. Eu te amo, Aphrodite. Eu amo a sua fora, o seu senso de humor, a profundidade do cuidado que voc mostra
aos seus amigos. E eu amo o que estava quebrado dentro de voc e que s agora comeou a se curar.
        Aphrodite continuou olhando para ele ainda que estivesse piscando fortemente para lutar com as lgrimas. --
Tudo isso me torna uma vadia terrvel.
         --Tudo isso te torna o que voc .-- Ele ergueu a mo dela para os seus lbios, beijou-a gentilmente, e ento
disse, --Tambm te torna forte o suficiente para descobrir como ajudar Stark.
        --Mas eu no sei como!
        --Voc usou o seu dom para sentir a ausncia de Zoey, assim como a de Kalona. Voc no pode usar a mesma
rota que voc usou antes para sentir Stark?
      --Tudo que eu estava fazendo com eles era ver se a alma deles estava dentro dos seus corpos ou no. Ns j
sabemos que Stark se foi.
        --Ento voc no deveria ter que toc-lo como voc fez com os outros dois.--
        Aphrodite suspirou. --A mesma estrada, huh?
        --Sim.
        Ela olhou para ele, segurando sua mo com fora. --Voc realmente acha que eu posso fazer isso?
         --Eu acredito que so poucas as coisas que voc no conseguir fazer, uma vez que voc direcionar sua mente
para isso, minha beleza.
       Aphrodite acenou, apertando a mo dele antes de solt-la. Ela tirou sua bota de couro estilete e voltou para a
cama, descansando contra o amontoado de almofadas.
        --Me protege enquanto estou fora?-- Ela perguntou ao seu Guerreiro.
        --Sempre.-- Darius disse.
        Ele se moveu para ficar do lado da cama, lembrando muito a Aphrodite do jeito que Seoras ficou do lado do
trono de sua rainha. Adquirindo fora com o conhecimento de que seu corao e seu corpo sempre estariam seguros
com Darius, ela fechou os olhos e se forou a relaxar. Ento ela tomou trs respiraes profundas e limpas e focou seus

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   Cama com dossel:
    http://1.bp.blogspot.com/_LFZeDH_y8j8/Sb7remSGTeI/AAAAAAAAA4g/RzOqGP9OD64/s400/Cama_com_dossel_-
    _Ideal_Home.jpg
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   a throwing dagger  uma adaga que se lana no adversrio:
    http://images.bidorbuy.co.za/user_images/763/1107763_081118141758_SilverThrowingKnife.jpg
pensamentos em sua Deusa.
         Nyx, sou eu. Aphrodite. Sua profetisa. Ela quase adicionou --pelo menos  disso que todo mundo est me
chamando.,-- mas ela se impediu. Tomando outra respirao profunda, Aphrodite continuou, Eu estou pedindo a sua
ajuda. Voc j sabe que eu no tenho certeza absoluta de como essa coisa de Profetisa funciona, ento no vai te
surpreender ouvir que eu no sei como usar o dom que voc me deu para ajudar Stark  mas ele precisa da minha
ajuda. Eu digo, o cara est sendo fatiado em um mundo e rondando tentando usar poesia e umas palavras confusas de
um cara velho para ajudar a Z, em outro. Somente entre ns, algumas vezes eu acho que Stark  mais msculo e
notoriamente bom cabelo do que crebro. Claramente, ele precisa de ajuda, e pelo bem de Zoey, eu quero dar isso a
ele. Ento, por favor Nyx, me mostre como ajudar.
        Se d para mim, filha.
        A voz de Nyx em sua mente era como era como a vibrao de uma cortina de seda difana, transparente,
etrea e inacreditavelmente bela.
        Sim! A resposta de Aphrodite foi instantnea. Ela abriu seu corao, alma e mente para a sua Deusa.
        E de repente ela era a brisa flutuando ao longo da linha da voz delicada de Nyx, para cima e para fora.
        Alm do meu reino.
        O esprito de Aphrodite voou sobre o Outromundo de Nyx. Era quase indescritivelmente amvel, com
variaes sem fim de verde, brilhantes flores que balanavam como se fosse a msica, e lagos cintilantes. Aphrodite
pensou ter visto cavalos selvagens e um flash de muitas cores de paves em vo.
        E por todo o reino, espritos esvoaavam dentro e fora da viso, danando, rindo, e amando.
        -- aqui que ns vamos quando morremos?-- Aphrodite perguntou, receosa.
        Algumas vezes.
        --Quais algumas vezes? Voc quer dizer quando somos bons?-- Aphrodite teve um afundamento sentindo
que se ser bom era o critrio para ir a esse lugar, ela provavelmente nunca iria.
         A risada da Deusa era como mgica. Eu sou a sua Deusa, filha, no a sua juza. Bem  um ideal com muitas
faces. Eis uma faceta de bom.
       A jornada espiritual de Aphrodite diminuiu, levando-a a um impasse sobre um bosque fantstico. Ela piscou
em surpresa enquanto estudava-o e percebeu que a lembrava o bosque perto do castelo de Sgiach. Enquanto fez a
comparao, Aphrodite afundou suavemente para baixo atravs do dossel de folhas finas, para descansar um pouco
acima do espesso tapete de musgo que cobria o cho.
        --Me oua, Zo! Voc pode fazer isso.
         Ao som da voz de Heath, Aphrodite se virou para ver Zoey, parecendo to plida que ela estava quase
translcida, e Heath. Z estava dando voltas e voltas em crculo, parecendo totalmente assustadora, enquanto Heath
permanecia parado, olhando para ela com uma expresso incrivelmente triste.
        --Zoey! Finalmente! Ok, me oua. Voc tem que se juntar e voltar para o seu corpo.
        Ignorando-a completamente, Zoey irrompeu em lgrimas, embora no tivesse parado de andar. --Eu no
posso, Heath. Isso se foi h muito tempo. Eu no posso juntar a minha alma. Eu no consigo me lembrar das coisas 
Eu no consigo me concentrar  a nica coisa que eu sei com certeza  que eu mereo isso.
        --Oh, pelo amor do saco plstico. ZOEY! Pare de berrar e preste ateno!
         --Voc no merece isso!-- Heath andou para perto de Zoey e colocou suas mos nos ombros dela, forando-a
a ficar parada. --E voc pode fazer isso, Zo. Voc tem que fazer. Se voc fizer, ns podemos ficar juntos.
                                                   39
        --Legal. Eu estou em Um Cntico de Natal , como os malditos fantasmas do Natal passado, presente e o que
quer que seja. Eles no podem ouvir uma merda de palavra que eu estou falando!


39
 Um Cntico de Natal, A Christmas Carol,  um livro de Charles Dickens com vrias tradues no Brasil, sendo a mais
  correta Um Cntico de Natal. http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Christmas_Carol
        Ento talvez, filha, para variar, voc devia ouvir.
        Aphrodite abafou o suspiro de frustrao e fez como a sua Deusa aconselhou, mesmo se sentindo um
rastejador olhando estupidamente atravs da janela do quarto de algum.
        --Voc fala srio, Heath?-- Zoey olhou para Heath, parecendo por um instante mais com ela mesma do que
com a coisa fantasmagrica que no conseguia se manter. --Voc realmente quer ficar aqui?-- Ela sorriu timidamente
para Heath, o corpo dela contraiu-se inquieto sobre as mos dele.
        Ele a beijou, e ento disse, --Baby, onde quer que voc esteja,  onde eu quero estar  para sempre.
        Com um gemido doloroso, Zoey saiu dos braos de Heath. --Me desculpe. Me desculpe.-- Ela disse, andando
e chorando de novo. --Eu no posso me manter. Eu no consigo descansar.
        -- por isso que voc tem que deixar a sua alma junta de novo. Voc no pode ficar comigo se no o fizer. Zo,
voc no pode ser nada se no o fizer. Voc vai simplesmente continuar se movendo e movendo e perdendo pedaos
de si mesma at voc desaparecer totalmente.
        --Foi por minha culpa que voc morreu;  minha culpa que voc est aqui onde voc no pertence. Como
voc ainda pode me amar?-- Ela tirou seu cabelo pegajoso do rosto e comeou a circular ao redor e ao redor de Heath
 nunca parada  nunca descansando.
        --No  a sua culpa! Kalona me matou. Isso  tudo que existe para ele. De qualquer jeito, que diferena faz
onde estamos e at se estamos vivos ou mortos, enquanto estivermos juntos?
        --Voc fala srio? De verdade?
       --Eu te amo, Zoey. Eu te amo desde o primeiro dia que te conheci, e eu vou te amar para sempre. Eu
prometo. Se voc estiver inteira novamente, ns vamos ficar juntos eternamente.
        --Eternamente-- Zoey sussurrou a palavra. --E voc realmente me perdoa?
        --Baby, no tem nada para perdoar.
         Com o que era obviamente um grande esforo, Zoe parou de se mover, e disse, --Ento, por voc, eu vou
tentar faz-lo.-- Zoey abriu seus braos e jogou sua cabea para trs. O corpo plido dela comeou a brilhar, primeiro
com uma pequena e experimental luz a partir de dentro. Zoey comeou a chamar nomes, e...
       Aphrodite foi sacudida da viso e retirada do bosque to rapidamente que seu estmago deu um solavanco
nauseabundo. --Oh, ugh! Muito rpido, muito rpido. Posso vomitar.
        Um vento morno passou por ela, acalmando sua tontura. Quando ela comeou a andar de novo, a sua nusea
tinha sumido, mas no sua confuso.
        --Okay, eu no entendo. Z se junta de novo, mas ela fica aqui com Heath ao invs de voltar para seu corpo?
        --Nessa verso do futuro, sim.
        Aphrodite hesitou e ento, relutantemente, perguntou, --Mas ela est feliz?
        Sim. Zoey e Heath esto contentes e juntos no Outromundo pela eternidade.
         Aphrodite sentiu a tristeza, pesada e grossa, mas ela tinha que continuar, --Ento talvez Z devesse ficar onde
ela est. Ns vamos sentir falta dela. Eu vou sentir falta dela. Aphrodite hesitou, dominando um impulso inesperado
de chorar antes de continuar, --Seria definitivamente uma droga para Stark, mas se este  o lugar que ela est
destinada a ficar, ento Zoey devia ficar.
        O que  destinado para cada pessoa muda com suas escolhas. Essa  apenas uma verso do futuro de Zoey, e
como muitas escolhas que so feitas no Outromundo, o dela tem tpicos que mudam a tapearia do futuro da Terra.
Se Zoey escolher ficar, eis o novo futuro da terra.
        Aphrodite foi sugada para dentro de uma cena que era muito familiar. Ela estava parada no meio do campo
onde ela esteve durante sua ltima viso. Exatamente como antes, ela estava com as pessoas que estavam queimando
 humanos, vamps e calouros. Ela reexperimentou a dor do fogo, juntamente com a agonia abstrata que a tinha
envolvido durante a viso original. Como a ltima viso, Aphrodite olhou para cima para ver Kalona de p diante de
todos, s que desta vez Zoey no estava com ele  fazendo ou dizendo qualquer coisa que ela disse na segunda parte
da viso, que o destruiu. Em vez disso, Neferet andou para a cena. Ela passou por Kalona, olhando para as pessoas em
chamas. Ento ela comeou a traar intricados padres no ar ao seu redor, e enquanto ela fazia isso a Escurido
florescia ao seu redor. Se espalhando a partir dela, manchando o campo, extinguindo o fogo, mas sem levar para longe
a dor.
        --No, eu no vou mat-los!-- Ela gesticulou com um dedo, e um conjunto de tentculos se enrolou ao redor
do corpo de Kalona. --Me ajude a torn-los meus.
        Kalona os absorveu. Aphrodite se concentrou nele, e, como uma miragem se materializando, os tentculos da
Escurido que cobriam o corpo do imortal ficaram visveis. Eles se contorceram, causando que a pele do imortal cado
se contrasse e tremesse. Kalona arfou, e Aphrodite no conseguia dizer se ele sentiu prazer ou dor, mas ele sorriu
sombriamente para Neferet, abriu seus amplos braos para aceitar a Escurido, e disse, --Como voc desejar, minha
Deusa.
        Coberto com os tentculos, Kalona subiu de modo que ele ficou na frente dela, e depois o imortal caiu de
joelhos e descobriu seu pescoo. Aphrodite assistiu Neferet curvar-se, lambeu a pele de Kalona, e com uma fria
gananciosa que era assustadora, ela afundou seus dentes em Kalona e se alimentou dele. Os tentculos da escurido
tremiam, vibravam, e se multiplicavam.
          Totalmente extrapolada, Aphrodite desviou o olhar para ver Stevie Rae entrar no campo.
          Stevie Rae?
        Uma coisa negra se moveu do lado dela, e Aphrodite percebeu que Stevie Rae estava de p do lado de um
Corvo Escarnecedor, bem do lado dele  to perto que eles pareciam estar juntos.
          Queporraessa?
         A asa do Corvo Escarnecedor se abriu para cima e para fora, e ento se enrolou ao redor de Stevie Rae, como
se estivesse segurando-a em um abrao. Stevie Rae suspirou e se moveu para mais perto da criatura, tanto que a asa
dele envolveu-a totalmente. Aphrodite estava to chocada pelo suspiro que ela no viu de onde a criana ndia veio 
ele estava repentinamente ali, bem na frente do Corvo Escarnecedor.
         Mesmo atravs da dor e do choque causado pela viso, Aphrodite conseguiu apreciar o quo incrivelmente
linda essa nova criana era. O corpo dele era maravilhoso, e ele estava quase completamente nu, ento tinha muita
coisa  mostra. Seu cabelo era grosso e longo, e to negro quanto s penas de corvo que foram tranadas no seu
comprimento. Ele era alto e musculoso e simplesmente supergostoso, no geral.
          Ele ignorou o Corvo Escarnecedor e estendeu sua mo para Stevie Rae, dizendo, --Me aceite, e ele ir
embora.
        Stevie Rae saiu do abrao alado da criatura, mas no pegou a mo da criana. Em vez disso, ela disse, --No 
to simples assim.
          Ainda ajoelhado em frente de Neferet, Kalona gritou, --Rephaim! No me traia novamente, meu filho!
        As palavras do imortal serviram como um incentivo para o Corvo Escarnecedor. Ele atacou a criana indiana.
Os dois comearam a lutar brutalmente enquanto Stevie Rae permaneceu ali, fazendo nada exceto olhar para o Corvo
Escarnecedor e chorar quebradamente. Atravs dos seus soluos, Aphrodite conseguiu ouvi-la dizer, --No me deixe,
Rephaim. Por favor, por favor no me deixe.
        No distante horizonte atrs de todos eles, Aphrodite viu o que pensou que era um nascer do Sol escaldante,
mas enquanto ela apertava os olhos contra o brilho, ela percebeu que no era o Sol, e sim um enorme touro branco
subindo sobre o corpo abatido de um touro preto enquanto ele tentava, e falhava, proteger o resto do que foi, um dia,
o mundo moderno.
        Aphrodite foi arrancada da viso. Nyx a segurou em uma brisa carinhosa enquanto a alma dela tremia. --Oh,
minha Deusa,-- ela sussurrou. --No, por favor no. Uma escolha feita por uma adolescente  capaz de bagunar a
balana da Luz e da Escurido no mundo inteiro? Como isso  mesmo possvel?
       Considere que a sua escolha pelo bem abriu um caminho para que uma gerao inteiramente nova de
vampiros existisse.
          --Os calouros vermelhos? Mas eles j existiam antes de eu fazer qualquer coisa.
         Sim, mas o caminho para recuperar a humanidade deles estava fechado, at que o seu sacrifcio  sua escolha
 abriu-o. E voc no  somente uma adolescente?
         --Oh, pelo amor do saco plstico. Zoey tem que voltar.
        Ento Heath tem que seguir em frente do meu reino do Outromundo. Esse  o nico jeito de Zoey voltar ao seu
copo se sua alma ficar inteira novamente.
         --Como eu posso ter certeza que isso acontea?
         Tudo que voc pode fazer  dar a eles o conhecimento, filha. A escolha deve descansar com Heath e Zoey e
Stark.
        Com um solavanco, Aphrodite foi puxada de volta e de volta. Arfando, ela abriu seus olhos e piscou atravs da
dor e da nvoa de lgrimas vermelhas para ver Darius inclinado sobre ela.
         --Voc retornou para mim?
        Aphrodite sentou. Ela estava tonta, e sua cabea latejava atravs dos seus olhos com uma dor que ela
conhecia muito bem. Ela tirou seu cabelo do rosto, surpresa por quanto a sua mo estava tremendo.
        --Beba isso, minha beleza. Voc deve se restabelecer aps uma jornada espiritual.-- Ele a ofereceu uma taa
e ajudou-a a lev-la para os lbios.
         Aphrodite deu um gole no vinho, e ento disse, --Me ajude a chegar at Stark.
         --Mas os seus olhos  voc deve descansar!
         --Se eu descansar, eu vou correr o risco de que a droga do mundo inteiro v para o inferno. Literalmente.
         --Ento eu vou te levar at Stark.
        Se sentindo fraca e de certo modo com a cabea flutuando, Aphrodite se apoiou em seu Guerreiro enquanto
eles retornavam para Fianna Foil, onde muito pouco tinha mudado. Sgiach ainda estava assistindo seu Guardio
enquanto ele, lentamente e metodicamente continuava a cortar Stark.
         Aphrodite no desperdiou nenhum tempo. Ela foi direto at Sgiach.
         --Eu tenho que falar com Stark. Agora.
         Sgiach olhou para ela, observando seu corpo trmulo e seus olhos injetados de sangue. --Voc usou o seu
dom?
         --, e eu tenho que contar algo para Stark, ou isso vai ficar ruim. Para todo mundo. Muito ruim.
         A rainha acenou e sinalizou para Aphrodite seguir ela  Seol ne Gigh.
        --Voc ter somente um momento. Fale rpido e claramente para Stark. Se voc o segurar muito aqui, ele no
ser capaz de refazer seu caminho para o Outromundo at que ele se recupere da jornada de hoje, e voc deve
entender que essa recuperao pode levar semanas.
         --Eu entendi. Eu tenho uma chance nisso. Estou pronta.-- Aphrodite disse.
        Sgiach tocou o antebrao do seu Guardio. Era a mais leve das carcias, mas causou uma reao enorme pelo
corpo de Seoras. Ele pausou o curso descendente de outra fatiada. Seu olhar fixo permaneceu em Stark, mas com uma
voz como cascalho, ele disse, --Mo bann ri? Minha rainha?
         --Chame-o de volta. A profetisa deve falar com ele.
        Os olhos de Seoras se fecharam como se as palavras dela o ferissem, mas quando ele abriu-os novamente ele
respondeu com um rosnado baixo, e disse apenas, --Sim, mulher... como voc desejar.-- Ele colocou a mo que no
estava segurando seu punhal na testa de Stark. --Me oua, garoto. Voc dever retornar.
                                          CAPTULO VINTE E SEIS


                                                        Stark
        Stark cambaleou para trs, instintivamente levantando sua prpria espada de maneira que foi por acaso e por
instinto que ele desviou o golpe mortal do Outro, aquele ser que era ele e ao mesmo tempo no era.
        --Por que voc est fazendo isso?-- Stark gritou.
        --Eu j lhe disse. A nica maneira de voc poder entrar aqui  me matar, e eu no vou morrer.
        Os dois Guerreiros rodearam um ao outro com desconfiana. --Que diabos voc est falando? Voc sou
eu. Ento, se eu chegar ali, como voc pode morrer?
        --Eu sou parte de voc. A parte no to agradvel. Ou voc  uma parte de mim, a parte boa, e eu odeio
mesmo dizer isso. No seja to estpido assim. No  como se voc no soubesse sobre mim. Ento, pense no passado
antes de voc virar um bichinha e se jurar quela putinha boazinha. Ns conhecemos um ao outro muito melhor.
        Stark olhou, vendo o tom de vermelho nos olhos e a desagradvel atitude de seu prprio rosto. O sorriso
ainda estava l, mas a arrogncia virou cruel, fazendo com que suas caractersticas fossem familiares e estranhas ao
mesmo tempo.
        --Voc  o mau em mim.
        --Mau? Isso  apenas uma questo de qual lado voc est, no ? E do lado que eu estou agora, no me
parece to mau.-- Rindo, o Outro continuou, --"Mau"  uma palavra que no est perto de descrever o meu
potencial. Mau  um luxo. Meu mundo est cheio de coisas alm de sua imaginao.
        Stark comeou a sacudir a cabea, querendo negar o que ele estava ouvindo, e sua concentrao vacilou. O
Outro atacou novamente, fazendo um grosso corte abaixo de seu bceps direito.
        Stark levantou a espada defensivamente, surpreso por haver uma estranha ardncia, mas nenhuma dor em
ambos os braos.
        --Sim, no di muito, n? Ainda. Isso  porque a lmina  muito afiada para ferir. Mas veja isso  voc est
sangrando. Muito.  apenas uma questo de tempo antes que voc no possa mais manter esta espada
levantada. Ento voc est pronto, e eu vou livrar-me de voc de uma vez por todas.-- O Outro continuou, --ou talvez
ns iremos jogar. Que tal se eu tiver algum divertimento e esfolar voc vivo, pedao por maldito pedao, at que voc
no seja nada mais do que uma carcaa sangrando a meus ps.
        De sua viso perifrica, Stark podia ver que o ardor que ele estava sentindo era o calor do sangue que estava
bombeando continuamente de duas feridas. O Outro estava certo. Ele estava sendo derrubado.
        Ele tinha que lutar  e ele tinha que lutar agora. Se ele continuasse hesitando, continuasse sendo puramente
defensivo, ele morreria.
        Com uma ao que foi totalmente instintiva, Stark pulou para a frente, atacando sua imagem no espelho, em
tudo, qualquer coisa que poderia ser uma abertura em sua guarda, mas sua verso de olhos vermelhos bloqueou cada
                                                40
movimento facilmente. E ento, como uma naja , ele revidou, deslizando atravs das defesas de Stark e cortou uma
longa e profunda ferida em uma coxa.

40
 Naja: uma espcie de cobra. http://www.spreekbeurtenstartpagina.nl/spreekbeurt/cobra/cobra.gif
         --Voc no pode me derrotar. Eu conheo todos os seus movimentos. Eu sou tudo que voc no . Esta
porcaria de bondade fez de voc um fraco. Isso  porque voc no pode proteger Zoey, para comear. Am-la te fez
fraco.
         --No! Amar Zoey foi a melhor coisa que eu j fiz.
         --Sim, bem, vai ser a ltima coisa que voc j fez, isso  para...
         Stark foi arrancado de volta para seu corpo. Ele abriu os olhos para ver Seoras de p sobre ele, punhal em
uma mo, a outra pressionando contra a sua testa.
         --No! Eu tenho que voltar!,-- ele gritou. Ele sentiu como se seu corpo estivesse em chamas. A dor em seus
lados, era inacreditvel  a fora da mesma bombeava a adrenalina atravs de seu sistema. Seu primeiro instinto foi se
mover! Fuja! Lute!
         --Nae, garoto. Lembrar que voc nae pode se mover,-- disse Seoras.
         A respirao Stark estava rpida e difcil enquanto ele forava seu corpo para ficar imvel. Ficar ali.
         --Mande-me de volta,-- ele disse ao Guardio. --Eu tenho que voltar.
         --Stark, me escute.-- De repente, o rosto de Aphrodite estava l em cima dele. -- Heath, ele  a chave. Voc
tem que procur-lo antes de voc ver a Zoey. Diga-lhe que ele tem que seguir em frente. Ele tem que deixar Zoey no
Outromundo, ou ela nunca mais voltar para c.
         --O qu? Aphrodite?
         Ela agarrou o brao dele e trouxe seu rosto para baixo, perto dele. Ele podia ver o sangue nos olhos dela e foi
sacudido pela compreenso de que ela devia ter tido justamente uma viso.
         --Confie em mim. Procure Heath. Faa-o partir. Se voc no o fizer, no haver ningum que possa parar
Neferet e Kalona, e est acima de todos ns.
         --Se ele vai regressar, ele precisa ir agora,-- disse Seoras.
         --Leve-o de volta,-- disse Sgiach.
         As bordas brilhantes em torno da viso de Stark comearam a ficar cinzentas, e lutou contra ser puxado para
baixo novamente.
         --Espere! Diga-me. Como-como fao para lutar comigo mesmo?-- Stark conseguiu respirando com
dificuldade.
         --Oh, isso ser muito simples. O Guerreiro deve morrer dentro de voc para nascer o Xam.
         Stark no podia dizer se as palavras Seoras foram uma resposta  sua pergunta, ou se vieram de sua memria,
e ele no teve tempo para descobrir isso. Em menos de um batimento cardaco, Seoras agarrou sua cabea com um
aperto e arrastou a lmina sobre as plpebras de Stark. Em um abrasador e ofuscante flash ele estava mais uma vez
enfrentando a si mesmo como se ele nunca tivesse ido embora. Apesar de desorientado pela dor do ltimo corte do
Guardio, Stark percebeu que seu corpo estava reagindo mais rpido do que sua mente podia compreender, e ele
estava facilmente defendendo-se do ataque de sua imagem do espelho. Era como se a linha do ltimo corte tivesse
revelado uma geometria das linhas de ataque ao corao do Outro que Stark nunca tinha conhecido antes, e, porque
ele no conhecia, talvez o outro no conhecia, tambm. Se assim fosse, ele tinha uma chance, mas apenas uma
diminuta chance.
         --Eu posso fazer isso o dia todo. Voc no pode. Porra, minha bunda  fcil de chutar.-- O Stark de olhos
vermelhos riu arrogantemente.
         Enquanto ele riu, Stark atacou, seguindo uma linha de ataque que a dor e a necessidade tinham revelado,
atingindo a borda externa do antebrao de sua imagem do espelho.
         --Caralho! Voc realmente tirou sangue. No achei que voc tinha isso em voc!
         --Sim, bem, isso  um de seus problemas, voc  muito arrogante.-- Stark viu a hesitao que agitou-se
atravs de sua imagem do espelho, e uma pitada de compreenso sussurrou em sua mente. Ele seguiu esse
pensamento to naturalmente quanto ele levantou a espada em defesa e teve uma viso rpida das linhas de ataque
em todo seu corpo. --No, no  que voc seja muito arrogante. Isso sou eu. Eu sou arrogante.
         A guarda de sua imagem do espelho vacilou. Stark compreendeu completamente, e em seguida ele
pressionou. --Eu sou egosta, tambm. Foi assim que eu matei o meu mentor. Eu era muito egosta para deixar algum
me superar em algo.
         --No!-- O Stark de olhos vermelhos gritou. --Isso no  voc, sou eu.
         Vendo a abertura, Stark atacou novamente, cortando a lateral do Outro. --Voc est errado, e voc
sabe. Voc  o que  ruim em mim, mas voc ainda est comigo. O Guerreiro no seria capaz de admitir isso, mas o
Xam em mim est comeando a entend-lo.-- Enquanto Stark falava, ele dirigia implacavelmente para a frente,
chovendo golpes em sua imagem do espelho. --Ns somos arrogantes. Ns somos egostas. s vezes ns somos
desprezveis. Ns temos um temperamento ruim do caralho, e quando ns ficamos chateados, ns guardamos rancor.
         As palavras de Stark pareceram desencadear algo no Outro, e ele revidou com uma velocidade quase
inacreditvel, atacando Stark com uma habilidade e vingana que era esmagadora. Oh Deusa, no. No deixe a minha
boca tem estragado isso. Conforme Stark apenas se defendeu do ataque, ele percebeu que estava reagindo tambm
de forma racional, demasiadamente previsvel. O nico caminho possvel para derrotar a si mesmo era fazer o que o
Outro no estaria esperando.
         Eu tenho que lhe dar uma abertura para me matar.
         Conforme o Outro chovia golpes para arras-lo, Stark sabia que era isso. Ele fingiu cair sua guarda  sua
esquerda. Com um impulso irrefrevel o Outro foi para a abertura, atacando para frente e fazendo-se, por um instante,
ainda mais vulnervel que Stark. Stark viu a linha de ataque, da geometria da abertura real, e com uma ferocidade que
no sabia que era capaz, partiu o punho da espada para baixo sobre o crnio do Outro.
         A imagem do espelho de Stark caiu de joelhos. Ofegando, ele mal foi capaz de segurar a espada por algum
tempo.
         --Ento, agora voc me matou, entre no Outromundo, e pegue a garota.
         --No. Agora eu aceito voc, pois no importa quo sbio eu seja ou o quo bom eu conseguir ser, voc
sempre estar aqui dentro de mim.
         Os olhos vermelhos encontraram os olhos castanhos mais uma vez. O Outro deixou cair sua espada, e com um
movimento rpido, atirou-se para a frente, dirigindo a espada de Stark para o punho em seu peito. Na crua intimidade
do momento o Outro exalou, to perto dele que Stark tomou flego na ltima doce respirao do Outro.
         As vsceras de Stark contraram. Ele mesmo! Ele mesmo se matou! Balanando a cabea na terrvel
compreenso, gritou: --No! Eu...-- Mesmo enquanto ele gritava a negao, o Stark de olhos vermelhos sorria
conscientemente, e por entre os sangrentos lbios ele sussurrou: --Eu te verei de novo, Guerreiro, mais cedo do que
voc imagina.
        Stark abaixou o Outro de seus joelhos, ao mesmo tempo puxando a grande espada em seu peito.
        O tempo deteve-se, conforme a divina luz do reino de Nyx convergiu na espada, brilhando ao longo do
ensanguentado, porm belo, comprimento e cegando Stark, exatamente como o ltimo corte de Seoras tinha
queimado sua viso e, milagrosamente, momentaneamente, era como se o antigo Guardio estivesse ali ao lado ele e
do Outro enquanto os trs Guerreiros olhavam para a espada.
                                                                                                     41
        Seoras falou sem tirar os olhos do punho da espada. --Sim, ele ser o guardio da claymore para voc garoto,
uma espada forjada em quente e mido sangue, usada somente em defesa da honra, empunhada por um homem que
optou por proteger uma Dama, uma bann ri, uma rainha. Esta lmina ser afiada para uma boa agudez que corta sem a
dor, e o Guardio que tiver essa lmina atacar sem misericrdia, medo ou favor, contra aqueles que contaminam
nossa importante linhagem.
        Hipnotizado, Stark virou a claymore, permitindo que o cabo ornamentado com jias capturasse a luz
enquanto o Guardio de Sgiach continuava, --Os cinco cristais, fixados nas quatro pontas, e o quinto centralizado com
a pedra do corao, criam um pulso constante, em sintonia com a batida do corao deste Guardio, se ele for um
Guerreiro escolhido que guarda a honra acima da vida.-- Seoras pausou, finalmente, desviando o olhar da espada. --
Voc ser o Guerreiro, meu garoto? Voc ser um verdadeiro Guardio?
        --Eu quero ser,-- disse Stark, desejando que a espada pulsasse com as batidas de seu corao.
        --Ento voc dever agir sempre com honra e enviar a quem voc tiver derrotado para um lugar melhor. Se
voc puder fazer isso como um Guardio e no como um garoto... se voc ser de fato alma e esprito da pura
linhagem, filho, voc encontrar seu ltimo horror na facilidade pela qual voc aceitar e realizar este dever eterno.
        --Mas saiba que no h mais volta, pois essa  a lei e parte do autntico Guardio, sem rancor, sem maldade,
sem preconceito ou vingana, apenas a f inabalvel na honra pode ser sua recompensa, sem garantias de amor,
felicidade ou lucro. Pois depois de ns nae h nada.-- Nos olhos de Seoras, Stark viu renncia eterna. --Voc vai levar
isso para a eternidade, pois quem guardar o Guardio? Agora voc sabe a verdade sobre isso. Decida, filho.
        A imagem de Seoras desapareceu e, o tempo comeou novamente. O Outro estava de joelhos na frente dele,
fitando-o com os olhos que continham medo e aceitao.
        Morte com honra. Enquanto Stark pensava nas palavras, o punho da claymore aqueceu em suas mos com
uma batida que refletiu o bater de seu corao. Ele fechou sua mo sobre o punho, curtindo a sensao.
        Ento, o peso da lmina se tornou uma fora de vida prpria, enchendo Stark com uma terrvel e maravilhosa
fora e conhecimento. Sem pensamento, sem emoo, ele usou o arco de uma lua crescente para desferir o golpe
mortal, batendo a lmina repugnantemente contra o Outro, cortando-lhe de forma limpa do crnio at a virilha. Houve
um grande suspiro, e o corpo desapareceu.
        A extenso total da brutalidade de Stark bateu nele. Ele deixou cair a claymore e caiu de joelhos.
        --Deusa! Como eu posso fazer isso e ser honrado?
        Com a mente cambaleando, Stark ajoelhou-se no cho, respirando com dificuldade. Ele olhou para seu corpo,
esperando encontrar feridas abertas na carne e sangue, montes e montes de seu sangue.

41
 Claymore: antiga espada escocesa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Claymore
         Mas ele estava errado. Ele estava completamente livre de qualquer ferimento fsico. O nico sangue que ele
viu estava acumulado na terra em baixo dele. A nica ferida que restou foi a lembrana do que ele tinha acabado de
fazer.
         Quase com uma vontade prpria, sua mo encontrou o cabo da grande espada. Vendo em sua memria o
golpe mortal que ele tinha acabado de aplicar, as mos de Stark tremiam, mas ele segurou o punho firmemente,
encontrando calor e o eco do bater do seu corao.
         --Eu sou um Guardio,-- ele sussurrou. E com estas palavras veio a verdadeira aceitao de si mesmo e,
finalmente, a compreenso. Isso no era sobre matar o mal dentro de si; nunca foi sobre isso. Tratava-se de control-
lo. Isso era o que um verdadeiro Guardio fazia. Ele no negava a brutalidade, ele a exercia com honra.
         Stark inclinou a cabea ento descansou-a na claymore do Guardio.
         --Zoey, minha Dama, minha bann ri shi', minha rainha, eu escolho aceitar tudo e seguir o caminho da honra.
Esta  a nica maneira de eu pode ser o Guerreiro que voc precisa que eu seja. Isso eu juro.
         Com o juramento Stark ainda pairando no ar ao seu redor, o arco que era a fronteira do Outromundo de Nyx
desapareceu, juntamente com a claymore do Guardio, deixando Stark sozinho, desarmado, e de joelhos na frente do
bosque da Deusa e da beleza etrea da rvore de pendurar.
         Stark esforou-se para se levantar, automaticamente andando em direo ao bosque. Seu nico pensamento
era que tinha que encontr-la, sua rainha, sua Zoey.
         Mas conforme ele chegou mais perto do bosque, Stark diminuiu e finalmente parou.
         No. Ele estava comeando errado. Novamente.
         No era Zoey quem ele tinha que achar, era Heath. Embora a grande dor no traseiro que Aphrodite poderia
ser, ele sabia que suas vises eram reais. Que diabos Aphrodite tinha dito? Algo sobre Heath ter que ir para Zoey
voltar. Stark pensou nisso. Tanto quanto doa-lhe admitir, ele conseguia entender por que o que Aphrodite tinha visto
era verdade. Zoey estava com Heath desde que eram crianas. Ela o viu morrer, isso a tinha machucado tanto que sua
alma tinha quebrado. Se ela pudesse ser completa, e estar com Heath aqui...
         Stark olhou em volta e, como quando ele tinha se conectado com a claymore, ele estava realmente vendo.
         O reino de Nyx era incrvel. O bosque estava diretamente em frente a ele embora ele podia sentir a imensido
do lugar, e sabia que o reino de Nyx era muito maior do que este lugar. Mas, com toda a honestidade, o bosque em si
era bastante verde e acolhedor, era como um refgio para seu esprito. Mesmo depois do que tinha sido at chegar l,
sabendo de suas responsabilidades como Guardio de Zoey, e a compreenso de que sua misso estava longe de
terminar, Stark quis entrar no bosque, respirou profundamente, e permitiu que a paz o enchesse. Adicione a presena
de Zoey  tudo isso, e ele ficaria mais contente do que ficar aqui por pelo menos um pedao da eternidade.
         Ento, sim, d Heath de volta para Zoey e ela vai querer ficar. Stark passou a mo sobre o rosto. Ele odiava
admitir isso, ele quebrou o seu corao para admitir, mas Zoey amava Heath, talvez at mais do que ela o amava.
         Stark sacudiu-se mentalmente. O amor que ela sentia por Heath no importava! Zoey tinha que voltar, at
mesmo a viso de Aphrodite disse isso. E, com certeza, se Heath no estivesse envolvido, ele provavelmente seria
capaz de convenc-la a voltar com ele. Esse era o tipo de garota que ela era, ela se preocupava com seus amigos mais
do que ela se preocupava consigo mesma.
         E era exatamente por isso que Heath teria que deix-la, e no o contrrio.
           Ento, ele teria que encontrar Heath e lhe falar para desistir da nica garota que ele amou. Para sempre.
           Foda-se.
           Impossvel.
           Mas deve tambm ter sido impossvel para ele ter derrotado a si mesmo e aceitado tudo o que isso
significava.
           Ento pense, droga! Pense como um Guardio e no apenas agindo e reagindo como uma criana estpida.
           Ele podia encontrar Zoey. Ele tinha feito isso antes. E uma vez que ele achasse Zoey, Heath estaria l tambm.
           O olhar de Stark foi para a rvore de pendurar. Ela era maior aqui do que em Skye, e os pedaos de pano que
estavam amarrados a seu guarda-chuva enorme de ramos continuavam mudando as cores e comprimentos como se
acenasse suavemente com a brisa morna.
           A rvore de pendurar era sobre sonhos e desejos e amor.
           Bem, ele amava Zoey.
           Stark fechou os olhos e se concentrou em Zoey e sobre o quanto ele a amava e sentia falta dela.
           O tempo passou... minutos, talvez horas. Nada. Nem uma maldita coisa. Nem mesmo uma vaga noo de
onde ela poderia estar. Ele no podia senti-la absolutamente.
           Voc no pode desistir. Pense como um Guardio.
           Ento, o amor no podia lev-lo at Zoey. Ento, o que poderia? O que era mais forte que o amor?
           Stark piscou surpreso. Ele j tinha a resposta. Ele tinha conseguido isso com o ttulo de Guardio e a claymore
mstica.
           --Para um Guardio a honra,  mais forte que o amor,-- Stark disse em voz alta.
                 Ele mal terminou de falar as palavras quando uma fina fita dourada apareceu diretamente acima dele
na rvore de pendurar. Ela brilhou com uma luminescncia metlica, lembrando Stark do torque amarelo-ouro que
Seoras usava em torno de seu pulso. Conforme a fita sem n flutuou livre da rvore para o bosque, Stark no
hesitou. Ele seguiu o seu instinto e este pequeno lembrete de honra, e andou a passos largos atrs dela.
                                                CAPTULO VINTE E SETE


                                                          Heath
         Zoey estava piorando. Isso era exatamente nada bom. Como se ela no tivesse merda suficiente para lidar
ultimamente? Agora isso tinha acontecido com ela, esta coisa da alma despedaada, e ela foi escorregando para longe
dele, de tudo. Primeiro, isso foi pouco a pouco. Recentemente, isto tem parecido mais com um gigantesco e
cataclsmico pedao por pedao. Enquanto eles se moviam mais e mais no corao do bosque, mantendo-se longe das
bordas das rvores e o que provavelmente era Kalona perseguindo-os l fora, ela comeou a mudar mais rapidamente.
No parecia haver alguma merda que ele pudesse fazer sobre isso. Ela no ouviria-o. Ele no podia discutir com ela.
Ela no conseguia sequer se manter calma. Literalmente.
        Ele podia v-la na frente dele. Mesmo que ele estivesse quase correndo ao longo da margem musgosa do
pequeno riacho musical, ele no estava se movendo rpido o suficiente para ela. Ela vagou na frente dele, s vezes
cochichando coisas para o ar  sua volta, s vezes chorando baixinho, mas sempre inquieta, sempre em movimento.
        Era como se ele estivesse vendo-a evaporar.
        Heath tinha que fazer alguma coisa. Ele percebeu que, o que estava acontecendo com ela era porque sua alma
no estava inteira. Isso fazia sentido. Ele tentou falar com ela sobre isso, tentou lev-la para chamar as partes, junt-las
e depois voltar para seu corpo.
         Ele realmente no entendia toda essa coisa de Outromundo, apesar do tempo que ele estava aqui, a mais ele
s sabia coisas, que provavelmente eram porque ele estava morto como a sujeira.
        Jeesh, era totalmente estranho pensar que ele estava morto. No assustadoramente estranho, mas
bizarramente estranho, porque ele no se sentia morto. Ele sentia como se ele apenas estivesse em outro lugar.
        Heath coou a cabea. Porra era difcil descobrir, mas o que no era difcil descobrir era que Zo no estava
morta, e assim ela realmente no pertencia aqui.
        Heath suspirou. s vezes, ele sentia que no pertencia aqui, tambm. No que esse no fosse um lugar legal.
Certo, certo, Zo estava uma baguna, e eles no podiam sair do bosque sem que Kalona ou "qualquercoisainfernal"
agarrasse-os e provavelmente, fodesse-o o matando novamente. Se isso fosse possvel. Tirando isso, seria bom aqui.
        Mas apenas bom.
        Era como se o seu esprito estivesse procurando por algo mais, algo que no podia encontrar aqui.
        --Voc morreu cedo demais. Isso  o que .
        Heath saltou de surpresa. Zoey estava em p na frente dele, balanando para trs e para frente, de um p
para outro, olhando para ele com olhos que pareciam assombrados pela tristeza.
          --Zo, querida, voc  meio assustadora quando voc faz essa coisa de aparecer na minha frente.-- Ele se fez
rir. -- como se voc fosse o fantasma, e no eu.
        --Desculpe... desculpe...-- Ela murmurou, e comeou a andar em crculo em torno dele. -- s que eles me
disseram que voc no est feliz aqui porque voc morreu cedo demais.
        Heath ficou parado, mas voltou a ela enquanto ela andava ao redor dele. --Quem so "eles"?
        Zoey acenou sua mo em um gesto vago para o bosque. --Os que so um bocado parecidos comigo.
        Heath aproximou-se dela de modo que ele caminhava ao seu lado enquanto ela continuava seu incessante
movimento. --Baby, voc no se lembra do que ns falamos sobre eles? Eles so partes de voc.  por isso que voc
est se sentindo to confusa agora. A prxima vez que eles falarem com voc, eu quero que voc pea a eles que
voltem para dentro de voc. Isto far as coisas muito melhores.
        Seus olhos eram grandes e perdidos quando ela olhou para ele. --No, eu no posso.
        --Por que no, baby?
        Zoey explodiu em lgrimas. --Eu no posso, Heath. Ela se foi h muito tempo. Eu no posso juntar minha
alma. Eu no consigo me lembrar das coisas, eu no consigo me concentrar, a nica coisa que eu sei com certeza  que
eu mereo isso.
         --Voc no merece isso!-- Heath foi se aproximando de Zoey e levantou suas mos para coloc-las
diretamente sobre seus ombros e faz-la escut-lo, de uma vez por todas, quando uma fita dourada pegou a borda de
sua viso, desviando sua ateno momentaneamente para longe dela.
         No momento todos os pedaos de Zoey se inquietaram, e com um grito miservel, ela disse, --Eu tenho que
ir! Tenho que continuar Heath. Isso  tudo que eu consigo fazer.-- Antes que ele pudesse det-la, ela passou longe
dele com um estranho e quase flutuante movimento que carregava seu corpo plido como uma pena em um vento
forte, rapidamente, de forma irregular, e mais para dentro do bosque.
        --Bem, merda. Isto s no funciona para mim.-- Ele comeou a seguir Zoey. Ele tinha que faz-la ouvir. Ele
tinha que ajud-la. Ento, ele vacilou, diminuindo at parar. O problema era que ele no sabia como ajud-la. --Eu no
sei o que fazer!-- ele gritou enquanto batia com o punho ao lado de uma das rvores do bosque cobertas de musgo.
--Eu no sei o que fazer!-- Heath bateu na rvore de novo, ignorando a dor na mo. --Eu. No. Sei. Que. Caralho.
Fazer!-- Ele pontuou cada palavra com o punho, at os dedos se abrirem, e o cheiro de seu prprio sangue levantar-se
em torno dele.
        Foi quando a sombra cobriu o sol. Limpando sua palpitante mo sobre o musgo, ele olhou para cima.
        Escurido. Asas. Apagando a luz da Deusa.
        Com oorao retumbando, Heath agachou, fechando defensivamente suas mos sangrando em punhos, mas o
ataque no veio.
       O que veio em vez disso foi a revelao, sob a forma de sussurrantes pensamentos que pareciam penetrar das
sombras acima e afundar com o cheiro de sangue em suas veias.
        Ela ficaria aqui com voc, para sempre, mas ela deve estar inteira.
        Heath piscou surpreso. --Huh? Quem est a?
        Use sua mente, insignificante mortal!
      --Sim, est bem,-- disse Heath, olhando para as sombras que pairavam. Era Kalona? Ele no poderia obter
um bom olhar da coisa.
       Voc deve fazer ela juntar as partes de sua alma , ento ela ser capaz de descansar aqui, no bosque sagrado,
com voc.
        --Eu entendo. Eu s no entendo como conseguir que ela faa isso. Se isso faz sentido.
        A resposta est no seu vnculo com ela.
         --Meu vnculo com ela, mas eu no sei...-- e, em seguida, Heath percebeu que sabia como usar seu vnculo.
Tudo que ele tinha que fazer era forar Zo a ouvi-lo, e ele sempre foi capaz de fazer isso, mesmo quando ele estava
agindo como um idiota bebendo e bagunando na escola, e ela tentou terminar com ele. Ele sempre foi capaz de
reconcili-los, de mant-los juntos.
         Ento Heath sorriu. Era isso! Escurido Alada esquecida, ele apressou-se atrs de Zoey e a luz da Deusa, sem
restries, brilhava no bosque outra vez. Seu vnculo era a chave. Assim era que eles, juntos, sempre trabalharam, no
importava o que estivesse acontecendo em suas vidas. O vnculo ainda estava l, tambm. Isso tinha trazido Zo at ele,
mesmo aps sua morte. Era isso que ele usaria. Depois que Zo conseguisse, eles poderiam ficar juntos, e isso era legal
com ele estando aqui e tudo mais, ela ia fazer-se inteira. E ento tudo aquilo em que eles encontrassem dificuldades,
eles enfrentariam juntos, para sempre. Inferno, isto no devia ser to difcil. Sua Zo chutou seriamente alguns
traseiros.
        Com uma nova determinao, Heath correu atrs de Zoey, quando um sussurro --Heath!-- o trouxe de volta.
        --Que diabos?
        --Volte aqui!
        Heath virou, para onde o fio de ouro tinha rasgado nos galhos de um espinheiro-alvar e piscou totalmente
surpreso quando um cara pisou atrs da rvore.
         --Stark? O que...
         --Ssh! No deixe Zoey saber que eu estou aqui.
       Heath andou at a rvore. --Que diabos voc est fazendo aqui?-- Mas ele no deu a Stark chance de
responder. --Ah, maldio! Voc est morto, tambm? Zo nunca vai ser capaz de lidar com isso!
        --Mantenha sua maldita voz baixa. No, eu no estou morto. Estou aqui para proteger Zoey para que ela
possa voltar ao seu corpo, onde ela pertence.-- Stark fez uma pausa e depois acrescentou: -- Voc sabe que voc est
morto, certo?
        --Cara, sem merda? Eu estou morto?-- Heath disse sarcasticamente. --Ainda bem que voc esta aqui para
me esclarecer. No sei o que diabos eu faria sem voc.
         --Bem, que tal isso: voc sabe que a alma da Zoey est despedaada?
       Antes que Heath pudesse dizer alguma coisa, ambos os rapazes viram Zoey, e Stark saltou para trs da rvore,
agachado em sua sombra. Heath apressou-se para intercept-la, bloqueando sua viso de Stark.
        --Voc no veio atrs de mim. Voc sempre vem depois de mim.-- Seu corpo balanava para frente e para
trs enquanto ela tentava ficar no lugar.
         --Eu estou chegando, Zo. Voc sabe que eu nunca vou te deixar.  s que voc est mais rpida do que eu
agora.
         --Ento voc no est me deixando?
        Heath tocou seu rosto, odiando que ela parecesse to fraca e insegura, e totalmente contrria ao que a Zoey
era. --No. Eu no vou deixar voc. V em frente. Vou te alcanar.-- Quando ela hesitou, e era bvio que ela ia
comear a estimular o crculo frentico em torno dele novamente, o que a levaria muito perto de maldito lugar onde
Stark estava se escondendo, ele acrescentou: --Ei, talvez isto faa voc se sentir melhor para se mover mais rpido.
Por que voc no tipo corre, ou flutua, ou o que quer que seja que voc possa fazer durante algum tempo, e depois
volta aqui. Se estiver tudo bem com voc, eu vou ficar aqui por um segundo. Preciso descansar um pouco.
         --Desculpe... desculpe... Esqueci que voc precisa descansar... esqueci...
         Ela comeou a flutuar, e Heath falou atrs dela, --No v muito longe, entretanto! E no se esquea de voltar
aqui.
         --Eu no vou esquecer... No posso esquecer voc,-- disse ela. Sem olhar para ele, ela desapareceu nas
sombras.
Stark se afastou da rvore. Sua voz era spera com o choque: --Ah, merda! Ela est pior do que eu pensava.
       Heath assentiu com seriedade. --. Eu sei. A coisa da alma despedaada a confundiu totalmente. Ela no pode
descansar ento ela no pode pensar, isso a est fazendo algo, algo realmente muito ruim.
        Ainda olhando para Zoey, Stark disse: --O Alto Conselho afirmou que isso aconteceria. Ela est se
transformando em um "Caoinic Shi". Ela no est morta e nem viva, e ela est aqui no reino dos espritos, sem sua
prpria alma. Isto faz ela ficar assim, e vai piorar. Ela nunca vai ser capaz de repousar, nunca.
        --Ento ns temos que lev-la a se recompor. Eu acho que eu poderia ser capaz de fazer isso, tambm. E, cara,
eu no estou tentando ser um idiota, mas isso no  algo que voc possa ajudar. Se voc quiser me dar uma mo, v l
e chute a bunda da merda assustadora que est nos mantendo presos aqui. Voc pode lidar com isso. Eu vou lidar com
Zo.
         Heath comeou a afastar-se, e seguir Zoey, mas as palavras de Stark o pararam. --Sim, voc pode ajud-la a
juntar toda sua alma de novo, dizendo a ela que voc vai ficar aqui com ela, mas se voc fizer isso, vai foder tudo que
Zoey ama no mundo real.
         Heath voltou-se para enfrentar Stark. --No  legal voc dizer essas merdas. Basta deix-la ir, cara. Eu sei que
voc a ama e tudo mais, mas srio, voc s a conhece um pouco. Eu estive com ela h anos. Eu entendo que voc vai
sentir falta dela, mas ela vai estar bem aqui comigo, ela estar feliz.
        --No  sobre o amor.  sobre fazer a coisa certa. Eu te dou a minha palavra como um Guardio que eu estou
te dizendo a verdade. Se Zoey no retornar ao seu corpo, o mundo que ela conheceu, que voc conheceu, sero
destrudos.
         --O que  esta coisa de Guardio?
         Stark atraiu uma respirao profunda. -- sobre a honra.
        Algo sobre a voz de Stark fez Heath olh-lo com novos olhos. O cara tinha mudado. Ele parecia mais alto de
alguma forma, mais velho, e no o seu normal, convencido. Ele parecia triste. Muito triste.
         --Voc est me dizendo a verdade.
         Stark assentiu. --Afrodite teve uma viso. O que ela viu foi que voc ajudava Zoey a juntar os pedaos de sua
alma. Voc fazia isso com a promessa de que ficaria aqui com ela. Ento, ela no se transformava em um "Caoinic Shi".
Ela voltava a ser ela novamente. E ela ficava aqui com voc, para sempre. Mas sem Zoey, no h ningum para parar
Neferet e Kalona.
         --E eles acabam com o mundo,-- Heath acabou para ele.
         --E eles acabam com o mundo,-- Stark concordou.
         Os olhos de Heath encararam os de Stark. --Eu tenho que deixar Zoey ir.
        --Eu no vou deix-la ficar sozinha,-- Stark disse a ele. --Eu sou o seu Guerreiro, o seu Guardio. Eu te dou
meu juramento de que eu me certificarei que ela esteja sempre protegida.
        Heath assentiu com a cabea, desviando o olhar de Stark, tentando lidar com suas emoes. Ele quis correr
para encontrar Zo e ter a certeza de que ela ficaria com ele, aqui ou em qualquer lugar, sempre. Mas quando o seu
olhar voltou a Stark, ele sabia a verdade absoluta: Zoey odiaria se seus amigos fossem destrudos. Ela odiaria isto mais
do que ela o amava, mais do que ela amava qualquer um. Ento, se realmente a amava, Heath teria que deix-la.
         Mesmo ele sentindo que ia vomitar, Heath estava satisfeito e sua voz soou calma e normal. --Como voc vai
lev-la a se recompor depois que eu for?
         --Voc no consegue dizer a ela que voc ficar, ajud-la a se recompor, e depois ir?
        Heath suspirou, --Cara, eu no vou ser muito duro com voc, porque voc no estando morto e tudo est
totalmente fazendo de voc um imbecil sobre essas coisas do esprito, mas no h maneira nenhuma que eu possa
ajudar Zo a juntar os pedaos de sua alma dizendo uma mentira. Quero dizer, vamos l, isto no faz muito sentido.
         --Sim, ok. Eu acho que voc est certo.-- Stark passou a mo pelos cabelos. --Ento eu no sei como eu vou
fazer isso, mas eu vou. Tenho que fazer. Se voc  homem o suficiente para deix-la, eu sou homem o suficiente para
descobrir como salv-la.
        --Bem, ponha isto em mente, Zo no gosta de algum cara salvando-a. Ela gosta de cuidar de si mesma. A
maior parte das vezes, voc s tem que recuar e deix-la fazer suas coisas.
         Stark assentiu solenemente. --Vou me lembrar disso.
         --Ok. Ento. Vamos atrs dela.
        Os dois rapazes comearam a caminhar em direo  parte do bosque onde eles tinham visto um vislumbre de
Zoey passando.
         --Eu vou ficar aqui enquanto voc diz adeus. Eu no vou deixar ela me ver at que voc tenha ido,-- disse
Stark.
         Heath no podia confiar em sua voz, ento ele apenas balanou a cabea.
         --Conte-me sobre esta outra coisa que voc disse, a merda assustadora que interceptou vocs aqui.
        Heath limpou a garganta e disse: --No comeo eu pensei que era Kalona, mas hoje aconteceu algo estranho
que me fez pensar que provavelmente no seja ele. Quer dizer, era como se aquela coisa l fora estivesse me ajudando
a descobrir como salvar Zoey .
         --Mas para ficar aqui, certo?
         --Sim, certo. Isso foi meio que o ponto de toda a idia.
        --Ento Kalona disse-lhe como se certificar de que Zoey nunca deixe o Outromundo, nunca volte ao seu
corpo,-- disse Stark. --Isto  exatamente o que ele devia fazer.
        --E ele quase fez isso hoje me usando. Tomando no c. Como se isso no fosse mau o suficiente ele me
matou!-- Heath olhou Stark. --Ento  realmente por isso que voc est aqui? Quer dizer, eu sei que voc tinha que
me dizer que eu tenho que continuar, mas basicamente voc est aqui para chutar a bunda de Kalona para que Zoey
realmente possa fazer isso e voltar para casa com voc.
        --Sim, isto est ficando mais e mais parecido com o que eu vim fazer aqui.
        Heath suspirou. --Boa sorte em detonar um imortal, cara.
          --Eu estive pensando sobre isso, e tudo que eu tenho que fazer  mant-lo longe de Z tempo suficiente para
ela se refazer novamente. Ento, ela pode sair daqui de volta a seu corpo, onde Kalona no pode prejudic-la ou, pelo
menos agora ele no pode.
        --No. Desculpe bagunar o seu plano, mas se fosse esse o negcio, Zo no precisaria de voc para proteg-
la.
        Stark deu-lhe um olhar de interrogao.
        -- como se Zo estivesse segura neste bosque.-- Heath apontou para o bosque ao redor deles. --Merda ruim
no pode entrar aqui. H algo especial sobre este lugar.  como se alguma mgica debaixo da terra visse at aqui o
bosque.  uma verso de Super Terra, um lugar de paz total. Voc no consegue sentir isso?
         --Sim, Super Terra  uma boa maneira de colocar isso,-- disse Stark. --E eu sinto a parte da paz, tambm. Eu
senti desde o incio.  por isso que eu sabia que ela estaria aqui com voc.
         --Sim, ela estaria.  por isso que ela precisa de voc. Porque, enquanto ela permanecer segura aqui, ela no
vai voltar ao mundo real. Ento, novamente, eu digo boa sorte em proteg-la contra Kalona. O idiota me matou.
Espero que voc faa melhor do que eu. E se voc fizer, chute a bunda dele por mim e por Zo, tambm.
         --Eu farei. Ei, Heath, eu quero que voc saiba de uma coisa ,-- disse Stark. --Eu no seria corajoso o
suficiente para fazer o que voc est fazendo. Eu no seria capaz de deix-la.
        Heath olhou para ele e deu de ombros. --Sim, bem, eu a amo mais do que voc.
        --Voc est fazendo a coisa certa, porm. A coisa honrada,-- disse Stark.
       --Voc sabe que onde eu estou agora, honra no significa merda nenhuma. O amor  o que trabalha para
mim e Zo. Sempre foi. E sempre ser.
         Eles caminharam em silncio, ambos perdidos em seus prprios pensamentos, e enquanto eles seguiram Zoey,
as palavras de Heath se repetiram na cabea de Stark, mais e mais, --O amor  o que trabalha para mim e Zo. Sempre
foi. E sempre ser,-- at com golpe de surpresa, ele entendeu, ele realmente entendeu. Isto no fez o que ele estava
prestes a fazer mais fcil, mas o tornou suportvel.
        Eles a encontraram em uma pequena clareira no fundo do bosque. Ela estava andando em crculos ao redor
de uma alta sempre-viva que parecia magnfica, mas estranhamente fora de lugar entre as sorveiras, os espinheiros e o
musgo. O cheiro da rvore enchia a regio. Eles moveram-se furtivamente para dentro, tomando cuidado para manter
arbustos entre eles e a linha de viso de Zoey. Quando Stark acenou e fez sinal para um aglomerado de pedras
cobertas de musgo do tamanho de um homem que estava perto o suficiente de Zoey, mas ainda escondido, Heath
parou l com ele e respirou fundo, testando o ar.
       --Isso  estranho.-- Heath manteve sua voz baixa, para que ela no pudesse ouvi-lo. --Gostaria de saber o
que uma rvore de cedro est fazendo aqui fora.
        --Cedro?  isso o que aquilo ?-- Disse Stark.
       --. H uma enorme entre a casa velha de Zo e a minha que parece quase exatamente assim, o cheiro 
totalmente parecido, tambm.
         -- o que av da Zoey disse para queimar perto de mim enquanto eu estiver aqui, no Outromundo.
Aphrodite trouxe um grande saco cheio dele. Acenderam-no pouco antes de eu deixar o meu corpo.-- Ele olhou para
Heath. --A rvore  um bom sinal. Significa que estamos no caminho certo.
        Heath encarou os olhos de Stark por um longo tempo antes de dizer, --eu espero que seja um bom sinal, mas
voc tem que saber que isso no torna nada disso mais fcil para mim.
         --Sim, eu entendo.
        --Voc entende? Porque eu estou me preparando para deixar a nica menina que eu sempre amei para voc
para sempre, embora eu saiba que ela precisa de mim, muito.
         --O que voc quer que eu diga a voc, Heath? Que eu desejo que no tenha que ser dessa maneira? Eu
desejo. Que eu queria que voc no estivesse morto e alma da Zoey no tivesse sido quebrada, e a pior coisa que eu
tenha que me preocupar era com ter cimes de voc e daquele idiota, Erik? Eu queria.
        --Voc no precisa ter cimes de Erik. Zo nunca estar por muito tempo com qualquer cara que  uma merda
possessiva. No deixe que esse tipo de garoto estresse voc.
        --Se eu lev-la de volta, inteira e em seu corpo, eu no vou nunca mais deixar qualquer outro cara me
estressar novamente,-- disse Stark.
         --Quando,-- disse ele solenemente. Stark franziu a testa. Heath suspirou e explicou. --Quando voc lev-la
de volta, no se. Eu no vou deix-la se voc no puder ter certeza sobre o que voc est fazendo.
         Stark assentiu. --Ok, voc est certo. Quando eu lev-la de volta. Tenho certeza de que estou fazendo a coisa
certa, estamos fazendo a coisa certa. Isto  s o que eu sei e no importa o que, isso vai acabar machucando Zoey.
          --Sim, eu sei.-- O queixo de Heath apontou na direo de Zoey. --Mas nada  to ruim quanto o que est
acontecendo com ela agora.-- Heath inclinou a cabea por um momento e, em seguida, bateu em cada um de seus
ombros, como se estivesse batendo contra as almofadas do ombro de seu uniforme de futebol. Sacudiu-se, soltou uma
longa respirao, em seguida, ergueu a cabea para encontrar os olhos Stark uma ultima vez. --Certifique-se de que
ela saiba que eu no quero que ela esteja toda chorosa cheia de catarro e nervosa por mim. Lembre a ela por mim que
ela fica seriamente feia quando ela fica assim.
         --Eu lembrarei.
        --Oh, falando nisso,  melhor voc se acostumar a carregar alguns lenos de papel em seu bolso, porque eu
no estou exagerando nem um pouco. Zo chorando cheia de catarro  desagradvel.
         --Ok, sim, eu vou fazer isto.
         Heath estendeu a mo para Stark. --Cuide dela para mim.
         Stark agarrou seu brao. --De Guerreiro para Guerreiro, eu te dou meu juramento sobre isso.
         --Bom, porque eu vou prend-lo ao seu juramento na prxima vez que eu te ver.
       Heath deixou cair o brao de Stark, chamou outra respirao profunda, e se afastou da onde estava se
escondendo. Ele tentou no pensar no que ia acontecer.
        Em vez disso, ele olhou para Zoey e viu alm da coisa parecida com uma sombra que ela estava se tornando, e
pensou sobre a garota que ele amava desde que ele era uma criana. Ele podia ver a franja desigual que ela tinha
cortado ela mesma na quarta srie. Ele sorriu, pensando em seu tempo de moleque no ensino mdio, quando ela
tinha machucado os joelhos e ficado cicatrizando por meses e meses. Depois houve o vero antes de seu primeiro ano,
quando ele tinha ido de frias com sua famlia durante um ms e deixou-a desengonada e desajeitada, mas voltaram
para descobrir que ela tinha se transformado em uma jovem deusa. Sua jovem deusa.
         --Ei, Zo,-- ele disse enquanto ele entrou e caiu em sintonia com seu inquieto ritmo circular.
       --Heath! Eu estava exatamente me perguntando onde voc estava. Eu, uh, parei aqui para que voc pudesse
me acompanhar. Eu senti sua falta.
        --Voc  rpida, Zo. Eu alcancei voc logo que pude.-- Ele a envolveu em seus braos. Sua pele estava
assustadoramente fria. --Como voc est se sentindo, baby?
         --Eu no sei. Eu me sinto meio estranha. Tonta, mas pesada tambm. Voc sabe o que h de errado comigo,
Heath?
         --, baby, eu sei.-- Ele parou de andar, mas manteve o brao dela ligado com o seu, de modo que ela foi
forada a parar tambm. --Sua alma se despedaou, Zo. Estamos no Outromundo, lembra?
        Seus grandes olhos escuros encararam ele, e por um instante, ela quase se pareceu como ela era antes. --Sim,
eu me lembro agora, e eu estou te dizendo,  um grande monte de porcaria!
        Lgrimas se formaram na viso dele, mas ele piscou duro, e sorriu. --Inferno est certo, mas eu sei como
consertar as coisas.
         --Voc sabe? Isso  timo, mas, uh, voc pode consertar as coisas enquanto eu ando, porque esta coisa de
ficar parada simplesmente no est funcionando para mim.
        Em vez de deix-la ir, Heath colocou as mos firmemente sobre os ombros e a forou a ficar ali e olhar em
seus olhos.
         --Voc tem que juntar os pedaos da sua alma e depois voltar ao seu corpo l no mundo real. Voc tem que
fazer isso por seus amigos, por Stark, por sua av. Zo, voc tem mesmo que fazer isso, por mim.
         Zoey contraiu seu corpo, mas ele podia ver que ela estava fazendo um grande esforo para manter-se imvel.
         --No sem voc, Heath. Eu no quero voltar para o mundo real sem voc.
       --Eu sei, querida,-- ele disse baixinho. --Mas s vezes voc tem que fazer coisas que voc no quer fazer.
Como eu agora, eu no quero deix-la, mas est hora de eu seguir em frente.
       Seus olhos se arregalaram, e suas mos subiram para cobrir as suas agarrando-lhe os ombros. --Voc no
pode me deixar, Heath! Eu vou morrer se voc me deixar.
         --No, querida. Voc vai fazer o oposto. Voc vai se sair bem, e voc vai viver.
         --No, no, no! Voc no pode me deixar.-- Zoey comeou a chorar. --Eu no posso ficar aqui sem voc!
        --Isso  o que eu estou tentando fazer voc ver, Zo. Se eu no estiver aqui, voc vai voltar para onde voc
pertence e parar de ser essa coisa-fantasma pattica em que voc est se transformando.
         --Ok, no. No. Eu vou me recompor. Apenas fique aqui. Fique comigo. Vai ser bom, voc vai ver. Eu prometo,
Heath.
       Ele sabia que ela diria algo como isso, ento ele estava pronto e com uma resposta, mas esta no partiria
menos seu corao.
         --No  apenas sobre voc, Zo.  tambm sobre o que  certo para mim.  hora de me mudar para outro
reino.
         --O que voc quer dizer? Heath, eu no entendo,-- ela soluou.
         --Eu sei que no, baby. Eu realmente no entendo, mas eu posso sentir isso,-- ele disse a verdade. Enquanto
ele falava, as palavras certas vieram a ele, e enquanto elas vinham, uma paz encheu Heath, acalmando o seu
sofrimento e fazendo-o reconhecer que alm de tudo, ele realmente estava fazendo a coisa certa. --Eu morri muito
cedo. Eu quero minha vida, Zo. Eu quero a minha chance.
         --Eu estou arrependida, Heath. A culpa  minha, e eu no posso dar a sua vida de volta para voc.
         --Ningum pode Zo. Mas eu posso ter outra chance na vida. No se eu ficar aqui com voc, no entanto. Se eu
ficar aqui, eu nunca terei a chance de viver, e nem voc.
        Zoey parou de soluar, mas as lgrimas ainda escapavam de seus olhos, inundando suas bochechas e
escorrendo por seu rosto como se estivesse do lado de fora durante um dia de vero chuvoso.
         --Eu no posso. Eu no posso continuar sem voc.
        Heath a sacudiu suavemente e forou um sorriso. --Sim, voc pode. Se eu puder fazer isso, voc tambm
pode. Porque voc sabe que voc  mais inteligente e mais forte do que eu, Zo. Voc sempre foi.
         --No, Heath,-- Zoey sussurrou.
         --Eu quero que voc se lembre de algo, Zo.  importante, e isto vai fazer mais sentido quando voc estiver
inteira novamente. Eu vou sair daqui e vou ter outra chance na vida. Voc vai ser grande, uma famosa vamp Alta
Sacerdotisa. Isso significa que voc vai viver tipo um zilho de anos. Eu vou te encontrar novamente. Mesmo que
demore uma centena desses anos. Eu prometo a voc, Zoey Redbird, ns estaremos juntos novamente.-- Heath a
puxou em seus braos e beijou-a, tentando atravs do tato mostrar a ela que seu amor era interminvel. Quando ele
finalmente se forou a deix-la ir, ele pensou que viu entendimento no assombrado e chocado olhar dela. --Eu vou te
amar para sempre, Zo.
       Em seguida, virou-se e Heath andou para longe de seu verdadeiro amor. O ar diante dele se abriu, parecendo
uma cortina, e ele saiu de um reino para o outro e desapareceu completamente.

      Totalmente quebrada, Zoey cambaleou para trs da rvore de cedro. Silenciosa como um
cadver, com lgrimas escapando constantemente do seu rosto, ela retomou seu ritmo circular.
                                           CAPTULO VINTE E OITO

                                                         Kalona
        Kalona no podia dizer h quanto tempo ele estava no reino de Nyx.
          No incio ele havia sido sacudido como um ser arrancado de seu corpo pela escurido de Neferet aproveitando
que, fisicamente e espiritualmente, ele tinha estado inconsciente de qualquer coisa, exceto o temor e o medo de estar
retornando para o reino Dela.
        Ele no tinha esquecido a beleza deste lugar, a pura admirao do Outromundo e a magia que isso
representava para ele. Especialmente para ele.
        Ele era diferente quando ele pertenceu ali.
         Ele tinha sido uma fora da Luz, protegendo Nyx contra qualquer Escurido que pudesse imaginar tentar
influenciar o equilbrio do mundo para o mal e a dor, egosmo e desespero em que se desenvolveu.
        Por incontveis sculos, Kalona havia protegido sua Deusa de tudo, exceto de si mesmo.
        Irnico que tenha sido o amor o que a Escurido usou para derrub-lo.
        Ainda mais irnico que, depois dele ter cado, a Luz tambm tenha usado o amor para captur-lo.
       Ele perguntou-se brevemente se o amor poderia fazer algo pior para ele do que ele j fez. Ele seria capaz de
amar outra vez?
        Ele no amava Neferet. Ele a usou para libertar-se da priso da Terra e, em seguida, por sua vez, ela usou-o
para seus prprios meios.
        Ser que ele amava Zoey?
         Ele no queria ser a causa de sua destruio, mas culpa no era amor. Arrependimento no era amor,
tampouco. Estas tambm no eram emoes fortes o suficiente para faz-lo querer sacrificar a liberdade de seu corpo
para salv-la.
        Movendo-se atravs reino da Deusa, o imortal cado tinha tirado todas as questes do amor e suas armadilhas
dolorosas de sua mente e se concentrado na tarefa em sua mo.
        O primeiro passo era encontrar Zoey.
        O segundo era ter a certeza de que ela no poderia retornar ao reino da terra, para que ele pudesse recuperar
o seu corpo e cumprir o juramento que tinha feito a Neferet.
       Procurar Zoey no tinha sido difcil. Ele s tinha que se concentrar em sua vontade sobre ela, e seu esprito iria
na mar da Escurido diretamente para ela, para as partes fragmentadas de sua alma.
      O menino humano que ele matou estaria l com ela, ou melhor, ele estaria com a parte dela que era mais
puramente Zoey nesta vida.
       Era estranho v-lo consol-la, tranquiliz-la e, em seguida, de alguma forma, instintivamente, orient-la no
bosque sagrado da Deusa. Um lugar to puro feito pela essncia de Nyx que, enquanto o equilbrio de Luz e Escurido
permanecer neste local no mundo, nenhum mal poderia entrar.
       Kalona lembrou bem o bosque. Foi nele que ele percebeu pela primeira vez o seu amor por Nyx. Naquele
tempo terrvel, antes dele escolher cair por ela, este era o nico lugar onde ele poderia ir para achar at mesmo um
pouco de paz.
         Ele tentou entrar novamente. Para acompanhar Zoey e Heath e terminar com esta carga de maquinaes que
Neferet tinha colocado em cima dele, mas Kalona tinha sido incapaz de romper a barreira do bosque sagrado. A
tentativa o deixou fraco e sem flego, lembrando-lhe muito bem do jeito que ele se sentia quando ele foi preso pela
terra.
        Desta vez a paz e a magia da terra da Deusa o haviam rejeitado, e no o aprisionado.
           Ele era h muito tempo uma parte da Escurido para que o bosque de Nyx o aceitasse.
         Metade de Kalona esperava que Nyx comparecesse diante dele a qualquer momento, o acusando de ser um
intruso, o que ele obviamente era, e novamente, o expulsando de seu reino.
        Mas a Deusa no apareceu. Parecia que Neferet estava correta. Se tivesse sido o seu corpo e a alma o que Nyx
tinha banido, o prprio Erebus teria encontrado-o para cumprir a ordem da Deusa e, com todos os poderes de um
consorte divino, jogaria seu esprito do Outromundo.
        Ento foi permitido a Kalona esta liberdade, maldita-seja-a-Deusa, esta escolha de voltar e olhar o que ele
mais desejava, mas nunca poderia ter.
           Raiva, familiar e segurs, ferveu dentro do imortal.
       Ele espreitava Zoey e o garoto. No demorou muito para Kalona perceber que se ele simplesmente os forasse
a permanecer dentro do bosque, ele acabaria por cumprir a sua tarefa.
       Zoey estava desaparecendo de si mesma. Ela estava se tornando uma incansvel "Caoinic Shi" e, como tal, ela
nunca mais voltaria ao seu corpo.
       O pensamento de Zoey se transformando em um ser no vivo e no morto, eternamente incapaz de
descansar, deu a Kalona uma curiosa sensao de dor.
        Sentimento novamente! Ser que ele nunca iria se livrar disso? Sim. Tem que haver uma maneira. Talvez
Neferet tivesse razo. Talvez fosse to fcil como desfazer-se de Zoey. Ento ele estaria livre da culpa, do desejo e da
perda, que ela evocava nele.
         Mesmo enquanto o pensamento vinha a ele, Kalona sabia que ele no estaria livre dela se ele a deixasse aqui
para se tornar um fantasma, apenas uma sombra de si mesma. O conhecimento perseguiria-o pela eternidade.
       Kalona reconsiderou enquanto, de fora do bosque, ele viu Heath ao lado de Zoey, tentando confort-la
quando o conforto era impossvel.
         Ele a ama, e ela o ama. Isto surpreendeu Kalona de modo que ele no sentia raiva ou cime, no pensamento.
Este era um fato simples. O mundo poderia no ter virado de cabea para baixo para Zoey, ela poderia ter gasto uma
inocente, mundana, vida feliz com esse garoto humano.
           E, com uma sbita clareza, Kalona entendeu como ele conseguiria se livrar da Zoey e cumprir o juramento de
Neferet.
         Ela estaria satisfeita aqui com o menino e seu contentamento seria suficiente para aliviar a culpa que sentia
por ter sido o mpeto por trs de sua morte. Ela estaria aqui, no bosque de Nyx, com seu amor de infncia, e Kalona
voltaria ao reino terreno livre de seu envolvimento com ela. Seria uma ao para o bem, se ela permanecesse, Kalona
racionalizou. Ela nunca saberia preocupaes terrenas e dor novamente. Parecia uma soluo satisfatria.
         Kalona apagou de sua mente o pensamento de que isto seria como ser privado da nica pessoa que, em duas
vidas, lembrara-lhe de sua Deusa perdida e realmente o fez sentir.
         Em vez disso, concentrou-se sobre o menino. Heath era a chave. Foi sua morte que causou a quebra de sua
alma, e foi a culpa de sua morte, que a impedia de estar inteira novamente. Humano idiota! Ser que ele no sabe que
s ele pode amenizar sua culpa e permitir a cura da sua alma?
       No, claro que no. Ele era apenas um menino, e no muito perspicaz nisso. Ele teria que ser levado 
compreenso.
         Mas o menino estava no bosque, e foi negado a Kalona a entrada l. Ento Kalona pairou e observou, e
quando a raiva do menino transbordou para raiva e sangue, ele usou esse pedacinho de emoo bsica para sussurrar-
lhe, orient-lo, envi-lo em seu caminho.
          Quase contente, Kalona retirou-se para a borda do arvoredo para esperar. O menino ia ajudar Zoey a restaurar
sua alma, mas ela no iria deix-lo, no se ele era o veculo atravs do qual ela foi feita inteira de novo. Ento era s
uma questo de tempo, e uma quantidade muito pequena de tempo, antes de seu corpo terrestre perecer sem o seu
esprito.
           Ento ele poderia retornar ao seu prprio corpo, e seu juramento para Neferet seria cumprido. Ento, Kalona
pensou sombriamente, eu vou ter certeza que a Tsi Sgili nunca ganhe o controle sobre mim.
       Soberbo em sua racionalizao e fraude interna, o imortal no viu Stark entrar no bosque, ento ele no
testemunhou o mundo de Zoey virando de cabea para baixo novamente.




                                                         Stark
        Stark assistiu Heath passar atravs da cortina de um reino para o outro. Por um momento, ele no podia se
mover, nem mesmo para ir at Zoey.
        Ele estava certo. Heath era mais corajoso do que ele. Stark abaixou a cabea e sussurrou: --Esteja com Heath,
Nyx, e de alguma forma o deixe encontrar Zoey novamente nesta vida.-- Os lbios de Stark se enrolaram, e
acrescentou: --Mesmo se isto for me causar uma dor na bunda muito grande mais tarde.
         Ento Stark ergueu o queixo, limpou os seus olhos, e deixou o esconderijo na rocha, indo rapidamente e
silenciosamente para Zoey.
        Ela parecia assustadoramente mau. Seus cabelos emaranhados levantavam em uma brisa estranha que
parecia sussurrar em torno dela enquanto ela andava, como se movesse no tempo em um vento fantasmagrico.
Pouco antes dela ver Stark, ela levantou a mo para escovar para trs alguns que partiam para o seu rosto, e ele viu
que sua mo e seu brao de repente pareciam transparentes.
         Ela estava literalmente desaparecendo.
         --Zoey, ei, sou eu.
         O som de sua voz agiu nela como um choque eltrico. Seu corpo estremeceu, e Zoey virou para encar-lo. --
Heath!
         --No.  Stark. Sinto muito sobre Heath,-- ele exclamou, sentindo-se estpido, mas sem saber mais o que
dizer.
        --Ele se foi.-- Ela olhou fixamente em branco no lugar onde Heath tinha estado antes de desapareceu, e
ento seu ritmo levou ao redor do crculo outra vez, e seu olhar angustiado se moveu para o rosto de Stark.
        Ele soube quando ela o reconheceu, porque ela cambaleou at uma dar parada, envolvendo os braos em
torno de si mesma como se fosse a proteo de um golpe.
         --Stark!-- Ela balanou a cabea de um lado para o outro, mais e mais. --No, no voc, tambm!
        Ele sabia o que ela devia estar pensando e alcanou-a imediatamente, puxando seu corpo, duro frio em seus
braos e lhe abraando. --Eu no estou morto.-- Ele disse as palavras devagar e com cuidado, olhando para seu rosto.
--Voc entende Zoey? Eu estou aqui, mas meu corpo est timo. Esta l no mundo real com o seu. Nem um de ns
est morto.
        Por um momento ela quase sorriu. Ela deu, resumidamente, um passo inteiramente em seus braos e
permitiu que ele a abraasse.
         --Eu tenho tanta saudade de voc,-- ele murmurou.
         Ela afastou-se dele, estudando o seu rosto cuidadosamente. --Voc  meu Guerreiro.
         --... Eu sou seu Guerreiro. Eu sempre serei seu Guerreiro.
        Com um pequeno suspiro, ela comeou a passear o seu caminho circular novamente. --Sempre  feito hoje.--
Ele manteve o ritmo com ela, no sabendo como chegar a esta verso estranha, fantasma de sua Zoey. Ele lembrou o
que Heath tinha falado que ela parecia muito com o que ele normalmente fazia, ento ignorando suas palavras
confusas e o fato de que ela no conseguia parar de se mover, ele pegou a mo dela, agindo como se estivessem
apenas andando pelo bosque juntos. --Este  um lugar muito legal.
         -- suposto que seja pacfico.
         --Eu acho que .
          --No. No para mim. Nada nunca ser tranquilo para mim. Eu perdi essa parte de mim.
       Ele apertou a mo dela. -- por isso que estou aqui. Vou proteg-la de modo que voc possa juntar os
pedaos de sua alma, e depois iremos para casa.
          Ela nem mesmo olhou para ele. --Eu no posso. Volte sem mim. Eu tenho que ficar aqui e esperar Heath.
          --Zoey, Heath no voltar aqui. Ele passou para outra vida. Ele vai renascer. De volta ao mundo real  onde ele
estar.
          --Ele no pode estar l. Ele est morto.
       --Ok, eu no sou to bom no entendimento dessas coisas de Outromundo, mas do que eu consigo entender,
Heath deixou este lugar, para que ele possa renascer e viver outra vida. Isso  como ele vai v-la novamente, Z.
        Zoey pausou, olhou fixamente em branco para ele, balanou a cabea, e depois retomou sua infinita
estimulao.
         Stark apertou os lbios juros duramente para manter-se de dizer que estava rasgando-o por dentro  que ela
teria recomposto sua alma pelo tanto que ela amava Heath, mas no faria isso por ele. Ela no o amava o suficiente.
        Stark sacudiu-se mentalmente. Isto no era apenas sobre o amor. Ele sabia desde que Seoras o confrontou
pela primeira vez, perguntando se ele iria arriscar sua vida por Zoey, mesmo se ele a perdesse. --Eu estarei com ela,--
Stark havia dito. --Sim, rapaz, como seu Guerreiro com certeza, mas talvez no como o seu amor.
          Talvez no como o seu amor.
         Stark olhou para Zoey e realmente viu. Ela estava completamente quebrada. Suas tatuagens se foram. Seu
esprito foi destroado. Ela estava perdendo a si mesma. No entanto, ele ainda viu a bondade e a fora dentro dela e
Stark foi atrado por ela. Ela no era o que tinha sido antes, ela no era o que ela poderia ser, mas mesmo quebrada,
ela era sua Dama, sua bann ri shi, sua rainha.
         ... saiba que no h mais volta, pois essa  a lei e parte do autntico Guardio, sem rancor, sem maldade, sem
preconceito ou vingana, apenas a f inabalvel na honra pode ser sua recompensa, sem garantias de amor, felicidade
ou lucro.
          Stark era o Guardio de Zoey, no importava o qu. Ele estava ligado a ela por algo mais forte que o amor:
honra.
       --Zoey, voc tem que voltar. No por causa de voc e Heath, e nem mesmo por causa de voc e de mim. Voc
tem que voltar, porque esta  a coisa certa, a nica coisa honrada a fazer.
          --Eu no posso. No h o suficiente para eu partir.
         --E agora voc tem ajuda. Seu Guardio est aqui.-- Stark ergueu a mo dela aos seus lbios, beijou-a, e
depois sorriu para ela enquanto ele lembrou. --Afrodite me fez decorar um poema para voc.  um dos de Kramisha.
Ela e Stevie Rae acham que  como uma espcie de mapa que voc pode ser capaz de seguir para fazer-se inteira outra
vez.
        --Afrodite... Kramisha... Stevie Rae...-- Zoey murmurou, hesitante, como se estivesse reaprendendo as
palavras. --Elas so minhas amigas.
       --Sim,  isso que elas so,-- Stark apertou a mo dela novamente. Uma vez que ele parecia estar atingindo -a
completamente, ele continuou. --Ento, confira o poema. Aqui vai:


          A espada de dois gumes
          Um lado destri
          Um lado liberta
                                 42
        Eu sou o teu n Grdio
        Voc ir me libertar ou me destruir?
        Siga a verdade e voc deve:
        Me encontre na gua
        Purifique-me atravs do fogo
        Preso pela terra no mais
        Ar vai sussurrar pra voc
        O que o esprito j sabe
        Que mesmo despedaado
        Tudo  possivel
        Se voc acreditar
        Ento vamos ambos estar livres


         Quando ele terminou de recitar o poema, Zoey parou de se mover o suficiente para satisfazer o seu olhar e
dizer: --Isso no significa nada.
        Ela comeou a andar novamente, mas ela tinha um forte agarre em sua mo, para mant-lo com ela.
        --Sim, significa.  sobre voc e Kalona. Ele tem algo a ver com voc ficar livre de aqui.-- Stark fez uma pausa e
depois acrescentou: --Voc se lembra que vocs dois esto ligados entre si, certo?
        --No mais, ns no estamos,-- disse ela rapidamente. --Ele quebrou a ligao quando ele quebrou o
pescoo de Heath.
         Eu com certeza espero que sim, Stark pensou, mas o que ele disse foi: --Sim, contudo, parte disto ainda 
verdadeiro. Voc seguiu o que voc pensava que era a verdade sobre ele para encontr-lo na gua. Assim, a prxima
linha diz: Purifica-me atravs do fogo. O que voc acha que poderia significar?
        --Eu no sei!-- Zoey gritou para ele. Mesmo que ela estivesse obviamente ficando chateada, Stark estava
contente de ver a animao em seu rosto que tinha estado to em branco parecendo com os mortos. --Kalona no
est aqui. O fogo no est aqui. Eu no sei!
         Stark manteve segurando firme sua mo para deix-la estabelecer-se antes de lhe dizer: --Kalona est aqui.
Ele veio atrs de voc. Ele apenas no pode entrar no bosque.
       Ento, sem o pensamento racional, ele falou as seguintes palavras como se viessem de seu corao e no de
sua mente. --E o fogo me deixou aqui. Ou pelo menos parecia fogo.
        Zoey olhou para ele, e em uma voz muito confiante, mudou o rumo da vida dele, dizendo: --Ento parece que
esse poema  em relao a Kalona e voc, no em relao a mim e Kalona.
        Suas palavras caram sobre Stark como uma malha de ao. --O que voc quer dizer, Kalona e eu?
        --Voc foi comigo para Veneza, e voc sabia verdadeiramente o quo monstro Kalona , antes de mim. Fogo o
trouxe aqui. O resto provavelmente significa algo para voc, se voc pensar sobre isso o suficiente.


42
  Conta-se que o rei da Frgia (sia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o
Orculo anunciou que o sucessor chegaria  cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por
um campons, de nome Grdio, que foi coroado. Para no esquecer de seu passado humilde ele
colocou a carroa, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um n a uma
coluna, n este impossvel de desatar e que por isso ficou famoso.
         --Uma espada de dois gumes...-- Stark falou as palavras em voz baixa. A claymore era de dois gumes. E ele
tinha destrudo, bem como libertado com ela. Ele sabia a verdade sobre o quanto Kalona era perigoso quando ele
seguiu para Veneza com Zoey... O fogo da dor a partir dos cortes de Seoras que o trouxeram para c, um lugar que o
lembrou da terra, mesmo que estivesse no Outromundo. E Zoey estava presa aqui, precisando ser libertada. E agora
ele tinha que seguir o que seu esprito sabia sobre a honra para trazer tudo isso para um fim. --Ah, merda!-- Ele olhou
para Zoey, sempre em movimento ao lado dele, e as peas do quebra-cabeas se encaixaram. --Voc est certa. O
poema  para mim.
        --Bom, ento ele mostra a voc como ser livre,-- Zoey disse.
        --No, Z. Ele me mostra como fazer com que ambos sejamos livres,-- disse ele. --Kalona e eu.
        Seus preocupados e inquietos olhos iluminaram seu rosto antes de afastar o olhar s pressas. --Kalona livre?
Eu no entendo.
        --Eu entendo,-- disse ele sombriamente, lembrando o golpe de morte que tinha libertado o Outro. --H
muitas maneiras diferentes de ser libertado.-- Ele puxou a mo dela, fazendo-a abrandar e olhar para ele. --E eu
acredito em voc, Zoey. Mesmo abalada, voc ainda tem meu juramento. Vou proteg-la, e enquanto eu me lembrar
da honra e nunca deix-la de novo, acho que tudo  possvel. Isso  tudo sobre o que  ser seu Guardio: honra.
         Ele ergueu a mo dela e beijou-a novamente antes de comear a andar. Ele no a deixou impor seu passeio
circular nele. Desta vez, Stark a levou em linha reta diretamente para a borda do bosque.
        --No. No. Ns no podemos ir l,-- Zoey disse.
         --L  onde temos que ir Z. Est tudo bem. Eu confio em voc.-- Stark continuou andando em direo ao
largo e brilhante lugar entre o verde que marcava a borda do bosque.
        --Confia em mim? No. Isso no tem nada a ver com confiana. Stark, no podemos deixar este lugar. Nunca.
H coisas ruins l fora. Ele est l fora.-- Zoey estava puxando sua mo com fora, tentando faz-lo mudar de direo.
         --Zoey, eu vou dizer algumas coisas para voc realmente rpido, e eu sei que a sua concentrao est confusa
agora, mas voc tem que me ouvir.-- Stark estava quase arrastando Zoey com ele, mas ele continuou implacavelmente
a mov-los adiante, ao limite do bosque. --Eu no sou mais apenas seu Guerreiro. Eu sou o seu Guardio. E isso
significa uma grande mudana para mim e para voc. A maior mudana  que eu estou vinculado a voc pela honra
ainda mais do que eu estou por amor. Eu nunca permitirei que voc caia novamente. Eu no posso te dizer como vai
ser a sua mudana.-- O fim do bosque brilhava na frente deles. Stark parou e, aps um impulso de instinto, ele caiu de
joelhos na frente de sua rainha quebrada. --Mas eu acredito cem por cento que voc vai chegar at isto. Zoey, voc 
minha Dama, mo bann ri, minha rainha, e voc tem que aguentar firme, ou nenhum de ns sair daqui.
        --Stark, voc est me assustando.
        Ele ficou de p. Stark beijou ambas as mos, e ento sua testa antes de dizer: --Bem, Z, fique atenta, porque
eu estou apenas comeando.-- Ele deu a ela seu velho, sorriso convencido. --No importa o que acontea, pelo
menos eu fiz isso aqui. Se voltarmos, vamos ser capaz de dizer 'eu te disse!' ao p-no-saco do Alto Conselho
Vampiro.-- Ento ele separou as folhas de duas sorveiras e pisou em cima do rochoso limite do bosque.
        Zoey ficou dentro do bosque, mas considerou os ramos abertos para que ela pudesse olhar para fora para
Stark enquanto ela balanava para frente e para trs, fazendo com que as folhas sussurrassem como uma inquieta
murmurao.
        --Stark, volte!
        --No  possvel fazer isso, Z. Eu tenho uma coisa para cuidar.
        --O qu? Eu no entendo!
        --Eu vou chutar alguma bunda imortal. Por voc, por mim, e por Heath.
        --Mas voc no pode! Voc no pode derrotar Kalona.
        --Voc provavelmente est certa, Z. Eu no posso. Mas voc pode.-- Stark jogou os braos e gritou para o cu
de Nyx. --Venha, Kalona! Eu sei que voc est aqui! Venha me pegar.  a nica maneira de voc ter a certeza de que
Zoey no voltar, porque enquanto eu estiver vivo vou lutar para salv-la!
        O cu acima Stark agitou, e o puro azul comeou a ficar cinza. Gavinhas da Escurido, como a fumaa de um
incndio txico, se espalharam, engrossaram, e tomaram forma. Suas asas apareceram pela primeira vez. Slidas,
pretas e desenrolaram, elas apagaram a luz dourada do sol da Deusa. Ento o corpo de Kalona tomou forma  maior,
mais forte, e mais perigoso do que Stark lembrava.
       Ainda pairando acima de Stark, Kalona sorriu. --Ento,  voc, garoto. Voc se sacrificou para segui-la aqui.
Meu trabalho est feito. Sua morte a prender aqui com mais facilidade do que eu jamais poderia ter.
          --Errado, imbecil. Eu no estou morto. Eu estou vivo, e eu vou ficar desse jeito. De tal modo est Zoey.
          Os olhos de Kalona se estreitaram. --Zoey no vai deixar o Outromundo.
          --Bem, eu estou aqui para me certificar de que voc est errado de novo.
          --Stark! Volte aqui!-- Zoey gritou ainda dentro dos limites do bosque.
         Kalona o olhou para ela. Ele parecia triste, quase deprimido quando ele falou. --Teria sido uma coisa mais fcil
para ela se voc tivesse deixado o menino humano fazer a minha vontade.
        --Esse  o problema com voc, Kalona. Voc tem aquela coisa de complexo de deus acontecendo. Ou, no, eu
acho que eu deveria cham-lo de um complexo de Deusa que voc tem. Veja, s porque voc  imortal, isto no o
coloca no cargo. Na verdade, no seu caso, isto s faz mal para voc por muito, muito tempo.
         Lentamente, Kalona mudou o seu olhar de Zoey para Stark. Os olhos cor de mbar do Imortal estavam planos,
frios e com raiva. --Voc esta cometendo um erro, garoto.
          --Eu no sou mais um garoto.-- O tom de Stark emparelhou com o de Kalona.
          --Voc sempre ser um garoto para mim. Insignificante, fraco, mortal.
         --O que faz voc errado trs vezes seguidas, mortalidade, no significa fraqueza. Venha aqui e deixe-me
provar isso para voc.
          --Muito bem, garoto. Deixe a dor que isso causa em Zoey estar em sua alma, no na minha.
        --Sim, porque eu odiaria que voc se fodesse para assumir a responsabilidade por qualquer uma das merda
confusas que voc fez!
        Como Stark sabia que aconteceria, o seu sarcasmo empurrou a raiva latente de Kalona para ferver. Ele rugiu
para Stark: --No ouse falar-me do meu passado!
       O imortal esticou o brao e, a partir da Escurido se contorcendo no ar em torno dele, arrancou uma lana,
com ponta de metal que brilhava perversamente, negro como um cu sem lua. Ento Kalona caiu do cu.
        Em vez de pousar em frente a Stark, suas asas enormes varreram para baixo e para frente, cortando o terreno
num crculo perfeito em torno de Stark. Sob seus ps, a terra estremeceu e depois se desintegrou, e como se o inferno
estivesse aberto abaixo dele, Stark foi caindo... caindo.
       Ele bateu no fundo com tanta fora que sua respirao escapou, e sua viso nublou. Ele se esforou para ficar
em p quando ele ouviu um riso zombeteiro ao redor dele.
          --Apenas um pequeno garoto fraco tentando brincar comigo. Isto no vai mesmo ser divertido,-- disse
Kalona.
          Arrogante. Ele  mais arrogante que eu j fui.
        E com o pensamento do que ele tinha sido, e o que ele j tinha perdido, o peito de Stark se afrouxou. Ele foi
capaz de respirar. Sua viso limpou a tempo de ver um flash de luz brilhante furar a escurido entre ele e Kalona, e o
Guardio da claymore estava l, a lmina passeando na terra a seus ps.
       Stark agarrou o punho e o sentiu imediatamente, o calor e o pulso do seu batimento cardaco enquanto a
claymore, sua claymore, cantava em sintonia com o seu sangue.
          Ele olhou para Kalona e viu a surpresa nos olhos mbar do Imortal.
      --Eu disse que no era mais um garoto.-- Sem hesitar, Stark caminhou para a frente,
segurando a claymore com ambas as mos, perfeitamente centrada nas linhas geomtricas do
ataque que se fundiram ao longo do corpo de Kalona.
                                         CAPTULO VINTE E NOVE


                                                          Zoey

        O choque que senti quando Kalona se materializou acima de Stark foi terrvel. A viso dele trouxe de volta
tudo o que tinha acontecido naquele ltimo momento daquele o ltimo dia, antes de meu mundo explodir em morte,
desespero e culpa. Completamente materializado, o seu olhar mbar encontrou o meu, e eu estava congelada pela
tristeza que vi ali, e pela lembrana de como eu olhava em seus olhos antes e acreditava que eu tinha vislumbrado a
humanidade, a bondade, e at mesmo o amor.

        Eu estava to, to errada.

        Heath tinha morrido por causa do quo errada eu estava.

        Ento o olhar de Kalona mudou de me voltar para Stark, enquanto meu Guerreiro insultava-o.

        No! Oh Deusa! Por favor, faa ele ficar quieto. Por favor, faa-o correr de volta para mim.

        Mas Stark parecia gostar de insultar Kalona. Ele no iria calar a boca, ele no fugiu. O horror encheu-me no
momento em que Kalona arrancou a lana do cu. Suas asas cortaram um buraco no cho e ento ele e Stark
desapareceram dentro desta escurido.

        Foi ento que eu percebi que Stark tambm morreria por causa de mim.

        --No!-- O grito silencioso rasgou de dentro de mim, onde tudo parecia vazio, sem esperana e sem paz. Eu
precisava correr, continuar me movendo, para escapar do que estava acontecendo aqui.

        Eu no podia lidar com isso. No havia o suficiente de mim para lidar com isso.

        Mas se eu no lidasse com isso, Stark morreria.

        --No.-- Desta vez no era a palavra fantasmagrica, o grito silencioso. Era a minha voz, minha voz, e no
aquele terrvel eco mudo que tinha sido balbuciado por minha boca.

        --Stark. No. Pode. Morrer.-- Provei as palavras e segui suas formas e familiaridades, dando ouvidos a mim
mesma, enquanto eu saa do bosque e me dirigia para o buraco negro no cho dentro do qual o meu Guerreiro tinha
desaparecido.

        Quando o buraco aberto estava aos meus ps, eu olhei para baixo para ver Stark e Kalona frente a frente no
meio dele. Stark estava segurando uma espada reluzente em ambas as mos contra a lana negra de Kalona.

        Percebi ento que no era apenas um buraco no cho. Era uma arena. Kalona tinha criado um espao com
paredes altas, ininterruptas e escorregadias. Paredes que no podiam ser escaladas.

        Kalona tinha aprisionado Stark. Agora ele no podia fugir, mesmo se ele me escutasse. Ele no podia
escapar. Ele tambm no podia vencer. E Kalona no estaria feliz batendo um pouco em Stark, ou mesmo
muito. Kalona pretendia matar Stark.
        O torpor inquieto comeou a asfixiar-me novamente enquanto Stark enfrentava Kalona. Eu deixo meus ps se
moevrem, mas obriguei-me a ficar onde eu podia ver os adversrios, andando a circunferncia da arena enquanto,
inacreditavelmente, Stark atacava o imortal cado.

        Rindo cruelmente, Kalona desviou a espada com um movimento da lana, e com um movimento to
absurdamente rpido que no havia nenhuma maneira que Stark pudesse ter visto isso vindo, Kalona esmagou sua
mo aberta na cara de Stark, com ferocidade e desprezo. O impulso para a frente de Stark levou-o desajeitadamente
alm do imortal, e ele caiu no cho, segurando as mos sobre as orelhas como se estivesse tentando aliviar a dor em
sua cabea.

        --A claymore do Guardio  isso  divertido. Ento voc acha que pode ser um deles?-- Kalona falou
enquanto Stark recuperava o equilbrio e virava-se para enfrent-lo novamente, sua espada levantada diante dele.

        O sangue escorria das orelhas, nariz e lbios de Stark fazendo uma linha fina escarlate abaixo do queixo e
pescoo. --Eu no acho que eu sou um Guardio. Eu sou um Guardio.

        --Voc no pode ser. Eu conheo o seu passado, garoto. Eu vi voc abraar a Escurido. Informe aos
Guardies sobre isso e veja se eles ainda querem voc.

        --A nica pessoa que pode me tornar, ou no, um Guardio  minha rainha, e ela sabe sobre mim e meu
passado.

        Eu observei Stark atacar novamente. Com um sorriso desdenhoso, Kalona usou o lana a varrer de lado a
lmina. Desta vez, quando ele bateu em Stark, ele estava com o punho fechado, e a fora disso quebrou seu nariz e
ensanguentou as mas do rosto, derrubando meu Guerreiro de costas.

        Eu segurei minha respirao, observando impotente o que eu sabia que seria o golpe fatal de Kalona.

        Mas o imortal no fez nada alm de rir enquanto Stark contorcia-se penosamente a seus ps. --Zoey no 
uma rainha. Ela no  forte o suficiente. Ela  apenas uma menina frgil, que se deixou ser quebrada pela morte de um
menino humano,-- disse Kalona.

        --Voc est errado. Zoey no  fraca, ela se importa! E sobre aquele menino humano? Isso  parte da razo
pela qual eu estou aqui. Eu preciso cobrar a dvida de vida que voc deve por mat-lo.

        --Tolo! Somente Zoey  quem pode cobrar esta dvida!

        Com essas palavras, foi como se Kalona tivesse tomado sua lana e cortado atravs da nvoa de culpa que
tinha estado me cobrindo desde que eu o tinha visto torcer o pescoo de Heath, permitindo que tudo se tornasse
muito claro para mim.

        Eu no podia me ver como uma rainha, ou como muita coisa, s vezes, mas Stark acreditou em mim. Heath
acreditou em mim. Stevie Rae acreditou em mim. At mesmo Aphrodite acreditou em mim.

        E, como Stevie Rae teria dito, Kalona estava to errado quanto homens com seios.

        Me importar com os outros no me fazia fraca. Eram as escolhas que eu tinha feito por causa desse cuidado
que me limitavam.
          Eu deixei o amor me abalar uma vez, e enquanto eu via Kalona divertir-se com meu Guerreiro, meu Guardio,
eu escolhi deixar a honra me curar.

          E, finalmente, tomei minha deciso.

          Virei as costas na arena e me movi rapidamente para a borda do bosque da Deusa. Bloqueando a sensao de
inquietude que ameaava puxar-me sempre para a frente sem realmente me levar a qualquer lugar, eu me obriguei a
ficar parada. Abrindo amplamente meus braos eu me concentrei primeiramente no ltimo esprito que tinha falado
comigo.

          --Brighid! Eu preciso da minha fora de volta!

          A ruiva se materializou diante de mim. Ela parecia uma Deusa, toda fogosa e alta, cheia de fora e confiana
que eu no tinha.

          --No,-- corrigi-me em voz alta. --O poder e a confiana so meus. Eu apenas de perdi-os por um tempo.

          --Pronta para aceit-los de volta?-- Disse ela, seus familiares olhos encontrando os meus.

          --Eu estou.

          --Bem, isso  por pouco tempo.-- Ela se adiantou e colocou os braos em volta de mim, me puxando para
perto dela em um abrao que era to forte quanto ntimo. Meus braos fecharam em volta dela, e com a aceitao que
ela dissolvia contra a minha pele, e eu estava cheio de uma onda de calor que era poder, puro poder.

          --Uma a menos,-- eu murmurei. --Levanta esta bunda e v trabalhar, menina.

          Eu abri meus braos novamente. Desta vez, os meus ps ficaram firmemente plantados na terra e o desejo de
me mover, remexer, fugir, fluiu mais e passou por mim, inocente como uma chuva de primavera.

          --Eu preciso da minha alegria de volta!

          Meu "eu" de nove anos, no se materializou. Ela saiu do bosque. Rindo, ela se atirou em meus braos. Eu
peguei ela, e, enquanto ela gritou: --Yippee!,-- Ela embebeu em minha alma.

          Rindo, abri os braos novamente. A alegria e a fora permitiram-me receber a ltima parte que faltava de
minha alma, a compaixo.

          --A-ya, eu preciso que voc volte, tambm,-- Eu chamei para o bosque.

          A virgem Cherokee pisou normalmente a partir da linha das rvores. --A-de-lv irm, eu estou contente de
ouvir voc chamar meu nome.

          --Sim, bem, eu posso honestamente dizer que eu estou contente de t-la como parte de mim. Eu aceito voc,
A-ya. Totalmente. Voc vai voltar?

          --Eu estive aqui o tempo todo. Tudo o que tinha a fazer era perguntar.

          Eu encontrei-me com ela e a abracei meio dura, trazendo-a de volta para mim, e por sua vez, trazendo-me de
volta.

          --Agora, vamos ver quem  uma menina pequena e frgil,-- eu disse, correndo de volta  arena de Kalona.
            Dei um passo para a borda e olhei para baixo. Stark estava de joelhos novamente. A viso dele apertou meu
corao. Meu Guardio parecia terrvel. Seus lbios estavam inchados e partidos em um monte de lugares. Seu nariz
tinha sido esmagado torto e escorria sangue. Seu ombro esquerdo estava uma baguna, desforme e deslocado,
deixando seu brao balanando frouxamente ao seu lado. A bela espada estava deitada no cho, exatamente fora de
seu alcance. Eu podia ver que os ossos de um p e uma rtula tinham sido quebrados, mas Stark ainda lutava junto do
cho aos ps de Kalona, desesperadamente tentando aproximar-se de sua claymore.

            Kalona estava avaliando o peso de sua lana, como se ele estivesse testando o equilbrio da mesma e
examinou cuidadosamente Stark. --Um Guardio quebrado por uma menina despedaada. Parece que vocs dois se
encaixam melhor juntos agora,-- disse ele.

            E isso me irritou seriamente.

            --Voc no tem idia de como estou cansada de seu lixo, Kalona,-- eu disse.

            Ambas as cabeas viraram para cima. Eu no desviei o olhar de Kalona, mas eu podia sentir o sorriso de Stark.

            --Volte para o bosque, Zoey,-- Kalona disse. -- melhor para voc l.

            --Voc sabe o que eu realmente odeio? Caras tentando me dizer o que fazer.

            --Sim, minha rainha, foi isso que Heath disse.-- Um sorriso estava na voz de Stark agora, e eu tive que olhar
para ele.

            Eu encontrei seu olhar maltratado, e o orgulho por mim que eu vi refletido ali fez meus olhos se encherem de
lgrimas. --Meu Guerreiro...-- Eu sussurrei para ele.

            Naquele instante, um pequeno erro meu, foi o suficiente para Kalona. Eu ouvi ele dizer: --Voc deveria ter
escolhido voltar para o bosque.-- Eu vi os olhos Stark ampliarem, e enquanto meu olhar correu de volta para o
imortal, Kalona virou, seu brao direito esticou para trs, como um antigo deus guerreiro. Ele soltou a lana com uma
exploso de fora e velocidade que eu sabia que eu no poderia...

            --No!-- Eu gritei. --Venha a mim ar!-- Pulei na arena, confiando no elemento para me amortecer, mas
ainda enquanto eu sentia a corrente me agarrar, vi que era tarde demais.

            A lana de Kalona golpeou Stark no meio do peito. Ela viajou atravs de seu corpo, as farpas em sua haste
pegaram sua caixa torcica e a lana arremessou-o para trs com tanto impulso que ele foi empalado contra a parede
mais distante da arena com uma fora repugnante.

            Meus ps tocaram o cho, e eu j estava correndo para Stark. Cheguei a ele, e seu olhar encontrou o meu. Ele
ainda estava vivo!

            --No morra! No morra! Eu posso consertar isso. Eu tenho que ser capaz de consertar isso.

            Inacreditavelmente, ele sorriu. --Est certo. Minha rainha no vai deixar quebrar nada de novo. Recolha sua
dvida, e vamos para casa.

            Stark fechou os olhos e, com um sorriso em seus lbios rachados, eu observei seu corpo convulsionar uma
vez. Bolhas de ar ensanguentadas espumaram ao redor da lana em seu peito, e de repente no havia nenhum
movimento, nenhum som vindo dele. Meu Guerreiro estava morto.
           Desta vez, quando eu enfrentei o ser que havia acabado de matar algum que eu amava, eu no cedi ao
terror e  dor. Desta vez mantive o esprito perto de mim em vez de atir-lo longe, e a partir disso eu compreendi o
poder do conhecimento e deixei que os instintos, e no a culpa e o desespero, me guiassem.

           Kalona sacudiu a cabea. --Eu desejava que isso pudesse ter terminado de forma diferente. Se voc tivesse
me escutado, me aceitado, poderia ter sido assim ,-- disse ele.

           --Fico feliz em ouvir voc concorda comigo, porque isso vai acabar de forma diferente,-- eu disse. Antes de
eu avanar para ele eu peguei a espada de Stark. Era mais pesada do que eu imaginava que seria, mas ainda estava
quente da mo de Stark, e o calor me ajudou a encontrar a fora para levant-la.

           O sorriso de Kalona era quase amvel. --Eu no vou brigar com voc. Esse  o meu presente para voc.-- Ele
desdobrou suas grandes asas. --Adeus, Zoey. Sentirei saudades e pensarei em voc frequentemente.

           --Ar, no deixe ele sair.-- Atirei o elemento nele. Suas asas totalmente abertas foram facilmente capturadas,
e uma rajada forte de vento prendeu-as contra o muro da arena, estranhamente espelhando a postura final de Stark.

           Eu andei at ele e, sem hesitao, conduzi a claymore atravs de seu peito.

           --Isso  por Stark. Eu sei que isso no vai te matar, mas certa como o inferno me sentirei bem em fazer isso,--
eu disse. --E eu sei que ele ir apreciar isso.

           Os olhos de Kalona brilharam perigosamente. --Voc no pode me prender aqui para sempre. E quando voc
finalmente me libertar, farei voc pagar por isso.

           --Ok, veja, como Stark disse, voc est errado. Novamente. Existem regras diferentes no Outromundo, ento
eu provavelmente poderia mant-lo aqui para sempre, se eu quisesse ficar e me transformar em uma Garota
Vingadora Louca, mas aqui est o negcio: eu j quase me transformei em uma espcie de garota louca. Eu no estou
muito interessada em fazer isso de novo. Alm disso, eu quero ir para casa. Ento, aqui est o que voc vai fazer. Voc
vai me pagar a dvida de vida que voc me deve por ter matado o meu consorte, Heath Luck, trazendo Stark de volta
pra mim. Em seguida, Stark e eu, estaremos indo para casa. Ah, e pelo jeito, eu no me importo para onde voc estar
indo.

           --Voc enlouqueceu. Eu no posso trazer os mortos de volta  vida.

           --Nesse caso, acho que voc pode. O corpo de Stark est segura de no mundo real, junto com o
meu. Estamos no Outromundo, por aqui  tudo sobre o esprito. Voc  um imortal, o que significa que  tudo sobre o
esprito. Ento voc vai tirar um pouco do seu esprito imortal e compartilh-lo com o meu Guardio. E traz-lo de
volta para mim. Agora. Porque voc deve isso a mim. Voc entendeu? Eu reclamo a dvida, e est na hora de voc
pag-la.

           --Voc no tem o poder para me obrigar,-- disse Kalona.

           Ela no, mas eu tenho.

           As palavras desencarnadas se estabeleceram na arena. Eu reconheci o som da voz de Nyx imediatamente e
olhei ao redor na expectativa, tentando v-la. Foi Kalona quem a encontrou, no entanto. Ele olhava sobre meus
ombros com uma expresso que mudou completamente seu rosto. Levei um segundo para reconhec-lo. Ele olhou
para mim com luxria, com possessividade, e at com o que ele chama de amor. Mas ele estava errado. Ele no me
amava. Kalona amava Nyx.

         Eu segui seu olhar e me virei para ver a Deusa de p, ao lado do corpo de Stark. Uma de suas mos repousava
suavemente sobre sua cabea.

         --Nyx!-- A voz do imortal soou quebrada e surpreendentemente jovem. --Minha Deusa!

         Nyx ergueu os olhos do corpo de Stark, mas ela no olhou Kalona. A Deusa olhou para mim. Ela sorriu, e tudo
dentro de mim foi inundado de alegria.

         --Merry meet, Zoey.

         Eu ri, e inclinei a cabea. --Merry meet, Nyx.

         --Voc fez bem, filha. Voc me fez orgulhosa de voc outra vez.

         --Levei muito tempo,-- disse. --Me perdoe por isso.

         Seu olhar estava firmemente amvel. --Como sempre com voc, assim como acontece com muitas das
minhas filhas mais fortes, voc deve se perdoar. No h necessidade de pedi-lo para mim.

         --E quanto a mim?-- Kalona esganiou. --Voc nunca vai me perdoar?

         A Deusa olhou para ele. Seus olhos estavam tristes, mas a atitude de sua boca era severa, suas palavras
seguras e sem emoo. --Se voc um dia puder ser perdoado, voc poderia pedir isso para mim. Mas no at ento.--
Nyx ergueu a mo da cabea de Stark e estalou seus dedos para Kalona. A claymore desapareceu de seu peito. Vento
amainou, e ele caiu da parede da arena.--Voc vai pagar  minha filha a dvida que deve a ela, e ento voc vai voltar
para o mundo e para as consequncias que esperam por voc l, compreendendo isso, meu Guerreiro cado, seu
esprito, bem como o seu corpo, esto proibidos de entrar em meu reino.-- Sem um outro olhar sobre Kalona, Nyx
virou as costas para ele. Ela se curvou para beijar os lbios sangrentos de Stark delicadamente, e ento o ar ao seu
redor tremulou, brilhou, e ela desapareceu.

         Quando Kalona ficou de p, eu recuei longe dele rapidamente, levantando as mos e me preparando para
lanar o ar para ele novamente. Ento, seus olhos encontraram os meus, e eu vi que ele estava chorando em silncio.

         --Vou fazer o que ela ordenou. Exceto por uma vez, uma nica vez, eu sempre fiz o que ela ordenou,-- ele
disse.

         Segui-o enquanto caminhava para o corpo de Stark. --Eu devolvo para voc a ltima doce respirao da
vida. Com isso viva novamente, e aceite um pequeno pedao de minha imortalidade pela vida humana que tomei.--
Ento, me escandalizando totalmente, Kalona se curvou e, imitando Nyx, ele beijou Stark.

         O corpo de Stark estremeceu. Ele suspirou e deu um longo suspiro.

         Antes que eu pudesse par-lo, Kalona colocou uma mo no ombro de Stark, e com a outra, ele arrancou a
lana do seu corpo. Com um grito de agonia, Stark entrou em colapso.

         --Seu idiota!-- Corri para Stark e embalei sua cabea em meu colo. Ele estava respirando com dificuldade, em
suspiros ofegantes, mas ele estava respirando. Eu olhei para Kalona. --No me admira que ela no o perdoe. Voc 
cruel e sem corao e simplesmente mau.
        --Quando voc voltar para o mundo, fique longe de mim. Voc estar fora de seu reino, ento, e Nyx no ir
correndo para salvar voc,-- ele disse.

        --Quanto mais longe eu estiver de voc, melhor.

       Kalona estendeu suas asas abertas, mas antes que ele pudesse ir para o cu, gavinhas da
Escurido, pegajosas e afiadas, escorreram do lado escuro da arena e o breu disfarado manchou
sob seus ps. Enquanto ele olhava para mim, elas enrolaram em seu corpo, cortando sua carne.
Segmento por segmento elas cortaram-no, cobriram-no, at que ele no era nada alm de
escurido se contorcendo, sangue e olhos de cor mbar. Ento os tentculos atingiram os olhos,
mergulhando dentro deles. Eu gritei de horror enquanto eles arrancaram algo que era to
brilhante e reluzente de dentro dele que eu tive que fechar os olhos contra o seu brilho. Quando
os abri novamente o corpo de Kalona tinha desaparecido juntamente com a arena, e Stark e eu
estvamos dentro do bosque.
                                              CAPTULO TRINTA

                                                        Zoey
        --Zoey! O que  isso? O que est acontecendo?-- Stark lutou, tentando fazer seu corpo quebrado funcionar.
        --Ssh, tudo ok. Est tudo ok. Kalona se foi. Ns estamos seguros.
        Seu olhar encontrou o meu, e toda a tenso saiu dele. Ele caiu nos meus braos e me deixou embalar sua
cabea em meu colo. -- voc de novo. Voc no est mais despedaada.
       --Sou eu de novo.-- Eu toquei a bochecha dele em um dos poucos lugares em seu rosto que no estava
ensanguentado, quebrado ou machucado. --Nesse momento voc  quem parece estar despedaado.
        --No, Z. Enquanto voc estiver inteira, eu estarei bem.-- Ele tossiu em seguida. Sangue derramou da ferida
aberta em seu peito. Os olhos dele fecharam, e sua face se contorceu em agonia.
        Oh, Deusa! Ele est machucado to gravemente! Eu tentei falar calmamente. --Ok, bom, mas voc realmente
no parece bem. Ento que tal voc e eu voltarmos aos nossos corpos. Eles esto ambos esperando por ns, certo?
        Outro tremor de dor o atravessou. Ele estava respirando superficialmente, respiraes ofegantes, mas ele
abriu seus olhos para encontrar os meus.
        --Voc deve voltar. Eu irei te seguir depois que eu descansar um pouco.
         Pnico vibrou por dentro de mim. --Oh, no. Eu no vou deixar voc aqui. Apenas me diga o que voc precisa
para voltar.
        Ele piscou umas poucas vezes e depois seus lbios machucados se curvaram em uma sugesto de seu sorriso
arrogante. --Eu no sei exatamente como pegar o caminho de volta.
        --Voc o que? Stark, honestamente.
        --Honestamente. Eu realmente no tenho uma pista.
        --Como voc chegou aqui?
        Os lbios dele se curvaram de novo. --Atravs da dor.
        Eu aspirei. --Bem, ento levar voc de volta deve ser fcil porque voc tem um pouco de dor aqui.
        --Yeah, mas de volta l eu tenho um antigo Guardio encarregado de me manter na linha entre a vida e a
morte. Eu no sei exatamente como dizer a ele que  hora de eu acordar. Como voc vai voltar?
        Eu nem mesmo precisei pensar sobre isso. A resposta era to natural como respirar. --Eu vou seguir o esprito
para o meu corpo.  onde eu perteno, de volta l, ao mundo real.
        --Faa isso.-- Ele teve que pausar enquanto outra onda de dor o engolia.
        --E depois que eu descansar, eu irei fazer a mesma coisa.
        --No, voc no possui uma afinidade com o esprito como eu possuo. Isso no vai funcionar com voc.
       -- bom que voc ainda tenha seus elementos. Eu gostaria de saber sobre isso, apesar de suas tatuagens
terem desaparecido.
         --Desaparecido?-- eu virei minha mo, e certa o suficiente, no havia tatuagens preenchendo minhas palmas
com filigranas safira.
       Depois eu olhei para baixo, em meu peito. A longa cicatriz rosada estava l, mas tambm estava livre de
tatuagem. --Elas todas se foram? Mesmo as do meu rosto?
       --Tudo que ficou foi a lua crescente,-- ele disse. Ento sorriu em dor de novo. Claramente alm do seu nvel
de exausto, ele fechou seus olhos, e disse, --V em frente e siga o esprito para casa. Eu irei pensar alguma coisa.
Quando eu no estiver to cansado. No se preocupe. Eu no irei deix-la  no de verdade.
        --Oh, inferno no. Eu no vou perder outro garoto com algum tipo de coisa complicada de Zoey-eu-verei-
voc-de-novo. Isso no vai funcionar comigo de novo, nunca, nunca mais.
        Ele abriu os olhos. --Ento me diga o que fazer, minha rainha. E eu farei isso.
          Eu ignorei a coisa do "minha rainha". Eu quero dizer, eu tinha ouvido ele me chamar daquilo mais cedo, e
depois de novo para Kalona. Eu brevemente desejei saber se foi antes ou depois do imortal comear a bater na cabea
dele, depois eu focalizei na parte do --eu farei isso-- que ele havia dito. Ento, ele faria o que eu dissesse para ele
fazer... mas o que diabos eu preciso falar para ele fazer?
        Eu baixei o olhar para ele. Ele estava to bagunado  at pior do que ele tinha estado quando ele recebeu a
flechada com a inteno de me matar e queimou a droga fora em seu peito, quase morrendo. De novo.
        Mas depois ele tinha ficado melhor por conta prpria. Ele teve que. Eu estava bagunada, tambm.
        Eu extrai uma profunda respirao, lembrando toda o sermo Me-Galinha que Darius tinha me dado quando
eu queria que Stark se alimentasse de mim ento ele poderia se curar mais rpido. Ele tinha explicado que entre um
Guerreiro e sua Alta Sacerdotisa, a ligao era to forte que Guerreiros podiam sentir as emoes de suas
Sacerdotisas. Eu olhei para baixo, para o rosto machucado de Stark. Ele tinha definitivamente sido capaz de fazer isso.
Quando isso acontece, eles podem tambm absorver mais de suas Altas Sacerdotisas do que apenas sangue  eles
podem absorver energia.
        O que era exatamente o que Stark precisava  energia para curar  energia para retornar para seu corpo.
        Dessa vez ele no ficaria bem por conta prpria e, graas a Deusa, eu no estava mais confusa.
        --Hey,-- eu disse. --eu sei o que eu quero que voc faa.
         Os olhos dele agitaram-se abertos, e eu odiei a dor que eu vi refletida dentro deles. --Me diga. Se eu puder
fazer isso, eu farei.
        Eu sorri para ele. --eu quero que voc me morda.
         Ele olhou surpreso e depois, mesmo embora isso obviamente o machucasse, o sorriso arrogante dele estava
de volta. --Agora voc me pede? Quando meu corpo esta totalmente bagunado. timo.
       --No seja to menino,-- eu disse a ele. -- porque seu corpo esta totalmente machucado que eu estou
pedindo a voc.
        --Eu teria feito voc pensar diferente se eu estivesse bem.
        Eu balancei minha cabea pra ele e rolei meus olhos. --Se voc estivesse bem, eu teria esbofeteado voc
agora mesmo.-- E depois, movendo cuidadosamente, tentando ser to gentil quanto eu podia, eu deslizei ele para
fora do meu colo. Ele tentou abafar um gemido.
        --Me desculpe! Eu sinto muito eu estou machucando voc.-- Eu me deitei do lado dele e comecei a pux-lo
para dentro dos meus braos, querendo segur-lo o mais prximo possvel como se eu pudesse absorver a dor dele.
        --Esta tudo bem,-- ele arfou. --Apenas me ajude a ficar no meu lado bom.
       Lado bom? Eu no estava certa se eu deveria rir ou cair em lgrimas, mas eu o ajudei a virar em seu lado, o
que no tinha um ombro despedaado, ento assim ns poderamos encarar um ao outro. Timidamente, eu me movi
prxima a ele, pensando que eu deveria talvez deslizar meu brao assim ele poderia beber de mim mais fcil sem se
mover muito.
        --No.-- As mos dele contorceram tentando chegar a mim.
       --No desse jeito. Venha mais perto de mim, Z. a dor no importa.-- Ele pausou, depois adicionou, --A
menos que voc no possa por causa do meu sangue. Isso faz voc precisar do sangue?
        --O sangue?-- eu entendi o que ele estava dizendo e pisquei em surpresa. --eu nem mesmo o percebi.--
Vendo a sua expresso preocupada, eu prossegui, --eu quero dizer eu notei que voc est sangrando por toda parte.
Eu no senti o cheiro disto.
       Admirada, eu toquei o sangue em seus lbios com ponta de meu dedo. --Isso no faz minha sede de sangue
acontecer.
        --Nos somos espritos aqui, deve ser por isso,-- ele disse.
          --Ento isso ir funcionar? Voc se alimentando de mim?
         Os olhos dele encontraram os meus. --Isso ir funcionar, Z. Entre ns existe mais que coisa fsica. Ns estamos
ligados por esprito.
         --Ok, bom. Eu espero ento,-- eu disse, me sentindo de repente nervosa. O nico outro cara que eu tinha
deixado se alimentar por mim tinha sido Heath  meu Heath. Minha mente passou longe de pensamentos sobre ele e
comparaes com Stark, mas eu no podia negar o aspecto do que estava para acontecer. Deixar um cara beber meu
sangue era sexual. Isso era bom. Realmente bom. Isso era como ns tnhamos sido criados. Era normal, natural, e
certo. Isso tambm fazia meu estomago doer.
          --Hey, apenas relaxe e traga seu pescoo para c.
          Meus olhos arregalados acompanharam a face golpeada de Stark e seu corpo quebrado.
       --Sim, eu sei que voc esta nervosa, mas to bagunado como eu estou voc no precisa ficar.-- A expresso
dele mudou. --Ou isso  mais do que estar nervosa? Voc esta mudando de opinio sobre querer?
       --No,-- eu disse rapidamente. --Eu no estou mudando de opinio. Eu no irei mudar minha opinio sobre
voc nunca Stark. Nunca.
        Tentando ser to cuidadosa quanto eu poderia, eu me movi mais perto dele. Abrindo espao para que ento a
curva do meu pescoo estivesse prxima a sua boca, eu penteei meu cabelo pra trs, me mantendo firme, pronta para
sua mordida. Mas ele me surpreendeu. Em vez de seus dentes eu senti o calor de seus lbios enquanto ele beijava
meu pescoo gentilmente. --Relaxe, minha rainha.
         A respirao dele enviou tremores por baixo de minha pele. Eu tremi. Quanto tempo tinha passado desde que
uma pessoa tinha realmente me tocado? Podia ser apenas dias atrs no mundo real, mas aqui, no Outromundo,
sentia-se como se eu estivesse intocada e intocvel durante sculos.
         Stark me beijou de novo. Sua lngua tocando meu pescoo e ele gemeu. Dessa vez eu no achei que fosse de
dor. Ele no hesitou mais tempo. Seus dentes encravaram em meu pescoo. Isso furou, mas to rpido quanto os
lbios dele fecharam no pequeno corte, a dor foi substituda por prazer to intenso que foi a minha vez de gemer. Eu
queria envolver meus braos ao redor dele e prender meu corpo com o dele, mas eu me mantive muito parada,
tentando meu melhor para no causar mais dor a ele.
        Muito cedo sua boca deixou minha pele. A voz dele realmente soava mais forte quando disse, --Voc sabe
quando eu soube pela primeira vez que eu pertencia a voc?-- Seu hlito quente contra meu pescoo, me fez tremer
de novo.
          --Quando?-- eu soei sem flego.
          --Foi quando voc me enfrentou na enfermaria de volta na House of Night, antes de eu ter Mudado. Voc
lembra?
       --Eu lembro.-- Era claro que eu lembrava  eu estava nua e ameacei chutar o traseiro dele com os elementos
enquanto eu estava entre ele e Darius.
        Eu podia sentir os lbios dele inclinando-se contra minha pele. --Voc parecia com uma rainha Guerreira,
cheia com a fria da Deusa. Eu acho que foi quando eu soube que eu iria pertencer a voc para sempre, porque voc
chegou a mim mesmo atravs de toda aquela Escurido.
        --Stark.-- Eu sussurrei seu nome, completamente dominada pelo que eu estava sentindo por ele. --Dessa vez
voc chegou a mim. Obrigada. Obrigada por vir atrs de mim.
       Com um som sem palavras, a boca dele estava em meu pescoo de novo, e desta vez ele mordeu forte, e
realmente bebeu de mim.
        De novo, o prazer rapidamente substituiu a picada de dor. Eu fechei meus olhos e concentrei no calor
requintado que estava correndo por meu corpo. Eu no podia me parar de toc-lo, e deslizei uma mo em torno de
sua cintura assim eu poderia sentir a pele dos firmes msculos bem abaixo nas suas costas. Eu queria mais dele. Eu
queria ele mais perto de mim.
         Ele tirou os lbios do meu pescoo, e ele realmente se manteve erguido. Os olhos dele estavam escuros com
paixo, e ele estava respirando difcil. --Agora, Zoey, voc ir me dar mais do que o seu sangue? Voc me aceita como
seu Guardio?
        Eu o encarei. Em seus olhos havia mais do que eu havia visto dentro dele antes. O garoto que tinha andado
pra longe de mim em Veneza, enciumado e furioso, tinha desaparecido. O homem que tinha crescido em seu lugar era
mais que um vampiro, mais que um Guerreiro. Mesmo enquanto ele estava estendido ali, quebrado em meus braos,
eu podia sentir a fora nele: slido, seguro, honrado.
        --Guardio?-- eu disse admirada, tocando seu rosto. --Ento foi para isso que voc Mudou?
        Seu olhar nunca deixou o meu. --Sim, se voc me aceitar. Sem a aceitao de sua rainha um Guardio no 
nada.
        --Mas eu no sou realmente uma rainha.
        Seus lbios rasgados no evitaram seu sorriso arrogante. --Voc  minha rainha, e qualquer um que disser
diferente pode se ferrar.
        Eu sorri para ele. --Eu j aceitei seu juramento como meu Guerreiro.
        A arrogncia de Stark instantaneamente se foi. --Isso  diferente, Zoey. Isso  mais. Isso pode mudar as coisas
entre ns.
         Eu o toquei no rosto novamente. Eu no entendia realmente o que ele estava pedindo, mas eu sabia que ele
precisava de mais alguma coisa de mim, e eu sabia que qualquer coisa que eu dissesse e fizesse agora iria nos afetar
pelo resto de nossas vidas. Deusa, me d as palavras certas, eu orei silenciosamente.
        --James Stark, daqui em diante eu aceito voc como meu Guardio, e eu tambm aceito tudo o que vier com
isso.
       Ele virou sua cabea e beijou minha palma. --Ento eu irei servi-la com minha honra e minha vida, para
sempre Zoey. Minha Dama, mo bann ri, minha rainha.
        O juramento dele me atravessou como uma coisa fsica. Stark estava certo. Isso era diferente do que tinha
acontecido entre ns quando ele jurou-se como meu Guerreiro. Dessa vez isso foi como se ele tivesse me dado um
pedao de si prprio, e eu soube que sem mim, ele nunca poderia estar realmente completo de novo. A
responsabilidade disso me assustou quase tanto quanto me fortaleceu, e eu puxei a boca dele para baixo para meu
pescoo de novo.
        --Tome mais de mim, Stark. Me deixe curar voc.
       Com um gemido, a boca dele encontrou meu pescoo. A mordida dele aprofundou, e alguma coisa
completamente maravilhosa aconteceu.
         Primeiro, a fora nica que acompanha o elemento Ar surgiu dentro de mim e fluiu de mim para Stark. Ele
estremeceu e eu sabia que era do intenso prazer que estava preenchendo-o enquanto o elemento o presenteava com
uma espiral corrente de energia. No mesmo instante uma doce, familiar dor deslizou sobre minha testa e maas do
rosto, e contra minhas plpebras fechadas eu tive o flash da imagem de Damien, gritando com alegria. Eu arfei em
xtase. Eu no tive que perguntar. Eu no precisava de um espelho para ver. Eu sabia que a primeira de minhas
tatuagens tinha retornado.
         Seguindo logo depois do Ar veio o Fogo. Ele me esquentou e depois se propagou para Stark, preenchendo-o,
fortalecendo-o, assim ento ele foi capaz de erguer o brao e me puxar para mais perto dele, bebendo ainda mais
profundamente.
         A sensao de queimao desceu em minhas costas enquanto minha segunda tatuagem retornava, e eu vi
Shaunee rindo e fazendo seu pulo de vitoria. A gua lavou atravs de ns depois, nos banhando, preenchendo,
continuando a nos carregar ao redor do crculo que tnhamos comeado. Eu mantive meus olhos firmemente
fechados, aproveitando cada momento de milagre que Stark e eu estvamos experimentando juntos, e tremi com
prazer enquanto minha terceira tatuagem, a que era enlaada ao redor de minha cintura, retornava, enquanto Erin ria
e gritava, --Diabos, sim! Z est de volta!
         A Terra veio depois, e foi como se eu e Stark tivssemos nos transformado em parte do bosque. Ns sabamos
o rico prazer disto e o poder que descansava nas razes e no cho e musgo. O aperto de Stark em mim ficou mais forte.
Ele moveu-me em seus braos se maneira que ele ficou acima de mim. Seus braos me embalaram para ele, e eu sabia
que suas feridas no doam mais porque eu podia sentir o que ele sentia. Eu compartilhei de sua alegria e seu prazer e
admirao. Minhas palmas estavam queimando pelo toque da Deusa de novo, enquanto minha quarta tatuagem
retornava. Estranhamente, eu no tive uma visualizao da imagem de Stevie Rae enquanto o elemento dela me
preenchia, apenas uma sensao dela e de sua distante alegria, como se ela tivesse de alguma forma mudado pra
longe do meu alcance. O Esprito passou por ns por ltimo, e de repente eu senti no simplesmente o que Stark
sentiu  foi como se ns estivssemos unidos. No no corpo, mas na alma. E nossas almas ardiam juntas com um
brilho que era mais brilhante do que qualquer paixo fsica poderia chegar a ser enquanto minha ltima tatuagem
retornava.
         Com um suspiro, Stark puxou seus lbios da minha pele e enterrou o rosto no meu pescoo. O corpo dele
estava tremendo, e a respirao dele estava vindo rpida, como se ele tivesse corrido uma maratona. Sua lngua tocou
a ferida que ele havia feito em meu pescoo, e eu sabia que ele estava fechando e curando-a.
       Eu levantei minha mo para acariciar seu cabelo, e estava chocada em sentir que o suor e o sangue haviam
desaparecido.
        Ele se levantou e depois, lutando para conseguir o controle de sua respirao, olhou para mim.
        Deusa, ele estava lindo! Apenas momentos antes ele tinha estado mortalmente ferido, abatido, sangrento, e
to quebrado que ele dificilmente poderia se mover. Agora ele radiava energia e sade e fora.
        --Essa foi a coisa mais maravilhosa que j aconteceu comigo,-- ele disse. Ento os olhos dele se alargaram. --
Suas tatuagens!-- Ele tocou meu rosto reverentemente. Eu virei minha cabea assim seus dedos poderiam traar as
marcas de filigranas que, uma vez mais, cobriam minhas costas e ombros. Depois eu ergui minha mo assim ele
poderia pressionar sua palma contra a minha e os smbolos safira nela.
        --Elas esto todas de volta,-- eu disse. --Os elementos trouxeram-nas.
         Stark balanou a cabea em conhecimento. --Eu senti isso. Eu no sabia o que estava acontecendo, mas eu
senti isso com voc.-- Ele me puxou para dentro de seus braos de novo. --eu senti tudo com voc, minha rainha.
        Antes de beij-lo, eu disse, --E eu sou parte de voc agora, meu Guardio.
        Stark me beijou por um longo tempo, e depois ele apenas me segurou perto dele, me tocando gentilmente
como se ele estivesse tentando se convencer de que eu no iria evaporar dos braos dele. Ele se manteve me
segurando enquanto eu chorei por Heath, e me falou sobre como Heath tinha feito a escolha de seguir, e o quo
corajoso ele tinha sido.
        Stark no tinha realmente que me contar essa parte, entretanto. Eu sabia como Heath era realmente corajoso,
assim como eu sabia que a bravura dele era parte de como eu iria reconhec-lo de novo. Isso, e o seu amor. Sempre
seu amor por mim. Depois que eu tinha terminado de chorar, desolada, e lembrando, eu enxuguei meus olhos e deixei
Stark me ajudar a ficar em p.
        --Voc esta pronto para ir pra casa?-- eu perguntei a ele.
        --Oh, sim. Casa parece bom. Mas, uh, Z, como eu chegarei la?
        Eu sorri para ele. --Confiando em mim.
        --Ach, bem, ento essa ser uma wee viagem fcil, no ser?
        --Onde diabos voc ganhou esse sotaque irlands?

       --Irlands! Voc  surda mulher?-- ele rosnou as palavras para mim enquanto eu franzia a
testa para ele. Ento o riso de Stark encheu o bosque. Ele me abraou, e disse, --Escocs, Z, no
irlands. E voc ver onde eu o consegui em breve.
                                    CAPTULO TRINTA E UM

                                             Stevie Rae
       Enquanto o sol se punha, os olhos de Stevie Rae se abriram. Por um segundo ela estava
super confusa. Estava escuro  mas isso no a desorientou  isso era legal. Ela podia sentir a terra
ao seu redor, embalando-a e protegendo-a  isso era legal, tambm. Houve um movimento leve do
seu lado, e ela virou sua cabea. Sua viso noturna afiada era capaz de diferenciar uma
profundidade de escurido da outra, e a asa enorme tomou forma, seguido por um corpo.
       Rephaim.
       Tudo voltou para ela, ento: os calouros vermelhos, Dallas, e Rephaim. Sempre Rephaim.
       --Voc ficou aqui em baixo comigo?
      Os olhos dele se abriram, e ela sentiu os dela se ampliarem em surpresa. O escarlate
ardente dentro deles tinha se acalmado para uma cor de ferrugem que era mais mbar do que
vermelho.
       --Eu fiquei. Voc  vulnervel quando o Sol est no cu.
     Ela pensou que ele soava nervoso, quase apologtico, ento ela sorriu para ele. --Obrigada,
mesmo que seja meio obsessivo de sua parte me observar dormir.
       --Eu no te observei dormir!
       Ele falou to rpido que era bvio que ele estava mentindo. Ela abriu a boca para falar para
ele que estava ok  que ele no precisava fazer isso todo o tempo, mas era realmente legal da
parte dele ter certeza que ela ficasse segura, especialmente depois do dia que ela teve  e seu
telefone escolheu ento gorjear o som de --voc tem mensagem de voz.
       --Ele tem feito barulho. Muito barulho.-- Rephaim falou para ela.
       --Droga. Eu no posso ouvir nada quando durmo desse jeito.-- Ela suspirou e
relutantemente pegou o Iphone de onde ela tinha colocado ao seu lado. --Eu acho que  melhor
encarar a droga da msica.-- Stevie Rae abriu a tela, viu que a bateria estava quase sem carga, e
suspirou novamente. Ela gesticulou para a tela das chamadas perdidas. --Ah, droga. Seis chamadas
perdidas. Uma de Lenobia e cinco de Aphrodite.-- Corao batendo, ela clicou no de Lenobia
primeiro. Colocando no viva-voz, ela olhou para Rephaim. --Voc tambm pode ouvir o que est
acontecendo. Eles provavelmente vo falar sobre voc.
       Mas a voz de Lenobia no soava toda `Puta merda voc est com um Corvo Escarnecedor e
eu vou caar voc!' Ela parecia totalmente normal. --Stevie Rae, me ligue quando voc acordar.
Kramisha disse que ela no tinha certeza onde voc estava, mas que voc est segura apensar de
Dallas ter fugido. Eu vou te pegar de imediato.-- Ela hesitou, abaixou sua voz, e adicionou. --Ela
tambm me contou o que aconteceu com os outros calouros vermelhos. Eu enviei uma orao a
Nyx por seus espritos. Abenoada seja, Stevie Rae.
       Ela sorriu para Rephaim. --Ahh, aquilo foi legal da parte dela.
       --Dallas no chegou a ela ainda.
       --No.-- Ela disse, seu sorriso sumindo. --Definitivamente no.-- Ela virou sua ateno de
volta para o telefone. --Quatro chamadas perdidas de Aphrodite, mas ela s deixou uma
mensagem. Aqui estamos esperando que no sejam ms notcias.-- Ela apertou o boto de tocar.
A voz de Aphrodite soava metlica e distante, mas no menos odiosa.
        --Oh, pelo amor do saco plstico, atenda a sua droga de telefone! Ou voc est na sua
caixinha de jias? Deusa! Fusos horrios so chatos. De qualquer maneira, atualizao: Z ainda 
uma berinjela, e Stark ainda est fora e sendo fatiado. Essas so as notcias boas. As notcias ruins
 que a minha viso mais nova estrela voc, uma criana ndia quentinha, e o maior ruinzinho de
todos os Corvos Escarnecedores, Rephaim. Ns temos que conversar porque eu tenho um dos meus
pressentimentos sobre isso, o que significa Nada Bom. Ento apresse o inferno e me ligue. Se eu
estiver dormindo, eu vou realmente acordar e responder voc.
       --Grande surpresa que ela desligou sem dizer tchau,-- Stevie Rae disse. No querendo ficar
no mesmo quarto com as palavras e o maior ruinzinho de todos os Corvos Escarnecedores,
Rephaim, rondando sem destino, ela enfiou o telefone no seu bolso e comeou a subir as escadas
do poro. Ela no teve que olhar atrs dela para ter certeza que ele a estava seguindo. Ela sabia
que ele estava.
       A noite estava legal, mas no fria, bem na borda daquela linha congelada/enlameada.
Stevie Rae sentiu pena pela pobres pessoas nas casas ao redor de Gilcrease e estava grata por ver
um monte de luzes se acenderem de volta. Mas ao mesmo tempo, deu a ela um estranho
sentimento de --Ns estamos sendo vigiados,-- e ela hesitou na varanda da frente da manso.
       --No tem ningum por perto. Eles esto se focando em consertar o poder para as pessoas
primeiro. Esse  um dos ltimos lugares que eles vm, especialmente a noite.
      Aliviada, Stevie Rae acenou e deixou a varanda, andando a esmo em direo ao chafariz,
que sentava fria e silenciosamente no meio do jardim.
       --O seu povo vai descobrir sobre mim.-- Rephaim disse.
       --Alguns deles j descobriram.-- Stevie Rae procurou e tocou a beirada do chafariz,
quebrando um pingente de gelo que estava suspenso l e deixando cair dentro da gua na poa
que estava embaixo.
       --O que voc vai fazer?-- Rephaim ficou de p do lado dela. Ambos olharam para a gua
negra do chafariz, como se eles pudessem descobri a resposta l.
       Finalmente, Stevie Rae disse, --Eu acho que a questo  mais como, o que voc vai fazer?
       --O que quer que eu faa?
       --Rephaim, voc no pode responder minha pergunta com uma pergunta.
       Ele fez um barulho ridculo. --Voc respondeu a minha.
       --Rephaim, pare. Me diga o que voc quer fazer sobre, bem, ns.
         Ela olhou para os olhos mudados dele, desejando que suas feies fossem mais fceis de
ler. Ele demorou tanto para responder que ela pensou que ele no ia, e a frustrao a atormentou.
Ela tinha que voltar para a House of Night. Ela tinha que fazer um controle de danos l antes que
Dallas estragasse tudo.
       --O que eu faria  ficar com voc.
       As palavras dele, simples, honestas, e ditas de uma s vez, no penetraram de primeira. A
princpio ela somente olhou para ele interrogativamente, incapaz de compreender totalmente o
que ele disse. E ento ela realmente o ouviu, e entendeu, e ela sentiu uma agitao de alegria
inesperada e indesejada.
      --Vai ser ruim.-- Ela disse. --Mas eu quero que voc fique comigo, tambm.
      --Eles vo tentar me matar. Voc deve saber disso.
       --Eu no vou deix-los!-- Stevie Rae procurou e pegou a mo dele. Lentamente, muito
lentamente, os dedos dele se entrelaaram com os dela, e ele deu um pequeno puxo, colocando-
a bem perto do seu lado. --Eu no vou deix-los,-- Ela repetiu. Ela no olhou para ele. Em vez
disso, ela segurou a mo dele e roubou um pequeno momento juntos. Ela tentou no pensar
muito. Ela tentou no questionar tudo. Ela olhou dentro da gua do chafariz preta e parada, e a
nuvem que estava cobrindo a lua elevada, revelando o reflexo deles. Eu sou uma garota que de
algum jeito est ligada  humanidade de um cara que  uma fera, Em voz alta, ela disse, --Eu
estou ligada a voc, Rephaim.
      Sem nenhuma hesitao ele disse, --E eu, a voc, Stevie Rae.
       Enquanto ele falava, a gua ondulou, como se a prpria Nyx tivesse respirado contra a
superfcie, e o reflexo deles mudou. A imagem revelada na gua era Stevie Rae segurando a mo
de um menino Nativo Americano alto e musculoso. O cabelo dele era grosso e longo, e to negro
quanto as penas de corvo que foram tranadas no seu comprimento. O seu peito estava nu, e ele
era mais quente que as estradas de Oklahoma no meio do vero.
      Stevie Rae ficou muito parada, com medo que se ela se movesse o reflexo mudaria. Mas ela
no conseguiu no sorrir e, gentilmente ela falou, --Oh, voc  muito bonito.
       O cara no reflexo piscou um monte de vezes, como se ele no tivesse certeza que estava
vendo claramente, ento na voz de Rephaim, ele disse, --Sim, mas eu no tenho asas.
        O corao de Stevie Rae vibrou, e seu estomago se apertou. Ela queria dizer algo profundo
e realmente esperto, ou pelo menos um pouco romntico. Em vez disso, ela se ouviu dizer, --Claro,
isso  verdade, mas voc  alto e tem essas penas legais tranadas em seu cabelo.
      No reflexo, o garoto levantou a mo que no estava segurando a dela, e tocou seu cabelo.
       --Elas no so muita coisa se voc compar-las com as asas,-- ele disse, mas sorriu para
Stevie Rae.
      --Bem, , mas eu aposto que so mais fceis de servir nas camisetas.
      Ele riu, e com um bvio sentimento de admirao, deixou a mo dele tocar seu rosto. --
Macio,-- Rephaim disse, --O rosto humano  to macio.
       --Yeah, .-- Stevie Rae disse, totalmente hipnotizada pelo que estava acontecendo no
reflexo deles.
       To lentamente quanto ele entrelaou seus dedos, sem tirar o olhar fixo do reflexo,
Rephaim foi de seu rosto para o dela. A mo dele tocou sua pele levemente, gentilmente. Ele
acariciou sua bochecha e deixou seus dedos passarem por seus lbios. Ela sorriu, ento, e no
conseguiu segurar uma risadinha estranha. -- s que voc  to bonito!
       O reflexo humano de Rephaim sorriu, tambm. --Voc  bonita.-- Ele disse to gentilmente
que ela quase no o ouviu.
       Corao batendo, ela disse, --Voc acha? mesmo?
      --Mesmo. Eu s nunca posso te contar. Eu nunca posso deixar voc saber como eu
realmente me sinto.
       --Voc est agora,-- Ela disse.
       --Eu sei. Pela primeira vez eu sinto...
       As palavras de Rephaim pararam no meio da frase. O reflexo do garoto vacilou e ento
desapareceu. Em seu lugar, a Escurido levantou-se da gua parada, tomando a forma de asas de
corvos e o corpo de um imortal poderoso.
       --Pai!
        Rephaim no precisou falar o nome. Stevie Rae sabia o que tinha vindo entre eles no
momento que aconteceu. Ela tirou sua mo da mo dele. Ele resistiu por somente um instante
antes de deix-la ir. Ento ele virou para encar-la, trazendo uma asa negra para frente para apagar
a vista dela do reflexo deles no chafariz.
       --Ele retornou para seu corpo. Eu posso sentir.
       Stevie Rae no confiava em si mesma para falar. Ela s pde assentir.
       --Ele no est aqui, entretanto. Ele est muito longe daqui. Deve estar ainda na Itlia.--
Rephaim estava falando rapidamente. Stevie Rae deu um passo para longe dele, ainda incapaz de
falar qualquer coisa.
       --Ele se sente diferente. Algo mudou.-- Ento era como se os pensamentos dele tivessem
alcanado-o, e os olhos de Rephaim encontraram os dela. --Stevie Rae? O que ns vamos...
       Stevie Rae arfou, cortando as palavras dele. Terra girou em torno dela, enchendo seus
sentidos com uma alegria dana de boas-vindas. A paisagem fria de Tulsa tremeluziu, mudou, e
repentinamente ela estava cercada por rvores maravilhosas, todas verdes e com folhagens
brilhantes, e uma cama feita de musgo grosso e macio. Ento a imagem se focou, e Zoey estava ali,
nos braos de Stark, rindo e inteira novamente.
       --Zoey!-- Stevie Rae gritou, e a imagem desapareceu, deixando somente a alegria daquilo
e a certeza de que sua melhor amiga estava inteira novamente e definitivamente viva. Sorrindo, ela
foi para Rephaim e jogou seus braos ao redor dele. --Zoey est viva!
       Seus braos se apertaram ao redor dela, mas somente pelo tempo de uma respirao, e
ento ambos lembraram a verdade, e ao mesmo tempo, se afastaram um do outro.
       --Meu pai retornou.
       --Assim como Zoey.
       --E para ns isso significa que no podemos ficar juntos.-- ele disse.
        Stevie Rae se sentiu doente e triste. Ela balanou a cabea. --No, Rephaim. S significa
isso se voc deixar.
      --Olhe para mim!-- Ele gritou. --Eu no sou o garoto no reflexo. Eu sou uma fera. Eu no
perteno com voc.
       --Isso no  o que o seu corao diz!-- Ela gritou de volta para ele.
      Os ombros dele caram, e ele olhou para longe dela. --Mas, Stevie Rae, meu corao nunca
importou.
       Ela andou para perto dele. Automaticamente, ele encarou-a. Seus olhares se encontraram,
e com um terrvel desespero ela viu que o escarlate estava, de novo, brilhando nos olhos dele. --
Bem, quando voc decidir que o seu corao importa tanto para voc quanto importa para mim,
venha me encontrar novamente. Deve ser fcil. Somente siga o seu corao.-- Sem nenhuma
hesitao, ela colocou seus braos ao redor dele e segurou-o fortemente. Stevie Rae ignorou o fato
que ele no retornou seu abrao. Em vez disso, ela sussurrou, --Eu vou sentir sua falta-- antes de
deix-lo ir.
       Enquanto ela comeou a andar pela estrada Gilcrease, o vento noturno trouxe para ela o
sussurro de Rephaim, Eu vou sentir a sua falta, tambm...




                                              Zoey
      -- realmente bonito.-- Eu disse, olhando para a rvore e as zilhes de tiras de pano
penduradas amarradas l. --Do que voc chama, de novo?
      --A rvore de pendurar-- Stark disse.
      --No parece um nome muito romntico para algo to legal.-- Eu disse.
      --, foi o que eu pensei a princpio, tambm, mas meio que j cresceu em mim.
       --Oh! Olhe para aquele pedao.  to brilhante.-- Eu apontei para uma fina fita dourada
que tinha aparecido repentinamente. Diferente do resto das tiras de roupa, no estava amarrada 
outra. Em vez disso, flutuou livremente para baixo e para baixo at que ficou acima de ns.
       Stark procurou e agarrou-a. Ele ofereceu-a para mim para que eu pudesse tocar sua maciez
resplandecente. -- o que eu segui para achar voc.
      --Srio?  como um fio de ouro,
      --Sim, me lembrou ouro, tambm.
      --E voc seguiu isso para me achar?
      --Sim.
      --Ok, bem, ento. Vamos ver se vai funcionar duas vezes.-- Eu disse.
        --Somente me diga o que fazer. Estou  suas ordens.-- Olhos cintilando com humor, Stark
se inclinou para mim.
      --Pare de brincar. Isso  srio.
      --Oh, Z, voc no v? No  que eu no ache que isso  srio.  que eu confio totalmente
em voc. Eu sei que voc vai me levar com voc. Eu acredito em voc, mo banm ri.
      --Voc arranjou algumas palavras estranhas enquanto eu estive fora.
      Ele sorriu para mim. --Apenas espere. Voc no ouviu nada ainda.
       --Voc quer saber, garoto? Eu estou cansada de esperar.-- Eu amarrei uma ponta do fio de
ouro ao redor do pulso dele. Eu mantive a outra ponta fortemente enrolada na minha mo. --
Feche os seus olhos,-- Eu disse. Sem me questionar, ele fez como eu falei. Eu fiquei nas pontas dos
ps e o beijei. --Vejo voc em breve, Guardio.
       Ento eu me distanciei da rvore de pendurar e do arvoredo e de toda magia e mistrios do
reino de Nyx. Eu encarei a enorme escurido que parecia se estender dentro do infinito.
Estendendo meus braos, eu disse --Esprito, venha para mim.-- O ltimo dos cinco elementos, e
com o qual eu mais me sentia prxima, me preencheu, fazendo minha alma curada tamborilar com
alegria e compaixo, fora, e  finalmente  esperana. --Agora, por favor me leve para casa!--
Enquanto eu falava, eu corri para frente, e, completamente destemida, saltei dentro da escurido.
       Eu pensei que seria como mergulhar de um penhasco, mas eu estava errada. Era mais
suave, mais macio. Mais como descer de elevador do topo de um arranha-cu. Eu me senti
acomodada, e eu sabia que estava de volta.
      Eu no abri meus olhos imediatamente. Primeiro eu queria me concentrar  saborear cada
sensao de retorno. Eu senti que estava deitada em algo duro e frio. Eu tomei uma respirao
profunda e fiquei surpresa de cheirar o cedro que costumava ficar no canto de baixo da casa da
minha me, em Broken Arrow. Eu s ouvi o suave murmurar de vozes sussurradas a princpio, mas
depois de somente algumas respiraes aquilo mudou com o grito de Aphrodite de --Oh, pelo
amor do saco plstico, abra os seus olhos! Eu sei que voc est a dentro!
       Eu abri meus olhos ento. --Jeesh, voc  do subrbio? Voc tem que ser to escandalosa?
       --Subrbio? Olha, voc no deveria estar xingando, e essa  definitivamente uma palavra
nojenta para mim.-- Aphrodite disse. Ento ela sorriu e riu e me puxou para um abrao super forte
que eu tinha certeza que ela negaria faz-lo para sempre depois. --Voc realmente est de volta?
E voc no , tipo, crebro-danificado ou nada?
       --Eu estou!-- Eu ri --E eu no sou mais crebro-danificado do que eu era quando parti.
       Por cima do seu ombro Darius apareceu. Os olhos dele estavam suspeitosamente brilhantes
enquanto ele colocou a mo sobre o seu corao e se inclinou para mim. --Bem vinda de volta,
Alta Sacerdotisa.
       --Obrigada, Darius.-- Eu sorri para ele e estendi minha mo para que ele pudesse me
ajudar a levantar. Eu tinha estranhas pernas de gelia, ento eu continuei me segurando nele
enquanto o quarto rodava e lanava ao redor de mim.
       --Ela precisa de comida e bebida.-- Disse uma super voz tipo-no-comando.
       --Imediatamente, majestade,-- veio a resposta imediata.
       Eu finalmente pisquei limpando a tontura, para que eu pudesse ver. --Oh, um trono! Srio?
        A bela mulher sentada no trono de mrmore esculpido sorriu para mim. --Bem vinda de
volta, jovem rainha.-- Ela disse.
      --Jovem Rainha.-- Eu repeti, meio rindo. Mas enquanto os meus olhos viajaram ao redor
do quarto, minha risada se dissolveu, e o trono, o quarto legal, e as questes do reino da rainha se
evaporaram.
       Stark estava ali. Ele estava deitado em uma rocha enorme. Tinha um vampiro Guerreiro de
p perto da sua cabea, e o cara estava segurando um punhal de lmina afiada sobre o peito de
Stark, que j estava ensanguentado e coberto de facadas.
      --No! Pare!-- Eu chorei. Eu me afastei de Darius e comecei a me precipitar em direo ao
vampiro.
       Mais rpido do que ela deveria ter sido capaz de se mover, a rainha estava repentinamente
de p entre o Guerreiro e eu. Ela colocou uma mo no meu ombro e perguntou gentilmente para
mim. --O que Stark te disse?
     Eu me sacudi mentalmente, tentando pensar atravs da viso sangrenta do meu Guerreiro,
meu Guardio.
       Meu Guardio...
       Eu olhei para a rainha. --Foi assim que Stark foi para o Outromundo. Aquele Guerreiro. Ele
est realmente ajudando-o.
       --Meu Guardio.-- A rainha me corrigiu. --Sim, ele est ajudando Stark. Mas agora a sua
busca est completa.  sua responsabilidade como a rainha dele traz-lo de volta.
      Eu abri minha boca para pergunt-la como, mas fechei-a antes de falar. Eu no tinha que
pergunt-la. Eu sabia. E era minha responsabilidade ajudar meu Guardio a voltar.
       Ela deve ter visto em meus olhos, porque a rainha inclinou sua cabea, bem levemente, e se
afastou.
       Eu andei em direo ao homem que ela chamava de seu Guardio. Suor caa pelo seu peito
musculoso. Ele estava completamente focado em Stark. Parecia que ele no via ou ouvia mais
ningum no quarto. Enquanto ele levantava a faca, obviamente se preparando para fazer outro
corte, a luz da tocha cintilou um bracelete de ouro que foi feito para torcer ao redor do seu pulso.
Eu entendi ento de onde o fio de ouro que tinha levado Stark at mim tinha vindo, e eu senti uma
sensao de calor pelo Guardio da rainha. Eu toquei seu pulso gentilmente, do lado do pedao de
ouro, e disse, --Guardio, voc pode parar agora.  hora dele voltar.
       A mo dele parou instantaneamente. Um tremor passou atravs do corpo do Guardio.
Quando ele olhou para mim, eu vi que as pupilas do seus olhos azuis estavam inteiramente
dilatadas.
      --Voc pode parar agora.-- Eu repeti gentilmente. --E obrigada por ajudar Stark a chegar
at mim.
       Ele piscou, e seus olhos clarearam. Sua voz era grave, e eu quase sorri quando reconheci o
sotaque Escocs que Stark tinha imitado para mim. --Sim, mulherr... como voc desejar.-- Ele
cambaleou para trs. Eu sabia que a rainha tinha pegado-o em seus braos, e eu podia ouvi-la
murmurando coisas para ele. Eu sabia que outros Guerreiros estavam no quarto, tambm, e eu
podia sentir Aphrodite e Darius me observando  mas eu ignorei todos eles.
       Para mim, Stark era a nica pessoa no quarto. A nica coisa que importava.
       Eu fui at ele onde ele estava deitado em uma pedra no seu sangue empoado. Dessa vez, o
cheiro dele veio at mim, e me afetou. Doce e estonteante, me deu gua na boca. Mas eu tinha
que parar. Agora no era a hora para a minha cabea ficar bagunada pelo sangue de Stark e o
desejo que persistia em mim disso.
       Eu levantei minha mo. --gua, venha para mim.-- Quando a macia umidade do elemento
me rodeou, eu acenei minha mo sobre o corpo ensanguentado de Stark. --Lave isso dele.-- O
elemento fez como eu pedi, chovendo gentilmente nele. Eu assisti-o limpar o sangue do seu peito,
derramar sobre a rocha, seguir o intricado n de trabalhos descer todos os lados da pedra enorme
e preencher as duas ranhuras que cortavam dentro do piso dos dois lados dela. Chifres, Eu percebi,
Ele me lembram chifres super grandes.
      Suficientemente estranho, quando o sangue estava todo lavado, as ranhuras no estavam
brancas como o resto do piso. Em vez disso, elas brilharam um negro bonito e mstico, me
lembrando um cu noturno.
       Mas eu no tomei tempo para admirar a magia que senti ali. Eu fui at Stark. Seu corpo
estava limpo agora. As feridas no estavam sangrando mais, mas elas estavam em carne viva e
vermelhas. E ento eu percebi o que estava vendo e tomei uma profunda respirao. Em cada lado
do peito de Stark o trabalho do corte formou flechas, completas com penas e pontudas, pontas
triangulares. Elas faziam uma balana perfeita para a queimada flecha quebrada sobre o seu
corao.
       Eu puxei a minha mo e descansei-a no topo da cicatriz, aquela da vez que ele salvou minha
vida  a primeira vez que ele salvou minha vida. Fiquei surpresa ao descobrir que ainda segurava o
fio de ouro. Gentilmente, eu levantei o pulso de Stark e envolvi o fio de ouro ali. O comprimento
de seda endureceu, torceu, e ento fechou, parecendo muito como a do Guardio, exceto que no
bracelete de Stark eu podia ver as imagens cedidas de trs flechas  uma delas quebrada.
      --Obrigada, Deusa.-- Eu sussurrei. --Obrigada por tudo.
      Ento eu coloquei minha mo sobre o corao de Stark e me inclinei. Antes de pressionar
meus lbios nos dele, eu disse, --Volte para a sua rainha, Guardio. Est tudo acabado agora.
      Enquanto suas plpebras tremeram e se abriram, eu ouvi a risada musical de Nyx preencher
minha mente, e sua voz dizendo:
      No, filha, no est tudo acabado. Est apenas comeando...
